• No results found

2. TEORETISK OG METODISK RAMMEVERK

2.5 O PERASJONALISERING AV OPPGAVENS UAVHENGIGE VARIABLER

Na presente pesquisa foram utilizados instrumentos variados e específicos que atenderam à metodologia delineada e possibilitaram alcançar os objetivos propostos ao estudo. Para isso, optou-se pela utilização de questionários, testes psicométricos de inteligência e de criatividade e escala de motivação.

Questionário

O questionário é um instrumento comumente utilizado para captar diferentes informações dos respondentes, entre elas, informações biográficas acerca de sua origem social, educacional e até econômica (GUNTHER, 1999).

Neste sentido, foram elaborados pela pesquisadora dois questionários: um para professores e outro para os estudantes, para que, depois de respondidos, possibilitassem a caracterização dos públicos respondentes.

O primeiro questionário intitulado de “Questionário Demográfico – Professores” (Apêndice C) foi composto por quatro partes, as quais foram nomeadas, a fim de demonstrar o objetivo da coleta dos dados: a) identificação do participante – visou levantar dados dos respondentes quanto à condição auditiva, formação acadêmica, escola e área de atuação além do tempo de

experiência/atendimento na área da Surdez; b) formação para atuar no AEE – com quatro questões objetivas buscou-se verificar se os respondentes haviam recebido formação para atuar tanto no AEE generalista como na Educação de Surdos ou AEE-Surdez, além dos tipos de formação; c) conhecimento em Libras – também com quatro questões objetivas, levantou dados acerca do conhecimento e proficiência em Libras, além do tipo de comunicação estabelecida com os estudantes Surdos e; d) conhecimento sobre AH/SD – as quatro questões objetivas e uma discursiva levantaram dados inerentes às Altas Habilidades/Superdotação, a observação de estudantes os quais considerassem possuir habilidades superiores ou por se destacarem em alguma área e ainda a indicação nominal desses estudantes.

Semelhantemente, o segundo questionário foi elaborado com o foco no participante estudante, a saber, “Questionário Demográfico – Estudantes” (Apêndice D). Composto por quatro partes, contou com questões objetivas e discursivas. As quatro sessões foram assim intituladas e propositadas: a) identificação do participante Surdo – objetivou levantar dados dos participantes como gênero, idade, condição auditiva dos pais, série de estudo, tipo de escola que frequenta e o tipo de serviço de apoio recebido do AEE; b) conhecimento em Libras – identificou o ambiente de aprendizado da língua e a comunicação realizada em casa; c) área acadêmica – procurou levantar dados acerca da vida estudantil no tocante à autopercepção de características e comportamentos como: condição de aluno, inteligência e habilidades e; d) conhecimento sobre AH/SD – objetivou identificar o conhecimento e a concepção sobre superdotação.

Formulário “Ficha de Indicação do Estudante” (SEDF)

Para a indicação dos estudantes com AH/SD adotou-se a Ficha de Indicação do Estudante (Anexo I). O formulário trata-se de um instrumento oficial da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEDF) utilizado no processo de identificação de características e comportamentos de AH/SD, destinado ao encaminhamento para o Atendimento Educacional Especializado a Estudantes com Altas Habilidades/Superdotação da SEDF. O instrumento elaborado pela SEDF à luz do Modelo dos Três Anéis de Joseph Renzulli, referencial teórico adotado pela

Secretaria, tem por objetivo orientar a observação dos professores para a indicação de estudantes com potencial para AH/SD.

Seguindo a concepção proposta por Renzulli (2004), a qual se dá na intercessão de três conjuntos de traços – Habilidades acima da média, Envolvimento com a tarefa e Criatividade – o instrumento foi construído em formato de “check-list”, para que o professor possa marcar/indicar as características e os comportamentos observados nos seus estudantes. Além dos traços, o instrumento também foi composto por questões objetivas seccionadas pela área acadêmica e artística para indicação de habilidades e/ou áreas de interesse do estudante. Duas outras questões discursivas compõem o instrumento e são destinadas ao relato de situações de destaque ou informações relevantes. O instrumento também questiona acerca da existência de outro diagnóstico além da hipótese de AH/SD.

Conforme previsto no Modelo de Enriquecimento Escolar (SEM), a identificação dos comportamentos de superdotação é uma das etapas do modelo. A estratégia de nomeação por professores corresponde ao passo “Indicação por Professores” do Modelo das Portas Giratórias, um dos pilares do SEM. Nesse sentido, o instrumento utilizado pela SEDF e nesta pesquisa, subsidia uma das estratégias de identificação da superdotação.

Escala de Avaliação da Motivação para Aprender de Alunos do Ensino Fundamental (NEVES; BORUCHOVITCH, 2007)

O instrumento utilizado para avaliar a orientação geral para a aprendizagem escolar dos estudantes foi a escala construída por Neves e Boruchovitch (2007), elaborada com o foco nos estudantes brasileiros do Ensino Fundamental. De acordo com as autoras, a motivação intrínseca é aquela que mantém o estudante envolvido na tarefa pelo interesse despertado e satisfação gerada e a motivação extrínseca, quando a realização da tarefa se dá pelo objetivo de ser recompensado por prêmios externos, materiais ou sociais (NEVES; BORUCHOVITC, 2007). Dessa forma, utilizou-se a versão EMA (Anexo 2) composta por 34 itens redigidos na primeira pessoa do singular e propostos em forma de escala do tipo Likert de três pontos,

cujas alternativas são: sempre, às vezes e nunca. Os itens ímpares referem-se à motivação intrínseca, enquanto os pares à extrínseca. A pontuação varia conforme a alternativa: “sempre” equivale a três pontos para as questões de motivação intrínseca e um para as extrínsecas; “às vezes” equivale a dois pontos para todas as questões e; “nunca” equivale a três pontos para as extrínsecas e um para as intrínsecas. Os pontos máximos possíveis a alcançar na escala são 102 pontos e mínimo 34 pontos. Segundo as autoras da escala, quanto maior a pontuação alcançada, maior é a orientação motivacional intrínseca do estudante. Entre as orientações para aplicação do instrumento, recomenda-se a leitura dos itens pelo aplicador. A duração para coleta de dados estimada é de 15 a 25 minutos. Cabe ressaltar que o mesmo instrumento foi aplicado aos estudantes do Ensino Médio, em virtude da faixa etária próxima a dos estudantes do Ensino Fundamental.

Testes das Matrizes Progressivas – Escala Geral: Séries A, B, C, D e E (RAVEN, 2000)

A Escala Geral das Matrizes Progressivas, Séries A, B, C, D e E, ou mais conhecida como o Teste de Raven, foi utilizada nesta pesquisa com objetivo de avaliar o potencial intelectual dos participantes. A escala avalia a inteligência não- verbal, e pode ser aplicada, no Brasil, somente por Psicólogos, de modo individual ou coletivo, em pessoas de qualquer faixa etária e nível de escolaridade. O instrumento configura-se em uma escala de 60 problemas sucessivos e de dificuldade aumentada progressivamente, divididos em cinco séries com 12 problemas cada uma. O instrumento, apresentado em formato de um álbum figurativo apresenta a visualização e apreensão de figuras sem significado. A solução do problema está em indicar a peça que falta que completará a figura. Para resolver o problema é necessário descobrir as relações existentes entre elas e desenvolver um método de raciocínio por analogia. A duração estimada para a aplicação é de, aproximadamente, 45 minutos.

O resultado da capacidade intelectual é obtido a partir da referência feita do escore total (número de acertos) obtido e analisado de acordo com o gênero e a idade. Esta análise implicará o percentil correspondente ao nível intelectual. Para esta pesquisa foram utilizadas as tabelas de referência correspondentes ao Ensino

Fundamental e Médio incompleto. Em seguida, o percentil encontrado é referenciado ao índice de capacidade intelectual, e assim se obtém o resultado, o qual é dado em Níveis: I – Inteligência Superior; II+ - Inteligência definidamente superior à média; II – Inteligência superior à média; III+/III- - Inteligência Mediana; IV – Inteligência inferior à média; IV- - Inteligência definidamente inferior à média e V – Indício de deficiência mental (RAVEN, 2000).

É importante ressaltar que o resultado do teste revela a capacidade que o indivíduo possui no momento de realização do teste, jamais o fadando a um diagnóstico permanente.

Teste de Pensamento Criativo – Produção de Desenhos (TCT-DP) (URBAN; JELLEN, 1996)

O TCT-CP é um instrumento que visa identificar a criatividade de forma abrangente associando-a à inteligência. O teste consiste na realização de desenhos a partir de seis fragmentos inacabados e impressos em uma folha de teste: um semicírculo, um ponto, um ângulo de 90º, uma linha curva e um linha quebrada (URBAN; JELLEN, 1996). Os desenhos são avaliados segundo um conjunto de critérios e dessa forma pode ser aplicado em indivíduos de qualquer faixa etária (URBAN, 2005). O avaliado é solicitado a completar livremente o desenho, utilizando os fragmentos que servem de estímulos. A produção é avaliada e pontuada de acordo com os seguintes critérios: a) continuação dos fragmentos; b) complemento ou adição aos segmentos; c) inserção de novos elementos; d) conexões feitas com linhas; e) conexões feitas para a produção de um tema; f) ultrapassagem de limite do fragmento fora do quadrado; g) ultrapassagem do limite da moldura; h) ideia de perspectiva; i) humor, afetividade, emoção, poder do desenho; j) manipulação da folha; k) elementos simbólicos, abstratos ou ficcionais; l) combinação de símbolos ou signos; m) utilização não-estereotipada dos fragmentos e; n) velocidade para a produção do desenho. A pontuação de cada critério é de 0-6 pontos, mas para três critérios (j, k, l, m) é de 0-3 pontos. O resultado é obtido pela soma dos pontos e referenciada em uma escala de percentis que, por conseguinte, a outra escala de

classificação, a saber: A – Bem abaixo da média; B – Abaixo da média; C – Média; D – Acima da média; E – Bem acima da média; F – Extremamente acima da média e; G – Fenomenal.

A aplicação e avaliação dos testes deu-se por uma psicóloga especializada em diagnóstico de Altas Habilidades/Superdotação.