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Hvordan har Konfliktrådene i Oslo jobbet i forhold til sivile saker?

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8 S IVILE SAKER I K ONFLIKTRÅDENE I O SLO

8.1 Hvordan har Konfliktrådene i Oslo jobbet i forhold til sivile saker?

Ao pensar nesta pesquisa, partiu-se do fenômeno mundial dos filmes da Saga Crepúsculo, que invadiu o espaço do cinema e o espaço subjetivo dos seus fãs. A pergunta inicial e inquietante era saber por qual motivo esse fascínio foi exercido no ocidente e no oriente, sendo que vários outros sucessos cinematográficos não haviam alcançado esse lugar anteriormente.

Apesar de atingir o público infantil, jovem e adulto, os adolescentes formam o maior contingente de fãs, motivo pelo qual essa faixa etária foi escolhida para a pesquisa. Contudo, ressalta-se que, sempre que estive no cinema, o público adulto dominava o espaço, mostrando que tal fenômeno também nos abarcou. Nós adultos que nunca pensamos em ser fãs de carteirinha de vampiros.

Diante dessa escolha, a pergunta era essencialmente saber o que esse fascínio revela acerca dessa juventude, na qual também estou inserida. A hipótese aqui tratada para responder a essa pergunta dizia respeito à relação entre amor e imortalidade presentes. Pode-se dizer que tal hipótese foi confirmada e que se percebeu que a dimensão dela é muito maior do que falar simplesmente em cenas amorosas, romances e ―coraçõezinhos‖.

A ideia de que a relação entre amor e imortalidade é o que denota esse fascínio, diz respeito à época em que estamos vivendo. Uma época onde satisfação a qualquer custo é a palavra de ordem e preencher a falta é a regra. O vampiro nesses enredos é o desenho disto. Um ser que pode tudo, que está preenchido por todos os lados: financeiramente, fisicamente, amorosamente, existencialmente. Onde haverá lugar para a falta?

Nesse contexto, esse fascínio está completamente atravessado pela lógica capitalista, que a todo o momento cobra as suas dádivas. A ilusão de completude que cada vez mais é estimulada tem o seu preço. Como você vai ―completar‖ é problema seu, mas a ordem é completar, seja com toxicomanias ou tentativas repetidas de encontrar o ser amado, mesmo que ele sempre tenha um rosto diferente.

Outra hipótese também lançada neste trabalho diz respeito ao desejo de retorno do amor romântico, expresso pelas fãs da Saga. Notou-se que esse desejo, também está a serviço dessa ilusão de completude. Embora o fato de esse retorno estar intimamente ligado ao resgate de valores de uma época anterior, onde as relações não eram efêmeras, ainda assim remete à ideia de que encontrar a alma gêmea é possível, sendo assim, imortalizar-se também é possível, afinal, não é esse o objetivo do amor?

Introjetar os aspectos do filme, os personagens, a forma de viver, estimula essa falsa ilusão. Coloca-nos quase nesse alcance de quem está prestes a atingir o gozo pleno, como a imagem de duas metades da maçã que estão a apenas um milímetro de unir-se novamente, quando na verdade elas nunca formaram um objeto só. Almeja-se a imortalidade, quando ela igualmente nunca foi possível.

Aqui, ressalta-se também que outra pergunta foi respondida: ―mas por que esses filmes e não outros filmes de vampiro‖? Porque nunca esses personagens foram tão completos. Drácula era feio, não era o mocinho, era o vilão. Não era o personagem ideal, embora o seu sucesso seja bastante expressivo e significativo. Alguém colocaria Drácula como ideal de eu? Ou até mesmo outros vampiros, que nunca chegaram tão perto dos medos e anseios humanos? Acredita-se que em Crepúsculo esteja contido o diferencial nos pares Edward-Bella, vampiro-humana, imortalidade-mortalidade, que se encontram, e que no fim, tudo acaba imortal, perfeito e ―preenchido‖. Claramente, a identificação das fãs pôde nos guiar a esse caminho.

A rotina do filme trazida para o dia-a-dia das mesmas acentua ainda mais esse processo e nos mostra que o cinema muito pode nos dizer acerca do funcionamento humano e da subjetividade. Freud, em sua época, utilizou-se das tragédias gregas e da arte para falar de tal funcionamento, pois elas estavam em voga. Atualmente, o cinema é o grande mote, em termos culturais. Por que não usá-lo para uma melhor compreensão e aplicação da psicanálise, mesmo que ele também faça parte do discurso dominante? Nesse sentido, assim como Freud e Lacan o fizeram, acredita-se que as produções culturais muito têm a dizer sobre quem as criou e quem, de alguma forma, as abraçou, trazendo para o seu cotidiano, para a sua subjetividade.

Salienta-se, também, que mesmo unindo o cinema e a psicanálise, esta última ainda tem infinitas possibilidades de produção em relação à compreensão do ser humano. As contribuições de Freud e Lacan foram de um valor inestimável, mas com certeza existem elementos teóricos que podem ser desenvolvidos para acompanhar essa ―evolução‖ (ou involução) da sociedade e das relações humanas, já que estes autores tiveram as suas produções em uma época anterior a que estamos vivendo. A exemplo destas possibilidades, podemos citar as novas formas de funcionamento psíquico, as novas doenças, os novos sintomas, que pouco foram explorados neste trabalho, deixando o caminho aberto para futuras produções. Da mesma forma, uma comparação entre as teorias de Freud, Lacan e autores contemporâneos sobre esse tema pode ser realizada, a fim de analisar este trajeto teórico e subjetivo. Igualmente, o tema a respeito da imortalidade em termos subjetivos também pode ser explorado.

Além de toda a produção e empenho contido neste trabalho, ressalta-se que as produções em grupo e o contato com as fãs dos filmes foram de grande valia, pois os momentos foram muito prazerosos e propiciaram a discussão desses temas que são a nossa grande ferida enquanto seres humanos, mortais, frágeis e finitos e que, mesmo que de uma forma amena, é impossível não nos depararmos enquanto pesquisadores e sujeitos de pesquisa sobre o tema, sem fazermos uma autoanálise.

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ANEXO A – APROVAÇÃO DA PESQUISA PELO COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA

Plataforma Brasil - Ministério da Saúde

UCB

PROJETO DE PESQUISA

Título: Amor e (I)Mortalidade: o fascínio por vampiros sob a ótica psicanalítica.

Pesquisador: BRUNA MABÍLIA LUNARDI Versão: 1

Instituição: Universidade Católica de Brasília - UCB CAAE: 01016712.2.0000.0029

PARECER CONSUBSTANCIADO DO CEP

Número do Parecer: 15751 Data da Relatoria: 23/04/2012 Apresentação do Projeto:

Trata-se projeto de mestrado em Psicologia da UCB orientado pela Prof. Ondina Pena Pereira. - Participantes: 10 estudantes do último ano do Ensino Médio de uma escola particular de Brasília, com idades variando entre 16 a 23 anos.

- Procedimentos:

(1) Grupo focal com cinco a dez participantes - serão realizados quatro encontros, semanalmente, em turno contrário ao das aulas dos estudantes, em que serão exibidos filmes sobre vampiros ("Saga Crepúsculo") recentemente produzidos pela indústria cinematográfica, para em seguida dar-se início aos grupos focais. Os encontros serão gravados em áudio e vídeo.

(2) Apenas se necessário: Entrevistas semiestruturadas individuais (com participantes que possam ter dificuldade para se expressar durante os encontros em grupo ou para esclarecer algum ponto que fora citado e não tenha sido esclarecido).

- Análise dos dados: Segundo o protocolo de pesquisa, "A análise das informações coletadas será feita a partir da perspectiva psicanalítica, explorando conceitos fundamentais da psicanálise para a compreensão dos conteúdos conscientes e inconscientes trazidos pelo grupo e durante as entrevistas individuais".

Objetivo da Pesquisa:

- Objetivo geral: compreender o que o fascínio por filmes de vampiro pode revelar acerca do funcionamento psíquico da juventude contemporânea, principalmente nas questões referentes ao amor e à (i)mortalidade.

- Objetivos específicos: (1) aplicar a teoria psicanalítica ao entendimento do papel da figura do vampiro para os jovens telespectadores; (2) entender como a juventude se relaciona com o amor e (i)mortalidade; e (3) contribuir com a intensificação dos diálogos entre psicanálise e cinema.

Avaliação dos Riscos e Benefícios:

Comentários referentes aos riscos e benefícios no item "Conclusões ou "Pendências".

Comentários e Considerações sobre a Pesquisa:

Considerações sobre os Termos de apresentação obrigatória:

1) O Termo de Compromisso foi apresentado e indica que a pesquisa será realizada a partir do mês de Abril/2012 no Grupo Alub, tendo sido assinado pela Coordenadora Pedagógica Sra. Larissa Catelli.

2) A Folha de Rosto traz informações incompletas sobre o local/unidade da instituição proponente, no caso, a UCB.

Recomendações:

Sugere-se que nos próximos registros de pesquisa pela pesquisadora, documentos idênticos não sejam carregados na Plataforma Brasil repetidamente, para não sobrecarregar o sistema desnecessariamente e, também, para facilitar sua revisão por parte do CEP. Há cinco arquivos referentes ao protocolo de pesquisa anexados na lista de documentos, por exemplo. Agradecemos antecipadamente a compreensão.

As demais recomendações estão identificadas no item "Conclusões ou "Pendências".

Conclusões ou Pendências e Lista de Inadequações:

1) Apesar da preservação da confidencialidade dos sujeitos de pesquisa configurar-se uma exigência do estudo, é possível que a mesma seja revelada por meio das expressões verbais que são próprias do participante de pesquisa e que poderão ser divulgadas pela pesquisa, o que poderá possibilitar o reconhecimento do(a) autor(a) daquele conteúdo mesmo que a equipe de pesquisa não divulgue sua identidade. Nesse sentido, otrecho a seguir do TCLE necessita ser modificada: "[...] sendo mantido o mais rigoroso sigilo através da omissão total de quaisquer informações que permitam identificá-lo(a)". Sugere-se informar que seu nome não será divulgado pela equipe da pesquisa, mas que o sigilo total dos dados fornecidos também depende da colaboração dos demais participantes do grupo focal e da não-identificação de possíveis expressões que identifiquem o participante por pessoas de seu convívio social quando da divulgação dos trechos das falas pela equipe de pesquisa. Solicita-se adequação do TCLE e também do trecho do protocolo de pesquisa que traz essa informação.

Resposta a pendência: atendida.

2) Pelo fato de risco significar a possibilidade de danos e não sua iminência (Resolução CNS 196/96 - item II.8), solicita-se alterar, no TCLE, a informação a seguir: "Esta pesquisa não apresenta risco para você". Inclusive, a continuação da frase já faz menção a riscos (psicológicos) aos participantes: "caso você sinta algum desconforto psicológico ao participar das discussões em grupos, você terá, de nossa parte, todo o apoio e suporte psicológico necessário". De acordo com a Resolução CNS 196/96, "toda pesquisa envolvendo seres humanos envolve risco". Solicita-se adequação do TCLE e também do trecho do protocolo de pesquisa que traz essa informação.

Resposta a pendência: atendida.

3) Não foi apresentado o TCLE destinado aos pais e/ou responsáveis em caso de participarem sujeitos menores de idade. Como o estudo prevê a participação de estudantes a 16 anos de idade, solicita-se adequação dos critérios de inclusão no estudo ou apresentação do documento mencionado para análise deste CEP, o que não deve ser substituído pela inclusão de uma linha de assinatura no TCLE destinado ao responsável pelo participante menor de idade.

Resposta a pendência: atendida.

4) Solicita-se incluir como um benefício do estudo a possibilidade dos participantes terem acesso aos resultados do mesmo, caso desejem. Ainda, solicita-se adequar a seguinte frase no TCLE em relação a essa questão: "Ao participar desta pesquisa você não terá nenhum beneficio direto", assim como nos locais do protocolo em que

ela tiver sido mencionada.

Resposta a

pendência: atendida.

5) É necessário que o TCLE informe os "procedimentos que serão utilizados na pesquisa" (Resolução CNS

196/96 - item IV.1.a). Sendo assim, solicita-se incluir informações aos sujeitos de pesquisa sobre a intenção de se registrar as sessões em áudio e vídeo.

Resposta a pendência: atendida.

6) Tendo em vista que, segundo o Manual Operacional para Comitês de Ética em Pesquisa (CONEP - Brasil, 2004), a folha de rosto é o instrumento que dá consistência jurídica ao protocolo, suas informações devem estar completas. Solicita-se informar a Unidade/Órgão que propõe o estudo na UCB (que no caso, é o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Psicologia ou nome equivalente).

Resposta a pendência: atendida.

7) Não foram identificadas no desenho do estudo informações referentes à intenção de se utilizar placebo, tampouco washout junto aos participantes. Por essa razão, os dois itens a seguir não devem ser assim assinalados quando do preenchimento da pesquisa

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