KAPITTEL 6: BETYDNINGEN AV B-S-M-MODELLEN
6.3 Risikostyring med Black‐Scholes‐Merton‐modellen
Foi nossa intenção que nesta primeira fase pudéssemos recolher informação, não de uma amostra representativa, mas sim da totalidade das instituições de Ensino Superior do país.
Embora tenhamos a consciência de ter definido como população um número de instituições muito aproximado à totalidade existente, não podemos afirmar, sem qualquer margem para dúvidas, que as instituições analisadas correspondem com exactidão às entidades existentes, devido à possibilidade de margem de erro. Assim, e apesar de pretendermos abarcar a totalidade da realidade do país, mantemos o conceito de amostra para definir o conjunto de estabelecimentos determinado, salvaguardando assim eventuais erros. Entendemos que “a população é o grupo em relação ao qual se vai iniciar o estudo” e “a amostra é constituída pelos elementos desse grupo, seleccionados para participar no estudo.” (Tuckman, 2000, p. 187-188). Consideramos assim esta como uma amostra não aleatória intencional na medida em que, segundo Vicente, Reis e Ferrão “(...) existe (...) quando a escolha dos indivíduos é feita, não tanto pela “representatividade” , mas porque eles podem prestar um contributo à colaboração de que se necessita. É o caso dos estudos exploratórios onde o que importa é recolher ideias e opiniões de fundo que contribuam para uma perspectiva melhorada da questão em estudo.” (Vicente et al., 2001, p. 72).
Na primeira fase do estudo, foi feito um levantamento das instituições de Ensino Superior em Portugal. Acedemos inicialmente ao site da Direcção Geral do Ensino Superior do Ministério da Ciência e do Ensino Superior28, entendendo ser este um site onde essa informação estaria disponível. No entanto, vários problemas se nos depararam, nomeadamente a falta de informação actualizada e, acima de tudo, o facto
de este site não possuir qualquer referência à sua data de actualização. Recorremos, por isso, ao envio de diversos e-mails a alguns departamentos do Ministério da Ciência e do Ensino Superior dos quais não obtivemos resposta.
Optamos, por fim, por utilizar a informação disponibilizada, pela mesma Direcção Geral do Ensino Superior, mas no Site Oficial do Acesso ao Ensino Superior29, destinado aos estudantes que se pretendiam candidatar ao Ensino Superior no ano lectivo 2003/2004. Esta nossa opção prendeu-se com os seguintes aspectos:
− A lista disponibilizada no site da Direcção Geral do Ensino Superior30
não estava completa, nomeadamente no grupo de instituições de Ensino Superior Público Militar e Policial (não possuía qualquer instituição); − O site da Direcção Geral do Ensino Superior31
não possui qualquer referência à sua data de actualização, pelo que se torna impossível perceber se a informação contida é actualizada ou não;
− No site oficial do Acesso ao Ensino Superior32
está devidamente expresso que a informação contida é actualizada e se refere ao referido ano lectivo;
− O site oficial do Acesso ao Ensino Superior tem como principal objectivo informar os estudantes sobre todos os cursos de Ensino Superior, número de vagas para o referido ano lectivo e respectivas instituições, pelo que se presume que possua informação actualizada.
Embora nos parecesse esta uma boa opção, notamos todavia que nesta lista não estavam incluídas algumas instituições que fomos encontrando nas várias buscas feitas na internet, nomeadamente a Universidade Aberta. Também excluídas da informação contida no referido site estavam as seguintes instituições:
− Universidade Autónoma de Lisboa Luís de Camões (Caldas da Rainha); − Escola Superior de Jornalismo;
− Instituto Superior de Educação e Trabalho;
− Instituto Superior de Matemática e Gestão (Castelo Branco);
29http://www.acessoensinosuperior.pt 30http://www.desup.min-edu.pt 31http://www.desup.min-edu.pt 32http://www.acessoensinosuperior.pt
− Instituto Superior Politécnico Portucalense de Penafiel; − Instituto Superior de Tecnologia Empresarial.
Para além destas, no grupo da Universidade Católica não estavam mencionados a Faculdade de Teologia em regime de extensão nos Açores, o Instituto de Estudos Europeus, o Instituto de Educação e o Instituto de Estudos Políticos. Devido ao facto de nesta investigação não possuirmos dados que nos indiquem que estas instituições se encontravam em funcionamento à data da definição de público-alvo, foi decidido não as incluirmos e limitarmo-nos, nesta fase, à informação contida no site oficial do Acesso ao Ensino Superior. Foi feita uma excepção à Universidade Aberta, por ser uma instituição que sabemos em funcionamento e com um longo e conhecido percurso na aprendizagem em rede. Decidimos, assim, incluí-la no grupo de Ensino Superior Público Universitário.
Nesta fase, apercebemo-nos também da dificuldade em recolher informação em instituições de grandes dimensões, quer em termos de número de alunos, quer em termos de dispersão geográfica dos próprios campus universitários. Foi, neste sentido, nossa opção recolher a informação necessária junto dos Institutos, Escolas e Faculdades que compõem as instituições de Ensino Superior. Tratando-se de instituições de grandes dimensões, tivemos o cuidado de confirmar nos respectivos sites se existiam faculdades, escolas ou institutos que as compunham, não mencionados no site do Acesso ao Ensino Superior da Direcção Geral de Ensino Superior. Assim, acrescentamos à lista inicial, 25 estabelecimentos:
− Universidade da Beira Interior: 5 faculdades; − Universidade do Minho: 6 Institutos/ Escolas;
− Universidade Autónoma de Lisboa: 3 Institutos/ Escolas; − Universidade Fernando Pessoa: 3 Faculdades33
; − Universidade Lusíada (Lisboa): 2 Institutos; − Universidade Lusíada (Porto): 3 Institutos; − Universidade Lusófona: 3 Institutos/ Escolas.
33 Ao serem acrescentadas as três Faculdades foi retirada a Instituição Universidade Fernando Pessoa. Esta passou a ser representada
pelas faculdades que, segundo a informação contida no site da Universidade, abrangem a totalidade do ensino ministrado nesta instituição.
Ao considerar estes estabelecimentos como o nosso público-alvo, deparamo-nos com uma rectificação que se tornou necessária fazer relativamente à Universidade Fernando Pessoa. Esta instituição ministra cursos no seu Pólo de Ponte de Lima inseridos, segundo a informação da DGES, uns no grupo de Ensino Particular e Cooperativo Politécnico e outros no grupo de Ensino Particular e Cooperativo - Outros estabelecimentos. Sendo a mesma instituição e a mesma localização, optamos por enviar um só inquérito, abrangendo, assim, todo o tipo de ensino ali ministrado. Sendo o nosso enfoque a própria instituição, esta foi incluída na lista de estabelecimentos apenas uma vez, no grupo onde se encontra maioritariamente a Universidade Fernando Pessoa: Ensino Superior Particular Cooperativo Universitário.
Um outro aspecto importante foi o facto de, na nossa procura pelas Escolas, Institutos e Faculdades das Instituições, depararmo-nos com alguns cursos que eram ministrados fora do âmbito daqueles estabelecimentos, ou seja, não estão inseridos em qualquer Instituto, Escola ou Faculdade mas dependem, sim, directamente da própria instituição. Decidimos manter na nossa população, nestes casos, a instituição e os estabelecimentos respectivos, abrangendo assim a totalidade do ensino ministrado, embora possa, eventualmente aparentar uma duplicação. Estes foram os casos de:
− Universidade de Aveiro; − Universidade do Minho; − Instituto Politécnico do Porto;
− Universidade Autónoma de Lisboa Luís de Camões; − Universidade Lusíada.
Por outro lado, a recolha de dados em determinadas instituições foi substituída pelo envio do inquérito às diferentes Faculdades, Institutos ou Escolas, desde que abrangessem a totalidade do ensino ministrado pela instituição. Este é o caso de:
− Universidade da Beira Interior;
− Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias; − Universidade Fernando Pessoa.
Ao longo do processo de recolha de endereços de correio electrónico, para contactar os estabelecimentos, apercebemo-nos também de que na lista de entidades
disponível na página da DGES, a Escola Superior de Educação Jean Piaget – Nordeste estava repetida, pelo que procedemos à respectiva correcção.
Optamos por não considerar neste estudo os departamentos, já que isso provocaria um número excessivo de entidades e dados.
Após esta primeira recolha de informação, a nossa população-alvo ficou determinada, sendo composta por 328 estabelecimentos de Ensino Superior34 que se incluem nos seis grupos definidos pela DGES, conforme o quadro que se segue:
ESPU – Ensino Superior Público Universitário 74
ESPP – Ensino Superior Público Politécnico 100
ESPMP – Ensino Superior Público Militar e Policial 5
EPCU – Ensino Particular e Cooperativo Universitário 24
EPC-OE – Ensino Particular e Cooperativo - Outros estabelecimentos 105
UCP – Universidade Católica Portuguesa 20
328
Tabela 4 – Estabelecimentos envolvidos no estudo, por grupo.
Nesta recolha de informação registamos também o endereço da página na Internet, já que nos poderia vir a ser útil, mais tarde, quer no acesso às plataformas, caso elas existissem, quer no acesso a endereços de correio electrónico para a recolha de dados.
Foi sobre estes 328 estabelecimentos que nos debruçamos na recolha de dados, por isso definimos ser esta a nossa amostra para esta fase exploratória.
Na nossa investigação, e dadas as suas características, optamos por utilizar, nesta fase, como técnica para recolha de dados, o inquérito por questionário sobre o qual nos debruçaremos no ponto seguinte.
4.1.2. Instrumento de recolha de dados: o inquérito
“Os investigadores usam os questionários e as entrevistas para transformar em dados a informação directamente comunicada por uma pessoa (ou sujeito). Ao possibilitar o acesso ao que está “dentro da cabeça de uma pessoa”, estes processos tornam possível medir o que a pessoa sabe (informação ou conhecimento), o que gosta,
e não gosta (valores e preferências) e o que pensa (atitudes e crenças).” (Tuckman, 2000, p. 307). Esta primeira fase do estudo não teve como principal objectivo a recolha de dados sobre o que o inquirido gosta ou pensa. Nesse caso, o estudo versaria sobre as perspectivas dos professores em relação à aprendizagem em rede. Embora seja um tema aliciante, não constitui o nosso objecto de estudo. O inquirido funcionará apenas como representante da instituição no preenchimento do inquérito.
De Ketele e Roegiers (1999, p. 35) fazem-nos referência a dois tipo de questionários: o questionário de verificação de conhecimentos e o questionário de inquérito. O instrumento por nós utilizado, nesta investigação, insere-se no segundo tipo de questionário referido pelos autores, já que versa sobre uma população e não sobre um indivíduo. Pretende-se assim desenvolver “(...) um estudo de um tema preciso junto de uma população, cuja amostra se determina a fim de precisar certos parâmetros.”
Albarello (1997, p. 48) compara esta técnica à arte de fotografia, já que, entre outros aspectos, “(...) ela fixa em imagem uma determinada situação num determinado momento(...)” É também esta, segundo nos parece, a pertinência da utilização desta técnica.
Depois de definidos os indicadores de análise, o inquérito foi elaborado como um formulário35, num processador de texto, de forma a facilitar não só o seu preenchimento pelo inquirido, como também o próprio envio e recebimento por correio electrónico.