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Guild Nichols, Science Policy Division, Directorate for Science, Technology and Industry, OECD

In document Scientific Expertise and the Public (sider 32-46)

THE DE-INSTITUTIONALISATION OF TECHNICAL EXPERTISE

K. Guild Nichols, Science Policy Division, Directorate for Science, Technology and Industry, OECD

Os desfechos clínicos relacionados ao HIV/Aids foram determinados conforme a definição metodológica descrita na tabela 14, e os desfechos relacionados às complicações metabólicas estão descritos na tabela 15.

Tabela 14 – Eventos clínicos relacionados ao HIV/Aids definidos como variáveis de desfecho para avaliação durante o seguimento clínico das PVHA

Eventos clínicos associados ao

HIV/Aids Definição / Medida

EV1 Atendimento no HD

(Hospital Dia) Procurar por atendimento no HD / Tempo entre o cadastro e o primeiro atendimento do HD registrado em prontuário EV2 Doença infecciosa

associada ao HIV

Apresentar alguma doença infecciosa associada ao HIV/Aids representativa de imunodeficiência moderada ou grave (Anexo 1) / Tempo entre o cadastro e o primeiro diagnóstico de doença infecciosa registrado em prontuário

EV3 Doenças não infecciosas associada ao HIV

Apresentar alguma doença não infecciosa relacionada ao contexto HIV/Aids ou ao seu tratamento. Inclui as morbidades relacionadas aos efeitos colaterais do tratamento, como anemia, hepatotoxicidade,

nefrotoxicidade, distúrbios gastrointestinais, agravamento ou novas doenças sexualmente transmissíveis, quadros ansiosos ou depressivos agravados pelo HIV/Aids, entre outros / Tempo entre o cadastro e o primeiro diagnóstico registrado em prontuário

EV4 Doenças da população geral

Apresentar qualquer doença da população geral no decorrer do seguimento de 12 meses / Tempo entre o cadastro e o primeiro diagnóstico registrado em prontuário

EV7 Contagem de CD4 <350 céls/mm3

Apresentar contagem de CD4 <350 céls/mm3 em exame

realizado durante o seguimento / Tempo entre o cadastro e a primeira contagem de CD4 <350 céls/mm3 registrada em

prontuário EV8 Carga Viral detectável /

não suprimida (> 0)

Apresentar CV detectável em exame realizado durante o seguimento / Tempo entre o cadastro e a CV detectável registrada em prontuário

EV9 Internamento por doenças associadas ao HIV/Aids

Apresentar internamento por doença infecciosa associada ao HIV/Aids representativa de imunodeficiência moderada ou grave (Anexo 1) / Tempo entre o cadastro e o internamento registrado em prontuário

EV10 Internamento por outras doenças

Apresentar internamento por causa não relacionada ao HIV/Aids / Tempo entre o cadastro e o internamento registrado em prontuário

Tabela 15 – Eventos clínicos relacionados às complicações metabólicas para avaliação durante o seguimento das PVHA

Eventos metabólicos associados

ao RCV Definição / Medida

EV5 Nova dislipidemia ou agravamento de dislipidemia prévia

Detecção de dislipidemia nova ou agravamento de dislipidemia prévia em exames realizados durante o seguimento / Tempo entre o cadastro e a data do exame alterado registrado em prontuário

EV6 Novo componente ou agravamento da SLHIV

Detecção de novo componente da SLHIV ou agravamento de SLHIV prévia. Incluiu alterações na avaliação corporal (lipodistrofia), na glicemia (surgimento de glicose de jejum alterada ou DM), no IMC (mudança para uma categoria de classificação acima daquela do cadastro ou aumento do IMC superior a 1 kg/m2) em exames realizados ou avaliações

descritas no prontuário durante o seguimento / Tempo entre o cadastro e a data do exame alterado registrado em prontuário Os desfechos EV7 e EV8 dependiam do registro do exame em prontuário e da solicitação do mesmo por outros profissionais, por isso para fins da pesquisa o tempo de falha foi considerado o tempo entre o cadastro e o primeiro evento alterado. Já o tempo de censura, diferente dos demais eventos, foi considerado o tempo entre o cadastro e o último exame livre de evento disponível no prontuário. Foram excluídos os casos com tempo de censura menor que 120 dias de seguimento, por considerarmos inapropriado para a comparação com os tempos dos registros que sofreram falha. Ou seja, se o indivíduo realizou um exame que foi normal em até 120 dias do cadastro e não realizou outro exame até completar o seguimento de 12 meses, ele foi excluído da análise apenas permanecendo os indivíduos que tinham exames nos últimos oito meses. Esta metodologia também foi aplicada aos desfechos EV5 e EV6, por dependerem também de exames laboratoriais. Os pacientes que não tinham registro de exames no prontuário durante o acompanhamento foram excluídos da análise. É importante salientar que com relação aos exames de Contagem de CD4 e Carga Viral, o controle é muito preciso e seguro, com fichas de notificação apropriadas que são anexadas regularmente aos prontuários. Apenas com relação à CV, cujo resultado demora entre 2 a 3 meses para ser anexado ao prontuário, teve-se o cuidado de observar se havia sido realizada coleta nos últimos quatro meses de seguimento de pesquisa naqueles pacientes que dependiam destes exames para definir sua evolução, antes de excluí-los da amostra. Isto foi possível porque existe um registro em livro no setor de atendimento de enfermagem que permite, em algumas situações, localizar exames eventualmente extraviados.

Com relação aos desfechos EV5 e EV6, que dependiam de exames de perfil lipídico e glicemia, foi mais difícil, pois não são exames rotineiramente solicitados. Embora muitas vezes estes exames fiquem arquivados no prontuário e haja registro nas evoluções médicas, em muitos casos não foi possível definir a evolução com relação a esses desfechos. Ou seja, houve uma tendência a subestimar estes eventos e a prejudicar a análise de sobrevivência. Um fator positivo é que ao tempo em que verificamos a frequência da solicitação dos exames, podemos fazer uma avaliação crítica do próprio serviço e confrontar com as recomendações e protocolos vigentes.

Com relação à avaliação da mortalidade, como o tempo de seguimento foi de 12 meses, não foi possível avaliar sua relação com a insegurança alimentar neste momento, pois se trata de um desfecho que necessita de maior tempo de acompanhamento para atingir um número de eventos significativos para a análise de sobrevivência. Assim este desfecho foi excluído do estudo. Outros desfechos cardiovasculares também foram excluídos pela impossibilidade de se ter controle sobre os eventos e pela limitação de tempo. Assim, manifestações de Doença Arterial Coronariana (DAC) maiores como Síndromes coronarianas agudas (Angina Instável ou Infarto Agudo do Miocárdio), revascularização miocárdica (Angioplastia percutânea transluminal ou Cirurgia de revascularização miocárdica), bem como manifestações menores como isquemia coronariana documentada por Cintilografia Miocárdica de Perfusão, ou insuficiência coronariana detectada em cineangiocoronariografia não foram objeto deste estudo, podendo ser avaliados em estudos posteriores com maior tempo de seguimento.

In document Scientific Expertise and the Public (sider 32-46)