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II. Hvilken betydning har barnets alder for vektleggingen av dets synspunkter?

6. Vilkår og forholdsmessighet

6.2 Avveiningene

a) Estabelecer vínculo afetivo, por meio da disponibilidade corporal e da ludicidade, que oferecesse segurança para que o Aluno investisse na exploração do seu corpo no meio líquido;

b) Criar estratégias de comunicação verbal que permitisse estabelecer certas rotinas de início, meio e fim das aulas; e

c) Explorar as iniciativas e atitudes do Aluno para aprimorar aspectos básicos da iniciação à natação.

5.1.1.1.2 A Intervenção Pedagógica no primeiro semestre de 2010

Para começar o trabalho, considerou-se o fato do Aluno já estar familiarizado com o ambiente, visto que ele freqüentava as aulas de natação do Projeto CID Paralímpico da SEDF que funcionava nas instalações da UCB antes do Projeto Espaço Com-Vivências.

O Aluno, que até então entrava na piscina com a mãe e usava colete salva-vidas, apresentava medo com relação ao fato de ficar sozinho na piscina. Sendo assim, ele era recebido pelo Professor no lava-pés e conduzido pela mão para a escada da piscina. O Professor conversava com ele durante o percurso (de aproximadamente 25 metros), além de cantar as músicas propostas por ele. Como o Aluno não aceitava entrar na piscina com o Professor do lado de fora, ele entrava primeiro e apoiava sua entrada pela escada até que ele o abraçasse e soltasse a escada. Depois disso, o flutuador era disponibilizado a ele e então começava a seguir o Professor pela piscina com o apoio constante do mesmo.

Cabe ressaltar, que o Professor, diante da dificuldade apresentada pelo Aluno, colocou seu corpo, de forma incondicional, como meio para que ele pudesse explorar o ambiente

proposto, o que facilitou a criação de um vínculo afetivo, fator fundamental para o desenvolvimento de uma intervenção pedagógica. Ao perceber que o Aluno demonstrava medo de ficar sozinho na água, o Professor utilizou essa situação como meio para o estabelecimento desse vínculo, pois ele representava sua referência de segurança. O Aluno, se sentindo seguro com a aproximação e disponibilidade corporal do Professor, aproveitou as aulas para explorar o ambiente, mas sem mergulhar, pois seu medo nesse sentido aparecia quase como um desespero. Sua mãe relatou que ele não gostava de utilizar o flutuador (spagethi), mas com o Professor, em função de sua disponibilidade, ele o utilizou.

Assim, é considerado fato importante na relação afetiva com o Aluno, o rápido estabelecimento de vínculo com o Professor por representar sua segurança na piscina e por mostrar-se disponível para oferecer essa segurança de forma incondicional e, posteriormente, por representar a possibilidade de experiências prazerosas. Além disso, como o Professor, ao perceber o gosto do Aluno por músicas, cantava as músicas propostas pelo Aluno junto com ele. Assim, o Aluno se mostrou interessado em estar junto.

O corpo do Professor passou a ser utilizado como palco para o Aluno viver suas fantasias e já na segunda aula, ele abandonou o colete salva-vidas que usava até então em todas as aulas de natação que aconteceram antes do início do projeto, graças ao incentivo do Professor e passou a um contato mais direto com o corpo do mesmo e, eventualmente, com os flutuadores. A música e a água foram os elos para a comunicação. Logo, o Professor passou a criar paródias com as músicas, inventando letras que o incentivavam a realizar exercícios como bater pernas e ficar estendido na posição dorsal e ventral. Passaram assim, a estabelecer uma rotina de entrada, de exercícios e brincadeiras e de saída.

Com o passar do tempo, o Aluno começou a ficar só com o flutuador e a se deslocar com propulsão de pernas, assumindo uma posição mais horizontal. Os exercícios propostos eram de propulsão de pernas com apoio no flutuador e/ou no Professor. Essas atividades aconteciam com paródias das músicas trazidas pelo Aluno que remetiam às atividades da aula (bater pernas, mergulhar etc.). As paródias passaram a interessar muito ao Aluno que as cantava com empolgação e antes do final do semestre ele já havia decorado algumas letras das paródias e já as cantava tão logo ia fazer algum exercício ou mesmo quando entrava na piscina. Também começou a inventar algumas rimas como: “em paz com a água e o que ela me traz... se mergulhei ou se sorri, o importante é que na piscina eu me diverti!” (letra cantada com a melodia da música “Emoções” de Roberto Carlos e Erasmo Carlos).

Com relação ao desenvolvimento psicomotor, o Aluno apresentava dificuldade em sua coordenação motora global e específica, com uma excessiva tensão muscular para a realização

de algumas atividades. Com o passar das aulas e a partir do estabelecimento de uma relação de confiança com o Professor, ele se mostrou mais confiante para experimentar a posição horizontal (com cabeça fora d’água) e realizar a propulsão de pernas. A princípio, começou a fazer pequenos deslizes (distância de uma raia a outra) que depois ganharam uma propulsão de pernas suficiente para deslocamentos maiores. Percebeu-se aqui que as dificuldades do Aluno estavam associadas à insegurança dentro do ambiente da piscina e, a partir do momento em que o Professor colocou-se como “porto seguro” para ele, tal insegurança diminuiu, possibilitando as investidas do mesmo na busca de novas possibilidades com seu corpo na água.

Porém, os poucos mergulhos realizados durante a aula aconteceram por insistência do Professor sendo que, logo após efetuá-los, seu corpo parecia se desorganizar e ele tirava o rosto da água com muita pressa e de forma desajeitada tirava a touca da cabeça e a lançava na água. O mergulho parecia lhe causar uma desagradável sensação e, por isso, ele apresentava resistência em executá-lo.

Como alternativa, o Professor propôs o uso de óculos de natação, imaginando que a proteção do contato dos olhos com a água fosse deixa-lo mais tranquilo. De fato houve uma melhora, entretanto ele continuou a apresentar resistência em mergulhar. Em função disso, no final do semestre pôde-se notar um desenvolvimento na propulsão de pernas e deslize, com a cabeça fora d’água.

Com relação aos aspectos sócio-comportamentais o Aluno começou a repetir palavrões constantemente. A família vinha tentando trabalhar essa atitude com reforços e punições e, na piscina, o Professor alternou as ações entre parar a atividade para conversar com o Aluno ou então não dar importância ao fato e intensificar a tarefa dada para que ele voltasse seu foco ao exercício e deixasse a atitude inadequado de lado.

Quando contrariado, frustrado ou quando se sentia ameaçado por algum movimento mais rápido do Professor ou de alguém próximo, o aluno gritava, ficando muito agitado e, às vezes, tentava beliscar o Professor. Quando isso acontecia, ele era afastado para algum espaço mais reservado onde o Professor cantava músicas e o estimulava a cantar também. Após o Aluno voltar à calma, o Professor conversava com ele, explicando que ele podia se expressar de forma mais tranquila e que não podia machucar as pessoas. Perguntava o que ele queria e, quando ele se expressava, dava sugestões para que falasse o que quisesse, mas com calma e sem bater nos outros.

Outra atitude que precisou ser trabalhada foi o momento da saída da piscina, pois, por várias vezes, o Aluno se recusou a sair da água, apresentando nervosismo com gritos e/ou

xingamentos. A mãe chegou a entrar na área da piscina para tentar tirá-lo da água com conversas mais duras. Percebendo que era um momento estressante para todos os envolvidos, foi necessária uma conversa com a mãe para alinhar formas para lidar com o fato, sendo que a resistência do Aluno para sair da piscina foi aos poucos se extinguindo.

Com relação à comunicação, o Aluno fazia contato verbal e visual apenas quando tinha interesse na proteção do Professor. Entrava na piscina se agarrando nele, por exemplo. No lugar de fazer uma leitura dessa busca do Aluno como sendo a utilização do Professor como ferramenta, ele a usou para aproximação com o mesmo. O atendimento a essas necessidades, com disponibilidade e atenção, trouxe segurança para o Aluno.

Ponto importante foi a afirmação da mãe do Aluno em uma das conversas com o pesquisador a respeito dos gritos e movimentos repetitivos do mesmo não serem condenados pelo Professor que, ao contrário, os respeitava, estimulando o Aluno a encontrar novas formas de comunicação. Segundo a mãe, em outros ambientes, o Aluno sempre foi recriminado por essas atitudes e o fato do mesmo não acontecer na piscina com o Professor, o fez se aproximar mais dele e explorar mais seu corpo no meio líquido.

Com o tempo, as aulas passaram a ter uma entrada autônoma por parte do Aluno seguida por um momento de brincadeira (com bola, por exemplo) e de exercícios intercalados com novas brincadeiras.

Ao final do semestre, se percebeu os seguintes resultados: o vínculo afetivo aconteceu e o Aluno investiu na exploração do corpo no meio líquido, a partir da relação com o Professor; as estratégias de comunicação verbal que permitiram estabelecer certas rotinas de início, meio e fim da aula, foram satisfatórias para esse contexto, mas serão sempre adaptadas para as novas atitudes que forem aparecendo; e as paródias e a ludicidade tem ajudado no trabalho do Aluno para aprimorar aspectos básicos da iniciação à natação.

5.1.1.1.3 Objetivos estipulados para o segundo semestre de 2010

a) Aprender a realizar entradas e saídas na piscina de forma independente; b) Aprimorar o mergulho (pequenas imersões com olhos abertos e de óculos);

c) Realizar deslocamentos com propulsão de pernas segurando a prancha à frente do corpo; e

d) Participar de alguns exercícios com a turma de alunos que têm aula de natação no mesmo horário.

5.1.1.1.4 A Intervenção Pedagógica no segundo semestre de 2010

No início do semestre o Aluno e a família voltaram para o trabalho, após o recesso acontecido no mês de julho, muito animados em função de ganhos do mesmo com relação ao uso da piscina no Clube que frequentaram nas férias. Além disso, o Aluno apresentou menor resistência aos óculos e passou a fazer rápidas imersões. Porém, ainda ficava afoito após cada mergulho e costumava tirar os óculos e a touca e jogá-los na água.

Ponto relevante foi o fato de o Aluno apresentar características de simbolização em brincadeiras na piscina, com compreensão dos conceitos, atendendo aos comandos do Professor e revelando conhecimento das partes do seu corpo.

Desde a primeira aula do semestre, o Professor passou a esperá-lo na escada da piscina, cumprimentando-o e indicando que ele deveria descer antes do Professor com um flutuador na cintura. Desde o primeiro dia de aula do semestre, ele obedeceu e passou a realizar a entrada na piscina de forma independente pela escada. É interessante lembrar que no semestre anterior o Professor o esperava na porta da ducha, indo com ele até a escada.

As aulas que foram realizadas em conjunto com os demais alunos que faziam natação no mesmo horário do Aluno apresentavam um aspecto positivo de iniciativa do mesmo para imitação de movimentos técnicos mais harmoniosos. Entretanto, observou-se que o Aluno, após algum tempo ao lado de outro aluno, apresentava ciúmes ou ficava incomodado com alguma coisa que o fazia reagir, sendo agressivo com o colega. Ele agia empurrando, beliscando ou puxando-o para baixo, o que fazia com que o colega mergulhasse a cabeça e, às vezes, engasgasse ou se assustasse com o ato. Com isso, o acompanhamento das aulas do grupo passou a ser mais esporádicas e por um tempo curto. Por outro lado, a experiência do Aluno com estagiários estudantes do Curso de Educação Física da UCB foi um fator de motivação, pois ele interagia bem com eles e executava vários exercícios, inclusive mergulho, para receber elogios dos mesmos. Com isso, em alguns momentos, o Professor se afastava para que ele pudesse desfrutar dessas relações e ganhar mais autonomia.

O trabalho de propulsão de pernas com a prancha foi satisfatório a partir de um acordo com o Aluno. Após fazer o deslocamento com propulsão de pernas segurando na prancha, o Aluno brincava um pouco de “surfista” tentando se equilibrar em pé na prancha. Com esse acordo, ele aumentou sua capacidade de deslocamento, inclusive sem a prancha, e conseguiu percorrer uma distância de aproximadamente oito metros até a borda da piscina.

Com relação às entradas e saídas, os objetivos também foram alcançados, pois como já foi relatado, o Aluno entrava sozinho na piscina pela escada utilizando o flutuador. Nas

saídas, o Professor utilizou um pequeno ritual: começava a cantar uma música cuja letra dizia que faltavam dez minutos para acabar aula, depois cinco minutos e quando chegava a hora, fazia cócegas no Aluno para ele sair. Ele gostava da brincadeira e aprendeu que as cócegas só aconteciam se ele de fato fosse para a escada e começasse a subir.

Ao final do semestre, percebeu-se uma forte relação afetiva entre o Aluno e o Professor e a expressão de sentimento de agradecimento por parte da família.

5.1.1.1.5 Objetivos estipulados para o primeiro semestre de 2011

a) Retirar o flutuador do Aluno para o deslocamento com propulsão de pernas;

b) Aumentar o número de mergulhos e modificar a atitude de arremessar a touca e os óculos após a imersão;

c) Trabalhar a flutuação e o deslize na posição dorsal; e

d) Aumentar o número de relações com outras pessoas, principalmente estagiários.

5.1.1.1.6 A Intervenção Pedagógica no primeiro semestre de 2011

Semelhantemente ao que aconteceu no semestre anterior, as férias do Aluno serviram para reforçar o aprendizado com relação aos conteúdos da natação. A mãe relatou que ele foi para a praia e brincou muito no mar. A família participou desse momento com alegria e a atitude do Aluno foi reforçado. Assim, o Professor começou o trabalho do semestre estimulando o deslocamento com propulsão de pernas em decúbito ventral e em mergulho, além de iniciar o trabalho para a flutuação e deslize em decúbito dorsal. O Aluno respondeu bem ao proposto, pois o Professor continuou a investir na relação corporal entre os dois, além de usar da ludicidade por meio da utilização da música e de paródias, principalmente. Tal fato trouxe segurança para as novas investidas do Aluno.

Um fato importante aconteceu no dia em que o Aluno começou a simular um choro como se estivesse insatisfeito e a dizer que não queria aquela piscina e sim ir para o clube. Sua expressão emocional não tinha lágrimas, mas tinha uma voz que afirmava tristemente sua insatisfação. Como isso nunca tinha acontecido, o Professor chamou a mãe do Aluno para tentar saber se havia alguma razão clara para essa atitude. A mãe do Aluno disse que ele parecia estar testando sua capacidade de expressão de sentimentos e que em casa também

apresentava esse “choro” por diferentes motivos. A intervenção foi então no sentido de permitir sua expressão e acolhê-lo. Em determinado momento, o Professor começou a imitar suas ações e ele ficou muito interessado. Pediu várias vezes para que o Professor chorasse e quando ele o fazia, o Aluno o consolava, dizendo: “Não chora, meu querido!”

Percebeu-se, nesse momento, que o Aluno parecia estar treinando atitudes mais emocionais, como se fossem conquistas novas para ele. Mas como isso foi aproveitado na aula, sua duração não foi muito longa e, quando acontecia, tinha uma carga emocional menor.

Ao final do semestre, o Aluno já fazia deslocamentos de uns dez metros e mergulhava ao final, já próximo à borda. Ainda tirava os óculos de maneira afoita, mas não o lançava para longe. Ao invés disso, o colocava na borda. Começou a fazer o deslize em decúbito dorsal, empurrando a parede e logo se colocava em pé, de forma um pouco desajeitada. Gostou da experiência de flutuação dorsal, apoiado pelo Professor.

Sua interação com os Estagiários do Curso de Educação Física da UCB foi explorada e, em alguns momentos o Professor se retirava para que o Aluno ficasse só com eles. Esses encontros e trocas foram positivos para ampliar o leque de relações do Aluno e para criar um distanciamento físico que marcasse a abertura da relação entre ele e o Professor.

Fato a se ressaltar, foi a participação do Aluno no I Festival de Natação do Espaço Com-Vivências realizado no primeiro semestre de 2011, quando o mesmo fez questão de repetir várias vezes o movimento de propulsão de pernas com ajuda da parede da piscina, pois percebeu que a mãe estava olhando. Porém, na relação com o Professor, o Aluno apresentou, durante as atividades do Festival, um sentimento de posse exacerbado e crises de ciúmes quando ele se aproximava de outros alunos, fato que passou a ser trabalhado com a participação dos Estagiários para que pudesse ser minorado.

Considera-se que ao final do semestre os objetivos foram atingidos em certo grau e a relação do Professor com a família foi estreitada, o que trouxe boas expectativas para o seguimento do trabalho no próximo semestre.

5.1.1.1.7 Objetivos estipulados para o segundo semestre de 2011

a) Trabalhar o nado na posição dorsal; b) Aprimorar os mergulhos; e

5.1.1.1.8 A Intervenção Pedagógica no segundo semestre de 2011

No início do semestre o Aluno passou a ir para as aulas de natação com um colega que morava próximo dele. Esse colega já era aluno do Projeto Espaço Com-Vivências, sendo uma criança com Síndrome de Down de idade equivalente a do Aluno.

Com a aproximação dos dois, ambos começaram a fazer aulas juntos com o Professor e esse fato ajudou a melhorar a relação do Aluno com seus pares. No começo, os ciúmes eram explícitos e o Aluno brigava com o colega frequentemente. Entretanto, com a proximidade física do Professor junto aos dois, era possível mediar os conflitos sem maiores problemas. Essa relação ajudou o Aluno a entender que sua agressividade para com o colega não resolvia sua questão e, assim, suas frustrações começaram a ser mais suportadas por ele mesmo. Houve um crescimento na inter-relação pessoal e ele aprendeu a utilizar outras formas de comunicação para superar sua frustração pela falta da relação de exclusividade com o Professor.

Esse fato pôde ser notado no II Festival de Natação do Espaço Com-Vivências, visto que nesse evento, o Aluno, apesar de permanecer sempre próximo ao Professor, já permitiu que ele interagisse com outros alunos.

Quanto ao trabalho de propulsão de pernas e deslocamento sem flutuador, o mesmo continuou com distâncias cada vez maiores e sempre acompanhado de mergulhos ao final. Esses também evoluíram um pouco, mesmo considerando que a agonia pela imersão ainda era visível. Os elogios da mãe e de terceiros foram sempre motivadores para que o Aluno insistisse em realizar o mergulho.

O trabalho com a propulsão de pernas em posição dorsal aconteceu satisfatoriamente com o apoio do Professor. Quando ele retirava o apoio, o Aluno logo saia da posição para ficar em pé na piscina. Em função disso, foi dada uma prancha para ele segurar junto ao peito, melhorando sua flutuação e, consequentemente, permitindo a retirada do apoio do Professor.

O segundo semestre de 2011 foi marcado pela tranquilidade no trabalho, com destaque para a melhora da relação do Aluno com o colega de aula.

5.1.1.1.9 Objetivos estipulados para o primeiro semestre de 2012

a) Trabalhar o nado na posição dorsal; b) Aprimorar os mergulhos; e

c) Estimular as relações com os pares durante as aulas.

5.1.1.1.10 A Intervenção Pedagógica no primeiro semestre de 2012

Nesse semestre houve continuidade no trabalho com o Aluno juntamente com seu colega, sendo que a aula passou a ter uma rotina mais organizada de exercícios propostos para os dois com a seguinte sequência: uma brincadeira, um exercício, outra brincadeira, outro exercício e assim sucessivamente. A proposta era de criar um ambiente de maior independência e autonomia, apesar da disponibilidade corporal do Professor continuar a existir. Algumas aulas eram mais descontraídas com atividades propostas pelos Alunos e com algumas sugestões do Professor.

A entrada na piscina também passou a acontecer de forma mais autônoma por parte do Aluno, que ao chegar à escada já ia descendo sem flutuador, começando imediatamente a brincar na água. A entrada do Professor acontecia momentos depois para começar a aula. A intensão foi permitir que o Aluno, nesses momentos em que ficava sozinho na piscina, pudesse explorar movimentos já conhecidos e que traziam prazer para ele e mesmo investir em novas possibilidades de movimentos de forma espontânea.

As expressões verbais do Aluno, por vezes, vinham carregadas de declarações de carinho direcionadas para o Professor e da mesma forma eram retribuídas. Essa forma mais consciente de expressão também pôde ser observada com relação aos ciúmes, pois ao invés de querer agredir o colega, quando o mesmo se aproximava do Professor, ele começou a chamar a atenção do mesmo pela palavra. As tentativas de beliscões sumiram e ele também obedecia melhor no momento de saída da piscina, mesmo quando deixava clara sua vontade de ficar na