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FUSJONEN HAR UTLØST ADMINISTRATIVE GEVINSTER

BIDRAR ORGANISERINGEN AV INNOVASJON NORGE TIL AT MÅLENE NÅS?

10 FUSJONEN HAR REALISERT SYNERGIER

10.2 FUSJONEN HAR UTLØST ADMINISTRATIVE GEVINSTER

De acordo com um estudo na Alemanha, realizado por Kohstall, sobre a eficiência e a eficácia de serviços de prevenção em seguros de acidentes sociais, a formação constitui um grande contributo para o sucesso da prevenção, aliada à implementação das medidas técnicas e organizacionais. É importante a implementação das medidas de prevenção para que se alcancem os resultados desejados (Kohstall, 2008 p. 32).

Um outro estudo, efectuado em pequenas e médias empresas na Tailândia, com o objectivo de ter um conhecimento geral da situação de Higiene e Segurança do Trabalho, focando algumas áreas especificas tais como: condições de higiene e bem-estar, formação em higiene e segurança, estatísticas de acidentes, gestão de segurança, concluiu que o maior

número de acidentes era proveniente de empresas de produção, cuja dimensão em termos de número de trabalhadores era de (150 a 199) incluídas nas médias empresas e do sector de engenharia industrial. Empresas que empregavam menos de vinte trabalhadores e com orçamento baixos foram excluídas do estudo mencionado, uma vez que não era fácil a recolha de elementos. Os elementos essenciais que fizeram parte desse levantamento foram: relatórios de acidentes, investigação de acidentes e inspecção em segurança. Foi concluído também que a formação77 em higiene e segurança foi considerada essencial para prevenir acidentes e doenças profissionais, 85% das empresas tinham política de segurança78 escrita e regras de segurança e 87% das empresas davam a conhecer aos trabalhadores a politica e as regras de segurança. Quando ocorriam acidentes mais de 90% das empresas faziam relatórios e investigavam os mesmos, mas apenas 75,4% faziam tratamento estatístico (Kongtip, et al., 2007 p. 1363).

O estudo de Arocena analisou a relação entre os factores organizacionais e as medidas preventivas e a ocorrência de acidentes de trabalho, concluindo que quanto maior for a intensidade da prevenção de risco, menor a taxa de acidentes, sempre que as acções de prevenção sejam efectivas (Arocena, et al., 2007 pp. 1370, 1382).

Shannon num trabalho efectuado relativo a dez estudos sobre a relação entre factores organizacionais do local de trabalho e a taxa de acidentes, defende que a Segurança e Higiene Ocupacional era vista inicialmente como um fenómeno médico e técnico que poderia ser melhorado com medidas de engenharia e alguma monitorização do local de trabalho. Assim, protecções de máquinas, contenção de contaminantes, monitorização biológica, etc., foram as primeiras medidas de protecção de trabalhadores. Contudo, passada uma ou duas décadas verifica-se que a segurança continua a ser um grande problema e questiona-se o porquê dessa situação. Foram sugeridas várias possibilidades, nomeadamente a mudança de tarefas e da tecnologia. Contudo, estas razões não parecem ser suficientes para explicar o efeito limitado dos esforços de segurança nos anos mais recentes. Na província de Ontário - Canadá, no início dos anos 90, houve alguma redução das taxas de indemnização devidas à perda de tempo no trabalho, contudo, tal pode dever- se à recessão ocorrida neste período, assim também foi demonstrado que há uma relação inversa entre taxas de queixas e taxa de desemprego. Este autor cita Saari, que sugeriu que a partir de um certo ponto a tecnologia só por si não seria suficiente para conseguir melhorias na segurança. Além disso, são os factores organizacionais e culturais que podem ser importantes mas, apesar disso, não foram ainda completamente explorados (Shannon., et al., 1997 p. 204).

Neste mesmo estudo, foram identificadas variáveis significativas consistentemente relacionadas com taxas mais baixas de acidentes, nomeadamente: quantidade de formação baseada na duração da mesma, valorização da força de trabalho, estímulo aos contratos de longa duração, boas relações entre a direcção e os trabalhadores, delegação de actividades de segurança, papel activo da gestão de topo, auditoria de segurança, avaliação de riscos de segurança do trabalho, monitorização de comportamentos de trabalho inseguros, duração

77 Variáveis do Questionário Secção D1.2 78

da formação de segurança, formação de segurança regularmente, rastreio de saúde dos trabalhadores, modificação da tarefa, baixa rotatividade, antiguidade da força de trabalho, boa higiene e controlo seguro do equipamento.

Neste estudo e relativamente aos membros da Joint Helth and Safety Committees, foi apenas encontrada uma variável coerente, referente à quantidade da formação. Assim, uma maior quantidade de formação, baseada na sua duração, foi relacionada com a diminuição da taxa de acidentes. O período de formação foi categorizado com o nível mais elevado, superior a quatro dias (ibid. p.213).

Existe um grande número de estudos que demonstram que atitudes e comportamento estão significativamente associados à prevenção de acidentes. Segundo (Rundmo, et al., 2003 p. 561) uma atitude ideal de comportamento é uma atitude que contribui para a melhoria da segurança, ou seja comportamento de segurança e minimizar a frequência de acidentes ou quase acidentes. Uma atitude não ideal, é aquela que contribui para o oposto.

De acordo com estudos de “Bureau of Labor Statistics” ocorreram no ano de 2006, nos Estados Unidos, 5703 acidentes mortais e 3,9 milhões de acidentes não mortais no local de trabalho. Quando o impacto dos custos com acidentes de trabalho, doenças e mortes, é significativo na economia, torna-se clara a importância do desenvolvimento efectivo de políticas de saúde pública tendentes a aumentar a segurança e saúde ocupacional dos trabalhadores. O conceito de comportamento de segurança pode ser aplicável a qualquer nível da hierarquia, defendendo o envolvimento positivo e activo de supervisores, especialistas em segurança e directores, como controladores administrativos do processo. Da mesma forma as campanhas de sensibilização, de formação em segurança e o equipamento de protecção individual são recursos importantes para o processo (Wirth, et al., 2008 pp. 499,590).

De acordo com o mesmo artigo, foram identificados recursos comuns de segurança comportamental e destacadas algumas fontes importantes de variações entre as diversas perspectivas de intervenção. O maior objectivo é propor e organizar tópicos que ajudem a preencher os conhecimentos fundamentais e evitar lacunas da prática e ajudar os pesquisadores de segurança a conceptualizar e desenvolver estudos que forneçam dados que permitam adoptar ou não práticas específicas associadas ao comportamento de segurança.

Nesse sentido, foram caracterizadas as necessidades de pesquisa em três categorias principais: a primeira referente a vigilância e estudo de caso, cujos inquéritos devem: avaliar a prevalência de abordagens de comportamentos de segurança; identificar as práticas comuns associadas ao comportamento de segurança; avaliar percepções e atitudes individuais em relação ao processo de intervenção; identificar comportamentos específicos de práticas de segurança que estão correlacionados com um desempenho superior de segurança e identificar factores culturais e organizacionais que estejam relacionados com a eficácia da intervenção, tais como os relacionados com política de segurança, estrutura e práticas de gestão, participação dos trabalhadores, avaliação de desempenho e gestão do trabalho; a segunda relacionada com a pesquisa de melhores práticas, que é subdividida:

em identificação e análises de risco; estabelecimento de metas (desenvolvimento de ferramentas que permitam determinar como os trabalhadores podem ser motivados para contribuir para alcançar as metas e como os factores organizacionais influenciam a adesão aos objectivos); formação (sendo importante medir os conhecimentos adquiridos e as medidas de satisfação a seguir à formação e colher quando possível, dados observados antes e depois da formação, para avaliar qual o impacto da formação nos comportamento de segurança e na taxa de danos); observação e medida; feedback do desempenho; prémios e festas, (nomeadamente: programas de recompensas tangíveis como por exemplo bónus monetários ou intangíveis que podem ser louvores, reconhecimento ou festas79, no entanto, esta variável ainda requer mais estudos). A terceira categoria proposta tem a ver com a eficácia da investigação, que se subdivide: em questões metodológicas; cultura e clima de segurança; intervenções integrativas; aplicações sectoriais e avaliação do impacto (Ibid pp. 590,595).

Os denominados “SPI”- (Safety Perfomance Indicators) - Indicadores de Desempenho de Segurança são um tipo de indicadores amplamente usados em instalações de riscos elevados. A IAEA, OCDE e outras organizações internacionais desenvolveram abordagens que promovem o uso de indicadores que se centravam mais no desempenho operacional, mas alguns deles também se dirigiam aos aspectos organizacionais e de cultura de segurança (Mengolini, et al., 2007 p. 243). A selecção de indicadores é um esforço positivo, pois contribui para a melhoria do desempenho, os indicadores não são estáticos e podem ser adaptados às condições operacionais. Um elevado nível de segurança é o resultado de uma complexa interacção entre um bom projecto, segurança operacional e o desempenho humano. É indispensável um compromisso geral entre o desempenho humano a organização e a direcção da segurança. Dos vários estudos propostos pelas mesmas organizações, fazem parte indicadores além dos relacionados com operação e desenho do processo, também indicadores relacionados com atitudes positivas, com prevenção de segurança, cultura de segurança. Foram encontradas algumas limitações para pequenas empresas com poucos recursos devido ao facto dos indicadores reflectirem medidas efectivas de cultura de segurança (ibidem p.243,244).

Uma grande mudança no paradigma da segurança ocorreu nos últimos trinta anos, desde aspectos puramente técnicos, que será considerada como sendo a primeira idade da segurança, até aos factores humanos, considerados como a segunda idade da segurança e mais recentemente é o aumento do papel desempenhado pelos factores organizacionais que constitui a terceira idade da segurança.

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Fig. 20 Desenvolvimento cronológico do conceito de segurança, adaptado de (Mengolini, et al., 2007)

Aspectos da cultura organizacional e da cultura da segurança, podem fornecer indicadores preciosos do conhecimento da segurança da organização. O desenvolvimento de indicadores adequados torna-se crucial na prevenção de acidentes pois podem fornecer alertas antecipados de que há processos críticos que não estão a trabalhar como deviam. A problemática da segurança é que o sucesso de prevenção não é visível, principalmente por não trazer retorno sob a forma de lucros para as empresas, dando-se preferência a canalizar recursos para a melhoria da produtividade que dão resultados mais rápidos (ibid p. 244).

Além disso, um foco desequilibrado na produção ou eventos mensuráveis, como por exemplo ocorrência de incidentes, pode levar a ideia que segurança e prevenção não são importantes. Por conseguinte, há a necessidade de informação objectiva e imparcial acerca de condições reais dentro da organização. Embora isto seja uma tarefa difícil, pode ser conseguida através do desenvolvimento de indicadores. A formação é um exemplo que pode comprovar que é relativamente fácil aumentar o esforço de formação em segurança aumentando o número de dias de formação, atribuída ao staff. Contudo, mais importante do que isto será a qualidade da formação e os conteúdos apropriados assim como a natureza e a diversidade da formação, para que esta seja verdadeiramente eficaz. Por esta razão, os indicadores devem ser concebidos tendo em conta não só elementos quantitativos mas também elementos qualitativos para medir a eficácia do desempenho (ibid p.245). Cada organização deve adaptar a escolha de indicadores para que eles sejam consistentes para um contexto específico (Ibid p 246). A metodologia é baseada num sistemático processo de aproximação aos objectivos de segurança80.

O desenvolvimento de indicadores relacionados com factores humanos e organizacionais têm vindo a ser reconhecidos como indispensáveis para aumentar a segurança,

80

Variáveis do Questionário Secção C.2.2

1970 1980 1990 2000 2010 Ano Factores Organizacionais Cultura de segurança Factores humanos Técnicos

1ª Idade 2ªIdade 3ª Idade Seveso TMI Chernobyl Columbia Davies - Besse Tokaimura

confirmando a mudança do paradigma da segurança relacionado apenas num foco técnico para um foco na organização como um todo. Em primeiro de tudo o pessoal chave precisa de estar envolvido em grupos de discussão para identificar actividades que podem ser importantes para atingir objectivos específicos de segurança (ibid p.251, 252).

Segundo (A.M.Makin, et al., 2007 p. 935), os benefícios de usar, sistemas de Gestão de Higiene e Segurança Ocupacional têm vindo a ser tipicamente restritos a grandes empresas, organizações multinacionais e frequentemente ao sector de produção. Transferir esses benefícios para um negócio pequeno tem sido difícil devido à burocracia do sistema. A identificação de perigos e as suas correspondentes medidas de controlo fornece o fundamento para um programa de segurança e determina o âmbito, conteúdo e complexidade de um Sistema de Gestão Segurança e Saúde Ocupacional com sucesso. Técnicas para lidar com perigos no local de trabalho referidas no mesmo estudo passam por: local seguro, pessoas seguras e sistemas seguros. A estratégia para um local seguro está sustentada pela avaliação de riscos e aplicação do controlo hierárquico, também inclui a preparação de situações de emergência, assim como monitorização e avaliação da eficácia das soluções. Estas técnicas são mais efectivas quando o perigo é previsível e há informação abundante acerca dos potenciais problemas. A flexibilidade e a adaptabilidade desta abordagem representa algum mérito, contudo existe também algumas limitações: duração e intensidade do risco e a percepção do risco, pois varia de individuo para indivíduo e podem ser influenciadas pelos seguintes factores: o que se conhece do risco, incluindo implicações futuras; o actual nível de controlo, entre outras. A estratégia para pessoas seguras envolve técnicas relacionadas com o dotar as pessoas com conhecimentos para prevenir potenciais cenários e risco, campanhas de sensibilização de potenciais riscos ou mesmo dar conhecimento de experiências que tenham ocorrido relacionadas com recuperação de doenças. Devido à complexidade do tema associado a factores humanos, foi listado um grande número de opções salientando-se entre eles: bom critério de selecção dos trabalhadores; formação e reciclagem de formação, formação contínua; política de comunicação; sensibilidade para as diferentes faixas etárias, uso de equipamento de protecção individual, entre outros. A estratégia para sistema seguro passa por: política de segurança; critério para selecção de fornecedores; matérias-primas e equipamento (ibid,p. 939-941).

CAPÍTULO 7. DIFERENTES MODELOS QUE CONTRIBUEM