• No results found

Kapittel 3. Teoretisk rammeverk og kalibrering – Normdynamikk

3.4. Hva kan forklare variasjon i nasjonale etterlevelsesmønstre?

3.4.1. Anbefalingens presisjon (P)

3.4.1.1. Presisjon I: Konvensjonshenvisning

Após a revolução industrial, grandes organizações foram constituídas, formando verdadeiros impérios, sob a visão de que, internalizando todas as fases do processo, haveria maiores condições de controlar a elaboração dos produtos e serviços gerados. A pós-integração vertical tem mostrado diversos benefícios, principalmente com a computação e as telecomunicações, oferecendo agilidade

IE GRH DT A LI O LE M+V S IE GRH DT A LI O LE M+V S CADEIA DE VALORES DA EMPRESA CADEIA DE VALORES DO COMPRADOR

nas ligações entre organizações que levam os gerentes a pensarem na integração vertical.

A parceria de valor agregado, que é “um conjunto de empresas independentes que trabalham estreitamente juntas para gerir o fluxo de mercadoria e serviços, através de uma cadeia de valores agregada” [JOHNSTON, 1988], pode ser entendida como uma forma de colaboração entre diversas organizações, onde cada uma desempenha um papel específico, e tem participação na elaboração do mesmo produto. Nota-se pelo conceito que não é primordial a utilização de tecnologias da informação para a existência de uma parceria de valor agregado, contudo, as ligações entre as organizações, conforme foi apresentado no capítulo anterior, são intensivas em componente de informação, tornando assim as tecnologias da informação um forte catalisador para o sucesso desta parceria.

Um exemplo de ambiente propício para a constituição de uma parceria de valor agregado pode ser dado pelo setor gráfico e editorial. Para a confecção de livros, as gráficas necessitam de papel, como principal insumo que é fabricado pelas indústrias de celulose. Estas, por sua vez, têm como fonte primária às plantações de árvores que se prestam a esta finalidade. Na seqüência da cadeia, geralmente, encontram-se as distribuidoras, livrarias e papelarias, que fazem chegar às mãos dos consumidores o produto final (livro). Este exemplo pode ser ilustrado pela Figura 3-20.

Figura 2-21 - Sistema de Valor de um Livro

A evolução da informação proporciona novas formas de interação entre organizações e faz criar um mundo virtual no qual os negócios tomam mais agilidade, fazendo com que os gerentes desenvolvam novas habilidades para acompanhar estas mudanças.

Assim como no mundo real utiliza-se o termo “marketplace” para indicar o ambiente onde ocorrem os negócios, o termo “marketspace” vem representar este mundo virtual. A existência de um mundo não exclui o outro, ao contrário, se complementam. O ambiente virtual complementa o ambiente real e não existe sem este, assim como o surgimento e evolução dos meios eletrônicos de comunicação não substituem o transporte físico [BALCEIRO, 2000].

Os estudos de Michael Porter sobre o modelo de cadeia de valores, no meio da década de 80, não consideravam inovações que ocorreriam na década

Florestas p/ extração de madeira

Fabricação de papel Editora / Gráfica

Livraria / Papelaria Escola

seguinte – a era da rede. A percepção de uma evolução da cadeia de valores foi proposta por [RAYPORT, 1996], constituindo o que denominou de cadeia de valores virtual. Uma vez que as atividades de valor estão sendo realizadas, o primeiro passo para a constituição da cadeia de valores virtual é a captura de informações destas atividades que permitiram aos gerentes a visualização do que eles têm à disposição.

Com o estágio da visibilidade alcançado, as operações podem ser gerenciadas ou mesmo as etapas de agregação de valor no mundo virtual podem ser implementadas, mais rapidamente, melhor e com mais flexibilidade, e principalmente, num custo mais baixo.

Novos relacionamentos com clientes podem surgir como um terceiro e último estágio, dos quais novos valores podem ser extraídos. Utilizando, por exemplo, o ambiente World Wide Web, através dos sites as organizações podem capturar diversas informações sobre as preferências e hábitos dos clientes e então estudar novas alternativas de negócios face às expectativas. Modificações na cadeia de valores podem ser estudadas ou mesmo alianças com outras organizações podem ser sugeridas para a elaboração de novos produtos ou serviços.

Como já foi apresentado, o ambiente virtual não substitui o real, mas impõe grandes modificações, exigindo, principalmente, flexibilidade para adaptar-se às novas imposições. “Os clientes estão conduzindo a nova economia; eles estão determinando o quais, como e quando os produtos e serviços são oferecidos e a

que preço; e-business é mais do que a criação de um Website; o conhecimento irá diferenciar as organizações” [KUMARKAUSHALAM, 2000].

Observa-se, pelo que está apresentado, que as tecnologias da informação podem estar presentes em diversos aspectos da organização, desde o auxílio nas atividades internas ligadas à área meio, passando pela repercussão na curva de aprendizagem da organização para a adoção destas tecnologias, na necessidade de considerar as vantagens do alinhamento do planejamento estratégico com a T.I., até a visualização das organizações integrando-se para gerar um produto/serviço. As tecnologias da informação podem transformar as maneiras como as atividades são desenvolvidas dentro das organizações, repercutindo na natureza das interligações que possam existir entre diversas organizações. Os meios eletrônicos de comunicação (as estradas da era da informação), que possibilitam também a interligação de sistemas de informações, criam novas possibilidades de interligação entre as organizações.

As tecnologias disponíveis, analisadas separadamente, normalmente oferecem grandes vantagens, porém a adoção de uma determinada tecnologia pode requerer a análise de outras tecnologias para complementar a solução. No próximo capítulo são apresentadas algumas tecnologias que contribuem para uma gestão de TI focada em programas de abrangência nacional.