DEL II: MAC BETINGELSERS INNHOLD OG RETTSLIGE VIRKNINGER
5.2 MAC KLAUSULER ( I VID FORSTAND ) I AMERIKANSK RETTSPRAKSIS
5.2.7 Særlig om diskresjonær kompetanse til å avgjøre MAC betingelsens oppfyllelse
A Abordagem “Crítico-emancipatória” tem como principal referência Elenor Kunz. Essa tendência valoriza a compreensão crítica do mundo, da sociedade e de suas relações, sem a pretensão de transformar esses elementos por meio da escola. Assume que existe no processo de ensino e aprendizagem um limitante, que são as influências dos condicionantes capitalistas e classistas, que precisam ser trabalhados na escola, propondo que sejam aumentados os graus de liberdade do raciocínio crítico e autônomo dos alunos. Do ponto de vista das orientações didáticas, os professores confrontam num primeiro momento o aluno com a realidade do ensino (Elenor Kunz, 1994, citado por Darido & Rangel, 2005).
Essa concepção de ensino se orienta nos pressupostos apresentados pela pedagogia crítico- emancipatória, que se explicitam na prática pela didática comunicativa, pelos planos do agir para o trabalho, para a interação e para a linguagem, para os três atributos máximos da capacidade heurística humana: saber fazer, saber pensar e saber sentir (Kunz, 2006).
Na concepção crítico-emancipatória concebemos o ensino como ato de libertação de falsas ilusões, de falsos interesses e desejos, criados e construídos nos alunos pela visão de mundo que apresentam a partir de um conhecimento colocado à disposição pelo contexto sociocultural onde vivem. O interesse maior deve ser com uma compreensão ampla do “se-movimentar” humano (Kunz, 2006).
O conteúdo principal do trabalho pedagógico da Educação Física escolar é o movimento humano, quando este é trabalhado com o conceito de movimento qualquer, e não com a especificidade do movimento que é humano. Percebe-se uma tendência de instrumentalização das atividades do movimento para o funcionamento específico e pré-estabelecido com o intuito do rendimento. A abordagem crítica-emancipatória busca alcançar como objetivos primordiais do ensino e através das atividades com o movimento humano, o desenvolvimento de competências, como a autonomia, a competência social e a competência objetiva. A competência objetiva diz respeito ao saber cultural, historicamente acumulado que é apresentado e criticamente estudado pelo aluno. É por intermédio dessa competência objetiva que se valoriza, também, a condição física, o esporte, as atividades de lazer, da aprendizagem motora, da dança, etc. Significa que não se alimenta o interesse no movimento que é específico do esporte, da aprendizagem motora, da dança, das atividades lúdicas, enquanto conteúdo específico da Educação Física; porém, deve existir desenvolvimento da competência da autonomia, da competência social e da competência objetivo-instrumental (Kunz, 2006).
De acordo com Kunz (2006), a Educação Física deve-se interessar pelo mundo fenomenológico dos movimentos, ou seja, o movimento deve ser compreendido e interpretado na sua apresentação natural, em contraste com o mundo objetivo dos movimentos, onde ele se apresenta de forma artificial e fragmentada do real. Com o resgate dessa linguagem do movimento, que transcende o desenvolvimento da competência instrumental objetiva, surgem novos valores pedagógicos para Educação Física e, assim, que auxiliam na difícil tarefa de legitimar enquanto prática pedagógica que contribui para a formação cidadã.
Segundo Kunz (2006), o esporte é uma das objetivações culturais expressas pelo movimento humano mais conhecidas e mais admiradas, até mesmo entre as mais diferentes manifestações culturais existentes. Porém, a evolução científica e tecnológica contribuiu para que o movimento no esporte se tornasse um movimento cada vez mais estereotipado e de efetivação prática, cada vez mais mecânica, com o objetivo de aperfeiçoamento do gesto, na busca de melhorar, cada vez mais, o rendimento esportivo. Diante dessa realidade, o autor diz que se torna imperativo uma transformação didático- pedagógica para tornar o esporte uma realidade educacional potencializadora de uma educação crítica
emancipatória.
Na prática, a transformação didático-pedagógica do esporte acontece inicialmente pela identificação do significado central do “se-movimentar” de cada modalidade esportiva. As transformações devem ocorrer em relações às insuficientes condições físicas e técnicas do aluno para realizar com certa “perfeição” a modalidade em questão. Essa “perfeição” deve-se concretizar no nível do prazer e da satisfação do aluno e não no modelo de competição, posto que não é tarefa da escola treinar o aluno, mas ensinar o esporte de forma criativa, o que inclui a sua efetiva prática. O mais importante nessa transformação é que enquanto o significado dos movimentos esportivos permanece, o sentido individual e coletivo muda (Kunz, 2006)
Portanto, não é apenas a transformação prática do esporte que deve acontecer, ou seja, de uma prática exigente para uma prática menos exigente em relação aos alunos, o que acontece como alternativas para introduzir o aluno iniciante em alguma modalidade, pois deve acontecer, principalmente, a compreensão das possibilidades de alteração do sentido dos esportes. Para que esta transformação aconteça é preciso a intervenção do elemento reflexivo no trabalho pedagógico. Sua transformação didático-pedagógica deve-se dar a partir da utilização das três categorias pedagógicas para o ensino crítico emancipatório, que são: o trabalho, a interação e a linguagem. Porém, a compreensão do sentido e a descoberta de novos sentidos no esporte não pode ser alcançada pelo simples fazer ou pela experiência prática dessa atividade, pois deve ser oportunizada a reflexão e o diálogo sobre essa prática, para conduzir a uma verdadeira superação do ensino tradicional pelas destrezas técnicas (Kunz, 2006).
Kunz (2006) propõe que os conteúdos sejam ensinados por meio de uma sequência de estratégias, denominada “transcendência de limites” com as seguintes etapas: encenação, problematização, ampliação e reconstrução coletiva do conhecimento.
O ensino escolar da Educação Física necessita de uma concepção crítica baseada em questionamentos críticos, permitindo que se chegue à compreensão da estrutura autoritária e das estruturas da sociedade, que formam as falsas convicções, os falsos interesses e desejos, e que os encaminhamentos sejam no sentido de uma emancipação. O professor deve promover o agir comunicativo entre os seus alunos, possibilitando, pelo uso da linguagem comunicativa, a expressão dos entendimentos do mundo social subjetivo e objetivo e que, através da interação, todos possam participar das instâncias das decisões (Kunz, 2006).