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II. Hvilken betydning har barnets alder for vektleggingen av dets synspunkter?

4. Saksbehandlingsreglene

4.3 Saksbehandlingsfeil

Na oficina de atividades aquáticas do Projeto Espaço Com-vivências, o meio líquido foi escolhido como ambiente facilitador da prática psicomotora com Autistas, em função de ser um espaço que pode proporcionar, segundo Gutierres Filho e Andrade (2007, p. 207) uma volta às sensações intra-uterinas, permitindo à criança rever a passagem da dependência à autonomia a partir da apropriação do corpo próprio e da exploração desse ambiente. Para os autores:

A água está presente na vida dos seres humanos desde a vida intra-uterina, é seu habitat natural em um espaço curto de sua existência. Mesmo depois de abandonar este meio após o nascimento, este elemento da natureza continua sendo indispensável ao homem para sua sobrevivência. Após o nascimento, ainda nos primeiros meses de vida, o ser humano guarda em sua memória os aprendizados que ali realizou. Se a ele for permitido continuar a ter o contato com ela, não encontrará dificuldades para ali estar e usufruir de seus benefícios, apesar de não possuir órgãos adaptados para viver dentro da água, necessitando que ocorra uma nova adaptação das suas estruturas de base, responsáveis por seu comportamento (GUTIERRES FILHO e ANDRADE, 2007, p. 207).

Além disso, Bueno (2010, p. 89), fala sobre a qualidade do contato corporal que o meio líquido propicia. Para a autora, o meio líquido funciona como:

Alicerce para a promoção de sua individualidade (do aluno) e desejo de existir no mundo, favorecendo a incorporação da totalidade de cada praticante como sujeito histórico-social e permitindo assim a apreensão da realidade material e da sua condição socializada.

Também há que se considerar as propriedades físicas da água que vão facilitar os movimentos dos alunos. Enfatiza-se aqui a quase eliminação da força da gravidade em função do empuxo existente na água o que vai auxiliar o equilíbrio para realização de exercícios que fora da água poderia ser mais difícil, além de não forçar as articulações. Essas características, segundo Bueno (2010, p. 86), “permitem o enfrentamento de desestruturações corporais advindas de quedas e de mergulhos, seguidas por reações tônicas posturais, as quais favorecem a construção do eu corporal e de sua unidade corporal”.

Segundo Gutierres Filho (2003, p. 29), no meio líquido, pode acontecer uma reaprendizagem postural e motora, além do fato de que o aluno pode “gozar da condição de igualdade e da sensação de liberdade, permitindo, assim, a otimização de habilidades motoras, diferentemente do que ocorre em terra”.

Na água três aspectos precisam ser observados: as aprendizagens necessárias para o aluno se manter no meio líquido com liberdade, tais como o mergulho, a flutuação, o controle da respiração e o deslize, que favorecem, entre outros aspectos, a uma conscientização corporal; o desenvolvimento dos elementos psicomotores como equilíbrio, ritmo, coordenação etc.; e os aspectos relacionados com as novas aprendizagens tônico-posturais e relacionais que podem ser adquiridas nesse meio a partir das trocas tônicas que serão propostas pelo professor.

Bueno (2010, p. 90) mostra a possibilidade, em função do aluno estar num ambiente diferente com demandas específicas de movimentação, do estabelecimento de:

[...] novos padrões de movimento que se ajustem de maneira mais adequada e, consequentemente, propiciam a experimentação de novas sensações e experiências corporais, constituindo novo vocabulário corporal e sustentando assim a nova imagem de corpo ali formada.

Com relação às dificuldades do Autista em manter relações e se comunicar com o outro, o meio líquido também pode favorecer uma maior aproximação e um diálogo corporal mais intenso em função da insegurança inicial que tal meio oferece em determinadas situações de desequilíbrio, momentos em que o professor pode se aproximar auxiliando o aluno e estabelecendo uma comunicação afetiva.

Há que se considerar ainda que, submerso na água, o aluno deixa de perceber os estímulos externos do meio e pode entregar-se a um verdadeiro exercício de experimentação do próprio corpo num jogo espontâneo e livre de coerções ou culpabilizações, o que pode trazer uma possibilidade de autoconhecimento e desenvolvimento.

Trata-se de deixar, como dito por Onofre (2000), a água atuar. Para o autor isso significa deixar a água atuar de forma a atender a criança na sua totalidade corporal, estimulando-a a investir, dentro das suas possibilidades e de maneira própria e original, nas suas experiências psicomotoras, através dos efeitos da água, com seus contatos dinâmicos, físicos e químicos. Também significa enriquecer a motivação para a realidade água, que, atuando, irá provocar e exigir mobilidade, curiosidade e experimentação, a fim de nela atuar. Significa ainda deixar a criança e água se encontrarem recíproca e afetivamente, de forma a possibilitar a descoberta de si com e na água, e, posteriormente, no seu meio social. É

também, por parte do professor, ter disponibilidade corporal para receber a criança nos seus desejos de fusão e liberá-la para a exploração, deixando acontecer as vivências propostas por ele.

Portanto, não se trata, nesse trabalho, de reduzir o meio líquido a um espaço para o ensino do nado (apesar de se visar também à aprendizagem do nado). Mas, sobretudo, nesse rico espaço de atuação, estabelecer o jogo corporal necessário para a experimentação por parte do aluno de suas possibilidades e deficiências, de forma a ter as impressões necessárias para a exploração do seu meio circundante e para sua inserção no ambiente social.

Atentou-se ainda para as palavras de Fonseca (2000), para quem, considerando a localização proprioceptiva do corpo e sua integração cinestésica, não seria possível para o corpo sentir o ar como é possível sentir a água, que se tornaria um “envelope corporal”, que dá condições a esse corpo de perceber-se e construir uma nova aprendizagem postural que, segundo Gutierres Filho (2003, p. 29) é “a otimização de habilidades motoras, diferentemente do que ocorre em terra”.

Levou-se ainda em consideração, os trabalhos bem sucedidos de Gutierres Filho (2003), Sulzbach e Goerl (2009), Falkenbach, Diesel e Oliveira (2010) e Bueno (2010), ao proporem trabalhos similares com alunos Autistas e com outras deficiências

3.3.3 A Dança como Mediadora das Relações Tônico-Emocionais entre o Professor e a