8. MOT EN INTEGRERT FORVALTNING?
8.6 S YNET PÅ SAMARBEID OG NOEN UTFORDRINGER
29 -436100 -109,65% -417719,9 -105,03%
30 -356868,9 -82,88% -318185,7 -73,90%
Com base nas observações feitas, torna-se evidente que a introdução de valores desfasados na análise melhora a qualidade do modelo. Como no trabalho de Esteves e Jesus (2018) não é evidenciada a utilização de valores desfasados, a introdução destes poderiam ter melhorado o ajustamento por eles realizado, traduzindo-se em conclusões mais rigorosas. Contributo das variáveis independentes na estimação:
Para avaliarmos o contributo de cada variável independente para o ajustamento, estas serão gradualmente retiradas do estudo. Começando com variável despesa com o pessoal, passando para o capital próprio, ficando assim o ativo total para o fim. Quando todas as variáveis independentes forem retiradas da estimação, o ajustamento será realizado apenas com as variáveis desfasadas introduzidas no teste de sensibilidade anterior (Quadro 11). As variáveis independentes ao serem removidas gradualmente, os RMSPE no período pré- intervenção sofre algumas alterações. Quando a primeira variável é removida (custo com o pessoal) o RMSPE diminui, se traduzindo num ajustamento melhor. Seguidamente, com a exclusão da variável capital próprio o RMSPE sofre um aumento, piorando a estimação face ao processo anterior. Quando a última variável independente é por sua vez removida, ficando, portanto, só as variáveis de valor desfasado, o RMSPE volta a sofrer uma diminuição. Com base nestas observações podemos verificar que das três variáveis independentes aquela que quando removida prejudica o ajustamento, gerando uma pior estimação, é a variável capital próprio. Contudo, convém relembrar que estes resultados são por sua vez obtidos através da base de dados da réplica do estudo realizado por Esteves e Jesus (2018), que embora os resultados entre ambos seguem a mesma tendência, estes apresentam valores distintos. Também é importante salientar que foram utilizados valores desfasados para que este teste de sensibilidade pudesse ser realizado.
Quadro 12 (resumo) - RMSPE do Produto Bancário do BES Sintético na ausência das variáveis independentes
3 Var. Ind. e 3 valores desfasados -1 var. Ind.
Bancos RMSPE Pré RMSPE Pós Rácio RMSPE
Pré
RMSPE
Pós Rácio
BES_N
B 202378,3 371303,1 1,83 200607,9 357458,8 1,78
-2 var.ind. -3 var. Ind
Bancos RMSPE Pré RMSPE Pós Rácio RMSPE
Pré
RMSPE
Pós Rácio
BES_N
B 203630,1 316774,1 1,55 201356 323735,7 1,61
Aplicabilidades diferenciadoras ao estudo original
Introdução do variável crédito total
Como referido no início do presente capítulo, para além do estudo sobre a evolução do variável produto bancário no BES nos períodos após o programa de resolução, Esteves e Jesus (2018) avaliam a evolução do crédito do total com base no mesmo método. De maneira a diferenciar o estudo, e por ambas as variáveis se encontrarem significativamente correlacionadas (0,770) decidi introduzi-la como variável independente no estudo e verificar a sua influência na qualidade da estimação.
Introduzindo então o crédito total como variável independente, podemos verificar que esta variável entra com um ponderador significativo para a formação do controlo sintético, com cerca de 31% (quadro 12), ficando como a segunda maior variável. É importante salientar que para o cálculo da rúbrica Ativo total, é considerada a variável crédito total, daí esta se manter como variável principal para a criação do ativo total.
Quadro 13 Comparação das Matrizes V
Variáveis Ind.
Produto bancário (Estudo Atual)
Produto bancário (com CT)
Ativo Total 0,4996 0,4690
Capital Próprio 0,1634 0,0699
Desp. Pessoal 0,3370 0,1528
Crédito Total 0 0,3083
Avaliando o peso de cada unidade de controlo no estudo verificamos que com a introdução do crédito total algumas variações se tornam evidentes. O peso da CGD sofre uma redução
de cerca de 3 pontos percentuais, sendo, entretanto, transferidos para o peso do Santander que se torna o principal dador na criação do BES sintético (quadro 13)
Quadro 14 Comparação dos pesos das unidades de controlo Pesos dos Bancos de Controlo
Bancos Pesos (𝑊) – Estudo Atual Pesos (𝑊) – Réplica CT BCP 0 0 BPI 0 0 Crédito Agrícola 0 0 CGD 0,509 0,479 Montepio 0 0 Santander 0,491 0,521
Averiguando os valores relativos ao RMSPE para a variável produto bancário podemos observar ligeiras reduções nos RMSPE’s e por consequente no rácio (quadro 14). Com base nesses valores poderemos concluir que a introdução da variável crédito total piorou ligeiramente o ajustamento, pois é sempre pretendido uma redução no RMSPE Pré quando uma nova variável é introduzida no modelo. Isto porque a qualidade da estimação tem por base um ajustamento no período pré-resolução o mais semelhante possível ao real.
Quadro 15 RMSPE do Produto Bancário do BES Sintético com CT Estudo Atual BES Sintético com CT
Bancos RMSPE Pré RMSPE Pós Rácio RMSPE Pré RMSPE Pós Rácio BES_N B 208005,2 381207,8 1,83 210563,4 366942,1 1,74
Os valores do produto bancário referentes ao BES real e ao BES sintético no período pré- intervenção são relativamente próximos para ambos estudos (Quadro 15). A diferença entre a média do produto bancário do BES real e do BES sintético com a introdução da variável crédito total para o período de pré-intervenção é cerca de 91,576 milhões de euros,
representando uma diferença de 10% do valor do BES real (825,521 milhões de euros contra os 917,097 milhões de euros do BES Real). Com a entrada da variável esta diferença sofreu um aumento relativamente ao verificado na ausência da mesma (4,58% do valor do BES Real). Avaliando as diferenças do produto bancário para o ano 2015 podemos verificar que houve uma redução do produto bancário de cerca de 27,5 milhões de euros se traduzindo num impacto menos significativo.
Com base nas observações até agora verificadas podemos concluir que a introdução do crédito total como variável independente não beneficiou o estudo, pois quer a estimação no período pré resolução piorou, quer os impactos da resolução nos pós sofreram uma diminuição.
Quadro 16 (resumo)- Diferenças Do Produto Bancário do BES Real e do BES Sintético com a introdução do CT (1000 milhões) Períod o BES Real Estudo Atual % CT % 1 564815 29121,83 5,16% 56744,0 6 10,05 2 644691 129310,1 20,06% 155668, 2 24,15 3 627536 72306,27 11,52% 100718, 7 16,05 4 709740 246035,9 34,66% 196867, 3 27,74 … … … … 27 1107400 257181,9 23,22% 279318, 8 25,22 28 805230 149851,3 18,61% 159410, 2 19,80 29 397702 -410780,4 -103,29% -389681 -97,98 30 430578 -349139,4 -81,09% -342698 -79,59
Introdução das variáveis defasadas com o CT:
Quando os valores desfasados são introduzidos, as variações nos ponderadores das variáveis não seguem uma tendência homogênea (Quadro 16). Com a introdução do primeiro valor desfasado, há uma ligeira alteração verificando-se uma maior significância na variável Capital Próprio. Esta variável ganhou significância no cálculo do controlo sintética pois sofreu um aumento de cerca de 0,08 no seu ponderador, deixando de ser a variável menos significante
entre todas as variáveis consideradas (o valor desfasado apresenta o valor mais baixo). Contudo o cenário altera-se quando o segundo valor desfasado é introduzido. A variável Ativo total sofre uma quebra no seu ponderador, porém mantém-se como a principal variável a contribuir para o controlo sintético. O maior aumento é verificado na variável Despesa com Pessoal que ganha uma relevância significativa, tornando-se a segunda variável com maior relevância. O segundo valor desfasado quando introduzido obtêm uma relevância muito mais significativa do que o primeiro (cerca de três vezes mais), contudo continua abaixo das restantes variáveis independentes. Por último, com a introdução do terceiro valor desfasado os ponderadores voltam a sofrer alterações, sendo algumas delas muito significativas. A variável Despesa com o Pessoal perde toda a relevância para o cálculo do controlo sintético, não sendo, portanto, utilizada para o cálculo do mesmo. O Ativo Total ganha relevância, e mantém a sua posição como principal contribuidor. Quando comparado com os restantes valores desfasados, o terceiro valor apresentar um ponderador muito mais significante, cerca de seis vezes mais do que os ponderadores dos restantes valores desfasados considerados.
Quadro 17 Matriz V: Teste a introdução de valores desfasados
Variáveis Ind. Produto bancário (CT) Produto bancário (1 valor desfasado) Produto bancário (2 valores desfasados) Produto bancário (3 valores desfasados) Ativo Total 0,4690 0,4297 0,3495 0,4562 Capital Próprio 0,0699 0,1451 0,1165 0,1465 Desp. Pessoal 0,1528 0,1153 0,2302 0 Crédito Total 0,3083 0,2839 0,2133 0,2150 Produto Bancário 1ºS 14 0,0260 0,0218 0,0243 Produto Bancário 1ºS 08 0,0687 0,0290 Produto Bancário 2ºS 01 0,1287
Como anteriormente, de seguida será verificado se a introdução destes valores desfasados contribuí de alguma forma para um melhor ajustamento. Para tal serão verificados os RMSPE nos períodos pré e pós-intervenção, e rácio dos mesmos (Quadro 17). Em
consonância com os resultados observados no Quadro 9, quando a estimação “base” é realizada, a introdução gradual dos valores desfasados como variáveis independentes fazem com que o RMSPE Pré sofra uma gradual redução, melhorando assim a qualidade do ajustamento.
Quadro 18 (resumo)- RMSPE do Produto Bancário do BES Sintético para valores desfasados CT 1 valor desfasado Bancos RMSPE Pré RMSPE Pós Rácio RMSPE Pré RMSPE Pós Rácio BES_NB 210563,4 366942,1 1,74 204943 383117,8 1,87
2 valores desfasados 3 valores desfasados
Bancos RMSPE Pré RMSPE Pós Rácio RMSPE Pré RMSPE Pós Rácio BES_NB 198907,8 369283,3 1,86 196912,7 363744,5 1,85
No Quadro 18 é possível observar os efeitos da intervenção no BES nas várias situações distintas. Embora haja algumas alterações nos valores obtidos, as conclusões são praticamente iguais. A intervenção teve efeitos negativos no produto bancário do BES.
Quadro 19 (resumo) – Diferenças entre o BES Real e o BES sintético, com a utilização da variável CT, no pós-intervenção com a introdução dos valores desfasados
Período CT % 1 valor desfasado %
29 -389681 -97,98% -413593,7 -104%
30 -342698 -79,59% -349998,2 -81,29%
Período 2 valores desfasados % 3 valores desfasados %
29 -424721,7 -106,80% -479610,2 -120,59%
30 -303894,4 -70,58% -185995,3 -43,20%
Extensão do período de pós resolução:
Por fim, uma das diferenciações que irei realizar consiste na simples extensão do período de pós resolução. Esta aplicação serve só para única e exclusivamente para observarmos qual seria a evolução do Produto bancário até aos dias de hoje. Contudo será necessário ter em conta o seguinte: como é do nosso conhecimento, este método tem como base estudo de casos comparativos, onde comparamos um efeito numa unidade intervencionada resultante de um evento de interesse, e comparamos com o seu sintético num suposto cenário onde esse mesmo evento não tomou lugar. Como o nosso estudo tem como base o Produto bancário do BES, e como a atividade da instituição cessou em 2015, a nossa extensão irá ter como base os resultados da instituição que surgiu deste processo de resolução, o Novo Banco.
Relativamente aos valores obtidos da Matriz V ilustrados no Quadro 19. Podemos verificar que os coeficientes das variáveis independentes sofreram alterações insignificantes,
mantendo-se os bancos contribuidores para a criação da unidade sintética (Quadro 20). Tal era esperado, uma vez que os coeficientes são atribuídos às variáveis de modo a minimizar as discrepâncias entre as características da unidade intervencionada e as características do contrafactual sintético. Por este motivo, o peso atribuído aos grupos de doadores em nada alterou.
Quadro 20 Matrizes V (Extensão) Variáveis
Ind.
Produto bancário (Estudo Atual) Produto bancário (Extensão) Ativo Total 0,4996 0,5000 Capital Próprio 0,1634 0,1642 Desp. Pessoal 0,3370 0,33578
Quadro 21 Comparação dos pesos das unidades de controlo (Extensão) Pesos dos Bancos de Controlo
Bancos Pesos (𝑊) – Estudo Atual Pesos (𝑊 ) – Extensão
BCP 0 0 BPI 0 0 Crédito Agrícola 0 0 CGD 0,509 0,509 Montepio 0 0 Santander 0,491 0,491
Gráfico 3 Resultados do Método controlo sintético, extensão
Observação geral dos resultados
Em Esteves e Jesus (2018) os autores expõem algumas preocupações acerca da possibilidade de os resultados obtidos não expressarem a totalidade dos efeitos reais. Alertam para o facto da discrepância encontrada entre o produto bancário real e o seu sintético ser um resultado “mínimo”. Uma vez que o Sintético é contruído através das outras instituições, estas poderão ser sido afetadas pela resolução. Os mesmos referiram que o método subavalia o impacto real uma vez que este impacto negativo poderá ter sido influenciado pela relação direta entre as instituições, ou indiretamente através do impacto negativo sobre o PIB. Além disso, alertam para a possibilidade da atividade do BES ter sido desviada para as restantes instituições devido a resolução. O que causará um aumento da discrepância estimada, levando a um aumento da atividade das instituições dadoras, sobrevalorizando os resultados obtidos.
Tendo isto em consideração, Esteves e Jesus (2018) assumem o seguinte: uma vez que ambas situações alertadas anteriormente são opostas, os autores assumem que os impactos encontrados com a utilização do método contrafactual sintético, constituem um limiar mínimo do impacto no BES. Os impactos no BES constituem impactos sofridos pelo sistema bancário nacional, e por fim, que a discrepância encontrada significa uma quebra de igual
0 200000 400000 600000 800000 1000000 1200000 1400000 1600000 1800000 2ºS 01 2ºS 03 2ºS 05 2ºS 07 2ºS 09 2º S 11 2ºS 13 2ºS 15 2ºS 17 BES Real BES Sintético
dimensão no sistema bancário nacional. Estas mesmas observações servirão como base para a nossa avaliação crítica.
Devido a todo o processo de resolução, e devido ao peso que o BES tinha no sistema bancário português, a produtividade do setor sofreu uma redução. No Ano de 2015, o Produto Bancário do BES sofreu uma diminuição de 759 919, 8 euros quando comparado com o seu sintético. Isto representa cerca de 91,7% do valor observado para o Produto Bancário real (828 289 euros). Com isto, e apesar da gradual redução que o produto bancário médio do sistema bancário se ter reduzido neste período, o processo de resolução contribuiu para uma redução significativa.
Mesmo nos períodos após 2015 onde utilizamos para o estudo dados do Novo Banco, apesar de se verificar uma melhoria, alcançado o resultado máximo no último período considerado, durante grande parte os resultados reais encontraram-se sempre abaixo dos resultados sintéticos estimados. Não só o processo de resolução causou uma diminuição acentuada no Produto bancário nos períodos após o início do processo de resolução. Além disso demorou 4 períodos para que os resultados reais pudessem chegar ao nível dos resultados sintéticos, i.e demorou cerca de dois anos para que o efeito da resolução se dissipasse.
Conclusão
Na presente dissertação procurei analisar o impacto que a resolução do BES teve no setor bancário português. Procurei avaliar a evolução que o produto bancário da instituição num cenário onde o processo de resolução não tomou lugar. Para tal, basei-me na obra realizada por Esteves e Jesus, titulada “Caso BES – O Impacto da Resolução na Economia Portuguesa”. Tal como os mesmos, essa avaliação foi feita através da aplicação do Método Contrafactual Sintético criado por Alberto Abadie (2010). Através da implementação deste método foi possível estimar um produto bancário dito sintético, que quando comparado com os resultados do produto bancário real, demonstram certas discrepâncias nos resultados. Discrepâncias essas que ditam o impacto que o processo de resolução teve sobre os resultados da instituição, e na produtividade do setor. Pois devido a dimensão de todo o grupo, e sendo este o maior banco privado na altura, uma redução da sua produtividade é refletida em todo o setor.
Tendo em conta os resultados ilustrados no capítulo anterior, foi nos possível concluir que o produto bancário estimado num cenário de ausência de resolução é muito superior aquele verificado. Apesar de seguir a tendência geral de abrandamento do setor, os resultados não seriam tão negativamente acentuados. Contudo, é necessário ter em consideração o seguinte, as instituições financeiras são instituições onde a confiança que seus clientes depositam nela, é considerada o principal ativo que esta possui. O risco de reputação que todas estas instituições estão sujeitas poderá trazer graves consequências para a atividade das mesmas. A corrida aos balcões, todo mediatismo, e a gestão danosa que o BES foi alvo, em muito prejudicou a imagem da instituição, que até a data era considerada uma instituição de renome.
Claramente, e tendo isto em consideração, não podemos considerar que o processo de resolução da instituição foi a única causa da quebra dos resultados da instituição. Contudo, não podemos descartar as estimações obtidos. O processo de resolução teve impacto, mas não foi o único causante dos resultados negativos da instituição. Por fim, em relação a aplicabilidade do método contrafactual sintético, é necessário termos a noção que esta metodologia é relativamente recente, e como tal está sujeita a muitas avaliações e a distintos testes de qualidade. Tentei aplicar o método consoante a metodologia apresentada em Abadie et al (2010) contudo verifiquei muitas limitações, e dificuldades em determinadas situações. Apesar de ter a noção que a estimação tem de ser o mais semelhante no período
de considerados houve diferenças verificadas. Que por sua vez, influenciaram a qualidade da estimação. Apesar dos rácios de RMSPE obtidos, são claros na medição das discrepâncias, quer no período de pré, quer no pós resolução, faltou encontrar, e/ou utilizar, algum método onde pudesse avaliar as diferenças, ou as médias das mesmas, encontradas no período de pré inúmeros autores que executam testes de modo a avaliarem outras barreiras que o MCS apresenta. Estudos como Kreif et al. (2016), Gobillon e Magnac (2016) e Wan et al. (2018) testam a performance geral do método. Botosaru e Ferman (2017) e Kaul et al. (2018) exploram o papel das covariâncias auxiliares no MCS, onde foram identificadas diversas patologias. Trabalhos como Ferman e Pinton (2018) que analisaram o comportamento do MCS em situações onde a estimação no período de pré intervenção é imperfeita. Abadie et al (2010, 2015), Hahn e Shi (2017) focam-se em analisar testes de inferência estatística do modelo. E outros, como Doudchenko e Imbens (2017), Abadie e L ́Hour (2019), Minard e Waddell (2018) e Hazlett e Xu (2018), criaram extensões ao modelo de maneira a obterem estimações mais robustas, avaliando novas estruturas de dados. Como vemos este é um método que está a ser alvo de muita exposição, e tem sido aplicado em inúmeros cenários. Tal como referenciado por Ben-Michael, Feller e Rothstein (2018), que com referência a Athey e Imbem (2017), o artigo referente ao MCS tem mais de 4000 citações, e tem sido denominado “a inovação mais importante na literatura respeitante a avaliação de políticas, nos últimos 15 anos”.
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Apêndices
Quadro 22 Diferenças Do Produto Bancário do BES Real e do BES Sintético (1000 milhões) (Tratamento Próprio) Período Esteves e Jesus (2018) % Estudo Atual % 1 -202890 -35,92% 29121,83 5,16% 2 -81955 -12,71% 129310,1 20,06% 3 -143176 -22,82% 72306,27 11,52% 4 -101 -0,01% 246035,9 34,66% 5 -23104 -3,36% 191401,2 27,80% 6 24169 3,34% 244927,5 33,89% 7 12630 1,76% 238819,7 34,86% 8 26116 3,82% -220994,5 -32,35% 9 -140608 -19,64% -159506,7 -22,28% 10 -111305 -13,67% -134823,7 -16,56% 11 -169371 -21,26% -191609,4 -24,05% 12 -205072 -22,85% -233606,7 -26,03% 13 -153522 -14,67% -181060 -17,30% 14 -52955 -5,74% -74375,41 -8,06% 15 -50661 -4,93% -75740,79 -7,37% 16 -385885 -43,84% -421969,3 -47,93% 17 12176 1,06% -12707,74 -1,11% 18 287823 22,59% 268449,1 21,07% 19 106277 9,48% 86644,83 7,73% 20 120421 9,67% 91804,01 7,37% 21 267442 21,53% 238348,8 19,19% 22 -72702 -8,52% -100512,8 -11,78% 23 187753 14,90% 160323,7 12,72% 24 398176 29,01% 381865,5 27,82% 25 183742 18,98% 164923,8 17,03% 26 362341 40,12% 355262,7 39,34% 27 276367 24,96% 257181,9 23,22% 28 158136 19,64% 149851,3 18,61% 29 -392494 -98,69% -410780,4 -103,29% 30 -339339 -78,81% -349139,4 -81,09%
Quadro 23 Placebo no tempo (1ºS 2008) (Tratamento Próprio)
Período BES
Real E&J (1ºS 2008) Dif %
Estudo atual (1ºS 2008) Dif % 1 564815 704279 -139464 -24,69% 530168,72 34646,28 6,13% 2 644691 663204 -18513 -2,87% 510109,32 134581,7 20,88% 3 627536 698795 -71259 -11,36% 549547,25 77988,75 12,43% 4 709740 651864 57876 8,15% 458238,03 251502 35,44% 5 688383 657196 31187 4,53% 492058,61 196324,4 28,52% 6 722752 649857 72895 10,09% 473060,85 249691,2 34,55% 7 716675 657707 58968 8,23% 473126,5 243548,5 33,98% 8 683157 583487 99670 14,59% 904052,44 -220895 -32,33% 9 715856 748162 -32306 -4,51% 871001,53 -155146 -21,67% 10 814173 790696 23477 2,88% 943569,23 -129396 -15,89% 11 796659 838588 -41929 -5,26% 983136,46 -186477 -23,41% 12 897408 938950 -41542 -4,63% 1124430,6 -227023 -25,30% 13 1046723 1042430 4293 0,41% 1221428 -174705 -16,69% 14 922582 852779 69803 7,57% 992014,14 -69432,1 -7,53% 15 1028096 935029 93067 9,05% 1098049,1 -69953,1 -6,80% 16 880305 1059401 -179096 -20,34% 1293947,2 -413642 -46,99% 17 1145357 990575 154782 13,51% 1152322,2 -6965,2 -0,61% 18 1274061 875210 398851 31,31% 1001141 272920 21,42% 19 1120832 902049 218783 19,52% 1029656,7 91175,3 8,13% 20 1245846 961425 284421 22,83% 1147438 98408 7,90% 21 1242015 807848 434167 34,96% 996952,39 245062,6 19,73% 22 852976 766301 86675 10,16% 947070,93 -94094,9 -11,03% 23 1259943 914998 344945 27,38% 1093289,4 166653,6 13,23% 24 1372590 880941 491649 35,82% 986960,51 385629,5 28,10% 25 968305 676716 291589 30,11% 799038,4 169266,6 17,48% 26 903055 500148 402907 44,62% 546158,76 356896,2 39,52% 27 1107400 721086 386314 34,88% 845790,69 261609,3 23,62% 28 805230 599618 205612 25,53% 653466,89 151763,1 18,85% 29 397702 685401 -287699 -72,34% 804262,47 -406560 -102,23% 30 430578 735906 -305328 -70,91% 781488,12 -350910 -81,50%
Quadro 24 Placebo no tempo (1ºS 2009) (Tratamento Próprio)
Período BES
Real E&J (1ºS 2009) Dif %
Estudo Atual (1ºS