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Er Bissojohka og Porsáŋgu opprinnelige Borsi-navn?

In document DIEĐUT 1 | 2021 (sider 144-154)

opphav i borsi? 1

4 Er Bissojohka og Porsáŋgu opprinnelige Borsi-navn?

A seleção dos alunos foi realizada, considerando-se a conjugação das seguintes variáveis:

a-) turnos da Unidade I;

Devido à organização da escola, no turno da manhã, não há alunos de 1º ano – funcionam 30 turmas, sendo 24 de alunos do 3º ano e 06 de 2º. São adolescentes dentro da faixa etária escolar, com algumas pequenas exceções, já que a reprovação significa transferência de turno e até mesmo de unidade de acordo com as regras da própria escola.

A fala dos professores, gestores e dos próprios alunos me habilita a inferir que neste turno há um clima escolar diferente dos outros, pois os alunos, por já freqüentarem a escola pelo menos há um ano, já estão “mais disciplinados”, já absorveram as regras escolares, têm mais autonomia.

No turno da tarde, não há alunos de 3º ano – funcionam 30 turmas, sendo 24 de alunos do 1º ano e 06 de 2º. Os alunos do 1º ano são adolescentes, recém formados no ensino fundamental, sem história de reprovação e de abandono escolar, já que diante da falta de vagas para esse nível de ensino, a SEE/MG adota como prioridade a matrícula de alunos com essas características.

Segundo afirmam os alunos, funcionários, professores e gestores é um turno que exige uma rigidez maior quanto à disciplina porque os alunos chegam à escola encantados com espaço físico do qual querem usufruir a todo custo: explorando-o, estabelecendo relações sociais, realizando eventos culturais e de lazer, cabulando aulas.

Porque o problema aqui é que eles querem colocar os alunos no turno da manhã, mas nem sempre isso é possível. O 2º grau. (...) Porque são crianças, são alunos jovens, mais novos que não têm uma história de repetência e também é colocado que é um turno onde os alunos melhores se concentram. Eles acordam cedo, já vêm para a escola e à tarde eles também aproveitam com atividades de estudo. Então, é um turno onde os alunos aproveitam mais sua vida escolar.

Entrevista Gestores, Nara

Eu acho que apesar de tudo, da violência que tá aí, porque tem muita violência, né, que aqui dentro mesmo a gente ouve falar, à noite, porque o aluno da noite é mais perigoso, né. Aqui durante o dia, a gente não ouve falar muito de violência, que os alunos comparecem mais escola, que querem mesmo estudar, entendeu que o professor não reclama muito dele. Só a noite que tem muita reclamação eu acho que aqui ainda é melhor ainda, eu acho, não é por trabalhar aqui.

Entrevista Gestores Rita

(...) e aqui quase que praticamente você só pega o 1o ano então é aquele período de ajuste, dá uma ajustada nos meninos e vai, o ideal daqui que eu acho é o 2o ano, 2o ano é muito bom, pela manhã você pega os meninos já ajustados né, ele ainda não tá naquele drama do vestibular e eles já estão com um nível melhor, porque né, porque os piores ficam à tarde, os alunos da manhã são bem melhores, bem responsáveis então 2o ano é muito bom, então é o que todo mundo chega e pede primeiro, não tem sobrado muito não toda vez que eu pedia, fiquei uns anos mas, agora tá difícil de conseguir, porque todo mundo quer (...)

No turno noturno, os alunos são jovens e adultos com história de múltiplas reprovações e de abandono escolar. Os professores, um número significativo sem vínculo efetivo com o estado, se apresentam desmotivados e há alto índice absenteísmo dos alunos.

Talvez essa realidade se explique pela baixa expectativa que os professores têm dos alunos e a baixa expectativa que os alunos têm dos professores e da escola, o que deduzo a partir da análise de alguns fragmentos da entrevista da supervisora responsável por esse turno, há um ano, que afirma que poucos professores, que trabalham nesse turno, “esperam que o aluno consiga aprender” e explica:

Em relação aos alunos ela afirma que o projeto de estudos deles é

As salas de aula nos primeiros horários se encontravam bastante vazias em função dos atrasos constantes dos alunos e nos últimos horários em função dos alunos deixarem a escola logo após o intervalo.

b-) séries;

A partir de observações e conversas com professores, funcionários, alunos e pais, durante a permanência na escola, antes da seleção dos atores do processo educativo escolar, parti do pressuposto de que o tempo escolar no Estadual Central poderia interferir na configuração do habitus escolar do aluno, o que pude comprovar durante as entrevistas. Outro fator que determinou a conjugação dessa variável foi a faixa etária dos alunos – trajetória escolar - que

É, porque aqui, querendo ou não, a gente prepara o aluno para fazer o vestibular e os da noite são poucos os que vão fazer vestibular. Eles querem mesmo é o certificado de conclusão do ensino médio principalmente para arrumar um emprego, isso é que eu acho.

Entrevista Gestores, Gal.

(...) trabalhar, principalmente os alunos da noite, alguns querem seguir uma carreira universitária, mas a maioria eles querem um trabalho, eles querem estudar um pouco mais para arrumar um trabalho melhor.

também pode ser responsável pela configuração de seus gostos, expectativas e desejos.

c-) sexo;

O gênero já foi um constituinte muito forte na configuração da representação de aluno construída pelos professores e até mesmo pelos alunos. Assim as garotas eram, em sua maioria, consideradas como mais estudiosas, mais dedicadas, mais educadas, mais obedientes - cadernos mais organizados, letras mais bonitas, trabalhos mais apresentáveis, notas melhores, maior tendência à submissão às regras, menor índice de faltas às aulas. Embora essa representação esteja sendo desconstruída paulatinamente, uma vez que o gênero é fundamentalmente uma construção social - e, portanto, histórica e plural, como defende Louro (1992) e as mudanças econômicas, sociais e culturais aceleradas têm influenciado na construção de novos conceitos de feminino e de masculino - vemos hoje uma indignação dos professores diante das “atitudes” das alunas (modo de falar, uso do vocabulário e vestuário, modo de se assentar, participação em agressões físicas a colegas, dentro outros, ou seja, habitus) - parti do pressuposto que na realidade mineira a formação das meninas ainda mantém um certo caráter conservador o que certamente poderia configurar habitus diferente no seio da família e na escola e influenciar, portanto, em suas representações

Sousa e Altmann (1999), baseadas em Scott explicam:

(...) o gênero, ao enfatizar o caráter fundamentalmente social das divisões baseadas no sexo, possibilita perceber as representações e apresentações das diferenças sexuais. Destaca, ainda, que imbricadas às diferenças biológicas existentes entre homens e mulheres estão outras social e culturalmente construídas.

Então o primeiro ano é a luta, a depredação é tudo. O segundo ano, 50% desse que entrou já começa a perceber, mas de 50% tá muito rebelde ainda No terceiro ano ele já começa a criar expectativa dele de cursos, de fazer isso, aquilo ou de profissão, não sei o que. Vai amadurecendo mesmo. Ele passou por aqui três anos, alguma coisa tem que mudar mesmo. Então, aí ele começa a respeitar a escola e ele está saindo.

Dessa maneira, a ênfase dada pelo conceito de gênero à construção social das diferenças sexuais não se propõe a desprezar as diferenças biológicas existentes entre homens e mulheres, mas considera que, com base nestas, outras são construídas.

Nesse sentido, Bourdieu (1995) lembra que o mundo social constrói o corpo por meio de um trabalho permanente de formação e imprime nele um programa de percepção, de apreciação e de ação. Nesse processo, as diferenças socialmente construídas acabam sendo consideradas naturais, inscritas no biológico e legitimadoras de uma relação de dominação.

d-) desempenho escolar;

Considerando a conjugação dessas variáveis, foram selecionados alunas e alunos que apresentam bom, médio e baixo desempenho. Como o bom desempenho dos alunos é avaliado pelas notas, contei com a indicação dos professores e com as fichas individuais de aproveitamento dos alunos.

A apresentação de alguns dos candidatos à entrevista ficou a cargo da decisão do próprio aluno das turmas que os professores indicaram como heterogêneas, levando em consideração o desempenho dos alunos. Fui até as turmas, conversei com os alunos, expliquei os critérios utilizados para a seleção e eles se apresentaram. Contudo, outros sujeitos – integrantes das duas chapas que concorreram ao Grêmio do Colégio – foram abordados por mim, no pátio, durante a semana de campanha e, após algumas conversas, aceitaram meu convite para participar da pesquisa. Esses alunos foram abordados em função do desempenho escolar, que eu já conhecia em função de informações dos professores, dos gestores e dos próprios colegas e em função de seu desempenho político, que não caracterizava outros alunos já entrevistados.

Na seleção dos alunos, há de se considerar que

(...) Para alguns, a escola continua um processo cultural no qual se identificam, mesmo se reagem às suas exigências ou têm problemas de aprendizagem, de adaptação, ou, ainda, quando a escola desconsidera, nos procedimentos que adota, suas necessidades ou as características de seu desenvolvimento. Com esta colocação, não se pretende minimizar as dificuldades postas pela escola a estes alunos, nem sua angústia e de seus pais. Queremos, entretanto enfatizar que estas não implicam, necessariamente em sua exclusão, mas na construção de estratégias que lhes permitam dar continuidade a espaços, naturalizados como de sua pertença. (Madeira, 1998, p.241)

1.6 Perfil dos alunos

Foram sujeitos da pesquisa 10 alunos e 07 alunas, sendo 09 alunos do 2º ano, 05 alunos do 3º ano e 3 alunos do 1º ano, cujas idades variam entre 15 e 19 anos – 01 aluno tem quinze anos; 04 têm dezesseis anos; 05 dezessete anos; 06 dezoito anos e 01 dezenove anos. A média de idade dos alunos é, portanto, 17,1.

Três alunos são filhos únicos; treze alunos têm entre 01 e 02 irmãos e um tem uma família de 5 irmãos, sendo quatro apenas por parte de pai.

Dezesseis nasceram na capital, um não informou a naturalidade. Todos são solteiros, sem filhos, oito moram com os pais, quatro apenas com a mãe, três com os avós e um com a tia.

QUADRO 3.14

– CARACTERIZAÇÃO SÓCIO-DEMOGRÁFICA – ALUNOS

ALUNO

ALUNA TURNOSÉRIE RESIDENCIALBAIRRO IDADESEXO NATURALIDADE ESTRUTURAFAMILIAR*

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