II. Hvilken betydning har barnets alder for vektleggingen av dets synspunkter?
8. Oppsummering og avslutning
Com relação ao desenvolvimento, o Aluno apresentava estereotipias quando ficava só e sem estimulação adequada do meio, mas reagia às músicas que gostava de ouvir, fazendo os gestos ensinados e auto-iniciados. Obedecia mais aos comandos para bater pernas, por exemplo. Demonstrava melhor seus desejos, apresentando insatisfação quando era contrariado. Seu olhar em direção ao outro que lhe fala está muito melhor e suas expressões faciais também são mais significativas. Em outras palavras, apresentou um progresso relevante em suas habilidades comunicativas. Gostava de brincadeiras provocativas e de interação. Testava limites, mas os aceitava quando a intervenção era mais clara e objetiva.
Apresentou melhora da coordenação motora global e da percepção do espaço à sua volta. Sua comunicação com o Professor também evoluiu consideravelmente. Está mais aberto ao contato corporal.
5.1.2.1.14 Considerações do Professor sobre o Aluno 2
“Considero que os ganhos nos aspectos da comunicação e da interação superam os ganhos reais e perceptíveis que ele teve com a vivência psicomotora no meio líquido. Com certeza, o fato de estar na água o estimulou no aprimoramento de suas habilidades psicomotoras, porém as possibilidades relacionais (de comunicação e interação social) que ele teve de crescimento com a proposta da Oficina de Atividades Aquáticas são difíceis de serem encontradas em outros atendimentos.”
5.1.2.2 O Atendimento na Oficina Corpo Expressão
5.1.2.2.1 Objetivos estipulados para o primeiro semestre de 2010
a) Estabelecer vínculo afetivo, por meio da disponibilidade corporal e da ludicidade, que oferecesse segurança para que o Aluno investisse na exploração das atividades propostas;
b) Criar estratégias de comunicação verbal e não verbal que permitissem estabelecer certas rotinas de início, meio e fim das aulas; e
c) Explorar as iniciativas e atitudes do Aluno para iniciar os primeiros passos nas aulas de dança.
5.1.2.2.2 A Intervenção Pedagógica no primeiro semestre de 2010
No inicio do atendimento ao Aluno no primeiro semestre de 2010, o mesmo apresentava fortes estereotipias de mãos e balanço de tronco para frente e para trás. Possuía autonomia para certos aspectos como se alimentar, trocar de roupa e usar o computador. Andava com certo desequilíbrio em função da perna comprometida por paralisia cerebral. Porém, não havia comprometimento significativo nos movimentos corporais.
Ao contrário do atendimento na Oficina de Atividades Aquáticas, onde o Aluno apresentou interesse imediato pelo espaço em função de já estar ambientado na piscina da UCB, o começo do trabalho na Oficina Corpo Expressão foi conturbado. Ele não demonstrava interesse em se relacionar com a Professora e nem em participar das atividades propostas.
Como ele não apresentava linguagem verbal e tinha dificuldade em estabelecer contato visual com a Professora, ela buscou a compreensão de sua comunicação por meio das reações corporais que apresentava diante de suas investidas para estabelecer um contato inicial.
Como seu único foco de interesse era a música, sempre que ele chegava na aula, imediatamente a Professora ligava o aparelho de som e com a música num volume baixo ia apresentando alguns estímulos, porém o Aluno não reagia, ficando focado apenas na música que tocava.
Nesse momento, o Aluno apresentava dificuldade em se movimentar de forma autônoma, ou seja, não sentava ou se levantava sem ajuda, não andava sem que alguém o estivesse guiando ou mesmo contendo movimentos inapropriados, caso contrário, saia correndo e se voltava para a estereotipia com balanço de tronco. Ele também não interagia com os objetos na sala, como bolas, arcos, fitas etc., além de demonstrar medo de altura, por menor que fosse. Seu único ponto de interesse era a música e, quando a ouvia, ficava parado, com o olhar perdido em frente ao aparelho de som e, quando a música era desligada ele chorava. Esse olhar “distante” também era percebido nas aulas da Oficina de Atividades Aquáticas.
Aos poucos, e utilizando a música, a Professora procurou ir apresentando a estrutura do atendimento, trabalhando a respiração, alongando partes do corpo, tocando o corpo dele e identificando as partes. A Professora oferecia objetos e brinquedos, porém ele não reagia aos estímulos ficando focado só na música.
Por algum tempo, a Professora propôs essas atividades sem que o Aluno demonstrasse interesse. A mãe chegou a ficar desmotivada em levá-lo ao atendimento, o mesmo acontecendo com a Professora. Ele era infrequente nas aulas da Oficina, porém, elas não desistiram. Ao contrário, houve insistência nas tentativas de estabelecer um vínculo, sendo que essas tentativas partiram do respeito às reações que o Aluno apresentava. Por exemplo, ele era respeitado quando não queria ficar na aula, tendo o direito de sair da mesma e procurar a mãe quando tinha necessidade de fazê-lo.
A Professora, consciente da necessidade de respeitar o Aluno nos seus desejos e necessidades e na busca de compreender sua comunicação sem intervenções invasivas ou agressivas, buscou alternativas que afinassem o vinculo afetivo entre eles. Porém, as atividades no primeiro semestre de 2010 não surtiram os efeitos esperados, apesar de, ao final do mesmo, o Aluno já mostrar uma maior aceitação com relação à Professora.
5.1.2.2.3 Objetivos estipulados para o segundo semestre de 2010
Devido às condições do Aluno no final do semestre anterior, os objetivos para o segundo semestre de 2010 foram reapresentados, ou seja:
a) Estabelecer vínculo afetivo, por meio da disponibilidade corporal e da ludicidade, que oferecesse segurança para que o Aluno investisse na exploração das atividades propostas;
b) Criar estratégias de comunicação verbal e não verbal que permitissem estabelecer certas rotinas de início, meio e fim das aulas;
c) Explorar as iniciativas e atitudes do Aluno para iniciar os primeiros passos nas aulas de dança; e
d) Propor atividades de dança que permitissem a sua participação no Espetáculo de Dança no final do semestre.
5.1.2.2.4 A Intervenção Pedagógica no segundo semestre de 2010
A Professora iniciou o segundo semestre de trabalho, procurando estimular o Aluno para agir de forma minimamente autônoma como levantar-se sem apoio, sentar-se, andar pela sala de forma mais consciente, executar movimentos simples como levantar as pernas alternadamente, etc., além de continuar na tentativa de estabelecer um vínculo com o Aluno, que promovesse melhores condições para o bom andamento da proposta pedagógica. Porém, o processo de adaptação foi lento e limitado, apesar do Aluno apresentar certo rendimento nas atividades. É importante acentuar que, no sentido de estimular o Aluno e sua mãe, cada conquista, por mais insignificante que poderia parecer, foi valorizada e comemorada junto aos dois.
Nesse semestre, além das atividades das aulas, a Professora propôs a participação do Aluno no I Espetáculo de Dança do Espaço Com-Vivências e, em função disso, parte do tempo das aulas era destinado ao ensaio visando à preparação para tal participação. Mas da mesma forma que o Aluno ainda não estava totalmente inserido nas atividades da aula, apresentando um rendimento ainda inconsistente diante do que se acreditava que ele poderia chegar, os ensaios também não produziram um efeito efetivo.
Há que se ressaltar que, apesar desse desenvolvimento ainda abaixo do esperado, o Aluno já não apresentava tanta resistência aos atendimentos. Assim, ele participou do
espetáculo no encerramento do ano. Foi uma pequena participação com tutoria de um professor e ele se mostrou muito nervoso em virtude da grande movimentação de pessoas além do barulho e do espaço que lhes eram estranhos, mas mesmo assim foi importante sua participação, pois trouxe a certeza para a Professora da necessidade de maior investimento no seu desenvolvimento, visto que ali, diante de um público de cerca de 850 pessoas, ele havia, ainda que com dificuldade, se mostrado capaz de aprender e se desenvolver. Há que se ressaltar o orgulho e felicidade de sua família diante dessa conquista.
Ao final do semestre, pôde-se perceber que, apesar de melhor ambientado no espaço, ainda não se relacionava condizentemente com a Professora e com o meio circundante, além de não apresentar, ainda, um desenvolvimento considerável.
5.1.2.2.5 Objetivos estipulados para o primeiro semestre de 2011
a) Investir em estratégias para afinar vínculo afetivo, por meio da disponibilidade corporal e da ludicidade, que oferecesse segurança para que o Aluno investisse na exploração das atividades propostas;
b) Incrementar as estratégias de comunicação verbal e não verbal para desenvolver atividades lúdicas de expressão corporal que permitissem a consciência do corpo;
c) Explorar as iniciativas e atitudes do Aluno para estimular movimentos da dança; e e) Estabelecer uma rotina para as aulas com início, meio e fim das mesmas, de forma a trazer um maior equilíbrio para o Aluno.
5.1.2.2.6 A Intervenção Pedagógica no primeiro semestre de 2011
No recomeço do trabalho no primeiro semestre de 2011 a Professora retomou as tentativas para estabelecimento de vínculo afetivo com o Aluno, visto que, apesar de aceitar melhor suas propostas e o ambiente, ainda não havia uma relação afetiva favorável para o desenvolvimento do trabalho.
Assim, a Professora, novamente com a utilização da música, voltou a propor movimentos corporais simples que pudessem ser executados pelo Aluno sem que o mesmo apresentasse movimentos estereotipados ou agressividade. Porém, o tão desejado vínculo com o Aluno se deu no momento em que ela passou a substituir a música eletrônica tocada no
aparelho de som, por músicas cantadas por ela mesma. Antes de cantar, a Professora dizia: “vou tirar a música porque vou cantar para você”.
Agindo assim, a Professora começou a apresentar algumas brincadeiras cantadas com gestos, da mesma forma que fazia com o Aluno I. Ao apresentar uma música chamada “Andorinha”, o Aluno ficou olhando para ela, sendo que foi essa a primeira vez que ele verdadeiramente olhou para a Professora. Enfatiza-se aqui, que esse foi o momento crucial na intervenção pedagógica com o Aluno, visto que, a partir de então, pode-se afirmar que houve a criação do vínculo que permitiu a entrada de novos elementos na relação entre o Aluno e a Professora, que desencadearam um processo de desenvolvimento efetivo no mesmo.
Ciente da importância desse momento, e aproveitando o interesse do Aluno, a Professora cantou a música da forma mais intensa que pôde, e após terminar, o Aluno sorriu para ela dando inicio a uma nova etapa do trabalho.
A partir desse momento ela passou a usar a música eletrônica por meio do aparelho de som por um pequeno período de tempo nas aulas, substituindo-a por músicas que ela mesma cantava para o Aluno. Outra questão importante, dado o interesse do Aluno, é que as músicas eram sempre acompanhadas por gestos e estímulos para que ele fizesse o mesmo e, mesmo não conseguindo repetir alguns gestos propostos pela Professora, ele demonstrava prazer na atividade.
Nesse momento o Aluno passou a demonstrar desejo em estar com a Professora, pois queria cantar e dançar com ela. Sorria para ela e quando ela desligava o aparelho de som ele já não mais chorava. Com isso, ela passou a explorar músicas e os gestos que as acompanhavam para propor a exploração dos movimentos do Aluno que andava, corria, balançava os braços, rodava, enfim, vivenciava movimentos até então não apresentados por ele.
Ao final do semestre pôde-se notar um desenvolvimento considerável na relação afetiva do Aluno com a Professora e com o ambiente da aula, porém, ainda havia uma grande demanda com relação ao seu desenvolvimento Psicomotor.
5.1.2.2.7 Objetivos estipulados para o segundo semestre de 2011
a) Investir em estratégias para afinar vínculo afetivo, por meio da disponibilidade corporal e da ludicidade, que oferecesse segurança para que o Aluno investisse na exploração das atividades propostas;
b) Propor novas vivências psicomotoras que estimulassem a consciência do corpo; c) Estimular a observação e cópia de movimentos propostos pela Professora; e
d) Propor atividades de dança que permitissem a participação do Aluno no Espetáculo de Dança no final do semestre.
5.1.2.2.8 A Intervenção Pedagógica no primeiro semestre de 2011
Com o vínculo mais fortalecido, a Professora iniciou o segundo semestre de 2011 podendo experimentar novas atividades. Assim, numa sala de Ginástica Artística com muitos objetos e equipamentos estimulantes como barra, cama elástica, trampolins, traves etc., ela começou a buscar outras formas de estimular o Aluno, como passar por cima da barra, embaixo do trampolim, andar de cócoras em cima de colchões de ginástica, pular na cama elástica, sentar sozinho e se levantar, ou seja, a jogar ludicamente com o próprio corpo, a fim de conhecê-lo e interpretá-lo, por meio de sua ação no ambiente.
Além disso, ela passou a usar uma bola com frequência. No inicio o Aluno apresentou resistência a esse objeto. Ele não sabia jogar ou segurar a bola. A mãe foi convidada para jogar com ele e a Professora o auxiliava. Após algumas semanas exercitando esse movimento ele passou a realiza-lo sozinho e acabou por aprender a segurar e a jogar a bola de forma autônoma, mostrando prazer na atividade e praticando-a com a Professora.
Cabe ressaltar que, em alguns dias e em determinados momentos, ele reagia melhor e em outros se voltava para si, se entregando a estereotipias. Nesses momentos a Professora o buscava e o trazia novamente para a atividade. Algumas vezes, quando ele corria, ela tirava a música e dizia “venha aqui que eu coloco a música” e, com esse estímulo, em muitos momentos, ele voltava para o lado dela.
A Professora passou a dialogar com o Aluno durante as aulas, perguntando a ele o que queria fazer, e ele respondia por meio de gestos simples e olhando fixamente para ela. Ele ameaçava falar e ficava feliz quando ela o entendia e, em função disso, ela passou a estimular a sua fala, pedindo que ele cantasse com ela, acompanhando-a com gestos, mesmo ciente de sua dificuldade com relação à fala.
Como se tratava do semestre em que haveria o II Espetáculo de Dança do Espaço Com-Vivências, parte do tempo das aulas foram usadas para o ensaio da coreografia que seria apresentada pelo Aluno. Ele reagiu bem nos ensaios, mas, quando participou do espetáculo, da mesma forma que no ano anterior, se mostrou nervoso com a movimentação de pessoas e o excessivo barulho. Antes e depois de sua participação, que durou cerca de 2 minutos, teve que
ser acompanhado por uma professora do Projeto Espaço Com-Vivências em função do seu nervosismo.
Porém, apesar de estar tenso, mostrou-se satisfeito em participar do espetáculo, mesmo tendo o acompanhamento de uma professora durante todo o tempo em que permaneceu no palco.
No final desse semestre, ao contrário dos anteriores, percebeu-se um bom desenvolvimento do Aluno, com melhora significativa nas suas possibilidades de exploração do corpo, além da grande mudança em suas atitudes após ter estabelecido um vínculo afetivo com a Professora.
5.1.2.2.9 Objetivos estipulados para o primeiro semestre de 2012
a) Propor novas vivências motoras que estimulassem a consciência do corpo; b) Estimular a observação e cópia de movimentos propostos pela Professora; c) Estimular a autonomia do Aluno durante a realização das aulas; e
d) Explorar as iniciativas e atitudes do Aluno para estimular movimentos da dança.
5.1.2.2.10 A Intervenção Pedagógica para o primeiro semestre de 2012
Na continuidade do trabalho realizado na Oficina Corpo Expressão, no primeiro semestre de 2012, a Professora buscou intensificar as propostas referentes à exploração do corpo por meio das músicas eletrônicas e aquelas cantadas por ela. Para tanto, foram exploradas novas perspectivas de movimentos, estimulando o aluno a saltar, correr, andar, se arrastar no chão, rolar, girar etc., com a utilização dos equipamentos disponíveis na sala de Ginástica Artística, onde foram realizadas as atividades.
Com a proposição de movimentos para acompanhar as músicas por ela cantadas, a Professora buscou estimular a cópia de movimentos por parte do Aluno, ou seja, que ele pudesse, ao visualizar a Professora fazendo um determinado gesto, copiá-lo e, posteriormente, fazê-lo de forma autônoma. Tal procedimento deveu-se à dificuldade que o Autista apresenta com relação à cópia de movimentos executados por outras pessoas.
Nesse sentido, o Aluno apresentou um desenvolvimento considerável, repetindo os movimentos propostos pela Professora, propondo movimentos por ele criados e, posteriormente, repetindo tais movimentos ao ouvir as músicas.
Além disso, a Professora estimulou a comunicação do Aluno, conversando sempre com ele e procurando entendê-lo nas suas tentativas de comunicação verbal. Ao sentir-se compreendido e respondido, o Aluno mostrava-se satisfeito e se disponibilizava para atender às solicitações da Professora, fato que permitiu o investimento mais intenso nas atividades voltadas para a expressão corporal e para a dança.
A Professora buscou também apresentar para o Aluno conceitos referente à organização espacial e temporal como dentro e fora, alto e baixo, longe e perto, pegar e soltar, rápido e devagar etc., sendo que ele mostrou certa compreensão dos mesmos ao atender às solicitações da Professora, dentro das atividades propostas.
Com tais propostas, ao final do semestre, pôde-se observar um considerável desenvolvimento do Aluno com relação à sua participação nas aulas, além de maior domínio corporal e menos demonstrações de agressividade e de estereotipias.
5.1.2.2.11 Objetivos estipulados para o segundo semestre de 2012
a) Propor novas vivências motoras que estimulassem a consciência do corpo; b) Estimular a observação e cópia de movimentos propostos pela Professora; c) Estimular a autonomia do Aluno durante a realização das aulas; e
d) Propor atividades de dança que permitissem a participação do Aluno no Espetáculo de Dança no final do semestre.
5.1.2.2.12 A Intervenção Pedagógica no segundo semestre de 2012
O trabalho realizado no segundo semestre de 2012 com o Aluno deu continuidade às propostas realizadas no primeiro semestre, além de propor ensaios para que ele pudesse participar do III Espetáculo de Dança do Espaço Com-Vivências.
Ainda utilizando o recurso de cantar músicas para o Aluno, a Professora continuou a propor a exploração do corpo por meio de atividades que permitiram um melhor desenvolvimento do seu esquema corporal, visto que estimulavam experiências cada vez mais
complexas que incluíam andar na trave de equilíbrio, passar por baixo e por cima de equipamentos na sala de ginástica artística, danças espontâneas sem a intervenção da Professora e propostas por ela, além de várias atividades realizadas no piso acolchoado dessa sala.
Também foram usados materiais como bola e bambolê, para manipulação durante as atividades de dança e em jogos com a Professora. Cabe ressaltar o prazer demonstrado pelo Aluno nessas atividades e o fato de que o grau de dificuldade das mesmas foi sempre sendo aumentado pela Professora. Nesse sentido, o Aluno pôde mostrar um desenvolvimento cada vez mais intenso.
No que diz respeito à comunicação, o Aluno empreendeu esforços no sentido de se comunicar verbalmente com a Professora. Em muitos momentos subocou algumas palavras e mostrou-se satisfeito quando ela lhe respondia por meio de palavras ou mesmo de atitudes. Em função disso, a Professora estimulou constantemente a expressão do Aluno.
Com relação aos ensaios para o III Espetáculo de Dança do Espaço Com-Vivências, um evento interessante foi que a música proposta para que o Aluno apresentasse sua coreografia no mesmo, que se chama “Camaleão”, teve um efeito inesperado no Aluno. Houve uma identificação inexplicável com tal música, sendo que a mesma, toda vez que cantada por alguém ou tocada no aparelho de som, acalmava o Aluno e ele colocava a mão nas costas da Professora, da Mãe ou de outra pessoa que estivesse perto e que fosse conhecida dele, repetindo a coreografia a ele proposta.
A mãe do Aluno relatou que quando ele ficava nervoso em casa bastava começar a cantar tal música que ele se acalmava. Além disso, relatou que em um determinado dia, ele foi, acompanhando outros alunos da escola em que estuda, a uma apresentação em uma escola desconhecida para ele. Em função do ambiente desconhecido e da agitação encontrada nesse ambiente, ele ficou agitado e, quando estava quase para entrar em crise nervosa, sua professora (que o atende no Centro de Ensino Especial 1 de Taguatinga) percebeu tal fato e começou a cantar a música “Camaleão” e imediatamente ele se acalmou e executou a coreografia que iria apresentar no espetáculo, segurando nas costas da professora. Após esse fato, percebendo que ele ainda estava nervoso, ela o retirou da sala e, andando com ele pelo espaço da escola, cantou mais algumas vezes a mesma música, até perceber que ele estava relaxado.
Da mesma forma aconteceu no dia do espetáculo. Ele se mostrou irritado antes do inicio da sua apresentação, precisando de acompanhamento de um professor, mas na hora de sua coreografia, ouvindo a música “Camaleão” reagiu bem e apresentou sua coreografia,
demonstrando prazer em estar ali, apesar de tentar correr em alguns momentos, sendo contido por uma professora que o acompanhava no palco.
Porém, ao contrário do Aluno I, ele não demonstrou compreender seu papel durante suas participações nos espetáculos propostos, mas reagiu bem à presença dos espectadores,