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Lokal forankring

In document Sivile saker i konfliktrådene (sider 94-97)

7 K ONFLIKTRÅDENE OMORGANISERES 2004

7.1 Omorganisering fra 2004

7.1.1 Lokal forankring

A principal hipótese lançada nesse trabalho para o fascínio dos fãs pelos filmes da Saga Crepúsculo é justamente a relação explícita entre amor e imortalidade, o que os diferencia dos demais filmes cujo personagem principal é a figura do vampiro. No enredo da Saga, um dos temas fundamentais abordados é a questão do triângulo amoroso que é estabelecido entre Bella (mortal), Edward (vampiro) e Jacob (lobo, porém também mortal).

Jacob é amigo de infância de Bella e entra em cena quando Edward deixa a mocinha, para não arriscar a vida da mesma. Embora ele possa assumir a forma de lobo quando deseja, Jacob é muito mais humano do que Edward. É quente, pois possui a temperatura da pele elevada, diferente dos vampiros, que são gelados; e é também mortal. É lobo, mas pode morrer facilmente.

Ainda que no segundo filme, Lua Nova, Edward saia um pouco de cena e Jacob fique mais evidente, as participantes caracterizaram o sentimento entre Bella e Jacob de forma diferente do amor que ela sente pelo vampiro:

A.: [...] e tem aquela coisa também do amor de amigo né, que não é uma paixão, mas é um gostar de alguém, mais como amigo, como irmão, e é quase tão intenso quanto o amor apaixonado. É diferente.

M.: É como se fosse um amor de família. Já quando você namora uma pessoa é um amor paixão.

Pesquisadora: Vocês acham que o amor entre a Bella e o Edward seria um amor paixão?

A.: Sim, e dela e do Jacob um amor fraternal, digamos assim.

Pesquisadora: É pode ser, mas mesmo assim eu acho que o amor dela e do Edward talvez esteja um pouco além. Porque paixão é aquela coisa fugaz, que dá e passa, e com eles é diferente.

A.: O amor é constante.

A não escolha por Jacob, fica evidente quando ele entra na briga desleal com o vampiro imortal. Nesse contexto de poderes e imortalidade, a fragilidade dos humanos também demonstrou incomodar as participantes. Em uma das discussões, o caso do pai de Jacob é trazido. Ele também é um lobo mortal, de meia idade. Embora tenha poderes, a figura foi enfraquecida no filme, pelo uso de cadeira de rodas, mostrando-o como um simples mortal:

A.: Eu não sei se você percebeu, mas é uma coisa que me pegou toda hora chateada com o pai do Jacob. Ele anda de cadeira de rodas... era uma cadeira de rodas.

Pesquisadora: Mas ele é um lobo.

A.: Só se for um lobo manco. Porque aquela hora que ele está sentando lá na fogueira e tal, ele fica falando, o que os lobos pretendiam, aí eu fiquei pensando, será que tem uma, inclusive a... Como é que chama? A matilha né, eles são novos, os velhos não participam, eu fiquei pensando, gente, isso ficou confuso na estória, será que eles param de transformar depois de velhos, ou alguma coisa assim? Não ficou claro, porque a necessidade da cadeira de rodas, eu sempre me pergunto por que há a necessidade da cadeira de rodas?

Nessa fala, é evidente o desconforto da participante em relação à deficiência e ao envelhecimento. Como já explicitado anteriormente, ambos remetem à finitude da vida humana. A fraqueza do personagem toca consideravelmente. Sendo assim, Jacob, filho deste último, também representa a face humana. Acredita-se que esse seja o motivo pelo qual ele não foi o escolhido. Provavelmente, a audiência da Saga seria outra e talvez, o tipo de relacionamento abordado também.

A respeito dos tipos de amor, Platão (380 a.C./1972), em O Banquete, discorre sobre diferentes possibilidades de imortalizar-se. A primeira delas seria pelo amor carnal, pelo

sexo, onde gerar um filho seria o produto desse desejo pela imortalidade. A segunda seria pela expressão do intelectual, onde a publicação de uma obra, de um poema, a transmissão das ideias do autor seria um meio de imortalizar-se. Já a terceira possibilidade seria o amor pelo Belo, onde o que está em jogo é amar a beleza, sem que ela esteja concretizada em uma figura, uma pessoa. Contudo, o amor que hoje é chamado de amor romântico nada tem a ver com esta última forma de amar apontada por Platão (380 a.C./1972). Nesta, o amor pelo Belo é um estado, algo da ordem do impossível de se alcançar, algo que não necessariamente se encontra em outro sujeito.

Já o amor das relações atuais, efêmeras, está intimamente ligado a esse fazer-se desejo do desejo do Outro, a querer ser amado por esse Outro apontado nas teorias de Lacan, que ―indica lugar da palavra, dos significantes, que primordialmente é encarnado pela mãe ou por quem se encarrega dos cuidados dispensados ao infante‖ (PISETTA, 2008, p. 153). Posteriormente, o amado também pode assumir esse lugar. E esse é um dos motivos apontados por Lacan (1992) sobre o fracasso do amor, pois aponta para o desconhecimento de si do sujeito em relação ao seu próprio desejo. Bella é a própria encarnação disso. Ela quer se fazer desejo do desejo de Edward, quer ser amada a qualquer custo.

Nota-se que, embora o sentimento do amor possa ser um lugar de construção da subjetividade, como já explicitado anteriormente, e o discurso das fãs seja no sentido de ir contra as relações efêmeras atuais, pregando o resgate de valores que é representado pela figura de Edward, o fascínio pelos filmes da Saga Crepúsculo aponta para esse desejo, de tornar-se desejo do desejo do Outro, a qualquer custo. É a lógica capitalista apontando os seus efeitos nos jovens contemporâneos que estão imersos nesse discurso.

Aqui, a ilusão da completude está à mostra. Ressalta-se que, segundo a psicanálise, a marca da falta é constituinte dos sujeitos. Contudo, a lógica capitalista faz com que ela se escancare e apresenta sugestões superficiais e ilusórias para o seu preenchimento como, um corpo perfeito, luxos e até mesmo as toxicomanias (SANTOS, 2001). O fascínio por enredos que preencham essa falta mesmo que com o amor, podem estar inseridos nesse contexto, ressaltando a ilusão de completude, de tal forma, que aspectos do filme são trazidos para a vida real das participantes.

Certamente, essa ilusão unida ao desejo de imortalizar-se é o que pode ter gerado o enorme ibope da Saga. Nesse sentido, a imortalidade está clara, representada por Edward, pois ele é o próprio objeto imortal, ele carrega a imortalidade. E ela é direta, expressiva. Não precisa estar desviada do seu objetivo, como nas possibilidades apontadas por Platão (380 a.C./1972).

Embora o amor romântico seja divergente dos conceitos de Platão (380 a.C./1972), ainda assim ele é o ―tipo‖ de relação que mais se aproxima do nível de amor pelo Belo, mesmo que de longe, pois se ama a beleza do sentimento, embora esteja direcionada para si mesmo, enviesado por um ideal de eu, colocado no objeto amado (Freud 1914/1996).

A escolha de Bella pelo vampiro é bastante evidente. Por qual motivo ela escolheria um lobo mortal, se pode escolher a imortalidade em pessoa? Ressalta-se aqui que tornar-se vampira, é a possibilidade concreta que ela tem de alcançar a eternidade. Novamente, o fascínio pela Saga e a identificação com Bella, parece uma tentativa concreta de tornar-se desejo do desejo do Outro:

A.: [...] sim, acho que sim. Não é a estória só do romance, é o que dá assim, o tempero, porque lógico assim que você fica pensando se eles vão ficar juntos, ou não vão ficar juntos, ele não lê a mente dela, no final ela não tinha medo... Agora não é só por causa disso, é por minha causa também, sobre quem eu quero ser, então também tem a causa dela, é bem legal.

A possibilidade concreta de Bella tornar-se imortal se fez bastante presente nas discussões:

M.G.: Acho que realmente nosso sonho não é envelhecer, (o filme) é o perfil de beleza estipulado pela sociedade e na morte, a gente tem medo da morte. M.: Essa imortalidade colocaram justamente pra ficar do lado do Edward, que se não tivesse ele [...] eles tão lá quase matando o Edward, e ela fala assim: “Não pera me mata!”, mas deixa ele vivo, mesmo sabendo que se ela não tivesse viva ele se mataria, porque nenhum consegue viver sem o outro.

Mesmo com a questão da imortalidade presente de forma evidente no enredo da Saga, percebeu-se que a relação entre amor, imortalidade e o desejo dos sujeitos participantes não foi estabelecida de forma lógica entre o grupo. Contudo, tal relação estava presente a todo o momento nas discussões, expressando-se de forma um pouco mais saliente quando se falava na concretização do amor dos dois personagens. A expressão inconsciente pelo desejo de fazer-se imortal escapava pelos buracos da identificação com Bella:

M.: [...] então porque o desejo dela não é ficar bonita e jovem, é querer ele para sempre [...].

Pesquisadora: Engraçado, porque nessa parte que ela falou: “posso te pedir uma coisa?”, eu falei nossa, a primeira vez que eu olhei pensei, ela vai pedir alguma coisa, e ela pede um beijo, uma coisa simples. Hoje em dia quem é que pede um beijo? Você já sai ganhando. Mas acho que isso é um pouco do tipo do amor deles, que não é o que a gente vê hoje, é um amor diferenciado. O que vocês acham desse tipo de amor?

M.: Ao mesmo tempo que é legal, é estranho, porque a gente não vê assim no dia-a-dia, mas é uma coisa verdadeira, então ele fica legal.

A.: Eu acho uma coisa linda, que todo mundo devia experimentar, ao menos uma vez na vida.

M.: É verdade. Se bem que experimentando uma vez na vida fica pra sempre. (risos)

Nesse contexto, a instituição do casamento também aparece muito presente como sinônimo de tornar-se imortal, pois representa a concretização do amor romântico:

Pesquisadora: Claro que a gente falou essa questão do casamento, de ela não fazer muita questão, aí eu fiquei pensando, será que o filme teria graça se não tivesse casamento?

A.: Acho que não, porque é o que todo mundo espera, que eles fiquem juntos para sempre.

M.G.: Querendo ou não algumas pessoas mais conservadoras tem na mente que o casamento é uma coisa que vai durar pra sempre, sinônimo de eternidade para algumas pessoas, aí acho que ela (a autora) queria ressaltar isso, além do fato deles se tornarem imortais, o casamento.

Pesquisadora: Ou seja, o amor e a imortalidade juntos. M.: Eu acho que é o que todo casal apaixonado deseja. Ainda sobre o casamento:

M.: É tipo antigamente, as pessoas ficam casadas 40 anos, e separam. Não consigo entender esse tipo. Você vive 40 anos com uma pessoa e do nada se separa. O que você vai fazer na sua vida? O que eu vou fazer agora? Ah, se aquela pessoa estivesse aqui ela faria isso por mim. São 40 não são 2 ou 3 anos, é bem estranho.

A.: E assim né, qualquer namoradinho que você gosta mais não tem esse amor, é gostoso, é legal, você sai com a pessoa, se diverte, mas acho que não deve ser a mesma coisa. Acho que esse tipo de amor é algo que se leva para o resto da vida. E é por isso que eles pensam em se matar, porque acaba.

M.: E hoje em dia quando veem esse tipo de amor, ficam assim, nossa que casal nojento, tipo são muito grudados porque geralmente é assim, então nem os pais entendem, tipo aquela necessidade de estar todo o dia com a aquela pessoa. Isso é amor, é inexplicável.

Ressalta-se que a importância atribuída à instituição do casamento está intimamente relacionada com o firmamento desse relacionamento amoroso, uma tentativa de cristalizar e formalizar o pacto do amor, mas que não necessariamente diz respeito à realização do amor romântico, pois ele possui toda a característica de uma instituição social, que foi criada pela sociedade. Contudo, acredita-se que, o casamento também está a serviço dessa tentativa de ―fazer-se imortal‖, principalmente nos filmes da Saga. E isso fica mais evidente quando dessa união, nasce a filha de Edward e Bella, metade humana, metade vampira. Como já explicitado por Platão (380 a.C./1972), ter um filho também pode visar a imortalizar-se, pois ele representa a continuidade da vida, o ato consumado da união entre duas pessoas, de forma concreta. Sobre essa questão, mesmo o enredo do filme trazendo a todo o momento a problemática da imortalidade, a morte também está muito presente. Esse jogo entre ser mortal e imortal oscila todo o tempo. Contudo, raramente a possibilidade da morte é abordada pelas participantes. E quando o assunto vem à tona, aparece de forma superficial e rápida:

A.: A noção da vida das pessoas é muito relativa, todo mundo acha que vai viver, casar, ter filhos, e de uma hora pra outra a vida da gente pode acabar, você nunca sabe se vai tá vivo daqui a 5 minutos, o que pode acontecer.

Pesquisadora: Mas vocês acham que a gente vive com essa noção?

M.: Não, a gente nunca pensa nisso, e a gente só pensa nisso em horas vamos dizer, se você é um religioso aí tá na igreja e escuta, você vai morrer e vai pro inferno, aí você lembra, ah eu posso morrer a qualquer momento, ou então quando alguém morre aí você lembra. Você sempre acaba lembrando nos extremos da sua vida, em situações que te colocam em cheque com isso, quanto tempo você tem? O que você fez? O que você está fazendo? Aí você pensa, mas no cotidiano ninguém tem tempo pra pensar nisso, a sociedade que a gente vive é muito ocupada, você acorda, saiu, chega de noite, dorme, acorda

no outro dia pra sair de novo, você não tem mais tempo pra fazer as coisas de antigamente. Antigamente tinha mulher, casa, o trabalho não era tão pesado como hoje, as coisas foram evoluindo e o tempo das pessoas foi diminuindo, tanto é que muita gente diz que o tempo hoje passa mais rápido, tudo passa mais rápido, passa mais rápido porque a gente não tempo pra parar pra pensar, quem pára pra pensar e refletir na vida? Quem tem tempo pra parar? Só pensam nisso quando estão doentes, ou quando vai morrer, aí já e tarde.

Na fala de M., pode-se perceber uma relação entre tempo, morte e capitalismo. Já sabemos que este último estimula a ilusão da completude e que o tempo é rápido, é efêmero e também efeito dessa própria lógica que reforça cada vez mais o falso poder do humano. Também sabemos que não estamos preparados para lidar com a morte e que ela é jogada para debaixo do tapete na nossa sociedade. Prova disso é como lidamos com o envelhecimento, escamoteando um corpo que envelhece.

O fascínio das fãs demonstra essa lógica. Embora nas falas as mesmas ressaltem a importância de refletir sobre esses momentos, o enredo da Saga vai totalmente ao encontro dessa necessidade capitalista, de manter-se imortal e completo, criando artifícios para burlar a falta. E essa dificuldade de falar da morte expressa essas questões, que também são abordadas na teoria de Freud (1915/1996, p. 299), de que o nosso inconsciente é imortal e que não vivemos com a noção da morte:

Revelávamos uma tendência inegável para pôr a morte de lado, para eliminá-la da vida. Tentávamos silenciá-la; na realidade, dispomos até mesmo de um provérbio [em alemão]: ‗pensar em alguma coisa como se fosse a morte‘. Isto é, como se fosse nossa própria morte, naturalmente. De fato, é impossível imaginar nossa própria morte e, sempre que tentamos fazê-lo, podemos perceber que ainda estamos presentes como espectadores. Por isso, a escola psicanalítica pôde aventurar-se a afirmar que no fundo ninguém crê em sua própria morte, ou, dizendo a mesma coisa de outra maneira, que no inconsciente cada um de nós está convencido de sua própria imortalidade.

Na verdade, o fascínio pelos filmes da Saga gira sempre em torno do mesmo eixo: o fazer-se imortal. A esse respeito, Lagarto (2008) afirma que os vampiros surgiram e estão em constante renovação para dar conta de como os humanos lidam com a morte: ―Ao transcender a morte e as leis do espaço e do tempo e ao ultrapassar as leis de Deus, da Natureza ou da sociedade, o vampiro representa a afirmação da humanidade‖ (LAGARTO, 2008, p. 57).

Sobre essa representatividade do vampiro em relação à morte, Lecouteux (2005, p. 15) também afirma: ―símbolo da intrusão da morte e do além-túmulo por vias dissimuladas e brutais dentro de um universo que o exclui, o vampiro representa a inquietação que nasce de uma ruptura da ordem, de uma fissura, de um deslocamento, de uma contradição‖.

Nesse sentido, não é por acaso que um filme de vampiros fez tanto sucesso na contemporaneidade. Esse personagem é a própria encarnação do ser humano indestrutível, com super poderes, e ainda com um amor eterno. Ele está blindado, não adoece, não passa pela velhice, é o todo poderoso.

Ao teorizar sobre a libido, Freud (1914/1996) afirma que a doença, o mal estar orgânico, faz com que o sujeito retire os seus investimentos libidinais nos objetos externos, voltando-se para si durante esse período. Após a recuperação, as catexias libidinais são exteriorizadas novamente. O autor ainda ressalta que a influência das doenças corpóreas no sentimento do amor são intensas, merecendo um estudo mais aprofundado. Sendo assim, a imortalidade dos vampiros, expressando o corpo desses seres no mais perfeito estado, com a saúde inabalável, poderia nos indicar para a possibilidade de um amor perfeito, sem nenhuma interferência, tão comum no mundo mortal.

Podemos ainda citar outra condição humana que é banida na trama, evitando empecilhos no amor dos personagens: o sono. A autora optou por contar a estória de vampiros que não necessitam das horas revigorantes de sono. Não são como Drácula que dorme em seu caixão. A respeito dessa relação entre amor e sono, Freud (1914/1996, p 89- 90) teoriza:

A condição do sono também se assemelha à doença, por acarretar uma retirada narcisista das posições da libido até o próprio eu do indivíduo, ou, mais precisamente, até o desejo único de dormir. O egoísmo dos sonhos ajusta-se muito bem nesse contexto. Em ambos os estados temos, pelo menos, exemplos de alterações na distribuição da libido que são resultantes de uma modificação no ego.

Contudo, o vampiro nem se quer passa por isso. A construção em si das características dos personagens principais foi feita para que não houvessem empecilhos no amor, onde as falhas da condição humana são banidas. Esse anseio pelo amor ficou evidente nas participantes do grupo, caracterizado como uma necessidade, como bem aponta Freud (1914/1996, p. 92): ―Um egoísmo forte constitui uma proteção contra o adoecer, mas, num último recurso, devemos começar a amar a fim de não adoecermos, e estamos destinados a cair doentes se, em consequência da frustração, formos incapazes de amar‖.

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