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Oppleves den faglige strukturen som hensiktsmessig for å nå

13.1 Sentrale funn i evalueringen

13.1.1 Oppleves den faglige strukturen som hensiktsmessig for å nå

O modelo de criação de conhecimento de Nonaka e Takeuchi (1997) está ancorado no pressuposto de que o conhecimento humano é criado e disseminado, compartilhado e expandido, por meio da interação social entre os conhecimentos tácito e explícito. A essa interação, os autores dão o nome de "conversão do conhecimento". Baseados nessa premissa, os autores apresentam quatro modos diferentes de conversão do conhecimento, o chamado modelo SECI: socialização, externalização, combinação e internalização.

A socialização (do conhecimento tácito em conhecimento tácito) é o processo de criação de conhecimento tácito a partir do compartilhamento de experiências. A partir da socialização, os modelos mentais dos membros da organização podem ser reorientados para uma mesma direção, sem nenhuma imposição. A interação social, através de experiências e habilidades técnicas compartilhadas, produz novos conhecimentos tácitos entre os indivíduos que participam dessa interação. A socialização é responsável por desenvolver um campo de interação, que facilita o compartilhamento das experiências vivenciadas e dos modelos mentais dos indivíduos na organização (NONAKA; TAKEUCHI, 1997).

A externalização (do conhecimento tácito em conhecimento explícito) é a etapa pela qual o conhecimento tácito é articulado e expresso em forma de conceitos, modelos, analogias, metáforas ou hipóteses. É provocado pelo diálogo e pela reflexão coletiva. Para isso, utiliza a combinação dos métodos de indução e dedução. Os autores consideram a externalização a chave para se criar o conhecimento, pois ele propicia o surgimento de novos conceitos, que podem ser explícitos a partir do conhecimento tácito. Os novos conceitos nascem quando os membros da organização são estimulados a articular o conhecimento tácito oculto de cada um, mas que normalmente é difícil de ser compartilhado (NONAKA; TAKEUCHI, 1997).

A combinação (do conhecimento explícito com o conhecimento explícito) é o processo pelo qual os conceitos são sistematizados e transformados em um sistema de conhecimento. Esse processo envolve a combinação de conjuntos diferentes de conhecimento explícito, que propicia a troca de conhecimentos através de meios como documentos, reuniões, conversas ao telefone ou redes de comunicação computadorizadas. Pode ser realizada através da educação e do treinamento formal em organizações de ensino. No contexto dos negócios, pode ser realizada por meio do uso criativo de uma rede de informações ou de um banco de dados computadorizado (NONAKA; TAKEUCHI, 1997).

A internalização (entre o conhecimento explícito e o tácito) acontece quando o indivíduo se apropria do conhecimento explícito e o incorpora. Esse conhecimento passa a ser tácito, quando internalizado nas bases do conhecimento dos indivíduos sob a forma de modelos mentais, por meio da verbalização e da diagramação, de documentos, manuais ou histórias orais. Os autores destacam a importância da documentação, pois ela ajuda os indivíduos a internalizarem suas experiências e facilita a transferência do conhecimento explícito para os outros indivíduos. Após a internalização, o conhecimento tácito precisa ser novamente socializado, reiniciando uma nova espiral de sua criação (NONAKA; TAKEUCHI, 1997).

A criação do conhecimento organizacional envolve a interação contínua e dinâmica dos quatro modos de conversão do conhecimento. Nenhum deles isoladamente pode produzir resultados satisfatórios, pois constituem uma forma limitada de criação do conhecimento. A socialização produz um conhecimento compartilhado, em forma de modelos mentais ou habilidades técnicas. A externalização produz o conhecimento conceitual através do desenvolvimento de novos conceitos. A combinação dá origem ao conhecimento sistêmico, por meio de protótipos e tecnologias de novos componentes, por exemplo, e a internalização produz o conhecimento operacional via gerenciamento de projetos, processos de produção, uso de novos produtos e implementação de novas políticas (NONAKA; TAKEUCHI, 1997).

A espiral do conhecimento, apresentada na Figura 1, traduz a ideia da interação do conteúdo do conhecimento criada por cada modo de conversão. A socialização desenvolve um campo de interação que facilita o compartilhamento de experiências. A externalização é provocada pelo diálogo e pela reflexão, a fim de

que os indivíduos articulem o conhecimento tácito oculto e difícil de ser comunicado. A combinação surge da colocação do conhecimento recém-criado e do já existente para que ele seja solidificado. Por fim, aprender fazendo provoca a internalização (NONAKA; TAKEUCHI, 1997).

Figura 1 - Espiral do Conhecimento

Fonte: Nonaka e Takeuchi (1997, p. 69).

Quanto maior for o conhecimento tácito dos indivíduos, em nível individual, e quanto mais esse indivíduo for estimulado a mobilizar esse conhecimento acumulado, maior será o processo de interação e criação do conhecimento. Dessa forma, tem-se um processo de criação em espiral, que tem seu início de forma individual e vai aumentando as comunidades de interação, transpondo departamentos, divisões e fronteiras organizacionais (NONAKA; TAKEUCHI, 1997) A dinâmica desse mecanismo pode ser visualizada na Figura 2.

Figura 2 - Espiral de criação do conhecimento

Fonte: Nonaka e Takeuchi (1997, p. 82).

Nonaka e Takeuchi (1997) descortinam essa dinâmica teórica em um exemplo prático de desenvolvimento de produtos. Na criação do conceito de um produto, há uma comunidade interativa envolvida, em que cada um tem seus históricos e modelos mentais individuais e, portanto, distintos uns dos outros. Em outras palavras, cada indivíduo, nessa fase, carrega consigo seu conhecimento tácito. É necessário um processo de socialização do compartilhamento dos conhecimentos tácitos e da externalização para que esses conhecimentos se tornem explícitos. As empresas japonesas, em geral, adotam sessões de brainstorming, para que as ideias sejam expostas e discutidas, visando possibilitar que os indivíduos socializem seu conhecimento tácito e ele seja associado ao conhecimento explícito já existente.

Durante o processo de criação do conhecimento, a organização tem a função de fornecer o contexto apropriado para facilitar as atividades em grupo e acumular conhecimento em nível individual (NONAKA; TAKEUCHI, 1997). Os autores ressaltam que algumas condições precisam ser estabelecidas para que o conhecimento possa ser efetivamente criado na organização.

3.2.4 Condições capacitadoras e fases do processo de criação do