4 Teoretiske perspektiv og begrepsavklaringer
4.2 Retorikk – studiet av språkets effekter
Ano de inauguração: 2010. Local: Santiago, Chile. Arquitetura: Es-
túdio América.
O Museu da Memória e dos Direitos Humanos está localizado na cidade de Santiago do Chile e faz parte de um projeto para quadra urbana, onde além do museu, também está previsto futuro edifício de escritórios. O projeto é de autoria do escritório brasileiro Estúdio América, ganhador de um concurso realizado no ano de 2007. A execução do projeto foi dividida em duas fases: na primeira etapa foi executado o Museu da Memória e dos Direitos Humanos, inaugurado no ano de 2010; e na segunda etapa será construído o futuro edifício de escritórios.
Segundo Fehr (2010)1, a concepção apresentada no concurso sofreu
alguns ajustes até a execução final, porém não comprometeram o par- tido do projeto. A proposta preliminar contemplava um programa mais extenso, com alguns auditórios no subsolo, um centro de convenções, espaços de serviços e lojas junto a uma praça central. Na etapa de Anteprojeto, o centro de convenções foi suprimido, o subsolo reduzido, e outras alterações foram feitas, como o ajuste dos acessos e desenho do espaço público conformado pela arquitetura.
Atualmente, o programa do museu comporta uma área de exposições de cerca de 1.800m², distribuída em três pavimentos elevados; e dois níveis escavados, sendo a cota -5.95 de entrada e um subsolo na cota -10.00. Nos pavimentos escavados estão, além da entrada principal do museu, as salas de apoio, as salas técnicas, um auditório para 100 pessoas, e dois níveis de garagem. O museu também dispõe de amplo espaço aberto dentro do perímetro da quadra que é muito utilizado pelo público em geral, tanto como espaço de travessia, como também como espaço de permanência e convivência, onde se pode realizar eventos ao ar livre para um grande número de pessoas.
O Museu da Memoria e dos Direitos Humanos está situado em impor- tante eixo viário e cultural que se desenvolve ao longo da Avenida Ma- tucana, onde estão o Museu de Arte Contemporânea Quinta Normal,
1 FEHR, Lucas. O projeto frente a questões contemporâneas da cidade e da arquitetura. O museo de La Memoria
Figura 4.2.01: MMDH – Inserção urbana.
Fonte: Google Earth.
Figura 4.2.02: MMDH – Inserção urbana.
Fonte: Imagem disponibilizada pelo autor do projeto. Foto: Cristobal Palma,
Figura 4.2.03: MMDH – Imagens externas.
a Biblioteca de Santiago e Matucana 100 Centro Cultural. Ao final da Avenida Matucana, no cruzamento com a Avenida Libertador Bernardo O’Higgins está a Estação Central da cidade. O local também pode ser acessado pelo metrô Quinta Normal que tem conexão pelo subsolo do museu e saída de superfície ao lado da Avenida Matucana, na calçada oposta à obra. Junto à saída de metrô está a entrada ao Parque Quinta Normal, que é composto por extensa área arborizada, caminhos de pe- destres e carros, e alguns edifícios como o Museu Ferroviário, Museu Nacional de História Natural, Museu de Ciências e Tecnologia, e a Fa- culdade de Medicina Ocidente – Universidade do Chile.
O traçado da cidade de Santigo, no geral, é ordenado por malha reticu- lada e os quarteirões são subdivididos em lotes menores. No entorno imediato ao Museu da Memória e dos Direitos nota-se uma maior pro- porção de massa edificada e ocupação perimetral das quadras. Ade- mais, também se observa uma predominância de gabarito de altura baixo, de até três pavimentos, com algumas torres maiores posicionais pontualmente.
O Museu da Memória e dos Direitos Humanos e o futuro edifício de escritórios estão inseridos em quadra de formato retangular, com uma das laterais ocupada por fileira de construções existentes. O terreno de aproximadamente 182.81m x 80.66m foi dividido entre os dois projetos: 102.53m x 80.66m destinado ao museu e 80.28m x 80.66m ao edifício de escritórios. Anteriormente, este terreno foi destinado a um terminal intermodal, sendo assim já havia um vazio existente.
O museu está voltado a três vias: Avenida Matucana, Rua Catedral, Rua Chacabuco, e na quarta lateral está a futura conexão ao edifício de escritórios, que atualmente está fechada com tapume. A ausência de subdivisão de lotes, bem como a dimensão e posição privilegiada do terreno junto a três laterais da quadra permitiu maior flexibilidade para a composição arquitetônica do museu. O partido arquitetônico adota- do consistiu no aproveitamento da escavação do terreno e criação de uma nova topografia a partir da calçada, composta por bases edifica- das coladas em duas laterais do terreno, que conforma vazio rebaixado ao longo de um dos eixos centrais do terreno. Sobre o embasamento apoia-se um volume prismático retangular, levemente elevado, também
chamado de barra, que está disposto no menor sentido do terreno, em eixo quase central, gerando assim dois amplos espaços descobertos de cada lado e uma área coberta menor no centro.
Nota-se que a ocupação da quadra pelo museu contrasta com o padrão predominante dos quarteirões do entorno, pois há uma maior proporção de vazio do que de massa edificada. O espaço aberto gerado é acessí- vel ao público e se inicia desde o limite da calçada, prolongando-se para dentro da quadra, como uma continuação do espaço urbano da cidade. Esta sensação de “continuidade” é reforçada pelo material das paredes do embasamento e pelo piso do espaço aberto, que se assemelham e misturam ao piso da calçada. A barra elevada, em contrapartida, está visualmente em “destaque” no centro da quadra, como um objeto a ser contemplado. A envoltória da barra, principalmente em revestimento de cobre esverdeado, evidencia sua distinção material e protagonismo tanto em relação aos demais volumes do próprio conjunto arquitetônico, quanto em relação ao entorno imediato.
A maioria das quadras vizinhas possui ocupações junto às testadas, que funcionam como “paredes” para quem caminha pela calçada. Na obra do museu, diferentemente, não há “paredes” visuais no nível da calçada, exceto onde está a barra. Com isso, pode-se visualizar toda a extensão do terreno de uma ponta a outra pelos espaços adjacentes à barra. Nos limites perimetrais da quadra, há apenas meias-paredes onde se iniciam os volumes do embasamento e elementos de circulação – duas escadarias e um plano inclinado – que fazem a acomodação e transposição dos desníveis do terreno.
Apesar do contraponto com o entorno, a inserção urbana da obra tam- bém revela uma busca pelo diálogo com os edifícios vizinhos por meio de alinhamentos e gabaritos de altura. O desenho da barra segue o mesmo alinhamento horizontal do edifício Cité Las Palmas, localizado do lado oposto da Av. Matucana, e está inserido de forma alinhada e paralela à Escola Salvador Sanfuentes em terreno frontal ao museu. O seu nível de topo é semelhante aos dois edifícios citados, porém este ainda é mais alto do que os demais.
Entende-se que o aproveitamento da escavação do terreno permitiu que os pavimentos do museu fossem distribuídos entre os níveis en- terrados e elevados, garantindo um gabarito de topo mais baixo em relação à cota da calçada e uma semelhança de altura com os edifícios vizinhos. Além disso, este artifício também contribuiu para que a escala da edificação se aproximasse mais da escala do pedestre, uma vez que o objeto arquitetônico não parece reprimir a escala humana, mas sim promove uma interação visual com o pedestre.
Há certa distância da obra, na calçada oposta da Rua Matucana, é possível ver as fachadas do museu de um ângulo específico. Entretanto, ao movimentar-se pela calçada, esta perspectiva alterna-se de maneira dinâmica e o volume arquitetônico elevado parece girar. Isto acontece devido à posição da barra no sentido perpendicular a avenida e ao trajeto do pedestre pela calçada, que ao longo do movimento, percebe esta mudança de ângulo de forma mais dramática. Outra percepção vi- sual interessante ocorre em relação à topografia. De um ponto distante, não se percebe a escavação do terreno, e a barra parece flutuar sobre um plano reto. Isto ocorre, pois o edifício eleva-se cerca de oitenta e três centímetros do embasamento e está apoiado sobre quatro pilares recuados. Apenas após uma aproximação maior, visualizam-se os pila- res recuados, o espaço escavado e a topografia gerada pelo conjunto arquitetônico.
O acesso à quadra do Museu da Memória e dos Direitos Humanos se dá pelas três laterais do terreno e há apenas um acesso de veículos. Infelizmente, no perímetro do terreno, foram instaladas grades com por- tões que restringiram a acessibilidade projetada pelos autores. Antes, os pedestres podiam acessar a quadra por qualquer ponto ao longo de amplas aberturas laterais configuradas pela forma arquitetônica, que fo- ram reduzidas a portões localizados, principalmente, junto aos vértices do terreno. Os portões são abertos durante o dia e fecham-se à noite, o que nos leva a pressupor que esta foi uma medida de segurança ado- tada pela administração do museu para um maior controle do espaço público.
Após a transposição dos portões, o espaço acessível ao público se abre, permitindo o atravessamento do pedestre pelo miolo da quadra
Figura 4.2.09: MMDH – Visão do pedestre: alinhamento com Cité Las Palmas e paralelismo com a Escola Salva- dor Sanfuentes.
Fonte: Fotos da autora, 2015.
Figura 4.2.10: MMDH – Visão da barra no percurso pela calçada.
Fonte: Fotos da autora, 2015.
Figura 4.2.11: MMDH – Alguns dos portões e entradas à quadra.
em fluxos livres, através de percursos que variam de níveis e configu- rações, formando rotas em “T”. Outra possibilidade é o deslocamento específico com o objetivo de visitar e entrar no espaço interno do museu, que dispõe de entradas localizadas na área central do terreno.
O espaço aberto acessível ao público é conformado pelos limites verti- cais do embasamento e inicia-se desde as três laterais do terreno, apro- ximadamente, na cota 0.00 até uma área plana central na cota -5.95. Os elementos de circulação que fazem a transposição de níveis são um plano inclinado, que se encerra na mesma projeção do bloco retangular elevado, e duas largas escadarias em laterais opostas do terreno. Na área plana, além das entradas principais do museu, também estão lo- calizadas algumas salas técnicas não acessíveis ao público, uma loja e uma cafeteria externa. A partir deste nível é possível acessar o Memorial Alfredo Jaar e o estacionamento de veículos, e dirigir-se a conexão do metrô Quinta Normal que está na cota -10.60.
Percebe-se que a ideia de percurso parece ser uma ideia geratriz do projeto, uma vez que, para entrar no espaço interno do museu, primeiro é necessário percorrer o espaço aberto da quadra, para depois penetrar a edificação. Não há entradas diretas pela calçada, exceto por meio de elevador de pessoas com necessidades especiais que dá acesso ao interior do museu, porém atende a um público específico. Desta forma, a ideia de percurso se mostra como uma das principais estratégias de projeto relacionadas ao espaço aberto, que remete ao conceito de “pas- seio arquitetônico” ou “promenade arquitetural” de Le Corbusier. Este “passeio arquitetônico” é dinâmico, já que há mudanças de perspectiva de visão, em função da configuração do percurso que não é constante, e devido às variações de nível que alternam os fluxos de descendentes a ascendentes. A tática da “descida” a partir das laterais do terreno contribui para o “convite” ao acesso e ao movimento do pedestre em direção ao meio da quadra que está em plano rebaixado, onde há uma visão privilegiada de cima para baixo, que favorece a compreensão dos limites deste espaço e percursos disponíveis.
Por meio de um diagrama que mostra um refinamento maior dos limites verticais do espaço aberto, é possível notar que grande parte deles são “muros” impenetráveis, que funcionam como limites direcionais aos
fluxos de pedestre. Somente na área plana são realizadas aberturas no embasamento, que se transformam em volumes penetráveis. Após a transposição das aberturas, panos de vidro transparente recuados, com um mínimo de enquadramento, encerram o espaço aberto, porém permitem a visualização aos espaços internos do edifício. Alguns destes espaços são essencialmente públicos e outros acessíveis ao público sob pagamento, tais como o foyer de exposições e foyer do auditório, do lado oposto. Desta forma, a permeabilidade visual proporcionada pelo fechamento do vidro contribui para a leitura do que pode ser acessado pelo público, como também possibilita uma interação visual entre inte- rior e exterior, já que, de dentro do edifício, também se vê o que ocorre do lado de fora.
Os demais limites ou elementos intermediários que influem na configu- ração e permeabilidade do espaço aberto – porém não podem ser con- siderados como “muros” – são: os balizadores metálicos; uma rampa de portadores de necessidades especiais que se desenvolve colada a uma das laterais do embasamento; as escadarias de acesso nas duas laterais do terreno; uma pequena escada junto à rampa; e os guarda- corpos de vidro que circundam o vão de acesso ao Memorial Alfredo Jaar, localizado em espaço subterrâneo. O material utilizado nos “mu- ros” do embasamento e na estrutura das escadas e rampas é o concreto aparente no seu estado bruto. O piso do espaço aberto, por sua vez, é de material cimentado cinza, na mesma cor do concreto, e apresenta um desenho em malha com juntas horizontais contínuas e juntas verticais desencontradas, que tornam o seu desenho mais dinâmico. Os guarda- corpos são compostos por vidros fixados diretamente na estrutura da rampa, com ausência de montantes intermediários.
Com isso, percebe-se que, nos limites verticais do espaço aberto, são utilizados dois tipos de materiais opostos e de leituras contrastantes: o vidro e o concreto. Um de aspecto bruto, que remete à materialidade como é o caso do concreto; outro um material transparente, que remete à ausência de materialidade, como é o caso do vidro. Cabe ressaltar que, no período noturno, os “muros” de concreto do embasamento re- cebem iluminação vindas do piso que realçam ainda mais sua textura e função de condução do pedestre junto às paredes laterais.
Logo, pode-se dizer que os limites verticais do espaço aberto revelam estratégias de projeto que associam as aberturas e superfícies materiais com as intenções de direcionalidade de fluxos, permeabilidade e aces- sibilidade do programa. Os muros funcionam como limites direcionais e de condução dos fluxos, enquanto os vidros permitem a conexão visual e induzem a acessibilidade aos espaços internos ao edifício. Ademais, o uso do vidro, com o mínimo de enquadramento e ausência de mon- tantes nos guarda-corpos, mostra uma busca pela máxima permeabi- lidade visual do espaço que deve ser compreendido pelos seus limites mais externos e perimetrais. Apesar disso, os elementos intermediários, que estão localizados no meio do espaço, como é o caso dos guarda- corpos e da rampa de portadores de necessidade especiais, principal- mente no trecho onde está o patamar, continuam sendo barreiras físicas, que causam afunilamentos pontuais no percurso, e podem – ou não – restringir passagens e atividades quando na reunião de um grande número de pessoas.
Na leitura da configuração do espaço aberto, pode-se ver também es- tratégias de projeto relacionadas ao uso deste espaço. O desenho do espaço aberto inicia-se com larga abertura do lado esquerdo da planta, a partir da calçada, que se estreita gradualmente até um espaço de con- vergência central ou “nó”. Do lado direito da planta, diferentemente, as escadarias iniciam-se mais estreitas e são alargadas no final em direção ao mesmo “nó”, no cruzamento dos fluxos. Apesar da posição privile- giada do espaço nodal, este não parece ser um lugar de permanência prolongada, já que é um espaço estreito, escuro e instável, que está em plano inclinado, sob a projeção da barra elevada. A sua configuração em forma de “pórtico” o torna um espaço de transição que se fecha na largura e altura, separando e interligando duas porções de espaços descobertos de funções e atividades aparentemente distintas.
O plano inclinado tem função de circulação por excelência, porém tam- bém pode ser um lugar de permanência eventual, na ocasião de even- tos, uma vez que a sua declividade contribui na montagem de uma arquibancada, por exemplo. À direita, temos dois espaços complemen- tares: as escadarias e o plano reto. Percebe-se que, devido à exten- são e disposição das escadarias nas laterais opostas do terreno, estas funcionam não apenas como circulação, mas também como assentos
de permanência, onde é possível ter uma visão privilegiada do espaço aberto e do próprio conjunto da obra arquitetônica do museu.
O espaço em plano reto, por sua vez, parece ser o principal espaço coletivo da obra, devido a sua dimensão, localização próxima das en- tradas principais do edifício, bem como devido sua posição singular e focal, envolvida pelos limites arquitetônicos e elementos de circulação. Cabe ressaltar que o início dos percursos começa com muros laterais bem abaixo do nível dos olhos e, no fim do trajeto, os muros e limites co- brem a linha de visão do indivíduo em relação à calçada e rua. Apenas é possível ter “pistas” do que ocorre no nível mais alto devido à inclinação das escadas e rampas, porém o indivíduo é totalmente envolvido pelos limites laterais, que conformam o espaço plano, tornando-o mais prote- gido e envolvente. Por conta disso, entende-se que há uma proposição de um ambiente que seja mais favorável a atividades humanas, visto que existe maior senso de proteção e visão que se volta a este espaço. Em visita ao local, esta proposição pareceu ser real, pois se identificou um maior número de pessoas nessa área, sendo alguns skatistas e grupo de pessoas em movimento.
Pode-se dizer que não apenas os limites verticais da forma arquitetônica, como também a manipulação de planos horizontais e inclinados con- tribuem para que os espaços abertos sejam utilizados de determinada forma, sendo alguns usos e atividades incentivados e outros repelidos. A disposição de áreas cobertas seria outra estratégia de projeto adotada pelo museu que relaciona a configuração do espaço aberto ao incentivo ao seu uso e apropriação. A área coberta inicia-se no centro do terreno, por meio da projeção da barra elevada, e prolonga-se até a entrada principal do museu e espaços ao redor. Ao lado da entrada principal foram posicionadas atividades de apoio ao programa, tais como uma loja e uma cafeteria externa, que contribuem para a permanência de usuários no local em área abrigada contra intempéries. Apesar disso, em vista ao museu, este espaço coberto pareceu ser um lugar escuro e relativamente estreito. Entretanto, mesmo assim, foram observadas algumas pessoas sentadas em cadeiras metálicas dispostas ao longo deste espaço.
Por meio da análise da composição e transformação das formas arquite- tônicas da obra, também podem ser observadas algumas estratégias de projeto relacionadas à acessibilidade e visuais para o entorno. A orga- nização das formas arquitetônicas do conjunto aponta uma ordenação essencialmente geométrica, em que são realizadas sobreposições e subtrações de formas puras. Em planta, pode-se ver que os volumes do embasamento são compostos por duas figuras triangulares, dispostas de maneira espelhada, cujas arestas são alinhadas nas laterais opos- tas do terreno. Nestas duas figuras são realizadas subtrações pontuais de maneira a suavizar as formas “pontiagudas” dos volumes, porém também apontam intenções de acessibilidade aos espaços interiores, por meio da criação de reentrâncias. O maior recorte é feito próximo à entrada principal do museu, que coincide com o local onde foram reali- zados rasgos nos muros do embasamento, tornando assim mais clara a intenção de penetração do volume e convite à entrada.
À esquerda da planta desenha-se uma linha que equivale à mureta de separação dos acessos do pedestre e do automóvel. À direita, no en- contro das figuras triangulares do embasamento, desenham-se duas linhas paralelas que correspondem aos limites das escadarias. Nota-se novamente, uma subtração no desenho de uma das escadarias, defi- nindo uma área de acomodação antes da entrada do auditório onde também é realizada uma abertura no plano vertical do embasamento e