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The diversity of gut microbiota in Atlantic salmon and other fish species

5. Microbiota in fish intestine

5.1 The diversity of gut microbiota in Atlantic salmon and other fish species

Quero deixar registrado que KOINONIA é um parceiro. Tanto KOINONIA e o GVTR além de compor com idéias também ajudam no trabalho braçal. Os municípios os chamam para fazer capacitação. Eles não só dão idéias, mas eles fazem as oficinas. Os municípios convidam essas entidades para ensinarem como trabalhar com igrejas... Nesse sentido, KOINONIA é co-produtora dessa forma adequada de fazer e de um jeito muito forte. Assim como nas Afro-Brasileiras quem faz esse papel é o GVTR.

ANEXO D

Entrevista com a Enfermeira Maria do Carmo Sales Monteiro (Organizadores do GT Religiões)

São Paulo, 05.12.2009

1-Por que o GT escolheu utilizar o caderno de KOINONIA nas oficinas com religiosos? 2-Que resultados práticos para a prevenção do HIV/AIDS destacariam no uso do caderno? 3-Quais as dificuldades de utilizar o caderno no ambiente público?

Quando você me procurou sobre a entrevista para dissertação, eu fiquei pensando quando surgiu o GT Religiões e de quem foi a idéia de criá-lo. Eu acho que a própria Paula Sousa teve a idéia de criar o GT. As coisas começaram a partir de uma necessidade de introduzir um olhar diferente na saúde, um olhar sobre a dimensão espiritual e religiosa de seus pacientes, usuários, clientes. Esse era o meu desejo no trabalho. Contudo para a instituição se pensava como trabalhar a questão da prevenção da AIDS nas religiões de matriz africana.

Fui mais despertada para essa temática por causa de um Seminário Encontro de Religiões Afro Brasileiras AIDS e Ação, em Fortaleza, em maio de 1999. Eu entrei no Programa Estadual de AIDS de São Paulo em 1998. Nesse mesmo período conheci o pessoal de Carapicuíba e estávamos desenvolvendo o projeto com comunidades em situação de pobreza. No meio disso ocorreu essa experiência em Fortaleza. Ali eles apresentaram outro jeito de fazer saúde. O projeto desenvolvido lá era apoiado pelo Ministério da Saúde, com a Secretaria Estadual de Saúde do Ceará, o Instituto de Antropologia de Fortaleza e as Casas de Umbanda. Na verdade o projeto tinha um olhar antropológico, pois desenharam um projeto junto às Casas de Umbanda na intenção de prevenção de AIDS nas Religiões de matriz africana. A preocupação era por causa dos rituais envolvendo o uso de sangue, a falta de condições no acesso dessa população ao uso do preservativo e a dificuldade de acesso ao diagnóstico da doença. O pessoal da Umbanda começava a conversar com seus Orixás para que manifestassem em relação a esse trabalho com AIDS nas Casas de Umbanda.

Esse projeto gerou uma coisa lindíssima que foi um material especial no qual os Orixás falavam sobre a AIDS. Gerou também as Casas de Aconchego que eram casas de sapê dentro dos terreiros de Umbanda. Nesse local eram acolhidos os doentes de AIDS, depois de terem recebido os tratamentos médicos e lá recebiam cuidados necessários das entidades e do pessoal das Casas de Umbanda. Lá também recebiam os psicólogos e os assistentes sociais. Nesses lugares foram formados os agentes multiplicadores para trabalhar as questões sobre a

AIDS e também se tornaram espaços para distribuição de preservativos. Foram feitas embalagens especiais de preservativos diferentes para o uso do público masculino e feminino, com mensagens espirituais para o público. Era uma coisa bonita, um projeto muito lindo. Peguei todo esse material e fui para São Paulo não sabendo ainda como aplicar.

Nosso trabalho não começou pensando as religiões em um todo, mas nas religiões afro brasileiras. O primeiro campo que começamos a trabalhar foi em Carapicuíba por causa do Reginaldo um dos agentes multiplicadores. Ele era um portador do vírus e freqüentava uma Casa de Candomblé. Naquela época eu estava como técnica de prevenção na Coordenação Estadual e desenvolvia um projeto com populações em situação de pobreza. Em uma das nossas conversas pensamos em fazer uma oficina nos moldes do Seminário no Ceará. O objetivo da gente era fazer uma cartilha com linguagem própria para essa população, instalar os bancos de preservativos... Não sabíamos bem como começar.... Pensamos então um encontro para conversar com os Pais de Santo. Reginaldo foi de Casa em Casa e foi convidando os Pais de Santo para participar do encontro. Em 1999 fizemos esse primeiro encontro que foi um sucesso. Totalmente diferente daquilo que eles faziam até então. Não foram palestras, não foram aulas, mas foi um processo vivencial e a gente utilizou o espaço para essas pessoas se colocarem. A idéia era que a partir dali fossem ampliadas as ações, chamando mais pessoas, mais casas e começássemos a pensar em algum trabalho... O que posso fazer em minha Casa? Eu trabalho com saúde em minha Casa e o que posso fazer? O Projeto de Carapicuíba continuou e foi assim que o Babalorixá Celso Ricardo de Oxaguián entrou na AIDS através desses grupos que juntavam as Casas.

Desde 1999 até 2001 tivemos muitas dificuldades de ampliar nossas ações nas religiões. Não conseguimos lançar o vídeo, nem editar a cartilha, não saiu as coisas que nós pretendíamos... mas ampliamos a nível de Estado a forma de gestão do preservativo, ampliamos o projeto da atenção básica...

Aí assumi a Gerência da Prevenção do Estado entre 2001 e 2002. Nesse período acontecem outras capacitações de agentes multiplicadores para Casas Religiosas. Eu conheci a Paula Sousa em um desses eventos que havíamos planejado. Depois a Paula entrou no CRT como técnica contratada. Quando assumi a gerência achei que a Paula Sousa era a pessoa adequada para conduzir os trabalhos com religião e AIDS. Estávamos naquele momento em outro patamar, com um olhar mais diferenciado. Pensávamos não mais em trabalhar apenas com as religiões afro brasileiras, mas tentar ampliar essa ação para as outras religiões. Nessa caminhada compreendemos que o processo de aprendizagem se dava de forma inversa. As religiões também ensinavam aos profissionais de saúde. Elas nos ensinaram a ver saúde de forma diferente. A junção entre Religião e AIDS não era para ensinar a religião como prevenir a AIDS, mas compartilhar esse olhar diferenciado sobre saúde que inclui a espiritualidade dos pacientes. Foi daí que surgiu a idéia do GT Religiões. Um grupo de trabalho abriria a porta para todo mundo.

A idéia de montar o GT foi da Paula Sousa. Conseguimos convencer a Direção da Coordenação Estadual, o Dr. Artur Kalichman e a Maria Clara Giana, para apoiar à formação do GT. A direção já estava aberta para novas propostas e nunca colocaram obstáculos. Como

estava na Gerência da Prevenção simplesmente autorizei a implementação do GT Religiões do Estado de São Paulo. Foi um início meio solitário no trabalho, pois não havia muito interesse nessa área. A dificuldade apresentada foi as pessoas priorizarem o que era específico mesmo da saúde como o trabalho médico, a medicação, os exames... é um luxo poder trabalhar religião e AIDS!A gente começou pensando em cima da experiência do Ceará que era assistência e prevenção. Eu vim de uma formação que justamente rompia com a dicotomia entre assistência e prevenção, entre prática e teoria, as coisas se complementam e não estão separadas. O GT tinha como propósito provocar uma discussão sobre AIDS e Religiões e trocar idéias, trocar experiências. O GT em si vai fortalecer as pessoas através de um trabalho em rede. Quando a gente fala em religiões identificamos grupos poderosos economicamente e outros não tão fortes assim. Esses grupos mais frágeis não têm condições de comunicação. Então uma rede ajuda nesse sentido, um ajuda ao outro.

A gente entrou também em um terreno complicado: nas rivalidades, nas contradições, nas divergências relacionadas ao tema da religião. A gente tinha que manter um lugar possível para sentar juntos. Por isso o tema AIDS e saúde tinham que ficar acima mesmo em nossos encontros. Acho que isso tornava gostoso participar do GT. Nesse período de 2003 eu já estava saindo da gerência.

ANEXO E

Entrevista com o Reverendo Wanderlei Kirilov

(Liderança Religiosa integrante do GT Religiões e pastor da Igreja Presbiteriana Independente de Piracicaba, São Paulo)

13.12.2009

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1- Por que você utiliza o Caderno de KOINONIA em seus trabalhos com sua comunidade de fé?

2-Poderia falar de alguma experiência na qual o caderno auxiliou nas questões de HIV/AIDS em sua comunidade religiosa?

3-Teria alguma experiência que considerou negativa no uso do caderno de KOINONIA em seu trabalho junto a sua comunidade?

1- Porque você utiliza o caderno de KOINONIA AIDS e Igrejas em sua comunidade