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Implementasjon og konfigurasjon mot FDS

KAPITTEL 5: IMPLEMENTERING AV INDEKSAKSESSMETODEN

5.4 Implementasjon og konfigurasjon mot FDS

Para a obtenção dos mapas apresentados utilizou-se a técnica de sensoriamento remoto, que obtém imagens de satélite dos anos de 1989, 2000, 2010 e 2015 (Figuras 23, 24, 25 e 26). Justifica-se a escolha de 1989 por ser o primeiro ano que se tem esse tipo de registro e de 2015 por ser o registro mais atual. Os anos de 2000 e 2010 foram escolhidos para que se tenha como comparativo, na análise das imagens, os dados dos Censos 2000 e 2010, realizados pelo IBGE.

Os mapas foram trabalhados com correção de ajustes de imagens por meio do software SPRING 4.3.3, seguida de realce e contraste, o que possibilitou

visualizar e classificar os elementos urbanos, que correspondem à cobertura vegetal, água, asfalto, solo exposto e ocupação urbana, encontrados nas imagens captadas, enfatizando-se a extensão de área arborizada e área construída do sítio urbano em foco. Esse sítio urbano refere-se a uma faixa de 900 metros contadas a partir da margem do Rio Parnaíba, na margem direita deste, dentro do perímetro urbano de Teresina.

A partir do trabalho realizado nas imagens foi possível o cálculo em quilômetros quadrados das classes trabalhadas, resultando a Tabela 3, apresentada a seguir juntamente com as imagens.

Figura 23: Imagem da área em estudo captada pelo satélite Landsat 5, trabalhada em classes do sítio urbano, de Teresina (PI), em 1989.

Fonte: Imagem do satélite Landsat 5 disponível no site do Inpe (ano de 1989) e geoprocessada por Monteiro (2015).

Figura 24: Imagem da área em estudo captada pelo satélite Landsat 5, trabalhada em classes do sítio urbano, de Teresina (PI), em 2000.

Fonte: Imagem do satélite Landsat 5 disponível no site do Inpe (ano de 2000) e geoprocessada por Monteiro (2015).

Figura 25: Imagem da área em estudo captada pelo satélite Landsat 5, trabalhada em classes do sítio urbano, de Teresina (PI), em 2010.

Fonte: Imagem do satélite Landsat 5 disponível no site do Inpe (ano de 2010) e geoprocessada por Monteiro (2015).

Figura 26: Imagem da área em estudo captada pelo satélite Landsat 5, trabalhada em classes do sítio urbano, de Teresina (PI), em 2015.

Fonte: Imagem do satélite Landsat 5 disponível no site do Inpe (ano de 2015) e geoprocessada por Monteiro (2015).

Tabela 3: Área das classes dos mapas analisados. Anos Classes (km2) 1989 2000 2010 2015 Cobertura vegetal 11,82 10,56 9,53 8,61 Água 3,49 2,52 2,3 3,31 Asfalto 2,31 3,56 3,36 2,84 Solo exposto 1,25 1,13 1,5 4,42 Ocupação urbana 4,65 5,4 5,07 5,33

Fonte: Elaborada pela autora por meio de dados fornecidos pelos cálculos de geoprocessamento de Monteiro (2015).

Com a análise das figuras apresentadas, várias informações podem ser absorvidas. Pode-se extrair que até o ano de 1989, o primeiro ano que se tem registro dessas imagens de satélite, nota-se que a região de margem ocupada concentrava-se na zona central, primeira região da cidade a ser urbanizada. Isso reforça o que foi comentado sobre a supressão da mata nessa área pelo fato de ter sido a primeira região a ser ocupada, sofrendo, assim, alteração em virtude da atividade e ocupação humana. É considerável a diferença de ocupação próxima à margem do rio no período entre 1989 e 2000, como se verifica comparando a mancha vermelha existente em ambas. Esse crescimento da ocupação urbana é comprovado pelo grande aumento da população no período, registrando um crescimento de 29,45% da população. Esse dado tem como referência o registro em 1991 do total da população de Teresina por bairros (552.628 habitantes), e um total de 715.360 habitantes na cidade de acordo com o Censo 2000.

Verifica-se que essa mancha, na região localizada entre o encontro dos rios até a zona sul, não teve alteração expressiva nos anos posteriores a 2000, apresentando uma queda das taxas de ocupação urbana e de presença de asfalto. Essa queda pode ter como motivação a enchente que ocorreu na cidade em 2004, quando, de acordo com a Prefeitura Municipal de Teresina (2007), aproximadamente 3 mil famílias ficaram desabrigadas por terem perdido suas moradias. No entanto,

entre os anos de 2000 e 2010, nota-se um aumento considerável da ocupação urbana acima do encontro dos rios, no sentido norte. Essa ocupação nas margens se deve pela instalação do conjunto Parque Brasil, criado em 2008, conforme explicam Sousa e Costa (2012). Observa-se que, nesse período, o crescimento urbano apresenta uma taxa menor se comparado ao período anterior. No Censo 2010 registrou-se 814.230 habitantes na cidade de Teresina, demonstrando um crescimento de 13,82%, menos da metade do percentual do crescimento do período de 1991 a 2000.

Em relação à taxa de ocupação urbana apresentada nas imagens entre os anos de 2010 e 2015, observa-se um pequeno crescimento, fato que comprova a necessidade de preocupação desse aspecto, o qual, na verdade, deveria continuar a diminuir.

É interessante observar que, apesar da diminuição no total da taxa de ocupação urbana dessa região entre os anos de 2000 e 2015, a supressão da vegetação e a taxa de solo exposto têm aumentado entre os anos de 2000, 2010 e 2015. Tal fato é um indício da falta de ações que visem à recuperação dessa vegetação degradada. Vale frisar que a taxa de solo exposto de 2015 apresentou uma diferença elevada por conta do período – mês de outubro, quando se obteve a imagem – ser um dos períodos mais quentes do ano, apresentando inúmeras queimadas; de acordo com site local, no período de janeiro a outubro deste ano houve aumento de 54% em relação ao mesmo período do ano de 2014 (QUEIMADAS [...], 2015). Essas queimadas provocam o aumento da taxa de solo exposto, assim como a diminuição da vegetação.

Observando a Tabela 3, nota-se um dado importante, que se refere à presença da água, tratando-se do Rio Parnaíba. Pode-se aferir, com o aumento dessa área em questão, a comprovação do processo de assoreamento. Isso ocorre porque nesse processo o rio, com presença de areia em sua calha, tende a se expandir lateralmente, abrangendo cada vez mais sua margem. Esse fenômeno, na ausência de mata ciliar, tende a se agravar, pois à medida que ele vai ocupando sua várzea, vai incorporando mais areia para sua calha, já que não existe vegetação para dificultar ou impedir o processo.

Em relação a esse contexto de degradação da mata ciliar, um relatório elaborado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do

Piauí (Semar), por meio de um diagnóstico no período entre os anos de 2003 a 2010, apresenta um projeto de recuperação dessas matas:

Como parte integrante do Programa de Revitalização da Bacia do Rio Parnaíba, vamos iniciar o programa piloto MATA CILIAR. Com o objetivo de conter a erosão e o assoreamento que há mais de cem anos vem provocando sérios impactos ambientais nos nossos principais mananciais, o programa visa a recuperar a mata ciliar de vários rios do Estado, nos perímetros urbanos das cidades. Será recuperada a vegetação ribeirinha dos rios Parnaíba e Poti, em Teresina; do rio Guaribas, em Picos; do rio Gurgueia, em Cristino Castro; do rio Canindé, em Amarante; e do rio Piauí, em São Raimundo Nonato, também com recursos do PAC (PIAUÍ, 2010).

No entanto, já em 2015, cinco anos se passaram da elaboração do projeto e verifica-se que nada foi feito em relação à recuperação das matas no trecho analisado por esta pesquisa, na cidade de Teresina. Contudo, observa-se que outras ações já foram executadas no intuito de revitalização ambiental em outras regiões da Bacia Hidrográfica do Parnaíba. Nesse aspecto tem-se a ação de contenção de dunas no município de Ilha Grande, no litoral piauiense, além da proteção de nascentes e instalação de rede de monitoramento da qualidade da água na bacia, dentro do estado do Piauí (PIAUÍ, 2015), que atualmente não conta com nenhum ponto de monitoramento, enquanto o Ceará possui 22 pontos de monitoramento da bacia (ANA, 2012b).

Verifica-se, através do exposto, a comprovação da afirmação de Alvim, Kato e Rosin (2015) ao apontarem a ineficiência e lacuna existentes nas ações de planejamento e gestão públicas, apesar da gama de legislação brasileira sobre o tema. Dessa forma, os planos e projetos urbanos desenvolvem-se desarticulados “ou fundados na instabilidade de acordos políticos de curto e médio prazos” (ALVIM; KATO; ROSIN, 2015, p. 84).

Percebe-se, então, a necessidade de urgência de atitudes que articulem os planos de ações existentes e a criação de novos planos com objetivo de preservação do rio na capital do estado e por toda a sua bacia hidrográfica.