3 NATO’S DEFENCE CAPABILITIES INITIATIVE
3.1 Bakgrunn og innretting
Independente do setor da sociedade no qual uma organização esteja inserida, o atual cenário econômico e financeiro exige da mesma que procure adequar-se diariamente às instabilidades as quais está exposta e tenha sempre como meta o pleno conhecimento de toda a sua atividade e o controle de tudo que lhe acontece, interna e externamente, para não correr riscos que possam impedir a sua continuidade.
Nascimento e Reginato (2010) apresentam a visão de que a Contabilidade nos moldes tradicionais não estava conseguindo comunicar-se adequadamente com a Administração, devido ao excesso de técnicas contábeis de um lado e a necessidade de informações sintéticas e relevantes de outro, de modo que esses aspectos fomentaram a necessidade de criação de um campo intermediário, que buscasse compreender a dinâmica do processo decisório e suas nuances, no sentido de atingir a eficácia organizacional, bem como capaz de analisar e entender os aspectos técnicos de mensuração.
A Contabilidade tradicional passou a não conseguir dominar completamente o fluxo de informações das empresas, fossem estas públicas, privadas ou sem fins lucrativos, passando a ser necessária à sua reformulação com base em conceitos gerenciais e a utilização de métodos que considerassem a organização em todos os seus aspectos, visando a obtenção de bases seguras para a tomada de decisões.
Conforme Schier (2005), a contabilidade tradicional se caracterizava por certa lentidão na disponibilização de informações através de relatórios, o que impossibilitava, em alguns casos, que os mesmos pudessem ser utilizados no processo de tomada de decisões gerenciais, que necessitava ser ágil. O autor atribui a demora ao fato de que a maior preocupação era o atendimento às legislações e órgãos fiscalizadores, e não desenvolver um trabalho voltado à tomada de decisões gerenciais, de modo que a necessidade de ferramentas que revertessem esse cenário incorreu para o surgimento e implantação da Controladoria.
A Contabilidade em seus moldes tradicionais não apresentava uma visão que compreendesse a construção de um sistema de informações que tivesse a possibilidade de ser empregado na própria gestão da organização. Suas práticas centravam-se no registro de informações contábeis que influenciassem no fechamento dos demonstrativos que deveriam ser apresentados.
Nesse contexto, surgiu a Controladoria. É possível identificar por meio da literatura especializada na área que os conceitos apresentados pelos autores caracterizam a mesma sob dois aspectos: como uma unidade administrativa, na forma de um órgão ou setor, e como uma área de conhecimento.
No que se refere à vertente de área do conhecimento, Almeida, Parisi e Pereira (2010) afirmam que a Controladoria consiste em uma área responsável pelo estabelecimento das bases teóricas que modelam, estruturam e constroem os sistemas de informações e modelo de gestão econômica, que preenchem de modo adequado os quesitos informativos necessários aos gestores para tomarem decisões corretas.
Mosimann e Fisch (1999) conceituam a Controladoria como um conjunto que envolve princípios, procedimentos e métodos provenientes de ciências tais como Administração, Economia, Psicologia, Estatística, e, principalmente, da Contabilidade, de modo que a Controladoria se ocupa da gestão econômica das empresas, com a finalidade de fornecer às mesmas uma orientação para a sua eficácia.
A Controladoria tem seu desempenho favorecido pela multidisciplinaridade que a envolve. Utiliza-se de conhecimentos de diversas áreas além da Contabilidade, o que permite a consolidação de uma base de informações relevantes, confiáveis e capazes de influir significativamente em organizações de pequeno, médio ou grande porte, com ou sem fins lucrativos.
Nesse sentido, Borinelli (2006, p.105) destaca que a “Controladoria é um conjunto de conhecimentos que se constituem em bases teóricas e conceituais de ordens operacional, econômica, financeira e patrimonial, relativas ao controle do processo de gestão organizacional”.
O processo gerencial de qualquer organização depende de uma condição de harmonia entre diversos elementos de ordem financeira, contábil e patrimonial, aliados a uma base conceitual envolvendo princípios e doutrinas. A Controladoria detém uma visão de todos os componentes indispensáveis a essa harmonia e oferece segurança aos gestores no que se refere ao controle dos fatos externos e internos que estão ligados, direta ou indiretamente, à organização.
Oliveira (1998, p.19) conceitua a Controladoria sob o outro aspecto que lhe é inerente, enquanto unidade administrativa, afirmando que consiste “no departamento responsável pelo projeto, elaboração, implementação e manutenção do sistema integrado de informações operacionais, financeiras e contábeis de uma determinada entidade, com ou sem finalidades lucrativas”.
Na concepção de Padoveze (2003) a Controladoria consiste em uma unidade administrativa responsável pela implantação, desenvolvimento, aplicação e coordenação das ferramentas da ciência contábil em uma empresa.
Pode-se entender que a Controladoria surgiu com a função de captar e organizar as informações correntes nas organizações, independente do porte ou finalidade, de forma sistêmica, constituindo uma ferramenta de apoio à gerência na operacionalização de suas atividades em termos de tomada de decisões.
Oliveira (1998, p. 29) generaliza, em relação à Controladoria nas organizações, que: “Sua função básica é suprir seus ‘clientes internos’ de informações adequadas para a gestão econômica, financeira e operacional [...]. A Controladoria deve ser um grande ‘banco de dados’ a serviço dos gestores da empresa”.
A ideia de que a Controladoria consiste em um banco de dados destinado simplesmente a suprir os gestores, enquanto clientes internos, de informações eficazes foi sendo desestabilizada à medida que a Controladoria foi tendo seus conceitos amplamente difundidos e foi se desenvolvendo como unidade administrativa.
Em relação à concepção da Controladoria enquanto unidade administrativa, existem autores que divergem em relação à posição ocupada pela Controladoria em uma organização, em termos de hierarquia, de modo que alguns a defendem como um órgão de staff, ou de assessoria, bem como outros a conceituam como um órgão de linha.
Borinelli (2006) explica que os cargos de linha participam das tomadas de decisões, enquanto os de staff apenas oferecem subsídios à gerência, sem participar do processo decisório.
Conforme Oliveira (2007), os cargos de linha têm poder de comando, enquanto os de staff atuam no aconselhamento e no assessoramento direto das unidades de comando no desempenho de suas atividades.
Com relação à posição de staff, Mosimann e Fisch (1999) afirmam que vários autores caracterizam a Controladoria como órgão de staff, visto que cada gestor tem autoridade para controlar sua área e tem responsabilidade por seus resultados, e a Controladoria não pode
controlar as demais áreas, mas presta assessoria no controle, informando à cúpula administrativa sobre os resultados alcançados pelas áreas.
Kanitz (1976) defende a Controladoria como órgão de staff, pois considera que o controlador, ou controller, tem a atribuição de prestar assessoria na tarefa de controlar a empresa, e assessorar os gerentes de linha e a alta administração, tendo sua autoridade limitada às atividades de sua jurisdição.
Nascimento e Reginato (2010) também compartilham dessa visão e afirmam que a Controladoria não deve controlar as demais áreas, e sim prestar assessoria, informando aos gestores sobre os resultados.
Na visão de autoridade da Controladoria como órgão de staff, percebe-se que o controlador não atua como um gerente com autoridade sobre demais áreas, mas como uma ferramenta de controle e assessoria a serviço não apenas da alta administração, mas de todos os gerentes de linha da organização.
Oliveira (1998) pertence à vertente de autores que conceituam a Controladoria como um órgão de linha, responsabilizando-se por trabalhos rotineiros e que realiza um processo contínuo de identificação, mensuração e de comunicação de informações para subsidiar as tomadas de decisões.
No que se refere à Controladoria enquanto uma das Áreas de Responsabilidade em uma empresa, Almeida, Parisi e Pereira (2010, p. 349) explicam que:
As empresas têm uma divisão funcional do trabalho, cujo divisor de águas é a vinculação destas funções a suas características operacionais, que são definidas em função do produto ou serviço produzido. Uma Área de Responsabilidade, independentemente de quantas unidades a compõe, desempenha uma ou um conjunto de funções. No caso da Controladoria, estas funções estão ligadas a um conjunto de objetivos e, quando desempenhadas, viabilizam o processo de gestão econômica.
Mosimann e Fisch (1999, p. 89), apesar de apontarem a Controladoria como órgão de staff, também entendem a Controladoria como uma das Áreas de Responsabilidade de uma empresa, de modo que, como tal, deve esforçar-se no sentido de garantir o cumprimento da missão e a continuidade da organização: “Seu papel fundamental nesse sentido consiste em coordenar os esforços para conseguir um resultado global sinérgico, isto é, superior à soma dos resultados de cada área”.
De modo geral, a abordagem conceitual da Controladoria, bem como o estudo de suas funções, revela que as duas vertentes estão corretas, e o conhecimento das duas visões é necessário para entender a Controladoria de modo integral. Cabe às organizações, dependendo
de sua estrutura e finalidades, definir o modelo mais adequado à obtenção dos resultados que almejam.
A respeito dos aspectos de área do conhecimento e unidade administrativa assumidos pela Controladoria, e da preponderância de um sobre o outro, Mosimann e Fisch (1999, p. 117) explicam que:
Nem todas as empresas têm um órgão que executa a Controladoria, [...] isto depende do modelo de gestão adotado em cada empresa. E, no caso da não existência de um órgão encarregado pela Controladoria, significa que a Controladoria realmente não existe? Pode-se dizer que, como área de atividade, é óbvio que a Controladoria não existe; contudo, como ramo do conhecimento, ela sempre existirá. A Controladoria, como ramo do conhecimento, existirá em uma empresa, quer a estrutura organizacional contenha ou não o órgão específico. A Controladoria como ramo do conhecimento deve estar disseminada em todas as áreas da empresa e deve atuar em todas as fases do processo de gestão.
Infere-se que a Controladoria enquanto área de conhecimento possibilita a existência da Controladoria enquanto unidade administrativa. A base teórica multidisciplinar da Controladoria possibilita a sua aplicação prática no cotidiano das organizações, orienta a forma por meio da qual os profissionais da área devem agir, instrui a respeito da captação e tratamento das informações, como sintetizar e selecionar os fatos que realmente tem relevância aos gestores no processo de tomada de decisões, visando proteger as empresas de possíveis riscos e proporcionando resultados eficazes.