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7 KONFLIKT OG MAKT

7.1 KONFLIKT I FELTET

7.1.2 Konflikt knytt til natursyn

Essa seção é reservada para explicar a decomposição da equação (6), anterior. Ao reorganizar os termos da equação (6), tem-se:

Ty= XX ln , ,1 ,., X X + X X ln 3Π1 XX 4 + ∈w ∈x ∈w ∈x X X ln 0Π1 X X 1 7.1 ∈w ∈x

Ty= XX ln , ,1 ,., X X + XX ln 3Π1 XX 4 + X X ln 0Π1 X X 1 7.2 ∈w ∈x ∈w ∈x

A equação (7.2) é definida então como T+ Ty+ Ty

Essa equação é o resultado principal da decomposição do índice de localização absoluta de Theil em seus três componentes (relativo, índice de concentração e de especialização). O primeiro termo do lado direito da equação (7.2), T∗, é o chamado componente relativo, o qual é independente da referencia do índice original (6) e é o mesmo para todos os índices Ty que poderão ser comparados um com os outros. Esse indicador mede quão desproporcional as industriais ou regiões são em termos de uma distribuição regional ou industrial homogênea.

Os dois índices de Theil restantes da parte direita da equação (7.2) são chamados de componentes específicos. O índice Ty = ∑ ,, ln _y' ,$

,`

∈x é o índice

de Theil de concentração das indústrias da amostra. Esse índice mede quão similar a composição da indústria agregada é da referência industrial escolhida (setor k).

O índice Ty= ∑ ,,ln 3y'

#

,

,4

∈w é o índice de Theil de especialização das

regiões da amostra. Esse índice mede quão similar é a distribuição das regiões (,

,: j ∈ J) da referência regional escolhida (Π ), ou seja da mesorregião j.

Mais uma vez é importante ressaltar que esses índices de concentração e especialização são os chamados índices entre-regiões originados pela composição convencional do índice de Theil da equação (6) por indústria e regiões, respectivamente. Índices entre-regiões são componentes que medem a desproporcionalidade da concentração geográfica das indústrias em relação à estrutura da indústria agregada, ou a desproporcionalidade da especialização da mesorregião na indústria perante o total da economia agregada (Bode et al, 2013).

5. ANÁLISE DE RESULTADOS

De 2000 a 2012 houve uma redução do índice de localização absoluta do emprego na indústria. O indicador passou de 1,54 em 2000 para 1,42 em 2007 e para 1,35 em 2012. Quanto menor é o indicador, mais homogênea é a distribuição do emprego setorial e/ou regional.

Decompondo o índice de localização absoluta em seus três componentes, percebe-se que o índice de localização relativo ficou praticamente estável nos 12 anos. De 2000 a 2007 o indicador manteve-se em 0,39 e em 2012 esse indicador ficou em 0,40. Em outras palavras, não houve uma alteração significativa na distribuição do emprego quando comparado com uma distribuição homogênea em todo o país ao longo de toda a indústria.

No entanto, a vantagem da decomposição do índice de localização absoluta é justamente possibilitar o melhor entendimento dos movimentos desse índice, uma vez que o índice de localização relativa ficou praticamente estável no período analisado.

Os componentes específicos de concentração setorial e de especialização regional – que compõem o índice de localização absoluta – mostraram evoluções distintas nos anos pesquisados. O índice de concentração dos setores industriais passou de 0,80 em 2000 para 0,67 em 2007. Ou seja, houve uma aproximação da distribuição do emprego de uma distribuição mais homogênea. Em 2012, esse indicador registrou redução, mas de forma menos sensível, passando para 0,63. A queda da chamada dissimilaridade entre os setores industriais se deu com mais intensidade entre 2000 e 2007, quando o emprego cresceu de forma mais intensa. Em outros termos, a distribuição do emprego nos setores industriais se aproximou da distribuição uniforme com o passar dos anos pesquisados. Uma distribuição uniforme é aquela em que o número de emprego é igual para todos os setores.

Já o índice de especialização aumentou de 0,34 em 2000 para 0,37 em 2007, ou seja, no sentido oposto do índice de concentração (a distribuição do emprego industrial nas mesorregiões se distanciou de uma distribuição uniforme regionalmente).

Dessa forma conclui-se que as mesorregiões que tinham menor participação do emprego passaram a ter menor participação ainda de 2000 a 2007, enquanto que

as mesorregiões com maior participação do emprego ganharam ainda mais participação.

Todavia, o índice recuou para 0,32 em 2012, de forma que a distribuição voltou a se aproximar da distribuição uniforme, ou seja, se espalhou de mais homogênea entre as mesorregiões, e, praticamente voltou ao patamar ao padrão que se mostrava em 2000.

A discrepância entre os movimentos do índice de localização absoluta e relativa tem sido bastante observada na literatura. Segundo Bode et al (2013), o índice de localização absoluta aumentou de 1980 a 1991 e a 2003. O aumento do índice se deu pelo aumento do índice de concentração industrial (o que ele chama de especialização, ao contrário do que foi definido nesse trabalho). Ou seja, para o caso do Reino Unido, os setores ficaram mais concentrados com o passar dos anos.

Gráfico 7 – Desagregação do índice de localização absoluta de Theil para os anos 2000, 2007 e 2012 0.39 0.39 0.40 0.34 0.36 0.32 0.80 0.67 0.63 0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0 1.2 1.4 1.6 2000.0 2007.0 2012.0

Especialização Concentração Localização relativa

1,54

1,42

1,35

6. CONCLUSÕES

Esse capítulo aplicou a metodologia inovadora introduzida por de Bode et al (2013) para desagregar o índice de localização absoluta em três outros índices para o caso da indústria brasileira em três pontos no tempo: 2000, 2007 e 2012.

As desagregações são: o índice de localização relativa – o qual utiliza a referência cruzada indústria e regiões – e os índices específicos de localização em termos de concentração industrial e especialização regional. A decomposição do índice de localização absoluta feita aqui neste trabalho trouxe uma visão particular sobre a evolução espacial do emprego industrial no Brasil. Foi possível concluir qual componente de localização foi mais decisivo nas transformações das distribuições do emprego ao longo dos anos.

A escolha do período de análise foi de tal sorte que foi possível considerar dois períodos com características distintas no que tange o dinamismo do mercado de trabalho da indústria. O primeiro, que vai de 2000 a 2007, foi marcado por um processo contínuo e de intenso crescimento do emprego. O segundo, de 2007 a 2012, foi caracterizado pela ruptura do crescimento do emprego (em 2008), quando a crise internacional trouxe impactos que desestimularam o crescimento do emprego industrial.

Os resultados mostraram que houve queda dos índices de localização. Isso quer dizer que a distribuição do emprego na indústria ficou mais próxima da distribuição homogênea do emprego.

Como resultado importante do presente trabalho, as quedas do índice de localização absoluta do emprego industrial se deram preponderantemente pela redução do índice de concentração da indústria nas mesorregiões brasileiras. Em outros termos, a distribuição do emprego nos 23 setores da indústria de transformação foi se aproximando, ao longo dos anos, de uma distribuição mais uniforme do emprego. Essa foi a principal causa da redução do índice de localização absoluta.

Pelo lado da especialização regional, não houve mudanças significativas no período analisado, de forma que a distribuição do emprego por mesorregiões não se alterou de forma importante com o tempo. O aumento de 2000 a 2007 fo quase que anulado por uma posterior redução de 2007 a 2012, de forma que o indicador voltasse praticamente, para o mesmo patamar de 2000.

Essa discrepância entre a evolução do índice de concentração e de especialização repete, mais uma vez, o que se tem publicado na literatura sobre o assunto. Bode et al (2013) achou resultados na direção oposta dos encontrados por esse estudo. O autor concluiu que o índice de localização cresceu entre os anos de 1980 e 2003. No entanto, a mesma discrepância encontrada aqui foi revelada com os dados da Europa e em especial, no Reino Unido. Os índices de concentração e especialização não caminharam na mesma direção nem intensidade.

Apesar dessa decomposição do índice de Theil trazer novas informações sobre a realocação espacial do emprego industrial, ainda faltam sinais mais evidentes de como o emprego está fluindo de um setor para o outro ou de uma região para a outra.

Essa lacuna dá origem à novas investigações e estudos mais detalhados sobre a dinâmica espacial do mercado de trabalho. Nesse campo entram sugestões de futuros trabalhos. Uma análise do mercado de trabalho agregado, contando com os empregos nos setores industrial, agropecuário e de serviços. Talvez haja maior discrepância entre a evolução dos indicadores de localização, uma vez que o setor de serviços mostrou um crescente dinamismo mesmo após a crise de 2008.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Bickenbach F, Bode E (2008) Disproportionality measures of

concentration, specialization and localization. International Regional

Science Review 31: 359–388.

BODE, Eckhardt; BICKENBACH, Frank. KRIEGER-BODEN, Christiane. Closing de

gap between absolute and relative measures of localization, concentration or specialization. Kiel Institute for the World Economy. 2013.

BODE, Eckhardt; BICKENBACH, Frank. KRIEGER-BODEN, Christiane.

Disproportionality Measures of Concentration, Specialization, and Localization.

International Regional Science Review 2008 31: 359 originally published online 20 June 2008.

MAUREL, Françoise. SEDILLOT, Beatrice. A measure of the geographic

concentration in French manufacturing industries. Regional Science and Urban Economics. Elsevier (1999)

KRUGMAN, Paul R.; OBSTFELD, Maurice. Economia internacional: teoria e

política. McGraw-Hill, 1999.

MONASTERIO, Leonardo Monteiro. Indicadores de análise regional e espacial. Economia Regional e Urbana: Teoria e Métodos com ênfase no Brasil. Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada, 2011.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Dadas as diferentes conclusões sobre a análise dos índices de localização para a Europa, o presente estudo focou uma análise mais aprofundada sobre esses indicadores para o caso brasileiro. O fato de lançar mão de duas metodologias para o cálculo de índices de localização trouxe informações relevantes quanto à evolução da distribuição do emprego industrial ao longo dos diferentes setores industriais e mesorregiões brasileiras.

A primeira metodologia desagrega o índice de localização em dois componentes, o de concentração geográfica do emprego nos setores industriais e o de especialização do emprego industrial nas mesorregiões brasileiras. Essa análise mostrou que ambos componentes do índices de localização caminharam paralelamente, de forma que seus valores ficaram absolutamente iguais. Com esse fenômeno concluiu-se que essas duas esferas de análise (concentração e especialização) formam dois lados de uma mesma moeda. Assim, estudiosos e pesquisadores podem analisar índices de concentração com o estudo de apenas uma dessas esferas de análise.

A segunda metodologia empregada traz outras conclusões sobre os indicadores de concentração setorial e especialização regional do emprego industrial. Concluiu-se que houve queda dos índices de concentração enquanto que os índices de especialização ficaram relativamente estáveis. Dada a forma diferente de se calcular esses indicadores o mais apropriado a se dizer é que ao invés de se contradizerem, a análise de uma metodologia complementa a análise da outra, o que traz mais informações sobre a complexa evolução da distribuição do emprego industrial no Brasil.

ANEXOS

Quadro 1 – Lista de Mesorregiões (IBGE)

Leste Rondoniense Oeste de Minas Centro-Sul Paranaense Centro Amazonense Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba Sudoeste Paranaense Nordeste Paraense Zona da Mata Sudeste Paranaense Sudeste Paraense Sul/Sudoeste de Minas Noroeste Paranaense Metropolitana de Belém Metropolitana de Belo Horizonte Centro Oriental Paranaense Oeste Maranhense Litoral Norte Espírito-santense Oeste Paranaense Norte Maranhense Noroeste Espírito-santense Norte Central Paranaense Centro-Norte Piauiense Sul Espírito-santense Metropolitana de Curitiba Jaguaribe Central Espírito-santense Serrana

Norte Cearense Noroeste Fluminense Grande Florianópolis Sul Cearense Norte Fluminense Sul Catarinense Noroeste Cearense Centro Fluminense Oeste Catarinense Metropolitana de Fortaleza Sul Fluminense Norte Catarinense Oeste Potiguar Metropolitana do Rio de Janeiro Vale do Itajaí Leste Potiguar Assis Sudoeste Rio-grandense Agreste Paraibano Presidente Prudente Centro Ocidental Rio-grandense Mata Paraibana Marília Sudeste Rio-grandense Agreste Pernambucano Itapetininga Noroeste Rio-grandense Mata Pernambucana Araçatuba Centro Oriental Rio-grandense Metropolitana de Recife Araraquara Nordeste Rio-grandense Leste Alagoano São José do Rio Preto Metropolitana de Porto Alegre Leste Sergipano Bauru Leste de Mato Grosso do Sul Centro Norte Baiano Piracicaba Sudoeste de Mato Grosso do Sul Sul Baiano Ribeirão Preto Centro Norte de Mato Grosso do Sul Centro Sul Baiano Vale do Paraíba Paulista Sudoeste Mato-grossense Metropolitana de Salvador Macro Metropolitana Paulista Centro-Sul Mato-grossense Central Mineira Campinas Norte Mato-grossense Campo das Vertentes Metropolitana de São Paulo Sul Goiano

Norte de Minas Centro Ocidental Paranaense Centro Goiano Vale do Rio Doce Norte Pioneiro Paranaense Distrito Federal

Quadro 2 – Lista de Subsetores da indústria de transformação (IBGE)

Setores segundo definição da CNAE 95 Nomes utilizados no estudo

15-FABRICAÇÃO DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E BEBIDAS Alimentos e bebidas 16-FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DO FUMO Fumo

17-FABRICAÇÃO DE PRODUTOS TÊXTEIS Têxteis 18-CONFECÇÃO DE ARTIGOS DO VESTUÁRIO E ACESSÓRIOS Vestuário 19-PREPARAÇÃO DE COUROS E FABRICAÇÃO DE ARTEFATOS DE COURO, ARTI Couros 20-FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE MADEIRA Madeira 21-FABRICAÇÃO DE CELULOSE, PAPEL E PRODUTOS DE PAPEL Papel e celulose 22-EDIÇÃO, IMPRESSÃO E REPRODUÇÃO DE GRAVAÇÕES Impressão e reprodução 23-FABRICAÇÃO DE COQUE, REFINO DE PETRÓLEO, ELABORAÇÃO DE COMBUS Coque e refino de petróleo 24-FABRICAÇÃO DE PRODUTOS QUÍMICOS Químicos

25-FABRICAÇÃO DE ARTIGOS DE BORRACHA E PLÁSTICO Borracha e plástico 26-FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE MINERAIS NÃOMETÁLICOS Minerais não metálicos 27-METALURGIA BÁSICA Metalurgia básica 28-FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE METAL EXCETO MÁQUINAS E EQUIPAMENT Produtos de metal 29-FABRICAÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS Máquinas e equipamentos

30-FABRICAÇÃO DE MÁQUINAS PARA ESCRITÓRIO E EQUIPAMENTOS DE INFO Máquinas para escritório e equipamentos de informática 31-FABRICAÇÃO DE MÁQUINAS, APARELHOS E MATERIAIS ELÉTRICOS Aparelhos e materiais elétricos

32-FABRICAÇÃO DE MATERIAL ELETRÔNICO E DE APARELHOS E EQUIPAMENT Material eletrônico e equipamentos de comunicação 33-FABRICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE INSTRUMENTAÇÃO MÉDICOHOSPITALAR Instrumentação médico hospitalar

34-FABRICAÇÃO E MONTAGEM DE VEÍCULOS AUTOMOTORES, REBOQUES E CAR Veículos automotores

35-FABRICAÇÃO DE OUTROS EQUIPAMENTOS DE TRANSPORTE Outros equipamentos de transporte 36-FABRICAÇÃO DE MÓVEIS E INDÚSTRIAS DIVERSAS Móveis e indústrias diversas