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1 Innledning

1.3 Begreper

O câncer é o nome dado para denominar um conjunto de doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células que invadem os tecidos e órgãos. É um processo patológico que tem início no processo de renovação de célula, ocorrendo a transformação genética do DNA celular, formando um clone e se proliferando de maneira anormal e, adquirindo características invasivas infiltrando-se nos tecidos vizinhos e entrando nos vasos linfáticos e sanguíneos com as células que são transportadas às várias partes do corpo. Esse fenômeno é chamado de metástase (SMELTZER; BARE, 2006).

Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada de mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas, então ele é denominado carcinoma. Se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma e, suas causas são várias, dependendo da categoria de agentes ou fatores que podem ser internas ou externas ao organismo, associado ao meio ambiente ou costumes sociais, vírus e bactérias, agentes físicos ou químicos, fatores genéticos ou familiares, fatores da dieta, agentes hormonais, envelhecimento e sexo (INCA, [200- ]); SMELTZER; BARE, 2006).

O câncer já foi considerado doença de países desenvolvidos, no entanto, há quatro décadas observa-se a incidência progressiva de casos em países emergentes, tomando uma proporção tal que se tornou problema de saúde pública. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou que, no ano de 2030, as expectativas são para 27 milhões de novos casos de câncer, 17 milhões de mortes por câncer e 75 milhões de pessoas com diagnóstico de algum tipo de câncer, sendo que a maior incidência da doença incidirá em países de baixa e média renda. A incidência de câncer no Brasil em 2012 e 2013 é de aproximadamente 518.510 casos novos, deste são esperados 257.870 caso novos para o sexo masculino e 260.640 para o feminino. Os tumores mais incidentes para o sexo masculino serão de pele não melanoma, próstata, pulmão, cólon e reto, e estomago. Para o feminino destacam-se tumores de pele não melanoma, mama, cólon de útero, cólon e reto e pulmão (INCA, 2011).

A pesquisa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) (2011) prevê um quadro demonstrativo que, para o estado de Rondônia, conforme estimativas para o biênio 2012/2013, o cálculo foi realizado pela incidência por 100 mil habitantes, ocorrerão 2.730 casos de cânceres, assim previstos: para o sexo masculino, 1.500 novos casos, com maior incidência para o de Próstata (300 casos), seguido de Traquéia, Brônquio, Pulmão e Estômago (com 160 casos) e demais localizações com 1.040 casos, contra 1.230 casos para o sexo feminino, que aponta o câncer de Mama com maior incidência de casos num total de 180 casos, Colo do Útero 110 casos, seguido de Traquéia, Brônquio, Pulmão e Glândula tireóide, 100 casos, e demais

localização 840 casos, uma diferença de 18% entre os dois sexos, com predominância para o sexo masculino (INCA, 2011).

Existe uma relação entre o envelhecimento populacional e o aumento da incidência de câncer. Isto ocorre devido a uma série de disfunções e mudanças nas células, que agregam a diminuição dos mecanismos próprios de defesa, aumentando a suscetibilidade e o desenvolvimento do câncer. Isso, somado ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica em parte o porquê de o câncer ser mais freqüente nesses indivíduos. Os fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos ou carcinógenos. Esses fatores atuam alterando a estrutura genética (DNA) das células. (INCA, [200_]; BELON, 2006; TERRA, et al. 2007;).

As pesquisas de Paes (2000); Belon (2006); Cabrera et al. (2007); Siviero et al. (2009) indicam que o câncer é considerado uma das doença de maior prevalência na população de mais idade, uma vez que a incidência de tumores malignos aumenta na velhice. Esta incidência ficou clara no estudo feito por Siviero et al. (2009) onde procurou analisar o perfil de mortalidade entre idosos de Belo Horizonte no período de 1996 e 2006, chegou-se a conclusão de que houve um aumento de mortalidade por neoplasia no grupo de mulheres, e no grupo masculino houve um decréscimo nos óbitos por neoplasia. Já no estudo de coorte realizado por Cabrera et al. (2007), com tempo de seguimento de nove anos, no período compreendido em julho de 1997 e término em 30 de abril de 2007, numa população atendida no Ambulatório de Geriatria do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Londrina - UEL, reforça que as doenças cardiovasculares total (42%) (com variação 60-79 anos 47,5%) e (80 a mais anos 35,9%), as neoplasias total (17%) com variação no grupo etário ( 60-79 anos 20,3%) e (80 a mais anos 13,3%) observou-se que depois das doenças cardiovasculares há uma alta prevalência de morte por neoplasia.

A identificação dos casos de câncer no estado de Rondônia é compatível com os estudos já realizados em outros estados, conforme dados do DATASUS (2008/2009), a base cálculo da incidência foi calculada por 100.000 habitantes, a

prevalência para o gênero masculino de câncer de Próstata (32,15%) e para feminino o câncer de mama (16,98%), com pouca diferença o de Colo Uterino (15,49%) (BRASIL, [200-]).

A maior luta está no combate ao câncer, que tem sido realizada por meio de muitas campanhas feitas pelas Organizações Não governamentais e pelo próprio governo, como o de antitabagismo, campanha sobre a prevenção de colo-uterino e de mama pelo Ministério da Saúde. Estas são algumas estratégias no combate ao câncer, ressaltando-se que a maior arma contra o câncer é o diagnóstico precoce.

A terapêutica para se tratar o câncer são procedimentos invasivos, agressivos, com radiação e muitas vezes desconfortáveis ao paciente. Os métodos de tratamento dependem da condição física e psicológica do paciente, do estágio e do tipo da doença, podendo ser: cirúrgicos, rádio e quimioterápico (ESPÍNDULA, 2009).

O (pré)conceito embutido no imaginário da falta de cura, aliada aos tratamentos radicais, a dor e à imagem corporal que muitas vezes é de mutilação, são estigmas pré-concebidos que provocam a desestruturação psicológica, tornando impactante o diagnóstico, afetando a maneira de como a pessoa enfrentará a terapêutica, podendo potencializar a sensação de desamparo e desesperança.