KAPITTEL 4: BLACK, SCHOLES OG MERTONS GJENNOMBRUDD
4.6 Modellen blir til
1.20.1. O ecrã
A adequação do design de um site ao utilizador nem sempre é uma questão de solução simples quando falamos de questões técnicas. O ecrã do destinatário é uma variável importante, já referida anteriormente. Os espaços em branco nos interfaces são muitas vezes provocados pela inadequação do site a todo o tipo de ecrãs. Torna-se impossível para um web designer poder prever todas as situações possíveis, quer em termos de resolução e tamanho de ecrãs, quer em termos do browser do utilizador. Por esta razão, os sites devem-se adequar tanto a ecrãs mais pequenos como aos maiores (Nielsen, 2000, p. 27) A acrescentar há ainda o problema das barras de scroll que se criam nas páginas que obrigam o utilizador a ter que subir e descer para aceder a informação (Nielsen, 2000, p. 27). Powell (2002, p. 355) recomenda, por isso, desenvolver sites para ecrãs 800x600 por ser esta uma resolução ainda muito utilizada.
1.20.2. O download
Nielsen (2000, p. 42-44) entende que o período de descarga de uma página pode ser uma condicionante da atenção do utilizador. Define como 10 segundos o valor máximo para que o utilizador mantenha a sua atenção, 1 segundo faz transparecer uma reacção instantânea e 0,1 segundo permite que o utilizador possa navegar ininterruptamente. No entanto, as expectativas do utilizador também influenciam o período de tempo que utilizador está disposto a esperar. Se, por um lado, o tempo de descarga deva ser o mais reduzido possível, por outro deve ter um tempo de descarga estável para não criar falsas expectativas. Um utilizador mais experiente tende a não ter tanta paciência. O tempo que um utilizador está disposto a esperar está relacionado com o objectivo do próprio utilizador ao aceder à página. Há estratégias que se podem utilizar para minimizar o tempo de descarga, como por exemplo pequenas animações que avisam o utilizador do processo. Pode-se também optar por barras que registam o progresso de descarga, mas Powell (2002, p. 38) só aconselha este processo quando demora mais de 30 segundos. Powell (2002, p. 40) salienta ainda a importância que tem o tempo que leva um utilizador a perceber o site depois de descarregado. Define 10 segundos como um período de tempo satisfatório para o utilizador ter uma visão
genérica da página. Este aspecto pode ser muito útil quando desenhamos uma homepage.
O tamanho do site é um factor muito importante e que influencia directamente o período de descarga. Assim, para Nielsen (2000, p. 45) um site deve avisar o utilizador do tempo que demora quando possui mais de 50Kb. Este aspecto é particularmente útil quando se trata de ligações analógicas. Nesta medida, as imagens e gráficos devem ser reduzidos ao mínimo possível e os efeitos multimédia utilizados apenas quando necessários (Nielsen, 2000, p. 46).
As imagens podem igualmente ser trabalhadas em termos de descarga: podem ir aparecendo cada vez mais nítidas, podem aparecer às tiras, uma de cada vez. Paralelamente o texto pode aparecer primeiro. Lembramos também a estratégia já atrás mencionada do uso de “thumbnails”.
1.20.3. Os endereços
No acesso aos ambientes, Nielsen (2000, p. 248) defende que os endereços devem obedecer a algumas características:
− ser o mais pequeno possível;
− utilizar, tanto quanto possível, linguagem simples; − usar minúsculas;
− evitar caracteres especiais (limitar-se a letras e números).
Estes aspectos podem facilitar muito quando nos vemos em situações tão simples como dizer ao telefone o endereço de uma página ou então em questões relacionadas com publicidade e divulgação.
1.20.4. Os frames
Nielsen (2000) afirma-se contra a utilização de frames19. Por um lado, afirma que este tipo de estrutura vai contra o próprio princípio e unidade da web, por outro porque a utilização de frames num site pode não permitir a visualização do endereço completo da página onde estamos, mas sim o endereço do frame principal. Isto quer
19
Os frames são áreas fixas numa mesma página. São muitas vezes utilizados para o menu principal. Neste caso a utilização de
dizer que no caso de uma referência, por exemplo de um texto na internet, o endereço registado pode não ser do local exacto do texto que pretendemos referenciar. Podemos referir ainda o espaço ocupado pelas áreas dos frames que podem não funcionar em ecrãs pequenos porque criam barras de scroll. Estes são apenas alguns dos problemas salientados por Nielsen. Powell (2002, p. 212) tem uma posição mais moderada, afirmando que muitos dos problemas dos frames decorrem da sua má utilização e que podem até ser um bom recurso para melhorar a navegação, criando espaços diferentes, no entanto também partilha de algumas das opiniões de Nielsen.
Para minimizar o problema da separação de áreas e a falta de homogeneização natural da web, Nielsen sugere que os frames não devem conter linhas limitadoras visíveis, permitindo que os fundos iguais aparentem a existência de um único espaço na página.
1.21. O
DESIGN NA INTERNET E NA INTRANETNielsen (2000, p. 264) defende que o design de sites intranet e internet devem ser diferentes, embora devam manter alguma coerência entre eles. O autor diferencia os sites internet e intranet como sendo aqueles que se destinam ao consumidor ou ao empregado, respectivamente. Este aspecto pode-se adequar à questão dos SGAI das instituições se tivermos em conta que uma área é de acesso livre e numa outra área o acesso é restrito, seja ela para professores, alunos ou funcionários.
Nielsen (2002, p. 266) refere-se também à extranet que pode ser, por exemplo, parte de um site que está disponível ao exterior mas através de palavra-passe. Este tipo de site pode-se assemelhar mais a um SGAI. Nielsen refere que o design deste se pode aproximar ao das páginas do site, quando se trata de um espaço onde, por exemplo, o cliente necessita de consultar documentos. A questão mais relevante coloca-se quando pensamos que, enquanto que no design em intranet podemos optimizar o site mediante o tipo de computadores, browsers e tipo de ligação dos destinatários, quando desenvolvemos algo em extranet é difícil prever todas essas características no utilizador. Daí que poderá ser pertinente optar por uma estrutura e um design diferente. Por outro lado, se o site extranet serve os utilizadores com os quais a instituição já mantém algum tipo de relacionamento, a informação publicitária pode tornar-se desnecessária.
1.22. A
ACESSIBILIDADEA acessibilidade na internet tem-se vindo a tornar cada vez mais uma preocupação. A utilização da internet e a exploração de sites por indivíduos com dificuldades a diversos níveis pode ser facilitada se tivermos em conta alguns aspectos. Os indivíduos com dificuldades visuais encontram as maiores dificuldades. Outras dificuldades são mais facilmente ultrapassadas, como por exemplo os problemas auditivos, de fala ou até mesmo motores. Devido à cada vez maior facilidade de acesso à internet e estandardização de conceitos, até mesmo indivíduos com dificuldades cognitivas podem utilizar a Internet.
Nielsen refere alguns aspectos, como por exemplo, o tamanho de letra não ser fixo mas sim definido por percentagem de forma a poder ser aumentado mediante as necessidades do utilizador. Por outro lado, embora o conteúdo de texto seja de fácil leitura por uma software próprio para o efeito, com uma imagem isso pode não acontecer. Para minimizar os problemas, a imagem pode existir com o atributo alt20 definido de forma a que o software de leitura possa transformar o conteúdo do atributo numa mensagem áudio. Na imagem é importante um atributo alt bem construído para que o utilizador possa, através, por exemplo, de um browser, perceber o que é a imagem. Nielsen é de opinião que o conteúdo do atributo deva ser definido mediante a utilidade da imagem e não em termos de descrição. Este atributo é visível em muitos browsers com o aparecimento de uma pequena caixa de texto ao passar do rato e segundo o autor, não deve exceder as 8/10 palavras. Powell (2002, p. 254) admite entre 10 a 15 palavras.
Tanto Nielsen (2000) como Powell (2002) referem as linhas orientadoras da W3 (World Wide Web Consortium). Esta entidade, à qual nos referiremos mais à frente, desenvolve uma série de sugestões para melhorar a acessibilidade na web. Estão definidos quatro grandes princípios e é através deles que se desenvolvem as orientações:
− O conteúdo deve ser perceptível;
− Os elementos do conteúdo do interface devem ser operacionáveis; − O conteúdo e os controlos devem ser compreensíveis;
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O atributo Alt é um texto alternativo que existe associado, por exemplo, a uma imagem e que deve traduzir o objectivo da própria imagem. Apresenta-se numa caixa que aparece com o passar do rato por cima da imagem.
− O conteúdo deve ser suficientemente robusto para suportar as tecnologias actuais e futuras (W3, 2004).
Assim, definiram-se uma série de orientações, que são sugestões e por isso devem ser entendidas de forma contextualizada, em função das diferentes situações (W3, 2004).
Zeldman (2003, p. 336-340) defende, e muitos outros autores também o fazem, que a questão da acessibilidade não só não traz mais custos como também melhora os sites para um utilizador normal. Para além disso, uma empresa que não tem preocupações a este nível estará certamente a entregar alguns dos seus possíveis clientes à concorrência.
O governo dos Estados Unidos já definiu algumas linhas orientadoras neste sentido. A chamada Section 508 é uma lei que obriga as Agencias Federais a tornar a informação acessível (Governo dos EUA, 1998).
Em suma, “(...) ser acessível não significa que todas as pessoas vêem as mesmas coisas. Acessibilidade diz respeito ao conteúdo e à informação (...)” (Zeldman, 2003, p. 130).
1.23. O
S INTERFACES INTERNACIONAISA internet é por si só um espaço dedicado a todos, daí que a internacionalização dos sites deve ser um aspecto a ser considerado com algum cuidado. Uma instituição pode limitar-se a utilizar o seu SGAI apenas para os seus alunos, no entanto, mesmo adoptando esta estratégia, hoje, a mobilidade de alunos entre os países faz com que estes ambientes devam ser preparados para serem utilizados noutras línguas que não, apenas, a de origem.
Nielsen (2000, p. 315) distingue dois tipos de software: “internationalization” e “localization”. O primeiro refere-se a um só design, mais abrangente que poderá ser entendido por diversas pessoas. O segundo conceito refere-se a um design que se adequa ao local para o qual foi concebido. Este aspecto traduz-se muitas vezes na necessidade da disponibilização do próprio site noutras línguas. Nielsen salienta que no caso de se utilizarem várias línguas, a língua, por defeito, da homepage deve ser aquela
mais procurada e mais utilizada para fazer com que um menor número possível de utilizadores tenha que mudar de língua. Julgamos que este é um aspecto cada vez mais pertinente em termos de aprendizagem em rede.
1.24. A
ESTANDARDIZAÇÃOWagner (2000) refere que o “e-learning” é influenciado por tendências de crescimento que se relacionam com quatro áreas distintas: a infra-estrutura tecnológica (disponibilidade, capacidade de desenvolvimento e interoperabilidade21), o melhoramento no desempenho do grupo (exigência na gestão e organização da informação e dos bens intelectuais), o conhecimento em si (acessibilidade, reutilização da informação, organização de forma significativa e relevante) e a arquitectura e os standards dos objectos (assegura a interoperabilidade dos sistemas de aprendizagem).
O desenvolvimento da aprendizagem em rede depende, em grande medida, da tecnologia e depende também dos próprios objectos e conteúdos. A relevância da organização destes objectos encontra-se na possibilidade de categorizar cada um deles com "etiquetas" (tags) que, de alguma forma, descrevam o objecto: tipo de conteúdo, tipo de ficheiro, tamanho, objectivo, etc. Esta informação é Meta-informação (Metadata). Desta forma, a reutilização e busca de objectos que possamos utilizar em qualquer sistema torna-se possível. É possível também utilizar vários destes objectos com origens distintas para um objectivo novo.
Nota-se uma constante necessidade dos grupos aperfeiçoarem e desenvolverem os seus conhecimentos, de adaptarem a aprendizagem às necessidades de cada indivíduo de forma individualizada e personalizada. As potencialidades da aprendizagem em rede podem permitir a monitorização do aluno em relação à sua própria construção de conhecimento. Os próprios indivíduos podem, eles próprios, monitorizar a sua aprendizagem e definir objectivos. Assim, são disponibilizados todo o tipo de objectos de aprendizagem que podem ser úteis para as mais diversas áreas do conhecimento.
A quantidade de informação que hoje cada indivíduo é capaz de ter acesso é enorme. As organizações têm, por isso, necessidade de tratar informação, armazená-la e aceder-lhe. Mas em relação ao que nos é dado hoje, a dificuldade está em perceber o
21 "The ability of a given Web-Based CMI system to manage (Internet) CBT lessons from different origins. It also means the ability
for a given (Internet) CBT lesson to exchange data with different Web-Based CMI systems" (AGR010 v1 In AICC, 2003). CMI - Computer-Managed Instruction; CBT – Computer Based Technology.
que não é necessário, para que um indivíduo não tenha que apreender determinada informação de que não necessita. A aprendizagem deve pois ser personalizada e direccionada para um objectivo específico e contextualizado.
A utilização de intermediários pode ser também importante. Estes elementos não são necessariamente indivíduos que seleccionam informação, podem ser por exemplo sistemas de busca inteligente e/ou sistemas de gestão de aprendizagem. Por outro lado, a necessidade de aceder à informação obriga a uma organização robusta e de qualidade que permita a busca e o feedback do próprio sistema.
Wagner (2000) refere que Wayne Hodgins define que um poderoso “sistema de e-learning” deve ter três componentes essenciais: os objectos de aprendizagem, a meta informação e os contextos/modelos padronizados de competências.
Os objectos têm a característica de serem pequenos e constituírem um só conteúdo de aprendizagem e um só objectivo. Desta forma, a capacidade de utilizar os objectos em diferentes contextos é maior, assim como os custos e tempo gasto na construção de objectos de aprendizagem diminuem. A aprendizagem torna-se mais efectiva.
A meta-informação é todo o tipo de informação que caracteriza o objecto de aprendizagem. São as etiquetas dos objectos que facilitam a busca e a gestão da aprendizagem pelo próprio utilizador (Wagner, 2000).
Os modelos de competências são as próprias competências e perfis que um trabalhador deve possuir ao desempenhar as suas funções. Estes critérios podem ser úteis na medida em que permitem a definição do desempenho do indivíduo e ainda a definição de expectativas, reformulações, etc. À medida que estes modelos se vão desenvolvendo, os próprios objectos de aprendizagem vão-se ajustando às diferentes necessidades nos diferentes contextos. Esta informação reutilizável permite, assim, uma baixa de custos para os diferentes tipos de entidades.
Wagner (2000) refere que a questão central relaciona-se com a alteração de pensamento na construção de “sistemas e-learning” que devem deixar de ser estáticas.
A questão em torno da estandardização de SGAI tem-se vindo a tornar cada vez mais uma discussão necessária. A flexibilização de conteúdos, importação e exportação
são aspectos essenciais e aos quais nós já nos adaptamos em outros softwares. A questão da estandardização não está em limitar as potencialidades pedagógicas mas sim tornar as plataformas mais compatíveis entre si.
Singh (2001, p. 1) entende que neste momento não se trata de determinar standards mas sim especificações. Essas especificações são pertença de um grupo, de um contexto e determinadas por necessidades. São estas especificações que algumas entidades reúnem de modo a que se possam fazer protocolos permitindo, por exemplo, a utilização dos mesmos materiais em diferentes ambientes.
Singh (2001, p. 2) distingue dois tipos de standards:
− De facto - são as especificações que existem antes de serem definidas como regras estandardizadas oficiais, embora largamente aceites quase como standards.
− Formais: aquelas que estão oficialmente estandardizadas.
Os SGAI devem, neste sentido, ser suficientemente flexíveis de forma a poderem suportar diversos formatos e interacções com outras plataformas. Deve-se investir em sistemas abertos e flexíveis.
Embora partindo apenas de quatro entidades referidas que se dedicam à definição de standards (AICC, IMS, SCORM e LNR 2.0), Singh (2001) refere quatro áreas comuns de desenvolvimento dos conteúdos: a portabilidade dos conteúdos, a granulosidade, a interoperabilidade e a gestão do conhecimento e do “eLearning”. Torna-se necessário clarificar aqui estes conceitos, já que eles são, segundo o autor, reguladores de todo o processo de estandardização necessário ao desenvolvimento do “eLearning”.
A “portabilidade” dos conteúdos permite que um conteúdo possa ser utilizado da mesma forma numa outra plataforma de aprendizagem que não, apenas, aquela para a qual foi desenvolvido. Por outro lado, há a necessidade de desenvolver pacotes de informação pequenos (“granulosidade”) de forma a que eles possam ser facilmente reutilizáveis em contextos diferentes. Para além da questão da capacidade de movimentação dos conteúdos, há também a pertinência de diferentes ambientes de “eLearning” poderem partilhar a mesma informação (“interoperabilidade”) e, neste
sentido, possuírem a capacidade de encontrar conteúdos passíveis de serem utilizados em qualquer ambiente. Por fim, podemos facilmente perceber que estes três aspectos atrás mencionados reflectem-se na capacidade de gestão e mobilidade da informação e dos conteúdos (“gestão do conhecimento e do eLearning”), permitindo não só a diminuição dos custos da implementação do eLearning, mas também uma maior capacidade e flexibilidade pedagógica (Singh, 2001).
Uma das grandes vantagens ao preferir ambientes que utilizam estes standards reside na não dependência a determinado fornecedor. Alguns autores admitem mesmo que a determinação de standards provocará um ponto de viragem em toda a aprendizagem em rede.
Na nossa investigação encontramos muitas entidades que investigam nesta mesma área de definição de standards, para além das mencionadas por Singh (2001). Neste sentido, e de forma sucinta, passamos a caracterizá-las:
AICC - A Aviation Industry CBT (Computer-Based Training) Committee existe
desde 1988. Tem como objectivo mais lato a definição de linhas orientadoras para a indústria de aviação no que diz respeito ao desenvolvimento, disponibilização e avaliação da formação baseada no computador. Esta associação americana assume um particular interesse no que diz respeito à capacidade de desenvolvimento de standards e recomendações de forma a criar mobilidade no software utilizado em “Computer-Based Training”. Na aprendizagem em rede este factor torna-se primordial já que os SGAI existentes nem sempre asseguram essa capacidade de interacção com diferentes softwares.
A AICC possui AGRs (AICC Guidelines & Recommendations) que são recomendações técnicas, específicas de determinada área. São nove as ARGs definidas, da AGR-002 à AGR 010. A AGR-001 contém a lista de todas as outras, pelo que não é considerada uma área de recomendação. Uma das questões mais pertinentes nestas recomendações passa pelo conceito de interoperabilidade. Este conceito, contido no ARG-010, torna-se importante quando percebemos que nem sempre os SGAI na internet possuem essa mobilidade.
IMS Global Learning Consortium - Este consórcio está particularmente
interoperabilidade. Esta entidade desenvolve especificações relativamente à forma como o software deve ser construído (IMS, 2003). Todas as especificações definidas e aprovadas pelo IMS estão disponíveis gratuitamente no seu site. No entanto, é de salientar que para o seu reconhecimento pela comunidade, o IMS submete as especificações ao parecer de grupos de acreditação antes de serem publicadas. As entidades parceiras do IMS são:
− Advanced Distributed Learning Initiative (ADL); − ARIADNE;
− Dublin Core;
− Aviation Industry CBT Committee (AICC);
− European Committee for Standardization/Information Society Standardization System (CEN/ISSS);
− Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE); − World Wide Web Consortium (W3C).
Um outro aspecto desenvolvido pelo consórcio diz respeito ao desenvolvimento de um “Learning Design” que permita uma versatilidade e flexibilidade pedagógica capaz de inibir o aparecimento de diferentes desenhos educacionais sem capacidade de interagir entre si (IMS, 2003).
ADL - A Advanced Distributed Learning é uma iniciativa patrocinada pelo
Departamento de Defesa do Governo Americano que desenvolve ambientes de aprendizagem distribuída interoperáveis. Esta entidade trabalha conjuntamente com indústrias e instituições de ensino de forma a desenvolver e implementar ferramentas, especificações, guiões, políticas e protótipos que tenham em conta os seguintes requisitos: acessibilidade, adaptabilidade, custos suportáveis, durabilidade, interoperabilidade e a capacidade de reutilização.
Neste sentido, a ADL criou o projecto SCORM (Sharable Content Object Reference Model). O SCORM é essencialmente um conjunto de especificações de informação flexível que define normas de produção de objectos de aprendizagem de forma a que estes possam ser reutilizados em diferentes contextos e ambientes. Em 1997, data de aparecimento da ADL (ADL, 2003), também se lhe juntaram outras entidades que se dedicavam a desenvolver standards na área da tecnologia. Entre elas
estavam a AICC, IEEE, ARIADNE, ALIC e IMS, o que permitiu o desenvolvimento de várias versões do SCORM.
IEEE/LTSC – O LTSC desenvolve standards técnicos acreditados, práticas
recomendadas e guias orientadores relacionados com a “aprendizagem tecnológica” (LTSC, 2003). Toda a investigação é feita através de grupos de trabalho, estando cada