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1. Innledning

5.3 Kontrast i levetid

5.3.4 Viktigheten av profilerte ledere

lá em casa, era a Ceres e a Anita

“Não, não, Deus me livre! Minha mãe não aceitava ninguém... Ela falava

ignorante de tudo...”

dela, eu, com

Ceres:

“...então eu nunca vi minha mãe, assim, como se ela não cuidasse, ela não acompanhou meu pai porque... ela disse, que não acompanhava meu pai pra não deixar nós, porque nós queria viver em Brasília e ela não ia atrás de meu pai. Eles se separaram mais por causa disso, porque minha todas aqui em Brasília trabalhando. Eu não vou pra lá, pra Bahia pra mim ficar morrendo de fome, aqui eu lavo, eu passo, as meninas me ajudam e vou... E levou até o fim, ela viu como é que era, ela foi embora mas ela foi... ela dizia:... quando arrumava eu não vou... é seu pai me largou, eu vou morrer assim...”

“Minha mãe num colocou homem, minha mãe não era rueira, minha mãe responsável... então, o que eu quero dizer pra ela também... e que minha

aneira dela...”

Sobre o irmão e o relacionamento com a mãe:

“Ele nunca foi de... de falar, porque minha mãe tinha um problema de mãe porque ela não entendia as coisas e ele se sentia mal, era a lado... do lado, mas não ia lá em casa. Quando ela via ele passar, aí ela

Os padrões de interação muito severos formam uma estrutura familiar com subsistemas isolados e fronteiras muito rígidas, onde a comunicação é hostil e baseada em cobranças. Samira descreve a dificuldade de relacionamento entre ela

e os irmão ue hoje em dia ainda consegue

apoio de

motivo a compreende melhor.

ue essa família não conseguiu reorganizar o seu sistema de relações para passar por pelo menos três etapas do ciclo vital: a união do casal, f

a casa... or que eu trabalhava fora, né?...”

mãe disse: as meninas estão

namorado, ela dizia: vocês não tem vergonha? Porque não tá vendo que

não era cachaceira, minha mãe não era, minha mãe era muito mãe era carinhosa da m

surdez, aí ele falava que ele não gostava de... de conversar com a minha desculpa dele, entendeu? Às vezes ele ia na casa da... da cunhada do ficava revoltada, ela sentia mal.”

s, principalmente com os mais novos, e q

Ceres porque ela já participou de programas de tratamento e por este

Fica claro também q

amília com filhos pequenos e família com filhos adolescentes.

“Isso, eu assumi assim, uma responsabilidade muito cedo... eu lembro, assim, que com 15 anos, eu já tinha assumido o IPTU da minh

Durante os encontros foi possível observar como os integrantes da família se compo certeza do tentativa d segura em acontecim

sua neces dade de explicar o que pensava e sentia em relação a alguns problemas, embora nã

pudessem ldade ele atribui aos prejuízos

causados pelo longo período de uso de drogas.

Apesar da gravidade de alguns assuntos abordados pelos integrantes da família, foi

consigam

foram com ilêncio e tristeza. Nos

momentos de dúvida, geralmente em relação à idade, fatos e acontecimentos da vida familiar (nascimento, casamento, morte etc.) a última palavra era de Ceres, ainda que Pedro tenha conseguido juntar muitas informações sobre sua vida com Samira e os filhos.

Foi possível observar que existe uma comunicação entre eles funcionando como um mecanismo de organização das ações que devem ser tomadas em relação ao tratamento de Samira. É uma espécie de acordo que mantém a esperança de abstinência e da continuidade do trabalho terapêutico da servidora. Nestes momentos de conversa durante os encontros vimos como os olhares, os gestos e as confirmações orais reforçam um modo de interação que tem

rtavam diante de alguns questionamentos. Samira, quando não tinha que devia responder, buscava, com o olhar, ora o marido, ora a irmã, na e ser “socorrida” em relação ao que iria dizer. Ceres era a pessoa mais suas repostas e a que apresentava um melhor encadeamento dos entos, datas, momentos vividos em família. Quanto a Pedro, percebíamos si

o conseguisse terminar suas observações por não encontrar palavras que descrever suas idéias. Essa dificu

possível verificar que eles procuram contornar as situações, embora não resolvê-las prontamente, mas não desanimam com facilidade. As risadas

como base

nada... tudo pra ela era imoral. Se, tipo assim, eu tivesse brincando com pra dentro, assim uma pessoa muito presa, né? Eu vim sair, eu tinha meus 18 anos que eu conheci o Luis, algum lugar, mas sempre ela queria saber...

não dava atenção pra gente, pra nada... assim... não faltava comida, ela tempo pra nada... era o tempo todo, era uma roupa atrás da outra pra

assim muito bem que eu vim saber menstruação, já com, já quando eu já propaganda de modess, eu tinha vergonha, saía, pra não... sabe?... Pra perto dela. Então, assim, ela foi uma pessoa, assim, que não podia falar nada.”

“...obedecia... viche! Minha mãe só olhava, assim... Igual hoje em dia... às tem educação, entra no meio pra falar... ela só olhava assim, e a gente já

Samira e a comunicação com os irmãos:

“Ah... era uma comunicação assim, bem... Dava pra conversar, mas era construtiva, mas de... de... destruir, né?... Não é aquela coisa, assim, de ajudar... não todos, né... mas alguns, né?... É, reclamação... minha mãe

a cumplicidade e um sentimento de culpa pelo desejo de diferenciação e independência.

™ Comunicação

A comunicação da família é confusa e agressiva. Pouco se fala e não há abertura para a exposição de problemas.

Samira e a comunicação com a mãe:

“Minha mãe nunca comentou sobre casamento, sobre... nada, nada, um menino homem, ela já me botava

assim, pra poder, ou ir pra escola, né... ou quando mentia pra sair pra

“Minha mãe era uma pessoa assim que... ela só vivia pra trabalhar... ela dava comida na hora certa e mandava pra escola... mas ela não tinha lavar, aquelas trouxas que ela lavava pra poder manter a gente.”

“Então minha mãe não tinha tempo pra sentar, conversar... eu me lembro tava perto de menstruar, já. Porque, nem na televisão, quando passava não ficar

vezes cê tava conversando, assim... a criança entra no meio, né?... não saía... já sabia o que tava acontecendo...

tá assim; você que faz ela ficar assim;... então era mais era briga, confusão, né?...

erguntada como era a comunicação entre os membros da família, Samira responde que era direta e que alguns compreendiam mais que outros o seu problema com drogas.

Agora com a Madalena, ela já é aquele, tipo problema... ela acha assim er safada, mesmo...”

Em sua família nuclear, Samira afirma que a comunicação entre ela e o marido, e

entanto, q

recaídas, a eixar o uso, que compreende

sua compulsão pelo fato de ter usado drogas durante muito tempo. É possível notar a preocup

expressa r

se culpado pelo fato de ter “apresentado” a droga para sua esposa. Outros gestos observado

vontade de

Sobre as fronteiras do sistema familiar, ficou claro no depoimento dos

membros mília era isolada e, entre eles

mesmos, indagada

ou associações, em festas da comunidade, ou a possibilidade de estar com as P

“Não, é tudo na direta mesmo... Com a Anita e com a Ceres é na direta. que... eu faço as coisas por eu s

entre ela e os filhos, não é perfeita, mas é possível se entenderem. No uando está sob efeito da droga, não tem argumentos que justifiquem suas

pesar do apoio que recebe do marido para d

ação de Pedro em relação às recaídas de Samira e o desejo, que epetidamente, de que Samira consiga a abstinência, uma vez que sente-

s durante os encontros nos revelam um carinho pela família e uma que consigam viver em harmonia e tranqüilidade.

™ Fronteiras

que participaram da pesquisa, que a fa

os encontros familiares foram ficando cada vez mais escassos. Quando sobre a participação da família em eventos sociais, em igrejas, em clubes

amigas da

mãe dela não permitia.

nia bastante... depois que... Samira ficou muito ruim... e a gente... eu também fiquei... eu sempre reunia muito em casa, né... cê

o, mas nós temos astante contato, né, eu ligo, converso... eu mesmo tenho contato com todos os outros...”

icipa de programas de atamento. Com a irmã Madalena, Samira sempre teve problemas, desde a infância, e até hoje não se relaciona com esta irmã. Da mesma forma acontece com o irmão eonardo que abusou sexualmente dela durante três anos e que atualmente só encontra p

escola em casa, Samira relata que não era possível esses contatos pois a

Sobre os encontros dentro da própria família, Ceres que é um elo entre os irmãos, relata:

“A gente reu

lembra, né Samira?... Sempre ela vinha na minha casa. Aí todo mundo... depois foi ficando assim, cada qual na sua vida e com o problema da Samira, a gente foi ficando mais distante um pouc

b

3.1.5) Dados do Genograma Familiar

Alguns aspectos da família podem ser observados diretamente no Genograma Familiar (Vide Figura 12) elaborado com os membros que participaram das entrevistas. Para a confecção desse instrumento de coleta de dados utilizamos 4 folhas de papel pardo com dimensões de 0,95 cm x 0,65 cm que foram coladas na parede da sala onde foi realizada a entrevista.

É possível verificar uma relação fusionada de Samira com seu esposo Pedro e com sua irmã Ceres, a única da família que ainda part

tr

L

or acaso em alguma agência de banco ou quando aparece na casa da ex- mulher que fica na mesma rua de Samira. Com Anita, sua irmã mais velha, Samira afirma que tem uma relação de “amizade” e que pode contar com ela se precisar, mas normalmente ela recorre à Ceres que já está acostumada com suas tentativas de deixar o uso de drogas e suas recaídas também.

Em relação ao contato com a mãe entendemos que houve negligência ao lidar com os filhos, não só em relação à Samira e aos abusos que ela sofreu, mas também c

avelmente, com os outros filhos também.

Samira re resposta, u

do casal Rubens e Marlene, pais de Samira, foi apresentado como uma relação distante e de indiferença, uma vez que nos relatos o pai preferiu permanecer na Bahia, onde formou uma nova família, a seguir com a esposa Marlene e os filhos para Brasília.

Em relação ao seu esposo Pedro, Samira afirma que ele a compreende muito e a ajuda a não desistir do tratamento. Nos seus relatos, ele confirma a vontade que tem de ver sua esposa livre do uso de drogas.

“Eu sei como funciona... a fissura, né? Eu sei que antigamente... não, da Fazenda, ela ficou assim, tal na bebeção e aí caiu. E ela passava três dias sem ir em casa... só usando um tempinho até bom. Eu tô... cada dia que passa, é mais uma vitória,

Um aspecto notado pela pesquisadora e pela terapeuta de família foi o fato da família ter muita dificuldade com datas e idades. Sempre que perguntávamos a idade de alguém, o comentário era o mesmo: “Ah! Eu não sei precisar isso, não”. Quando perguntada a época em que determinado fato ocorreu, novamente era uma luta para fazer com que a família se lembrasse de algum episódio que pudesse ajudar a determinar o tempo, o período ou o ano, enfim, alguma referência de tempo

om Ceres e as queimaduras que ela teve em épocas diferentes de sua infância e, prov

Em relação ao contato com o pai, demonstramos no genograma o que latou da historia que viveu e, assim, determinamos uma relação sem

ma relação de alheamento desse pai para com a participante. O relacionamento

antigamente não... quando ela saiu

droga lá e vendendo tudo... aí agora melhorou muito, agora não, já tem... né?... eu gostaria mesmo que ela conseguisse...”

e espaço

, ou para o marido, ou para a irmã, co

, como de Samira co

(Vide Figura 12) proporciona um melhor entendime

para que pudéssemos situar os acontecimentos e a posição das pessoas no genograma familiar, por exemplo.

Durante o tempo que dedicamos para construir o genograma, sempre que era preciso confirmar alguma coisa, a participante olhava

mo se precisasse da ajuda dos dois para ter certeza de que o que ia dizer estava certo mesmo.

Existe uma relação muito estreita, tanto de Samira com Pedro

m Ceres. É como se essas duas pessoas conseguissem trazer Samira para o centro das coisas. Durante todos os três encontros, Samira esteve sentada entre o marido e a irmã.

A visualização do Genograma nto dos aspectos comentados.