3 Granskingskommisjonens og dens arbeid
3.4 Kommisjonens utredningsarbeid
3.4.6 Innhenting av informasjon
Um dos pontos a melhorar e com alguma urgência é a definição de um plano estratégico de marketing para a cidade, pois caso contrário será muito difícil sustentar estes níveis de turismo que verificamos atualmente, também muito alocados ao investimento efetuado pelo Turismo Porto e Norte para toda a região. Segundo o Gabinete de Apoio à Presidência, “o Município não tem um plano de marketing definido…temos um plano genérico do Município, mas na vertente de criação de uma marca e um logo”.
O Vice-Presidente da Real Confraria do Bom Jesus corrobora da mesma opinião. Considera que que há uma confusão entre a marca de destino e o posicionamento, apesar de identificar uma marca e um slogan, e considera que não existe um plano ou estratégia de marketing, mas que a cidade de “Braga deveria desenvolver a sua estratégia para o turismo em função dos seus recursos patrimoniais e das pessoas (locais, turistas e trabalhadores do turismo)”. Refere ainda que é necessário “melhorar o nível de
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organização e cooperação entre os stakeholders…e definir um plano estratégico”, e que se deveria repensar a forma como se promove o turismo: “a organização administrativa do turismo obriga a uma leitura diferente dos incentivos à promoção e ao investimento, que partem do poder central e regional”.
O Diretor Geral da ACB concorda que não há uma estratégia sustentável definida, mas considera que não deve ser o Município sozinho a fazê-lo: “deve aproveitar envolver os privados, a ACB e alguns dos principais players a operar no setor”. Para este responsável, “nenhuma entidade pública faz bem o trabalho de promoção, não é a sua missão, nem a sua vocação, pois o racional de uma entidade pública é diferente da entidade privada, que pensa em primeiro lugar em negócio e, por isso, tem outra ambição. Mas face à dificuldade de recursos tem que ser mesmo o Município a liderar esta promoção e juntar um conjunto de parceiros para levar tudo isto avante.” Considera ainda que: “o Município deveria ter um departamento próprio, pessoas que tivessem apenas dedicadas a trabalhar a área do turismo, deveria ser desenvolvido um plano estratégico para o turismo muito forte, pois havendo uma estratégia conhecida e em que todos os agentes se revejam nela, depois funciona como o “farol” para toda a gente.” O Município está a desenvolver um conjunto de candidaturas à Unesco como forma de diferenciação turística e de maior competitividade relativamente a concelhos e a distritos vizinhos. Segundo o Gabinete de Apoio à Presidência: “A candidatura de Braga Cidade Criativa da Unesco, está de certa forma ligada à candidatura do Bom Jesus a património imaterial da Unesco, e a candidatura que está em curso da Romaria Minhota, com as festas de S. João e outras, também a património imaterial da Unesco não deixa de ser um fator de diferenciação, e um chamariz”. Da mesma forma, “Braga Cidade Criativa da Unesco é a nossa afirmação como cidade jovem, inovadora e ativa…”. O Delegado Regional do Turismo Porto e Norte corrobora desta opinião, acrescentando que “cada vez mais assistimos a espetáculos dentro das próprias igrejas… note-se a programação da Semana Santa”, assim como refere a adesão às novas tecnologias por parte da Sé Catedral e do Bom Jesus.
Apesar de não haver uma estratégia de marketing formalmente definida, todos os intervenientes concordam que a sucessão de eventos que se vão realizando ao longo do ano funciona como captador de turistas, e certamente o word-of-mouth acaba por ter aqui
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um papel preponderante na captação de mais visitantes. Para o Gabinete de Apoio à Presidência, “esta continuidade de eventos, tem como foco esbater a sazonalidade. O que temos que aproveitar são os fins-de-semana, os short break, para que depois a pessoa se sinta atraída para vir no verão, para passar 4 ou 5 dias na região”. Para o Diretor Geral da ACB “É esta sequência de 5 eventos que chama turistas a Braga. O comércio de Braga é muito conhecido pela sua dinâmica, por estar sempre à frente do tempo. É esta inovação que interessa, que traz mais valor acrescentado para a cidade de Braga”.
Outra dimensão comum a ambos os entrevistados está relacionada com a autenticidade. Foi um elemento relevado por ambos, pois consideram que os turistas procuram destinos autênticos, únicos e que permitam uma excelente experiência. Segundo o Gabinete de Apoio à Presidência: “Estamos em fase final de certificação da Viola Braguesa através da ADERE Minho. A nível gastronómico a Confraria do Pudim Abade de Priscos está a tentar obter a certificação. De qualquer forma damos muita importância ao nosso artesanato. Nós não temos esta perspetiva de visão etnocêntrica por isso partilhamos e promovemos iniciativas de concelhos vizinhos…esta conjugação do antigo com o contemporâneo, moderno e jovem”.
Foi, por isso, que muito recentemente foi criada uma nova identidade gráfica para a cidade, que inclui um slogan que procura criar uma marca para a cidade: “Braga Cidade Autêntica”. É através desta marca que se espera que seja criada toda uma estratégia de branding e imagem do destino turístico.
Segundo o Diretor Geral da ACB, está seguro que Braga tem muito potencial e que os turistas têm uma imagem muito boa da cidade, que vão daqui encantados com a excelência do serviço e simpatia de todos, pelo que está convicto que recomendam a visita à cidade. “No turismo as pessoas procuram cada vez mais as experiências autênticas. E aquilo que de facto nos pode distinguir, pois o nosso património não há dúvidas que é fantástico e muito reconhecido, é a excelência no serviço, na hotelaria, nas próprias pessoas, para serem de facto hospitaleiras, pois assim os turistas saem daqui perfeitamente encantados e recomendam. Estou convencido que Braga é uma cidade surpreendente, monumental, para a escala que tem, que tem um excelente serviço de restauração e hotelaria, as pessoas são afáveis e a maioria das pessoas vai daqui completamente encantada”. Por outro lado diz que “a maioria das pessoas que visita
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Braga vem em excursões, e são pessoas que não deixam cá riqueza nenhuma, pois não pernoitam e muitas vezes nem uma refeição fazem (vêm dos cruzeiros), mas não deixa de ser proveitoso, pois as pessoas vêm a Braga e na sua maioria ficam surpreendidas com o que vê, com a nossa história e a nossa tradição, o nosso comércio, pelo que acredito que seja o primeiro passo para depois cá voltarem em grupo, com a família, para virem propositadamente a Braga e aos concelhos vizinhos.”
A posição do Turismo Porto e Norte relativamente à estratégia de marketing é um pouco diferente: “Em termos de estratégia de marketing definida até 2025, foi elaborada por nós, mas são os Municípios que votam essa estratégia em Assembleia geral. Fazemos inquéritos e reuniões em todos os Municípios e como fazem parte integrante da nossa assembleia geral, o plano estratégico de marketing foi validado pelos Municípios porque foi aprovado por unanimidade. Portanto há aqui uma estratégia bem definida entre a nossa instituição e os Municípios”. Este responsável também considera que deveria haver uma maior colaboração entre todos os stakeholders, pois todos beneficiam com a promoção turística efetuada pelas diferentes instituições.
A instituição definiu 7 produtos estratégicos para a região, que são: o touring cultural; o turismo de negócios; saúde e bem-estar; city shortbreaks; natureza; gastronomia; e religião.
O Vice-Presidente da Real Confraria do Bom Jesus do Monte concorda que a autenticidade é um chamariz da cidade e considera que os eventos organizados pela instituição “valorizam o que Braga tem de melhor, que é o seu património cultural e religioso”.