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KAPITTEL 4: BLACK, SCHOLES OG MERTONS GJENNOMBRUDD

4.4  Robert C. Merton

Nielsen (2000, p. 51) define três tipos de links: os de carácter estrutural (aqueles que se referem a áreas e à própria estrutura do site, como é o caso dos menus), de carácter associativo (links relativos ao conteúdo da página, por exemplo uma palavra) e referências adicionais (links para o exterior).

Powell (2002, p. 222), por seu lado, admite um outro tipo de categorização: links internos e externos, sendo os primeiros relativos a ligações dentro do próprio site e os segundos para endereços fora do site. O autor também refere um tipo de categorização relacionado com o destino do próprio link (estruturais e não estruturais) que, de alguma forma, se relaciona com a categorização de Nielsen, embora Powell una numa só categoria os links de carácter associativo e referências adicionais de Nielsen. Gillani (2003, p. 158) também se refere a links de texto categorizando-os, tal como Powell, como internos e externos.

Os links apresentam-se de formas diferentes, mas possuem sempre algo que os distingue de outros conteúdos. É uma forma do utilizador saber onde se situam os locais nos quais, ao clicar, acede a outra informação. É importante que os links possuam uma informação que aparece com o passar do rato, ajudando o utilizador a saber qual o destino daquele link ou para que serve. Esta informação pode estar relacionada com o

nome do site, o nome da área do site no qual o utilizador se encontra ou outra informação sobre o destino (Nielsen, 2000, p. 60).

Como já vimos neste capítulo, na maioria dos casos, os links na internet alteram de cor: passam de azul a vermelho quando estão activos e a roxo quando visitados. Por outro lado, uma palavra sublinhada pressupõe a existência de um link. O utilizador espera que haja uma ligação, por isso mesmo não se devem utilizar sublinhados a não ser nestes casos. Mais uma vez abordamos a questão das expectativas do utilizador, na medida em que, se outras cores ou outras características aparecem para significar o mesmo, o utilizador perde-se em relação àquilo que espera que aconteça.

A utilização de links externos faz todo o sentido e é inerente à própria natureza da internet. Nielsen (2000, p. 66) entende que deve haver links para outras páginas e assume-se contra a posição de fechar sites não deixando links de saída. A dificuldade encontra-se nos sites dependentes de um registo de utilização que não permite, por questões de segurança, acesso de fora para dentro. Este pode ser o caso de alguns SGAI. O acesso à publicidade também pode ser feito através de um link externo, em relação ao qual Nielsen (2000, p. 77) sugere que sejam direccionados directamente para o produto e não para as homepages do site comercial, já que o utilizador quer ver a informação de imediato e não ter que fazer alguns cliques antes. Alguns SGAI utilizam este tipo de estratégia e no caso dos SGAI gratuitos esta publicidade pode funcionar muitas vezes como um patrocínio e recurso à manutenção do próprio ambiente.

Powell (2002, p. 224-241) refere vários tipos de links dos quais salienta: compostos por texto, botões de texto, ícones e hotspots em imagens. Estes últimos têm, segundo Powell, mais problemas de acessibilidade, já que se tratam de parcelas de objectos. O autor (2002, p. 227) refere que, em termos de usabilidade, um botão com texto pode trazer vantagens em relação ao texto simples. Por outro lado, os ícones podem facilmente transformar-se em sinais imperceptíveis se não acompanhados de uma explicação. Pela nossa experiência parece haver uma maior utilização de texto hiperligado ou botões com texto nos SGAI.

1.13. A

IMPRESSÃO

A necessidade de imprimir documentos para leitura posterior é um aspecto que não deve ser descurado do desenvolvimento de um SGAI. Esta necessidade relaciona-se

com a dificuldade de leitura que o utilizador encontra ao fazê-lo no ecrã. A leitura no papel é muito mais rápida, por isso há, muitas vezes, a necessidade de imprimir documentos. Desta forma, os documentos longos devem conter uma versão para o utilizador imprimir, que pode aparecer com vários formatos. Isto evita muitos dos problemas do aparecimento de impressões estranhas totalmente diferentes do que o conteúdo aparenta no ecrã.

1.14. A

LEITURA

Sendo a leitura no computador 25% mais lenta do que no papel (Nielsen, 2000, p. 101), torna-se importante definir algumas estratégias para minimizar este problema, como por exemplo tornar os textos mais pequenos, divididos em módulos, sem prejudicar o conteúdo. Os textos devem, por isso, possuir uma característica: “scannability”17. Nielsen (2000, p. 104) refere que em virtude da leitura no ecrã ser mais lenta e ainda porque as experiências na web parecem fazer transparecer, por parte do utilizador/leitor, uma certa impaciência, este opta por apenas apanhar pequenas palavras, frases ou parágrafos passando à frente parte do texto. Neste sentido, Powell (2002, p. 473) aponta algumas regras: manter o texto curto e conciso, direccionar de imediato o texto para o assunto em questão e utilizar títulos para atribuir significado.

A legibilidade num ecrã depende, naturalmente, de todos os aspectos que temos vindo a falar neste capítulo, por isso mesmo, Nielsen (2000, p. 125) define também algumas regras para minimizar os problemas de legibilidade:

− Utilizar cores que contrastem entre o fundo e as letras. Para uma optimização da leitura, o ideal será fundo branco e letras pretas. O contrário também tem bons resultados, segundo este autor;

− Usar cores lisas para fundo ou então padrões muito ténues para que não influencie a leitura dificultando a definição das letras;

− Usar um tamanho de letra que toda a gente leia. Reservar letra pequena para notas de rodapé;

− Utilizar texto normal sem animação para não prejudicar a leitura. Nielsen refere ainda outros aspectos como:

− O alinhamento do texto à esquerda para facilitar a leitura, já que tem sempre o mesmo ponto de partida;

− Utilizar tipos de letra não serifada para facilitar também a leitura e os processos de “scannibility”. Usar um tipo de letra serifada implica um tamanho maior.

1.15. A

S AJUDAS

Um utilizador não acede às instruções ou à ajuda a não ser que seja necessário. Ela deve estar presente, mas assumindo determinadas características que Nielsen (2000, p. 131) aponta como regras a seguir nos documentos na web e que passamos a resumir: possuir motores de busca, disponibilizar exemplos, ter uma organização de instruções de forma a que o utilizador possa ir fazendo a tarefa passo a passo, possuir uma descrição do sistema, possuir um glossário (texto hiperligado) de forma a permitir a explicação de conceitos e ser breve na apresentação da informação.

As ajudas podem ter um papel fundamental num SGAI. A dinâmica, participação e interacção de um aluno no ambiente pode depender de pormenores que facilmente são resolvidos com as ajudas disponibilizadas. Estas ajudas podem permitir um menor número de pedidos de ajuda à equipa técnica de apoio, o que pode facilitar e promover a autonomia no aluno.

1.16. A

BUSCA

De uma forma geral, o utilizador ao aceder a uma ferramenta de busca sabe ou prevê que exista o que procura. Esta é a principal razão para a sua utilização. É discutível se será necessário um motor de busca num SGAI. Se pensarmos em termos de busca dos cursos que a plataforma disponibiliza, quando são muitos, pode fazer todo o sentido. No entanto, dentro do próprio curso poderá em muitos casos não ter utilidade, dependendo da dinâmica desenvolvida na aprendizagem. Em termos de localização no ecrã, a caixa de busca foi mais utilizada por baixo do logótipo e passou, desde 1998/99, a ser utilizada em outros locais da página a partir do momento em que a sua utilização se tornou mais popular (Nielsen, 2000, p. 212).