Conclusion: The place of the cookstove
Chapter 7: Betwixt Gatherings—The Tools
Nas Figuras 4.57, 4.58, 4.59 e 4.60 apresenta-se o comportamento dos valores de quantidade de energia elétrica produzida, mensalmente, por tipo de tecnologia, quer para Espanha quer para Portugal, respetivamente, no decorrer do ano de 2018 bem como a percentagem de cada tecnologia face à produção total de energia. Estes valores englobam as quantidades de energia transacionada recorrendo ao estabelecimento de contratos bilaterais.
Análise geral do ano de 2018 e comparação com anos anteriores 113
Figura 4.57 - Energia mensal produzida por tipo de tecnologia em Espanha, em GWh, ao longo do ano de 2018 [37].
Figura 4.58 - Percentagem de cada tecnologia face à produção total de energia, em Espanha, ao longo do ano de 2018 [37].
Analisando as Figura 4.57 e 4.58 verifica-se que em Espanha, a produção de energia recorrendo ao regime especial correspondem ao conjunto de tecnologias que contribuíram mais para o mix energético, representado cerca de 48,20 % da produção total. O seu valor foi mínimo no mês de setembro, sendo de 7 474 GWh, e foi máximo no mês de março, num total de 12 985 GWh. Por outro lado, a tecnologia que menos contribuiu para a produção total de energia foi a energia importada de França e Marrocos, representando apenas 0,003% do total. É de referir que a energia nuclear, utlizada apenas em Espanha, foi a segunda tecnologia que mais contribuiu para a produção de energia elétrica, representado cerca de 22,93%, sendo que o seu valor máximo ocorreu no mês de
Análise dos Resultados do Mercado Diário Referentes ao ano de 2018 114
outubro, com 5 154 GWh, e o seu valor mínimo aconteceu em junho, sendo de 3 636 GWh. Em comparação com o ano de 2017, a contribuição de cada tecnologia manteve o mesmo registo, sendo que a maior diferença se relaciona com a descida da produção de energia térmica recorrendo a centrais de ciclo combinado de 7,5% em 2017 para 3,19% em 2018 e o aumento relativo à produção em regime especial de 44,1% em 2017 para 48,20% em 2018.
Figura 4.59 - Energia mensal produzida por tipo de tecnologia, em Portugal, em GWh, ao longo do ano de 2018 [37].
Figura 4.60 - Percentagem de cada tecnologia face à produção total de energia, em Portugal, ao longo do ano de 2018 [37].
Análise geral do ano de 2018 e comparação com anos anteriores 115
Analisando as Figura 4.59 e 4.60 verifica-se que, em Portugal, analogamente ao que acontece em Espanha, a produção em regime especial corresponde ao agregado de tecnologias que contribuíram mais para o mix energético, representado cerca de 40,59% da produção total. O seu valor foi mínimo no mês de setembro, sendo de 1 133 GWH, e foi máximo no mês de março num total de 2 823 GWh. Por outro lado, a tecnologia que menos contribui para o mix energético foi a produção de energia térmica recorrendo a centrais de ciclo combinado, representando apenas 11,34% da produção total. O seu valor foi mínimo no mês de abril, sendo de 182 GWh, e o seu valor máximo ocorreu em julho num total de 1 308 GWh. Em comparação com o ano de 2017, as maiores diferenças relacionam-se com a subida da produção hídrica de 10,60% para 24,85% em 2018 e a descida da produção térmica recorrendo a centrais de ciclo combinado passando de 24,80% para 11,34% em 2018. Uma justificação para estes números foi o facto do ano de 2017 ter sido seco relativamente à quantidade de precipitação em comparação com o ano de 2018 [6].
Na Figura 4.61 apresenta-se, de forma gráfica, a quantidade de energia produzida por tipo de tecnologia no MIBEL, no decorrer dos últimos 5 anos, sendo que estes valores englobam as quantidades de energia transacionada recorrendo ao estabelecimento de contratos bilaterais.
Figura 4.61 - Valores de quantidade de energia produzida, em GWh, no MIBEL por tipo de tecnologia, nos anos de 2014, 2015, 2016, 2017 e 2018 [37].
A produção em regime especial no decorrer dos últimos 5 anos foi praticamente constante, com pequenas variações, sendo que foi sempre a tecnologia que apresentou uma maior contribuição para o mix energético. O seu valor mínimo aconteceu no ano de 2015 com 121 677 GWh e o máximo ocorreu no ano de 2018 com 133 975 GWh. A produção por via nuclear foi, também, quase sempre constante ao longo do tempo em estudo, uma vez que estas centrais são consideradas, por norma, a preço zero no MIBEL de forma a assegurar o seu despacho. Assim, fica garantido o funcionamento destas centrais à sua potência máxima espelhando assim a sua reduzida capacidade para executar modificações ao seu regime de forma rápida. A energia produzida com recurso às centrais de carvão e de ciclo combinado e a energia hídrica foram os tipos de tecnologias que mais variaram, devido à dependência da produção hídrica relativamente aos índices de precipitação anual e ao uso das centrais a carvão e ciclo combinado para compensar essas mesmas variações. A título exemplificativo
Análise dos Resultados do Mercado Diário Referentes ao ano de 2018 116
temos que em 2017, a produção de energia com recurso às centrais a carvão foi de 51 459 GWh e a hídrica foi de 26 277 GWh. No ano seguinte, 2018, as situações alteram-se, sendo que a produção hídrica foi de 44 527 GWh e a produção de energia com recurso às centrais a carvão diminuiu para 37 872 GWh. Logo, de um ano para o outro, as produções destas tecnologias passaram de um valor máximo para um valor mínimo e vice-versa, tornando difícil a tarefa de previsão da produção anual. É de realçar que no ano de 2018 a produção em regime especial atingiu o valor máximo nos últimos 5 anos com 133 975 GWh e a energia importada de França e Marrocos atingiu o seu valor mínimo com 7 GWh. A tecnologia de fuel-gás apenas foi utilizada em 2014, sendo que desde desse ano não contribui mais para a produção total de energia, visto que em 2015 encerrou, em Espanha, a última central de fuel-gás.
Capítulo 5
Análise dos Resultados do Mercado
Intradiário Referentes ao ano de 2018
5.1
Introdução
O Mercado Intradiário do MIBEL, como abordado no Capítulo 3, é uma plataforma que complementa o Mercado Diário, de maneira a ajustar as quantidades de energia transacionada no Mercado Diário. O Mercado Intradiário tem como principal objetivo realizar o ajuste entre a oferta e a procura de energia elétrica, além de que permite às entidades que, por norma, vendem energia elétrica, os produtores, a hipótese de comprar energia, permitindo, igualmente, a venda de energia elétrica por partes de entidades que geralmente a compram, os comercializadores. Atualmente, o Mercado Intradiário é organizado em seis sessões [38][39].
Neste capítulo, analogamente ao realizado para o Mercado Diário, serão analisados os resultados do Mercado Intradiário de eletricidade no ano de 2018, incluindo os valores de energia transacionada, preços da energia elétrica e volume económico transacionado para um mês de inverno, o mês de janeiro. Posteriormente, proceder-se-á a mesma análise para um mês de verão, o mês de agosto. No final, realizar-se-á uma análise geral relativa ao ano de 2018, assim como uma comparação com os resultados obtidos em anos anteriores. Além disso, será, ainda, apresentada uma comparação entre os valores obtidos no Mercado Diário e os obtidos no Mercado Intradiário.
Para a realização desta análise são necessários os dados públicos que se encontram disponíveis na página web do OMIE, Operador de Mercados Polo Espanhol, cuja referência é [37].
Análise dos Resultados do Mercado Intradiário Referentes ao ano de 2018 118
5.2
Análise de um mês de inverno – janeiro
Neste subcapítulo serão analisados os resultados do Mercado Intradiário do MIBEL, para um mês de inverno, especificamente o mês de janeiro. Como já foi referido no Capítulo 4, o inverno de 2017/2018 (dezembro, janeiro e fevereiro) em Portugal teve temperaturas médias do ar (8,96°C) inferiores ao normal, sendo que a precipitação neste trimestre foi inferior ao valor normal classificando-se este inverno como frio e seco, o que influenciou de forma significativa os preços da energia elétrica [6][7][42].