4. Teoretiske perspektiver
4.3 Den epidemiologiske ulykkesmodell
Antes de abordar o BPMS, ou sistema de BPM, é importante apresentar alguns conceitos que envolvem os sistemas de informação que dão apoio à gestão. Na grande maioria das vezes, os sistemas mais atuais, propostos a partir de década de 1980 com a filosofia de cliente servidor já traduzem a principal idéia do BPM que é a integraçaõ das informações (DE SORDI, 2008), além disto, os sistemas de gestão atuais, também apresentam suas rotinas internas orientadas para gerenciamento e integração dos processos organizacionais, como é o caso do sistema ERP, que será detalhado mais adiante, acompanhado da apresentação de outros sistemas que fazem parte da realidade do conjunto de sistemas que atendem às necessidades da organização, entre eles o BPMS que é o sistema específico para integração, gestão e monitoramento dos processos.
A quantidade de sistemas de informação existentes nas organizações, quando não realizada a integração dos dados de forma sistemática podem causar duplicidade de informações, ou retrabalho, dificultando o processo de tomada de decisão e diminuindo a eficiência operacional (DE SORDI, 2008; BALDAN et al, 2007) .
Os Sistemas de Informação (SI) podem ser definidos como componentes que se relacionam entre si, atuando em conjunto para coletar, processar, armazenar e prover informações para dar apoio à tomada de decisão, a coordenação e ao controle da organização e seus processos (LAUDON, LAUDON, 2004).
Através dos Sistemas de Informação que operam sobre uma infra-estrutura de redes de comunicação e banco de dados, em compartilhamento com uma série de aplicações, pensar numa arquitetura para integração desses recursos é uma passo importante na viabilização da integração dos processos (CAMEIRA, 2003).
Entre os Sistemas de Informação para suporte aos processos organizacionais, destacam-se os sistemas ERPs (Sistemas Integrados de Gestão Empresarial), que
“essencialmente informatizam o fluxo de informações ao longo de processos” (PAIM, 2007,
p. 60), e que segundo Sousa Neto et al (2008) estes sistemas pretendem garantir a orientação para processos, através da integração de vários módulos orientados aos diversos setores da empresa.
Além dos sistemas ERPs uma série de outros sistemas que apoiam a gestão estão disponíveis no mercado. O Quadro 04 relaciona os mais citados (DAVENPORT, 2000; KALAKOTA, ROBINSON, 2001; SHAW et al, 2000 apud CAMEIRA, 2003).
Quadro 04: Sistemas de Informação para gestão
SIGLA NOME FINALIDADE
ERP Enterprise Resource
Planning Sistema Integrado de Gestão Empresarial
SCM Supply Chain Management Sistemas de planejamento e otimização da função produção e sistemas de gestão de logística de transportes
SEM Supplier Relationship
Management Sistemas de Gestão para o Relacionamento com Fornecedores CRM Customer Relationship
Management Sistemas de Gestão do Relacionamento com o Cliente PDM Product Development
Management Sistemas de Gestão do Ciclo de Vida dos Produtos EIS Entreprise Information
Systems Sistemas de Apoio à Decisão
BSC Balanced Scorecard Sistemas de Apoio à Decisão baseados no BSC
DM Datamining Sistemas de Apoio à Decisão baseados na Mineração de Dados BI Business Intelligence Sistemas de Apoio à Decisão, também conhecidos como Sistemas
de Inteligência dos Negócios. KMS Knowledge Management
Systems Sistemas de Gestão do Conhecimento GED Sistema de Gestão
Eletrônica de Documentos Gerenciamento eletrônico de documentos, dados e imagens.
WF Workflow
Sistema de Automação de Processos, que podem integrar os diversos Sistemas de Informação da Gestão existentes (ERPs, SCM, CRMs, etc.)
BMPS
Business Process Management Systems
Sistema que automatiza o ciclo de vida de processos de negócios, permitindo a integração entre todas as atividades que compõem o processo, facilitando o fluxo de informações dentro da empresa. Fonte: Adaptado de Cameira (2003)
Diante da diversidade dos Sistemas de Informação disponíveis e da infinidade de recursos tecnológicos oferecidas pelo mercado, as organizações demandam soluções eficazes para integração dos seus SIs (DE SORDI, MARINHO, 2007).
Arif et al (2005) advertem que as soluções de TI devem ter como foco principal os processos de negócio e a sua integração e não devem impor restrições ao desenvolvimento de processos.
Atualmente os sistemas corporativos como os Sistemas de Gestão Empresarial - ERP (Enterprise Resource Planning), os Sistemas de Gestão da Cadeia de Suprimentos - SCM (Supply Chain Management), os sistemas de Gestão do Relacionamento com o Cliente - CRM (Customer Relationship Management), entre outros, realizam a intregração entre seus diversos subsistemas, suas aplicações para web, e outros sistemas de apoio à decisão, como o BI (Business Intelligence) através da integração via banco de dados (DE SORDI, MARINHO, 2007).
Algumas ferramentas facilitam este processo de integração entre os sistemas de gestão, entre elas, pode-se citar: a ferramenta EAI (Enterprise Application Integration), o
Middleware e o ETL.
A ferramenta para Integração de Aplicações do Negócio (EAI) é referência para o desenvolvimento de softwares, servindo como princípio para arquitetura no processo de integração de aplicações corporativas. Ela cria um ambiente de integração onde permite: trabalho com aplicações baseadas em componentes; computação distribuída; falicilitar processos direcionados a eventos; gerar baixo acoplamento entre funções/ processos; fazer o gerenciamento do fluxo de trabalho; trazer a padronização de interfaces; acesso à internet; criar sistemas de apoio à decisão, entre outras aplicações (DE SORDI, 2008).
Segundo Carvalho (2005) Middleware é o neologismo criado para designar as camadas de software que não constituem diretamente aplicações, mas que facilitam o uso de ambientes ricos em tecnologia da informação. Em outras palavras, um Middleware é um programa de computador que faz a mediação entre outros softwares, seu objetivo é mascarar a heterogeneidade entre os sistemas e fornecer um modelo de programação mais produtivo para os desenvolvedores de soluções de SI.
A ferramenta ETL (Extration Transformation and Loading) é capaz de se comunicar com diferentes bases de dados, lendo arquivos de diferentes formatos, e tem como
objetivo “tornar os dados de seus clientes disponíveis, na forma desejável, dentro de um curto espaço de tempo e com pouco esforço” (DE SORDI, 2008, p. 161).
De Sordi (2008) explica que existem diversas técnicas de integração entre as soluções de TI e os processos organizacionais, onde cada técnica de integração possui suas vantagens e desvantagens, cabendo a organização escolher qual a técnica mais adequada ao seu perfil e a cada nova demanda de soluções de TI, manter sua integração com os processos. Logo, o mais importante é integrar os sistemas de forma a facilitar a integridade dos dados e acompanhamento dos processos.
Neste contexto é importante ressaltar que as organizações além de adiquiriem sistemas de apoio ao processo de gestão, que dêem suporte e auxiliem no gerenciamento dos seus processos de negócio, devem sistematizar a integração dos dados para obter o máximo de desempenho de cada uma destes sistemas.
O BPMS, ou sistema para gerenciamento de processos de negócio são mais que um Sistema de Informação que suporta a gestão da informação, eles estão centrados, primordialmente no auxílio e gerenciamento dos processos (OULD, 2005 apud PAIM, 2007).
Em outras palavras, conforme Capote (2011, p. 206) um BPMS “é um ambiente integrado de componentes de software que automatizam o ciclo de vida de processos de negócios, desde sua concepção e modelagem inicial, passando pela execução e monitoramento, até a
incorporação de melhorias, inclusive com a possibilidade de simulação”.
Aurora (2005) define o BPMS como o conjunto de várias plataformas que trabalham em conjunto e em sincronia, fazendo analogia a uma orquestra, onde todos os sistemas e pessoas envolvidos, osquestram os processos de negócio de forma a facilitar a visibilidade e o controle pelos gestores da empresa.
Cruz (2008) define o BPMS como um conjunto de softwares, aplicações e ferramentas de tecnologia da informação que possibilitam a implantação do BPM, integrando em tempo real, todos os envolvidos na cadeia de processos.
Para Chang (2006) os sistemas de BPM permitem que as empresas padronizem seus processos e facilita a mensuração do gerenciamento por processos, conferindo à organização as seguintes capacidades:
Envolvimento mais próximo entre as equipes de negócio e de TI no desenho de
processos de negócio para execução via sistemas BPMS;
Habilidade de integrar pessoas e sistemas que participam do processo de
negócios da empresa;
Possibilidade de simular novos processsos para o redesenho de processos,
visando otimização na implantação;
Capacidade de monitorar, controlar, e melhorar os processos de negócio em
tempo real.
No mercado existem diversos tipos de sistema de BPM, mas segundo Capote (2011) o sistema de BPM deve suportar basicamente o ciclo de vida do gerenciamento de processos de negócio da forma mais abrangente possível, tratando desde a modelagem de processos até a sua execução e monitoria em tempo de realização. Este ciclo de vida do BPMS pode ser visualizado na Figura 05.
Figura 05: Ciclo de vida de BPMS
Fonte: Capote( 2011, p. 215)
Além de compor o ciclo de vida de BPM, a ferramenta de BPMS, conforme De Sordi (2008), precisa atender a necessidade de aglutinação das diversas ferramentas e outros sistemas existente na organização para garantir a integridade dos dados.
Montanini et al (2008) explicam que os sistemas de BPM não só auxiliam a empresa a controlar melhor seus próprios processos, como também a redefiní-los, se necessário. Esses sistemas fornecem ao usuário maior controle sobre a automação de processos, possibilitando aos analistas de processos um cenário mais claro para se trabalhar. Segundo Elzinga et al (1995) as soluções de BPM servem, ainda, para medir, analisar e aperfeiçoar a gestão do negócio e dos processos de uma empresa, automatizando fluxos, de forma rápida e simples.
A tecnologia de suporte ao BPM está disponível no mercado de diversas formas, cabe ao profisssional de processos juntamente ao profissional de TI, escolhar a ferramente que se adeque ao perfil da organização e viabilize não somente o gerencimento por processos mas a integração de dados.