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9.1.   Pedagogiske  valg  og  didaktisk  oppbygging

9.1.5   Arbeidsmåter

É impressionante o espírito de união que paira sobre as pessoas durante as eleições. Indivíduos que nunca se falaram tornam-se aliados em busca de um bem maior. Na campanha americana do presidente Barack Obama existiram indivíduos que pediram demissão de seus empregos para trabalhar em prol da campanha.

Apesar de não haver saído nenhuma informação de que pessoas pediram demissão para trabalhar nas campanhas brasileiras, era mais do que comum ver mutirões de voluntários cantando o nome do seu candidato, colando adesivos, carregando bandeiras e distribuindo “santinhos”.

Essa união pode ser avaliada por meio da análise de Kracauer quanto ao indivíduo enquanto parte do grupo:

(...)o indivíduo vivencia ideias, dando-lhes forma e dedicando-se a elas, mas sempre mais do que um mero portador de uma ideia; não é tão fácil para o sujeito romper as cadeias de seu destino único para que a ideia possa agir no espaço vazio e não-preenchido de sua alma. Diferentemente, quando o indivíduo sai de seu isolamento e torna-se membro de um grupo. No grupo, o indivíduo vale na medida em que é pura incorporação da ideia. Suas relações com outros membros servem exclusiva e inteiramente para a construção e realização do conteúdo do dever-ser criado pelo grupo; (...) no momento em que o grupo se constitui, tudo o que não diz respeito à ideia é automaticamente excluído; as pessoas unidas em grupo não são mais indivíduos inteiros, mas apenas fragmentos de indivíduos cujo direito de existência deve-se exclusivamente em função das finalidades do grupo. O sujeito como eu único em relação a outros eus únicos.(...) O grupo abarca, assim, em vez de indivíduos inteiramente formados, apenas eus reduzidos, abstrações de pessoas em si, o grupo é um puro instrumento da ideia e nada mais. (KRACAUER, 2009, p. 170/171)

Os indivíduos apresentam tendência generalizada para segurar a sua avaliação dos acontecimentos, mesmo quando confrontado com a informação que contradiz a sua avaliação, afirma Castells (2009a, p.154). Indivíduos são mais propensos a recordar informações que confirmem o seu resultado desejado ou metas. Eles também são propensos a recorrer a seus recursos intelectuais, a fim de procurar informações que suporta mais do que contradiz seus objetivos. Motivação é um fator-chave na forma como os indivíduos processam informações que levem os seus juízos, particularmente quando eles estão lidando com questões importantes. Emoções conflitantes, simultaneamente, aumentam a atenção para algumas partes de informação ao mesmo tempo em que diminui a percepção do novo, das informações contraditórias (CASTELLS, 2009a, p.154). Ou seja, para participar do grupo, o indivíduo procura

argumentos, mesmo que contraditórios às suas crenças, para poder se manter dentro do grupo. Quando confrontada a crença do grupo, mesmo sendo baseados em fatos verídicos, os indivíduos tendem a procurar argumentos, mesmo que infundados, para defender seu ponto de vista. Recuero (2009, p. 46) completa que os indivíduos agem com maior confiança naquio que os demais farão.

Já Gomes (2011, p. 37 e 38) argumenta que a participação é um meio de empowerment civil e que a saúde democrática de um estado deveria ser medida em função do poder relativo que o cidadão tem de fazer prevalecer sua opinião e sua vontade face as instâncias que com ele concorrem na determinação da decisão política no Estado e na sociedade. Iniciativas civis (voltadas para favorecer a ação política) são fundamentais para habilitar e qualificar a participação, se quando ela acontecer, bem como para motivar o cidadão a participar. As pessoas precisam de meios para participar tanto quanto precisam de liberdade e de informação que os habilitem a tanto. Uma democracia saudável não é necessariamente aquela em que pessoas participam massivamente, empregando uma multiplicidade de meios, mas aquela em que todos os concernidos pelas decisões que afetam a comunidade política possam se tornar participantes, se e quando quiserem, e, ainda, quando queiram. Em suma, nem basta e nem é necessário haver participação de massa, não basta haver meios e oportunidades de participação; é preciso que tudo seja moderado pela posse da informação necessária a uma participação qualificada, relevante e efetiva e pela liberdade de participar. (GOMES, 2011, p. 37 e 38)

Entretanto, ao contrário do que ocorre em países como EUA, Alemanha, Japão, em que o voto é facultativo, no Brasil o voto é obrigatório. De acordo com Rubim e Colling (2005) essa continuada repetição histórica dos procedimentos eleitorais, tende não só a fazer esquecer a historicidade do ato de votar, mas a um processo que pode ser preocupante para a política representativa, torna o voto uma banalização e um desinteresse pelo dispositivo eleitoral se generaliza. Por isso tantos votos são destinados a candidaturas polêmicas como de Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, e de Clodovil Hernandes. Gomes (2004) acrescenta sobre a perda contínua de importância de se apresentar ideias, discutir conceitos e disputar programas políticos numa comunicação política que se dirige imediatamente a um público de massa cuja maior parte estaria interessada basicamente em entretenimento, curiosidades, espetáculos e

competições. O campo político se torna cada vez mais profissional, técnico, científico e a comunicação política de massa passa a ser planejada, prevista e controlada.

Dentre suas pesquisas, Gomes (2001, p.40) constatou que, quando perguntadas, as pessoas afirmam que buscam informações políticas na internet, falam sobre política em seus tweets e procuram vídeos no YouTube sobre o tema. Mas quando se mede a participação num fórum de democracia eletrônica ou num orçamento digital, esse índice cai drasticamente. O autor afirma ainda que isso quer dizer que apenas uma parte menor da ação ou da participação política se dá mediante iniciativas digitais, embora estas sejam as formas mais densas e fecundas de empowermentcivil. Nada como a mídia para se aproveitar esse comportamento da população.