2 Målgruppas utfordringer
2.2 Hva kjennetegner de innsatte som har fått bistand?
No que diz respeito à investigação a desenvolver, o paradigma de investigação mobilizado foi de natureza qualitativa, uma vez que nesta investigação procura-se perceber e analisar fenómenos educativos, recorrendo a recursos e estratégias metodológicas cuja natureza é qualitativa e interpretativa.
A aplicação de um paradigma qualitativo/ interpretativo nesta investigação, surge pelo facto de haver um estudo de caso daquela instituição em específico de modo a tentar compreender a realidade do contexto de estágio e o fenómeno em estudo (as metodologias ensino-aprendizagem) e do facto de existir a necessidade de serem administrados inquéritos por questionário quer aos formadores quer aos formandos, para melhor compreender esta realidade e poder interpretar os dados obtidos.
O método utilizado nesta investigação é o estudo de caso, sendo aquele que faz mais sentido uma vez que se pretende estudar a realidade específica da instituição de estágio. O
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estudo de caso consiste na “ observação detalhada de um contexto, ou indivíduo, de uma única fonte de documentos ou de um acontecimento específico” (Bogdan & Biklen, 1994:89).
O estudo de caso pode assumir diferentes especificidades. De acordo com Stake (1995) o estudo de caso pode classificar-se em três diferentes categorias: intrínseco, instrumental e coletivo. O estudo de caso intrínseco aplica-se quando o investigador pretende estudar e compreender uma determinada realidade, um fenómeno em particular, que constitui em si mesmo o interesse da investigação. Já o estudo de caso de tipo instrumental, aplica-se quando este estudo serve como instrumento para a compreensão de outro(s) fenómeno(s) semelhante(s), quando se pretende aperfeiçoar ou contribuir para um teoria já existente e se pretende transmitir conhecimento sobre algo que não é unicamente o próprio estudo de caso, estendendo-se a outras realidades. Por último, o autor destaca o estudo de caso coletivo, que se aplica quando o caso instrumental se estende a vários casos, possibilitando pela comparação, um conhecimento mais aprofundando sobre o fenómeno, população ou condição.
Nesta investigação, o tipo de estudo de caso que melhor se adequa é o instrumental, uma vez que se pretende compreender o impacto das metodologias de ensino nas aprendizagens dos formandos, tendo também em conta os diferentes contextos socio profissionais e a adequação dessas metodologias aos mesmos.
Já de acordo com a perspetiva de outros autores, Bogdan & Biklen (1994), o tipo de estudos de caso são classificados de acordo com o número de casos em estudo. Estes autores falam em estudos de caso únicos, que se baseiam apenas no estudo de um único caso, e estudos de caso múltiplos, que se baseiam no estudo de mais do que um caso. Nesta investigação, de acordo com Bogdan e Biklen (1994), o estudo de caso de observação é o que melhor se adequa, uma vez que a investigação a desenvolver incide sobre a observação numa única instituição (a de estágio) e sobre as práticas de ensino/formação da mesma.
Neste caso concreto, a técnica de recolha de dados a que recorri neste trabalho foi o inquérito por questionário. No estudo de caso desta instituição, que se dedica sobretudo ao ramo da formação, fez todo o sentido a aplicação de inquéritos por questionário, de modo a poder fazer um levantamento dos dados sociodemográficos dos formadores e simultaneamente dos formandos, entrando depois em domínios mais específicos relacionados com a formação, obtendo as perspetivas quer dos formadores quer dos formandos sobre o tipo de formação, os seus resultados e apreciação.
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De acordo com Bell (2004, pp. 19-20), os “investigadores quantitativos recolhem os factos e estudam a relação entre eles” e, por outro lado, os investigadores qualitativos “estão mais interessados em compreender as percepções individuais do mundo. Procuram compreensão, em vez de análise estatística. (…). Contudo, há momentos em que os investigadores qualitativos recorrem a técnicas quantitativas, e vice-versa.” Esta afirmação de Bell (2004), vem ao encontro do que aconteceu neste trabalho, uma vez que apesar de o método utilizado ser o estudo de caso, a técnica que mais se adequava para a recolha da informação pretendida foi o inquérito por questionário, conjugando assim a parte qualitativa com a quantitativa.
Numa primeira etapa, foram administrados questionários direcionados aos formadores, respondidos online (dado o elevado número de formadores vinculados à instituição de estágio), sendo desta forma um inquérito por questionário “auto - administrado”. Foram administrados também inquéritos por questionário aos formandos, pelo mesmo meio, de modo a compreender de que forma as metodologias de ensino dos formadores têm impacto nas suas aprendizagens e quais as suas apreciações quanto ao curso frequentado e ao desempenho do próprio formador. De uma forma sucinta, o inquérito por questionário pode ser visto como
“[…] um instrumento para recolha de dados constituído por um conjunto mais ou menos amplo de perguntas e questões que se consideram relevantes de acordo com as características e dimensão do que se deseja observar.” (Hoz, 1985:58).
Para Giddens (2001:650), o inquérito tem em vista a recolha de dados passíveis de serem “analisados estatisticamente para revelarem padrões ou regularidades”. As vantagens desta técnica prendem-se com a possibilidade de chegar a um maior número de indivíduos, a facilidade no tratamento dos dados e o facto de ser possível efetuar comparações mais exatas entre as respostas dos indivíduos inquiridos. Contudo, comporta também desvantagens, como não ser tão fiável, as respostas obtidas poderem não representar as opiniões reais dos inquiridos, poder haver superficialidade nas respostas, entre outros. O tipo de inquérito por questionário administrado será misto, combinando questões de resposta fechada que permitem aos inquiridos escolher a opção que melhor se adequa à sua opinião, com perguntas de resposta aberta. Esta escolha facilitou o tratamento de dados, porque apesar de as questões abertas permitirem a recolha de uma maior diversidade de dados, por outro lado, tornou mais difícil o seu tratamento e a categorização das respostas, tornando também o processo de resposta ao questionário mais moroso, uma vez que o inquirido levou mais tempo a processar e analisar este tipo de questões. (Almeida & Pinto, 1995).
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Por último foi realizada a análise e tratamento dos dados obtidos nos 102 questionários administrados, através do programa IBM SPSS Statistics. Foi necessário recodificar as variáveis cujas questões eram de escolha múltipla e criar categorias para as questões abertas, após uma leitura atenta de todas as respostas dos inquiridos, de modo a que a leitura dos resultados fosse mais clara. Importa salientar que a análise dos questionários de formadores e formandos foi realizada separadamente, criando duas bases de dados no programa IBM SPSS Statistics com as respostas obtidas. Posteriormente, após o tratamento dos dados de ambos os questionários, foram criadas tabelas e gráficos com recurso ao programa Excel para uma melhor apresentação e análise dos dados obtidos, facilitando assim a leitura e compreensão das respostas obtidas.
Para um melhor entendimento desta etapa de tratamento e análise de dados, segue-se então o capítulo V, onde refiro detalhadamente como decorreu este processo.