4 TEKNOLOGIBETINGEDE STRUKTURPROBLEMSTILLINGER
4.3 Behandling av teknologi i Forsvarsanalysen
Com a finalidade de atingir os objetivos pretendidos, esta pesquisa foi desenvolvida em três etapas, com base na divisão apresentada por Bardin (2009):
a) Revisão da Literatura: nessa etapa foram estudados os assuntos relacionados ao tema da pesquisa, como Terceiro Setor, Natureza Jurídica das Fundações, Fundações de Apoio e Controladoria;
b) Coleta de dados: procedeu-se a coleta de dados junto à entidade caracterizada como objeto de estudo, a Fundação de Apoio a Serviços Técnicos, Ensino e Fomento a Pesquisa (Fundação ASTEF), sendo observadas as características inerentes a uma Fundação de Apoio e a forma como a entidade está estruturada em termos de cargos, principalmente no que se refere ao controle, visto que não há um setor ou um responsável pelas atividades de Controladoria;
c) Análise e avaliação dos dados obtidos: a análise dos dados foi realizada com base nas teorias e conceitos estudados, em conjunto com a pesquisa de campo realizada, tendo como instrumento de coleta de dados a análise documental e a aplicação de uma entrevista com a Gerente Executiva da Fundação.
Ressalta-se que este estudo propõe como objetivo geral analisar a implantação de um modelo adequado de Controladoria para a Fundação ASTEF. Nesse sentido foi necessário aprofundar os estudos tendo como base a literatura especializada no assunto e a análise de diversos modelos de Controladoria a fim de identificar o que mais se adequasse ao perfil da organização. Para atingir esse fim, uma série de procedimentos metodológicos foram adotados.
Visando obter uma maior familiaridade com o objeto de estudo, a Fundação de Apoio a Serviços Técnicos, Ensino e Fomento a Pesquisas (Fundação ASTEF), no primeiro momento foi realizada, sob o ponto de vista dos objetivos, uma pesquisa de caráter
exploratório, que possibilitou a observação de vários aspectos relacionados à temática do estudo.
Reis (2008) recomenda como primeiro passo a pesquisa exploratória, visto que: possibilita a aproximação do pesquisador junto ao tema e objeto de estudo; favorece a construção de questões importantes para a pesquisa; proporciona uma visão geral do problema e outros fatos inerentes ao estudo; aprofunda conceitos preliminares sobre determinada temática; e possibilita a primeira aproximação do pesquisador com o tema de estudo, quanto à análise de exemplos que estimulam a compreensão do assunto pesquisado.
Conforme Gil (2002), a pesquisa exploratória objetiva proporcionar um contato mais profundo com o problema, visando torná-lo mais explícito ou facilitar o processo de construção de hipóteses, contribuindo para o aprimoramento de ideias ou a descoberta de intuições. Trata-se de uma pesquisa de caráter flexível, visto que considera os mais variados aspectos relativos ao fato estudado.
Santos e Candeloro (2006) explicam que essa primeira fase do estudo não compreende a coleta de dados, e sim um delineamento descritivo e exploratório que objetiva proporcionar ampla visão sobre o tema selecionado. Trata-se do primeiro contato com o tema e possibilita a formação de uma base para o estudo aprofundado.
Na visão de Ciribelli (2003), a pesquisa exploratória caracteriza-se como condição “sinequa non” de uma pesquisa científica, pois proporciona ao pesquisador informações relevantes sobre o tema que pretende abordar, auxiliando-o no processo de delimitação do tema, definição dos objetivos e formulação de hipóteses, permitindo que o pesquisador descubra uma forma original de desenvolver seu assunto.
A realização da pesquisa exploratória forneceu as diretrizes para a realização do estudo e auxiliou na delimitação do tema e construção do objetivo geral e dos objetivos específicos. A referida pesquisa foi respaldada, quanto aos procedimentos técnicos, por dois tipos de pesquisas: bibliográfica e documental.
No que se refere à pesquisa bibliográfica, Macedo (1994) a conceitua como a busca e seleção de assuntos relacionados ao tema em fontes como livros, verbetes de enciclopédias, artigos de revistas, trabalhos de congressos, teses, entre outros, de modo que tal busca seja prosseguida de um fichamento das referências que serão posteriormente utilizadas.
Reis (2008) considera a pesquisa bibliográfica como umas das técnicas de pesquisa mais simples, que auxilia o estudante a fazer a revisão da literatura e a conhecer melhor os elementos teóricos que fundamentam a análise do tema e do objeto de estudo escolhidos.
Ainda com base em Reis (2008, p. 52), a pesquisa bibliográfica por meio da revisão da literatura, tem a função de:
a) auxiliar a definir corretamente os termos ou conceitos que vão fundamentar a pesquisa para assim evitar incorreções e ambiguidades de interpretações, e, quando necessário, esclarecer seu significado específico;
b) elaborar a estrutura conceitual do desenvolvimento do tema;
c) evitar percorrer caminhos já percorridos, ou seja, evitar que a abordagem a ser explorada para o tema já tenha sido estudada, ajudando a mudar o enfoque ou a explorar um aspecto ainda não desenvolvido na literatura;
d) explicar um problema teórico a partir de informações secundárias; e) obter as informações sobre a situação atual do problema pesquisado;
f) conhecer publicações existentes sobre o tema e os aspectos que já foram estudados; g) verificar opiniões similares e diferentes sobre o problema estudado;
h) descobrir o que já foi estudado, as lacunas e as barreiras teóricas e metodológicas do tema pesquisado.
Na concepção de Gil (2002, p. 45), “a principal vantagem da pesquisa bibliográfica reside no fato de permitir ao investigador a cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla do que aquela que poderia pesquisar diretamente”.
Com base nos aspectos inerentes à pesquisa bibliográfica, o presente estudo a desenvolveu com base em material já elaborado, constituído principalmente de fontes como livros, artigos, revistas, jornais, projetos, entre outros, que abordavam assuntos ligados ao tema, como Terceiro Setor, Fundações Públicas e Privadas, Fundações de Apoio e Controladoria.
A pesquisa bibliográfica se mostrou imprescindível, principalmente para o levantamento dos aspectos históricos relacionados ao surgimento e desenvolvimento do Terceiro Setor, bem como para a obtenção de conceitos e características específicas associadas aos demais assuntos, visto que seria inviável a captação de tais informações diretamente através de especialistas nas referidas temáticas.
Embora a pesquisa bibliográfica tenha sido fundamental para a obtenção de informações relevantes, não foi a única técnica de pesquisa exploratória adotada. A pesquisa documental também foi utilizada como medida de fornecer informações cuja obtenção não foi possível unicamente através da pesquisa bibliográfica, ou até mesmo para complementá-las,
principalmente informações específicas da Fundação ASTEF que não estão disponíveis em outros meios.
Rampazzo (2005) afirma que o termo “pesquisa documental” refere-se à fonte primária desse tipo de pesquisa, os documentos, que podem ser encontrados em arquivos, fontes estatísticas e fontes não-escritas. Caracterizam-se como documentos de acesso mais restrito, mas ricos em termos de conhecimento, podendo englobar registros diversos tais como: ofícios, boletos, memorandos, regulamentos, correspondências, atas, memórias, esboços, dentre outros.
Flory (2006) expõe que uma das principais características da pesquisa documental é que os documentos consistem em fontes "não-reativas", ou seja, as informações contempladas nos documentos permanecem inalteradas mesmo após um longo período. Os documentos retratam e fornecem dados do período no qual foram originados, sendo considerados como fontes naturais de informações.
A utilização da pesquisa documental como ferramenta metodológica no presente estudo se deu por meio da análise de documentos específicos da entidade estudada; foi disponibilizado pela Gerência Executiva o Estatuto que deu origem à Fundação, possibilitando assim a obtenção de dados consistentes a respeito de todos os aspectos pertinentes à sua criação, bem como foi permitido o acesso a todos os seus aditivos, favorecendo a análise das principais alterações sofridas pela entidade no decorrer dos anos.
As técnicas de pesquisa bibliográfica e documental foram complementadas através da observação direta do objeto de estudo, permitida através da aplicação da pesquisa de campo.
Ciribelli (2003) afirma que a pesquisa de campo baseia-se na observação direta de dados e da real ocorrência de fatos coletados “em campo”, ou seja, diretamente no local em que ocorrem, obtidos através de diversos instrumentos, tais como entrevistas, questionários, consultas, depoimentos e registro de ocorrência de determinado fenômeno.
Gil (2002) ressalta que a pesquisa de campo focaliza uma comunidade específica e é desenvolvida através da observação direta das atividades do grupo estudado, bem como por meio de entrevistas com informantes visando captar suas impressões sobre o grupo. Os procedimentos adotados no estudo de campo podem ser aliados a outros, tais como análise de documentos, filmagem, fotografias, dentre outros, de modo que a maior parte do trabalho é desempenhada pessoalmente pelo pesquisador, possibilitando-o uma experiência direta com o objeto de estudo.
Devido ao fato de ser realizado diretamente no próprio local do objeto de estudo, os resultados colhidos pelo pesquisador costumam ser fidedignos, permitindo que o pesquisador verifique se os dados transmitidos por informantes realmente são consistentes ou subjetivos.
Observa-se que a utilização da pesquisa de campo proporciona a obtenção de dados mais sólidos para o desenvolvimento deste estudo, favorecendo o aprofundamento no âmbito do universo da pesquisa por meio da observação direta, captação de imagens e coleta de dados.
Prodanov e Freitas (2013) explicam que, dependendo das técnicas de coleta, análise e interpretação dos dados, a pesquisa de campo pode ser classificada como pesquisa quantitativa ou pesquisa qualitativa.
No caso específico deste estudo, utilizou-se a abordagem qualitativa, que, ainda na visão de Prodanov e Freitas (2013), não requer o emprego de métodos e técnicas estatísticas, pois o ambiente natural é a fonte direta para a coleta de dados, e o pesquisador consiste em seu principal instrumento e é responsável pela análise indutiva dos dados coletados, sem qualquer manipulação intencional do pesquisador.
Santos e Candeloro (2006) definem a pesquisa de natureza qualitativa como uma abordagem de pesquisa que permite ao pesquisador o levantamento de dados subjetivos, bem como outros níveis de consciência da população estudada, com base em seus depoimentos e levando em consideração seu contexto estrutural e cultural, desenvolvendo uma visão sistêmica. Trata-se de uma pesquisa que não visa a mensuração de variáveis, mas uma análise indutiva de todas as informações coletadas pelo pesquisador.
Minayo (1994, p. 21) define que:
A pesquisa qualitativa responde a questões muito particulares. Ela se preocupa [...] com um nível de realidade que não pode ser quantificado. Ou seja, ela trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis.
Bonat (2009) estabelece uma comparação entre a pesquisa quantitativa e a qualitativa, afirmando que a pesquisa quantitativa visa auferir aquilo que pode ser mensurado, medido, contado, de forma descritiva e afastada da análise de questões pessoais, enquanto “a pesquisa qualitativa analisa o exame da natureza, do alcance e das interpretações possíveis para o fenômeno estudado; não se restringe a uma contagem ou a uma descrição, mas busca-se a essência do fenômeno ou a teoria” (BONAT, 2009, p.12).
Conforme Santos e Candeloro (2006), a análise indutiva dos dados obtidos por meio de uma pesquisa de abordagem qualitativa requer a aplicação de um instrumento de coleta de dados adequado, dentre os quais: os grupos focais, o estudo de caso e a entrevista semi- estruturada.
Nesse sentido, o presente estudo adotou como instrumento de coleta de dados a aplicação de uma entrevista semi-estruturada, por se tratar de uma técnica que permite que as informações surjam de forma mais livre, sem estarem condicionadas a uma padronização, mas de forma organizada e flexível.
Conforme Gil (2002), geralmente, os levantamentos que utilizam a entrevista como instrumento de coleta de dados a adotam em sua forma parcialmente estruturada, de modo que, ainda que as respostas possíveis não sejam fixadas anteriormente, o pesquisador pode se guiar por um roteiro pré-definido. “A entrevista semi-estruturada é guiada por uma relação de pontos de interesse que o entrevistador vai explorando ao longo de seu curso”. (GIL, 2002, p.117).
Trivinõs (1987) afirma que a entrevista semi-estruturada caracteriza-se por questionamentos básicos apoiados em teorias e hipóteses relacionadas ao tema da pesquisa, de modo que os questionamentos possam originar novas hipóteses a partir das respostas fornecidas pelos informantes. Trata-se de uma entrevista que permite a presença atuante e consciente do pesquisador durante sua realização.
A entrevista semi-estruturada aplicada no desenvolvimento do presente estudo foi guiada por uma relação de pontos previamente definidos, com a possibilidade de serem aprofundados, à Gerente Executiva da Fundação ASTEF, visando obter informações sobre a estrutura operacional e gerencial da empresa, resultados e o processo de tomada de decisão. (APÊNDICE A).
A seleção da entrevistada teve como critério a obtenção de dados preliminares a respeito da organização da entidade objeto de estudo, segundo os quais a informante selecionada, a Gerente Executiva da Fundação ASTEF, que possui conhecimento profundo a respeito da história da fundação e de todos os seus aspectos organizacionais, políticos, financeiros, jurídicos e administrativos, e integra o quadro da empresa desde que foi instituída.
As informações obtidas por meio da aplicação da entrevista, aliadas às pesquisas realizadas através de fontes bibliográficas, documentais e de campo, baseadas em procedimentos técnicos e metodológicos, constituíram-se como ferramentas essenciais para que os objetivos desse estudo fossem alcançados.