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Kommisjonens utredning av om det manglet diesel utover normalt forbruk

Del II Rederansvar, eierskap og økonomiske forhold

17 Teorier om sabotasje

17.3 Tilførsel av diesel

17.3.2 Kommisjonens utredning av om det manglet diesel utover normalt forbruk

A aquisição de conhecimentos e grau de instrução mais elevado traduz maior adaptabilidade em circunstâncias de extremos climáticos. Tal como refere Gunderson (2000), a capacidade adaptativa reflete a aprendizagem e comportamentos do sistema em resposta às perturbações. Reconhece-se portanto, que quanto menor o nível de escolaridade maior será a vulnerabilidade, pela carência de consciencialização, compreensão, acesso e uso de informação, bem como reflete reduzida prevenção e capacidade de descoberta de soluções de adaptação (Dong et al., 2015). De acordo com a Lei nº 46/86 de 14 de Outubro, o sistema educativo responde às necessidades resultantes da realidade social que contribui para o desenvolvimento dos cidadãos. Genéricamente, ao nível das habilitações literárias (Tabela 18, Figura 31), a área de intervenção é pautada pela abundância de residentes com o ensino básico, uma percentagem de 58,6%, cuja maior proporção, 25,4%, se consubstancia ao 1º ciclo. Os indivíduos que não sabem ler nem escrever cingem-se a 3,8% e residem em maior número, designadamente 44, na subseção que integra o Lar de S. José. Em oposição, 7,8%, com o ensino superior completo, apresentam um grau de instrução mais elevado e adquirem maior representatividade nos locais de edificações mais elevadas, no centro urbano e na extensão da Avenida da República. Ainda assim, o nível de escolaridade é relativamente baixo.

Tabela 18 - Grau de instrução dos residentes da ARU

Nível de escolaridade NºIndivíduos % da população residente

Não sabe ler nem escrever 201 3,8

1º Ciclo do ensino básico 1350 25,4

2º Ciclo do ensino básico 810 15,2

3º Ciclo do ensino básico 959 18,0

Ensino secundário 714 13,4

Ensino pós-secundário 37 0,7

Ensino superior 417 7,8

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Figura 31 - População com menor grau de instrução na ARU da Póvoa de Lanhoso Fonte dos dados: BGRI dos Censos 2011, INE.

A questão económica e financeira, por sua vez, é um dos elementos determinantes em termos de recursos disponíveis (Ibarrarán et al., 2008; Preston et al., 2008; Preston & Stafford-Smith, 2009). Do ponto de vista da empregabilidade, a ARU comporta um avultado número de famílias sem desempregados, 1511 (82%), enquanto 15,8% dos agregados têm apenas um desempregado e 2,2% mais do que um. Da população ativa, 85 residentes (1,6%) encontram-se desempregados à procura do primeiro emprego e 291 (5,5%) à procura de novo emprego (Tabela 19).

Tabela 19 - Atividades económicas dos residentes da ARU da Póvoa de Lanhoso

População ativa Desempregados 7,1% À procura do primeiro emprego 1,6% À procura de novo emprego 5,5% Empregados 40,5% Setor primário 1% Setor Secundário 33%

Setor terciário 66%

População inativa Sem atividade económica 34,5% Pensionistas e Reformados 17,3%

Fonte dos dados: BGRI dos Censos 2011, INE.

A distribuição espacial dos indivíduos desempregados (Figura 32) aponta para áreas pontuais do centro urbano, nomeadamente a Portela, e seções situadas nas extremidades da ARU. Com uma apercentagem de

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45% da ARU temos as subseções com predonímio da categoria entre os 5-10%. As classes acima desta, ou seja, áreas com mais de 10% de desempregados, representam apenas cerca de 13% da ARU. Estas caraterizam-se pela baixa vitalidade económica e disponibilidade de capital financeiro relativamente aos restantes espaços do território, pelo que a sua capacidade de adaptação é menor. Não obstante, a ARU integra 2155 (40,5%) moradores empregados, onde 66% estão confinados ao setor terciário, 33% ao setor secundário e apenas 1% ao terciário. Grande parte da população do centro urbano exerce funções no setor terciário. Importa ainda acrescentar que 71% dos indivíduos empregados trabalham no município.

Figura 32 - População desempregada da ARU da Póvoa de Lanhoso. Fonte dos dados: BGRI, Censos 2011, INE.

Indivíduos inativos, em particular pensionistas ou reformados, mostram-se similarmente mais débeis à adaptabilidade a situações extremas, não só em termos económicos como de saúde, cuidados médicos ou dependência de terceiros, em termos físicos e psicológicos. Cumulativamente, ao nível do capital humano, no sentido de lidar com os impatos potenciais e recuperar dos mesmos, residentes sem atividade económica revelam menor capacidade adaptativa, de resposta e resiliência. Na ARU, 1832 pessoas, 34%, fazem parte deste grupo populacional que não exerce atividades económicas, dos quais 17,3%, metade dessa proporção, dizem respeito a pensionistas e reformados (pelo menos seis subseções registam mais de 30 indivíduos

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pensionistas ou reformados), assim, os restantes 50% dos indivíduos inativos incluem os que não exercem uma profissão remunerada, tal como as crianças, estudantes, pessoas com menos de 15 anos, e todos aqueles que não se encontram empregados nem desempregados.

Dando enfoque à população residente pensionista ou reformada (Figura 33), é notória a sua concentração fundamentalmente no centro e setor norte da ARU, com proporções desta variável por subsecção entre os 20% e os 50%, uma categoria que ocupa 46% do total do território, coincidente ainda com áreas de população idosa. No centro contínuo consolidado, obtem-se destaque para o fragmento estatístico onde se posiciona o Lar de S. José e duas seções do lugar da Portela, pelas percentagens mais elevadas, superiores a 50%, 1,3% da ARU respetivamente. Portanto, é evidente, a partir da representação espacial (Figura 33), que o sul da unidade de análise, uma das áreas de expansão recente, abarca proporções significativamente reduzidas, abaixo dos 20% de população inativa face ao centro e norte da mesma, pelo que a sua capacidade de adaptação tende a ser mais elevada.

Figura 33 - Residentes pensionistas e reformados da ARU da Póvoa de Lanhoso Fonte dos dados: BGRI dos Censos 2011, INE.

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Além das mencionadas caraterísticas revelarem menor capacidade de adaptação dos indivíduos, acresce a população em alojamentos arrendados (Figura 34), pelas cirscunstâncias de dependência dos proprietários em situações de recuperação e adaptação da habitação e ainda pelos indivíduos residentes nestes contextos possivelmente se enquadrarem naqueles que não possuem recursos financeiros para aquisição de casa própria (Cutter et al., 2003). Em geral, prevalecem na área de intervenção os alojamentos familiares clássicos de residência habitual com proprietário ocupante, 67%, no entanto os de residência habitual arrendados, apesar de menor, ainda constatam uma percentagem considerável, 25,7%, com incidência em subseções do núcleo urbano, em alguns casos notoriamente coincidentes com locais onde o edificado tem estrutura urbana verticalizada (Figura 34), com subseções de percentagens desta variável por vezes superiores a 40%. Não obstante, a classe que predomina, em 36% da ARU, incorpora proporções entre os 20-30%, e aproximadamente 22% correspondem a subseções sem alojamentos arrendados. No centro urbano, locais com 0% traduzem-se em espaços públicos sem edificado e parcelas onde existem somente equipamentos coletivos. Dado que os alojamentos familiares de residência habitual arrendados do total do município é de 12,5%, o mercado de arrendamento da ARU é significativamente superior, pelo menos o dobro.

Figura 34 - Alojamentos arrendados na ARU da Póvoa de Lanhoso. Fonte dos dados: BGRI dos Censos 2011, INE.

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A variação espacial da capacidade de adaptação da população (Figura 35) resulta das condições sociais e económicas dos residentes (Coulibaly et al., 2015; Manik & Syaukat, 2015) assumindo em geral um grau moderado (cerca de 76%). Todavia, 20% da ARU revela capacidade de adaptação baixa, sobretudo no centro urbano, lugares de S. Pedro, Portela, ao longo da Avenida da República, atingindo ainda uma subsecção de Valdemil e aquelas que se fazem presentes no lugar do Horto, a norte. Este resultado deve-se às percentagens mais elevadas nestes espaços de habitantes com reduzido grau de instrução e alojamentos arrendados e ainda valores consideráveis de pensionistas ou reformados e população desempregada. Perante esta situação, as subseções do centro urbano marcadas pela reduzida capacidade de adaptação tornam os locais já descritos com elevada exposição térmica e hidroclimática e elevada sensibilidade potencialmente mais vulneráveis, ou seja, espaços de maior impacte potencial, aliados a menores condições de adaptação, traduzem-se num aumento da vulnerabilidade. Além destes locais, uma subseção nos Moinhos Novos e outra no lugar da Aldeia respetivamente, são as únicas que a sul do centro urbano apresentam baixa capacidade de adaptação da população.

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