2. TEORETISK OG METODISK RAMMEVERK
2.6 M ETODISKE BETRAKTNINGER
Para a realização do presente estudo, o projeto de pesquisa qualificado foi primeiramente submetido à Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (EAPE), vinculada à SEDF, para obtenção de autorização para coleta de dados nas escolas. As Coordenações Regionais de Ensino (CRE) das escolas selecionadas foram contatadas para o recebimento da autorização de pesquisa e encaminhamentos às unidades escolares.
O procedimento realizado foi o mesmo para todas as instituições escolares. O primeiro contato foi feito com a direção ou coordenação das escolas e em seguida com os professores de Classe Comum Inclusiva, Sala de Recursos, Unidade Especial e os Intérpretes de Libras/Língua Portuguesa. Em seguida à apresentação dos objetivos, propósitos da pesquisa e esclarecimentos da forma de participação e garantia do sigilo dos dados, aos profissionais que aceitavam participar foram entregues o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE – Apêndice A) juntamente com o Questionário Demográfico (Apêndice C). Tão logo houve a devolução dos dois instrumentos à pesquisadora e consequente indicação nominal de estudantes com perfil para participar do estudo, entregou-se, para cada um dos estudantes nomeados, o terceiro instrumento, a Ficha de Indicação de Estudante. Nas escolas em que o preenchimento das fichas não pôde ser concluído no mesmo dia da primeira visita, a pesquisadora retornou em outro dia para buscar os instrumentos, e que nesses casos ficou acertado concentrar a entrega dos formulários ao Coordenador, professor da Sala de Recursos ou a um intérprete.
Os procedimentos de coleta de dados ocorreram nos meses de Novembro e Dezembro de 2014.
Ao todo, foram indicados 16 estudantes. Após confrontar a indicação dos profissionais com as informações prestadas na Ficha de Indicação, uma nova visita às escolas, nas quais tiveram indicação de estudantes Surdos com características de AH/SD, foi realizada com o objetivo de encontrar os estudantes, os convidar e solicitar o preenchimento do TCLE (Apêndice B), para autorização dos pais e/ou responsáveis para participação no estudo, bem como para marcar a data de aplicação dos instrumentos. O encontro com os estudantes não foi possível, dado o período de avaliações finais em que todas as escolas da SEDF se encontravam. Dessa forma, recorreu-se, aos Coordenadores, professores ou intérpretes que contataram os estudantes e providenciaram o preenchimento do TCLE e agendamento da coleta dos dados. Dos 16 estudantes indicados, 14 se voluntariaram à pesquisa.
Das cinco escolas participantes, apenas em três foi possível conduzir a segunda fase da pesquisa – aplicação dos instrumentos aos estudantes. Da escola B não houve indicados e da escola D não foi possível o contato com os estudantes, em virtude das férias antecipadas. O local combinado para a coleta dos dados foi a própria escola dos estudantes, de acordo com a data definida junto à Coordenação de cada escola.
Nas escolas, foi solicitada e concedida uma sala para a realização da pesquisa. Na escola C a aplicação de seu para sete estudantes (P1, P2, P3, P4, P5, P6 e P7). Enquanto nas escolas A e E a um participante cada, a saber P8 e P9, respectivamente.
Antes da aplicação dos instrumentos, todos os estudantes que compuseram a amostra final foram informados do objetivo da pesquisa, bem como uma breve explicação sobre os instrumentos utilizados. Cabe ressaltar que toda a comunicação foi realizada em Libras pela pesquisadora, a qual também mediou a comunicação da psicóloga com os estudantes, por meio da tradução/interpretação de Libras para Língua Portuguesa e de Língua Portuguesa para Libras.
A aplicação dos instrumentos se deu na mesma ordem a todos os participantes. Primeiro o Questionário Demográfico em que, além das orientações de
preenchimento outras informações foram fornecidas, com intuito de esclarecer dificuldades quanto às palavras da Língua Portuguesa.
Em seguida, aplicou-se a EMA e, visando atender às orientações das autoras, esperou-se que todos os participantes estivessem atentos para a interpretação dos itens. Cada item foi “lido” – interpretado – aos estudantes e esclarecidas eventuais dúvidas de entendimento do item ou da interpretação. Portanto, esse instrumento foi aplicado coletivamente na escola C, onde os estudantes estavam reunidos em uma mesma sala.
O terceiro instrumento aplicado foi o TCT-DP, momento no qual a pesquisadora serviu de intérprete. As orientações fornecidas pela psicóloga foram interpretadas para Libras. Para aplicação desse instrumento, os estudantes foram posicionados distantes um dos outros, para maior liberdade à expressão da criatividade. Nesse instrumento, houve uma dificuldade generalizada com todos os participantes quanto à nomeação do desenho. A obra, depois de concluída, deveria receber um nome, um título, mas os participantes não compreendiam isso e requereram muitas tentativas de explicação, até chegarem a esse objetivo. Conforme concluíam esse teste, prosseguiam para a última aplicação a ser realizada diretamente com a psicóloga.
Por fim, o último instrumento aplicado foi a Escala Geral (Teste de Raven). Do mesmo modo da aplicação anterior, as orientações iniciais foram interpretadas. Para essa escala, os estudantes se sentaram individualmente diante da psicóloga e à medida que observavam as figuras e indicavam a peça que a completaria, prosseguiam para o problema seguinte, até completar as cinco séries. E dessa forma, se encerrava a sessão de aplicação.
Os instrumentos foram aplicados pela psicóloga e orientadora deste estudo, haja vista a exigência de dois, dos quatros instrumentos, requerem a presença e aplicação por profissional especializado.
Participaram da pesquisa somente os estudantes que entregaram o TCLE assinado pelos pais e/ou responsáveis, autorizando sua participação. Somente um dos participantes assinou o TCLE (P7), haja vista sua idade (28 anos). Os demais participantes, mesmo àqueles com idade igual ou superior a 18 anos, tiveram as autorizações concedidas pelos pais e/ou responsáveis.