novembro de 2012 na cidade de Belém no Pará, somando um total de 35h de pesquisa de campo no local. A Associação Fotoativa está localizada no centro de Belém, em um casarão tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, cedido pela prefeitura, apesar das instalações ainda necessitarem de reformas.
Como nunca havia estado na Região Norte do Brasil, foi oportuno registrar aqui um breve olhar sobre a cultura local, pois estando em Belém, pude compartilhar melhor do relato de Miguel Chikaoka quando ele aborda que voltou para o Brasil e quis morar em outro lugar diferente de São Paulo, ver o Brasil por outro ângulo. Esse relato adquiriu uma sincronia com a vivência no local, numa cultura tão forte e marcante, que permite olhar o Brasil realmente por outro ângulo.
Cada detalhe era uma surpresa que me despertou a curiosidade de querer sentir o cheiro do lugar, provar os sabores de lá, aguçar os sentidos na experiência de conhecer mais um lugar (do) no mundo. Um lugar com seus fazeres, dizeres, saberes, que constroem uma visualidade singular. Tudo era intenso, a dimensão dos rios, o calor, que era amenizado pela brisa, pela chuva da tarde, pelo banho de Igarapé e praias de rio; a cor da pele que mesclava o negro com vermelho deixando transparecer uma tonalidade peculiar que era marcada pelos rostos e corpos impregnados de nossa ancestralidade indígena.
A castanha do Pará, o buriti, o açaí, o cupuaçu, o tucupi, o tacacá, com cores, cheiros e sabores que dão ao Pará um colorido e gosto que pude apreciar, sentir o lugar. O jambu, tempero paraense por excelência, que traz sabor à culinária diária, com suas propriedades anestésicas, deixando a sensação de leve dormência na boca, deixando a boca “muito louca”, como diz uma das Divas da música paraense Dona Onete, com seu ritmo que ela mesma batizou como carimbo chamegoso.
Miguel que veio de uma família de cultura japonesa, fala da sua relação com essa cultura paraense presente no seu trabalho.
[...] estou aqui no Pará há mais de 30 anos, nessa Amazônia exuberante, com essa abundância, um contraponto do Japão. Essa sensação de que a natureza está sobrando. Vivo esse conflito. Me dou muito bem aqui, mas ao mesmo tempo eu acho que precisamos de um tratamento de choque para dar o devido valor ao que temos aqui. As pessoas dizem, amam isso tudo, exploram, deleitam-se, mas prevalece o senso predador. A natureza, o ambiente é muito mal tratado porque ainda não há uma consciência da dimensão, do valor disso. Não sentiram uma ameaça de uma perda real. Talvez isso se produza nessa zona de conflito, de choque e de desafios radicais. Transitar por essas duas culturas é um exercício complexo, que exige muita entrega.”73
Esta entrega, este deixar-se absorver pela cultura paraense, acrescido da visão crítica sobre o lugar, se mostra de várias formas, como já foi citado anteriormente, no trabalho de arte e educação desenvolvido pela Associação Fotoativa. Para investigar a formação do fotógrafo, artista e educador em questão e os trabalhos deste espaço educativo, foram realizadas observações de atividades que fazem parte destes trabalhos atualmente, vivências e entrevista com o pesquisado.
A primeira atividade que observei foi a Oficina Câmera Obscura. A oficina acontece como parte do Projeto Fototaxia desenvolvido por Miguel Chikaoka, com parceria e suporte financeiro da Universidade Federal do Pará - UFPA, que tem por objetivo fazer um processo de capacitação com os professores de arte da rede pública de ensino de Belém.
“ É uma proposta que visa potencializar o processo de construção do conhecimento explorando a potência física e simbólica da luz. Esse título, Fototaxia, fui buscar no dicionário o significado da palavra. Que coisa interessante, o que é isso aí? Fototaxia é o movimento dos seres vivos em direção a luz, seja em favor da luz ou se afastando da luz, fototaxia positiva ou negativa. Eu me identifiquei imediatamente, pois sinto que vivo isso, estou sempre em busca da luz, procurando inspiração na luz, pensando maneiras e dispositivos que facilitem essa interação, essa vivência das pessoas com a luz. Como provocar e despertar interesses das pessoas pelo conhecimento e não a partir de uma explicação a priori. E também porque luz tem uma potência simbólica muito presente em todas as culturas, todos os povos. Acrescentei o subtítulo –“em busca do elo perdido”, porque sinto que perdemos o elo com a natureza das coisas, do que elas nos oferecem. Essa questão é atual e onipresente, mas no projeto visamos o contexto da educação. É um projeto que visa trabalhar com os educadores, ver de que forma a proposta poderia ser implementada no contexto, ver se isso é viável ou não. Primeiramente provocar essa descoberta do que não esta sendo percebido, um lugar tão pouco explorado, que é o lugar da luz.”74
Quando aborda sobre este processo, Miguel deixa transparecer a busca por novas metodologias, um processo de formação que vai se construindo a partir do olhar investigativo, onde as palavras são encontradas para dar sentido à proposta que se quer trabalhar. Por meio deste Projeto ele cria uma metodologia que denominou como Pedagogia da Luz e acrescenta:
73Entrevista concedida por Miguel Chikaoka à pesquisadora Judivânia Maria Nunes Rodrigues, em Belém/PA,
em 25 de novembro de 2012.
74Entrevista concedida por Miguel Chikaoka à pesquisadora Judivânia Maria Nunes Rodrigues, em Belém/PA,
“Ao trabalhar com essa ideia da luz como lugar, como território, percebemos que estamos no território elemento fogo, que nos leva aos outros elementos vitais, a terra, o ar e água. Fico pensando por que não trabalhar essas propostas de abordagens com esses elementos também? A água, por exemplo, vamos brincar com a água, conhecê-la, e o que ela pode nos ensinar sobre o mundo. Somos água e precisamos dela. Aqui nesta região é uma abundância, de florestas, de chuvas e rios. Uma potência. As crianças ribeirinhas sabem muito sobre a água. Podemos trabalhar a partir disso, a matemática, a geografia da água, com mapas, ir para as nascentes, falar da formação dos rios, do olho d‟água, do orvalho e por aí vai. Fototaxia é isso, uma proposta de formação que busca explorar o potencial pedagógico de abordagens pautadas nos valores materiais e simbólicos do elemento luz- fogo.”75
Nesta perspectiva, ele cria uma metodologia que vai sendo construída neste espaço, que enfatiza a natureza da luz como território e processo para chegar à criação fotográfica na educação, que ele denomina de pedagogia da luz. Entrei em contato com este processo a partir da Oficina Câmera Obscura, realizada no dia 21 de novembro de 2012 na Fundação Educação Ambiental – unidade Pedagógica Faveiro – Escola Bosque, na Ilha de Cotijuba, Belém insular. A oficina aconteceu no período da manhã das 8:30h às 11:30h, na turma de 7ª série, com 24 alunos, com o acompanhamento da professora de arte da escola, Thelma Vânia Gomes, participante do Projeto Fototaxia.
Destaco o percurso feito para chegarmos à escola onde foi realizada a oficina Câmera Obscura. Nos deslocamos de carro do centro de Belém por cerca de meia hora até as margens da Baía do Marajó.Lá encontramos com a professora de arte Thelma Vania Gomes e nos deslocamos novamente, agora de barco, por cerca de 50 minutos, até a Ilha de Cotijuba, uma das 39 ilhas que compõe as comunidades ribeirinhas de Belém. A professora conta que este trajeto longo é diário na sua rotina e de tantas outras professoras das escolas públicas de Belém.
A proposta da oficina foi a construção de uma câmera obscura para trabalhar com os alunos os princípios da formação da imagem a partir da luz. Para realização da oficina, Miguel Chikaoka, utilizou uma metodologia desenvolvida por ele, que foi construída, considerando a experiência realizada com um grupo onde quatro dos integrantes eram deficientes auditivos. Nesta metodologia o educador trabalha com os alunos a partir do sentido da visão e do tato, não utiliza a fala. A oficina é realizada na maior parte do tempo em silêncio, onde a mímica e a visão são as bases para o desenvolvimento do processo.
75Entrevista concedida por Miguel Chikaoka à pesquisadora Judivânia Maria Nunes Rodrigues, em Belém/PA,
O educador dispõe o grupo em círculo. No centro da sala uma pequena mesa com alguns materiais que foram utilizados na confecção da câmera obscura: papel cartão, papel vegetal, papel alumínio, cola e pequenos quadrados de madeira.
Miguel se apresenta de forma breve e diz que não vai falar muito sobre o que faz, mas que eles vão descobrir fazendo junto com ele. Primeiro distribui uma folha de papel cartão para cada aluno e pergunta para que serve aquele papel. Os alunos falaram que serve para desenhar, recortar, escrever e dobrar. A intenção, segundo ele, é que as crianças experimentem o papel, a matéria que está nas mãos deles, e utilizem o mesmo para as funções que descreveram ou consigam criar novas formas de utilizá-lo. Em seguida ele mostra o papel vegetal e pergunta se os alunos conhecem esse tipo de papel e por fim o papel alumínio. Depois questiona qual desses papéis consegue deixar a luz passar. Contra a luz os alunos experimentaram e constataram que apenas o papel vegetal deixa ver, mesmo que de forma turva, a imagem que está por trás dele. O educador comenta que como a oficina era de curta duração ele não iria brincar de “teatro de sombra” com o papel vegetal, mas que essa atividade pode ser muito prazerosa neste processo.
Em seguida ele pede para que todos sentem e diz que a partir daquele momento eles vão tentar usar somente a visão e o tato e que antes de construir a caixa mágica a proposta é imitá-lo. Em silêncio ele pega a folha e começa a fazer diferentes movimentos que vão sendo imitados pelos alunos. Alguns minutos depois distribui pequenos pedaços de madeira para cada um dos alunos e a proposta agora é de continuar os movimentos de imitação que já fazem parte da construção da câmera obscura. Os pedaços de madeira são utilizados para fazer os vincos no papel, necessários para construir a câmera. As dobras vão sendo realizadas a partir de medidas feitas com os dedos, e em questão de menos de uma hora surge os dois “tubos de papelão”.
Foto 27 – Foto Judivânia Rodrigues: Oficina Câmera Obscura - Projeto Fototaxia/Belém, 2012.
Uma das extremidades do tubo é fechada com o quadrado de papel alumínio que o educador distribuiu para cada um dos alunos. Após cada aluno colar o papel alumínio, o educador passa por todos os alunos fazendo um pequeno furo no alumínio com um espinho de Tucumã, árvore regional. Outra planta da região cujo espinho possibilita a construção do furo é a palmeira da pupunha, a pupunheira76. Miguel diz que quanto menor é o furo feito no papel alumínio mais precisão se pode alcançar na formação da imagem. Ele conta que antes o furo era feito com agulha e que a utilização do espinho foi um valor agregado ao processo. Quando dispõe de tempo suficiente os alunos são convidados a fazer uma trilha pela mata para colher o espinho, trazendo para a atividade um caráter de pesquisa científica e lúdica.
Depois do furo pronto, os alunos colocam uma folha branca dentro do tubo e saem da sala para observar as imagens formarem-se no papel em branco dentro do mesmo. A observação causa encantamento e os alunos brincam e apreciam a paisagem. De repente escuto a seguinte frase: “Olha só o pé de Açaí de cabeça para baixo”, e a imagem invertida vira motivo de curiosidade.
Após a observação, os alunos voltam para a sala e colam sobre o segundo tubo um quadrado de papel vegetal. Esse tubo é encaixado dentro do outro e novamente os alunos
saem da sala para fazer nova observação com a câmera escura, que agora apresenta maior nitidez da imagem, também com a possibilidade de aproximar e afastar a imagem, utilizar o zoom, a partir da movimentação dos tubos. Miguel conta que em algumas oficinas ele acrescenta depois dessa etapa uma lente (lupa) na frente da caixa, o que faz com que a imagem se torne mais nítida.
Foto 28 – Foto Judivânia Rodrigues: Oficina Câmera Obscura - Projeto Fototaxia/Belém, 2012.
A brincadeira e observação da imagem seguem por mais quinze minutos e depois os alunos voltam para a sala. Miguel pergunta o que eles acharam da experiência e se queriam fazer alguma pergunta. O questionamento que surgiu foi o porquê da imagem se formar de cabeça para baixo e se era possível ela se formar na posição normal, na qual observamos no dia a dia. O educador usa uma folha de cartolina com um furo no meio e um pedaço de barbante para explicar a formação da imagem, mostrando que os raios luminosos emitidos a partir da parte de cima da superfície da imagem passam pelo orifício e projetam-se no papel, dentro da caixa, na parte inferior do papel e o mesmo ocorre com os raios luminosos emitidos a partir da parte de baixo da superfície da imagem que passa pelo orifício e projeta-se dentro da caixa, na parte superior do papel. Depois da explicação, Miguel se despede do grupo. A construção da câmera obscura despertou esta curiosidade sobre a formação da imagem e o
fotógrafo diz que esse ponto pode ser explorado de várias formas lúdicas e científicas, que permitem diferentes criações metodológicas.
No dia 23 de novembro participei de uma reunião, com os fotoativistas, nome dado aos participantes da Associação Fotoativa, para observar o planejamento da oficina que aconteceu no dia 24 de novembro, como atividade do Projeto Fotataxia, uma formação para educadores e jovens da rede pública de ensino. Um dos objetivos do planejamento é que os participantes da Fotoativa atuem como educadores durante a oficina, não somente Miguel. Ele diz que cada vez mais quer participar menos das oficinas e deixar que o grupo consiga desenvolver as mesmas sem a presença dele. Elencaram as atividades, prepararam o material e no dia 24 de novembro às 09h00 da manhã, na Fotoativa, começaram as atividades com um grupo de 22 pessoas, educadores, estudantes universitários e jovens de escolas públicas de Belém.
Para abrir a oficina, atividades de socialização e exercícios corporais. Uma das atividades incluía vendar os olhos e relatar a partir de um objeto pessoal, escolhido por cada um dos participantes, sua relação com o mesmo, criar uma imagem desta relação de olhos vendados. Outra atividade realizada foram práticas de exercícios corporais para trabalhar, segundo Miguel, principalmente as mãos, parte do corpo que iria ser muito utilizada para construção da câmera obscura.
Fotos 29 e 30 – Fotos: Judivânia Rodrigues: Oficina de formação de educadores – Fototaxia, Belém 2012. Em seguida a proposta da construção da câmera obscura. E o processo se deu da mesma maneira como aconteceu na escola na Ilha de Cotijuba. Os participantes não iriam se comunicar por palavras durante o processo, mas através do olhar e de mímica. Porém diferente da oficina realizada na Ilha de Cotijuba, Miguel não conduziu a atividade, um dos membros da equipe conduziu, com o auxílio dele, conforme acordado no planejamento. Após a construção, acontece também o processo de observar a formação da imagem no papel
colocado no interior de um dos tubos de papel construídos e depois a junção dos dois tubos, com o papel vegetal no meio deles, para observar a imagem, agora, com maior precisão.
Foto 31 – Foto Judivânia Rodrigues: Olhando através da câmera obscura –Associação Fotoativa.
Para finalizar as atividades da manhã, os participantes manusearam e se familiarizaram cada um, com o seu dispositivo fotográfico pinhole, um pequeno tubo de filme, que foi utilizado no período da tarde, onde a proposta era fotografar com esse dispositivo.
Miguel conta que adotar os tubos de filmes descartáveis para fazer a experiência veio do questionamento sobre a economia dos meios e também da própria necessidade de aperfeiçoar suas práticas em relação ao ensino da fotografia. Ele diz que os vários suportes utilizados para a construção das câmeras pinhole, como latas, caixas de sapatos, entre outros, não possibilitava aprofundar o conhecimento da formação da imagem, pois esses objetos tinham tamanhos variados e dessa forma exigiam tempos variados de exposição, pois a luz que entra pelo orifício da câmera pinhole precisa de diferentes tempos para atingir o papel fotográfico fixado dentro da mesma e claro uma caixa de sapato de, por exemplo, 20 cm vai precisar de um tempo diferente do que aquele utilizado no tubo de filme que mede cerca de 2 cm. Essa variação nas câmeras pode causar uma certa confusão no processo e o melhor é que todos tenham o mesmo dispositivo, facilita a aprendizagem e a troca entre os participantes.
Além desta questão, a economia de papel fotográfico é bastante significativa quando se usa o tubo de filme fotográfico. Dessa forma, possibilita que o participante com apenas uma folha de papel fotográfico possa fazer várias experiências o que com certeza terá melhores resultados para o seu processo de aprendizagem e observação da relação da imagem com a quantidade de luz, que é a base do processo fotográfico.
Foto 32 – Foto Judivânia Rodrigues: Câmera Pinhole – Oficina Fototaxia.
No período da tarde as atividades aconteceram no Forúm Landi, localizado também no centro de Belém acerca de 15 minutos, caminhando, da Associação Fotoativa. Fomos todos juntos, conversando no trajeto e nos reunimos no local para almoçarmos. Logo em seguida começaram as atividades. Miguel e a equipe da Associação Fotoativa montam numa sala um laboratório fotográfico. Luz vermelha, suave, uma grande cortina preta que não deixava entrar luz no ambiente e estava pronto o laboratório. As três bandejas de químicos para revelação - a primeira com revelador fotográfico, que tem a função de fazer surgir a imagem no papel, revelar, a segunda com água e um pouco de vinagre, que tem como função parar a revelação, e a terceira com o fixador, que fixa a imagem no papel fotográfico - das imagens produzidas a partir do dispositivo fotográfico, do tubo de filme.
Dentro do laboratório, os participantes colocam papel fotográfico, os quais já estavam cortados no tamanho certo para caber no dispositivo, e iniciam a “aventura da captura da imagem”. Saem para a rua e começam a fotografar. Em seguida voltam para o laboratório e revelam a foto.
Fotos 33 e 34 – Foto Judivânia Rodrigues: Fotografando com Pinhole – Oficina Fototaxia.
Miguel desenvolve um método para facilitar o entendimento do processo de formação da imagem, que é uma folha branca com pequenos quadrados, onde os participantes irão colar as imagens, depois de reveladas e fixadas no papel fotográfico, com algumas linhas embaixo de cada imagem para que possam escrever informações sobre a captura da imagem, como por exemplo, local, condição do tempo, ensolarado ou nublado, e o tempo de exposição. Segundo ele, as informações auxiliam os participantes a entenderem o processo de formação da imagem e a relação do mesmo com a quantidade de luz e o tempo de exposição necessário para formação da imagem. A formação das imagens no laboratório tem o poder de sedução, além de observar a atividade, produzo as minhas próprias imagens.
Foto 35 – Judivânia Rodrigues: Igreja do Carmo e as mangueiras/ tempo de exposição 10 segundos.
A atividade fotográfica aconteceu durante quase todo o período da tarde. Para finalizar Miguel realiza duas atividades. Primeiro reúne o grupo e projeta algumas imagens produzidas, explicando sobre a relação luz e tempo de exposição no processo de formação da imagem. Por falta de tempo, faz a inversão da imagem, do negativo produzido para o positivo, no próprio computador, mas explica que este processo pode ser feito manual, inclusive explica que quando ele começou a realizar estas atividades, não existia a possibilidade de se fazer essa conversão da imagem no computador, mas somente manual, onde um papel fotográfico é colocado numa superfície, com o negativo produzido sobre ele e imobilizado com um pedaço