Del II Rederansvar, eierskap og økonomiske forhold
17 Teorier om sabotasje
17.3 Tilførsel av diesel
17.3.3 Særlig om «mannhullet»
A capacidade de adaptação não depende só de condições individuais, mas complementa-se a partir do capital institucional (Preston et al., 2008; Preston & Stafford-Smith, 2009), como os equipamentos coletivos e os espaços públicos.
Os abrigos (Balica et al., 2012), enquanto locais de refúgio em circunstâncias de emergência, podem facultar alojamento e estadia temporária aos residentes. No que concerne a edifícios coletivos, a ARU corporiza 78% alusivamente ao município, sendo que a sua distribuição se circunscreve fundamentalmente ao centro urbano consolidado. Em termos de equipamentos coletivos, daqueles que se fazem presentes na área de análise, alguns possuem uma abrangência concelhia. Entre os vários existentes (Figura 36) destacam-se, as escolas, centradas no interior da malha urbana, nomeadamente a E.B. 2 e 3 Gonçalo Sampaio, EPAVE, Escola Secundária e alguns Jardins de Infância. Os equipamentos de carácter social estão em minoria, com apenas um lar, Lar de S. José, situado na Rua da Misericórdia. Há, portanto, uma preponderância de equipamentos destinados às crianças relativamente a serviços destinados à população idosa.
Figura 36 – Equipamentos coletivos da ARU da Póvoa de Lanhoso Fonte dos dados: CMPL.
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Ao nível de equipamentos desportivos existem três campos de jogos, dois campos de ténis, dois pavilhões gimnodesportivos e o pavilhão das piscinas municipais, na sua maioria entre o tecido construtivo da vila, todavia nem todos são capazes de proporcionar alojamento e estadia, portanto, neste caso, os pavilhões assumem maior relevância. Do ponto de vista cultural, um pouco mais dispersos pela ARU, importa salientar os equipamentos religiosos, em específico a igreja paroquial como um equipamento central da vila. Além destes, importa mencionar outros significativamente abundantes, que embora não sejam locais de abrigo podem ser úteis, tal como os de saúde (Figura 36), incluindo farmácias, clínicas e laboratórios, administrativos e de serviços públicos, também eles concentrados nos interstícios da malha urbana.
Embora a distância de toda a população da ARU aos locais de abrigo não seja muito significativa, de fato eles localizam-se nos espaços centrais da malha urbana (Figura 37), pelo que os habitantes a menos de 500 metros possuem maior proximidade, ao passo que nas extremidades, em situações de emergência, se encontram relativamente retirados. No caso particular das inundações, locais ameaçados pelas cheias e transbordo das águas fluviais, a população pode deparar-se com problemas e constrangimentos em relação à acessibilidade aos abrigos e passagem para o outro lado da margem, pelo que seria oportuno a criação de percursos alternativos de acesso aos equipamentos em situações de extremos hidroclimáticos.
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Espaços públicos verdes com cobertura arbórea no seu interior, por seu turno, representam locais frescos de estadia aquando de temperaturas elevadas (Koh, 2010; Peters, 2014). Na ARU, de entre os espaços públicos existentes (Figura 38), o Largo António Ferreira Lopes representa um dos primeiros da Vila. Por sua vez, o Largo da Feira e o Parque do Pontido constituem espaços mais recentes que resultam da requalificação das margens da Ribeira do Pontido, com um cariz multifuncional, contêm a mais significativa afluência de residentes.
Figura 38 – Espaços públicos na ARU da Póvoa de Lanhoso
De salientar que os espaços urbanos com maior presença de arborização na vila se consubstanciam ao Largo da Feira, à Praça Engenheiro Armando Rodrigues e Parque Radical do Pontido, caraterizados como locais de maior frescura e conforto térmico. No entanto, neste último há uma firme presença dos veículos. Apesar de na Avenida 25 de Abril existirem dois locais de estadia, de pequenas proporções, um deles destinado às crianças, eles posicionam-se numa área marcada pela forte impermeabilização do solo. O Jardim Gonçalo Sampaio, também ele relativamente recente, junto às residências universitárias é, certamente, o espaço de menor fluxo populacional. Os espaços públicos livres, além de evidenciarem uma reduzida representatividade, visível através da representação espacial, carecem, nas áreas de maior pavimentação e densidade construtiva, de vegetação e arborização. Visto que estes elementos proporcionam frescura, melhoram o
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microclima local e a qualidade do ar (Higueras, 2010), orientam a ventilação natural, absorvem os poluentes e promovem a redução de CO2 (Monteiro, 2011), os espaços livres e públicos devem ser promovidos e pensados nesta ótica (Romero, 2000). Importa realçar que os espaços verdes públicos encontram-se no centro consolidado, porque de fato a impermeabilização do solo e a presença de materiais artificias é substancialmente mais elevada face à envolvente.
Dos referidos espaços públicos, esporádicos são aqueles que não possuem bordaduras com plantação arbórea, contudo apenas três, os mencionados pelos maiores quantitativos de arborização da vila, integram cobertura arbórea no interior. Dada a forte impermeabilização e artificialização dos solos, além destes serem reduzidos, encontram-se concentrados em três subseções próximas num setor da malha urbana, nas margens da Ribeira da Póvoa. Relativamente à distância da população aos espaços verdes arborizados no seu interior, apesar de não estarem distribuídos pelo centro urbano, verifica-se que toda a malha urbana consolidada, tal como ancontece com os abrigos, se encontra a menos de 500 metros destes espaços (Figura 39). No entanto, o setor norte e sul do perímetro posicionam-se a mais de 1000 m.
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Mediante a posição geográfica dos abrigos e espaços públicos com arborização, no cômputo geral, a capacidade de adaptação relativa aos equipamentos e espaços públicos reflete um grau elevado nas subseções onde se posicionam e subseções limítrofes, com uma representatividade de aproximadamente 32%. Em oposição, cerca de 38% da ARU, detém adaptabilidade baixa, nomeadamente nas extremidades norte e sul, em Pinheiro, Horto, Aldeia e Moinhos Novos, em virtude de não possuírem equipamentos coletivos de abrigo e locais públicos que propriciem a frescura e ainda por serem locais mais afastados do núcleo urbano (Figura 40). Locais com adaptação moderada, com uma proporção similar às restantes classes, entre os 30%, encontram-se nas parcelas que rodeiam a malha urbana. Portanto, verifica-se que apesar do núcleo urbano da ARU ser potencialmente mais afetado em termos de impatos, consubstancia mais recursos em termos de adaptação, fornecendo meios e soluções para lidar e enfrentar as consequências adversas. Assim, estes resultados refletem e vão de encontro às observações de Alcoforado et al. (2009) e Carvalho (2009), cujas áreas urbanas reúnem a maioria do saber técnico, científico, criativo e inovador, que fornecem recursos e capacidades de implementar medidas e soluções de adaptação.
Figura 40 – Capacidade de adaptação urbana a extremos climáticos na ARU da Póvoa de Lanhoso.
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