• No results found

1. Innledning

6.2 Kan vi si noe mer generelt om landets lister?

6.2.2 Varigheten til landets lister

Homem

Mulher

Uso de Drogas Lícitas e Ilícitas

Pessoas Falecidas

LAÇOS

Casado(a)

Separado de fato

Moravam juntos e se separaram Moram juntos

RELAÇÕES

Sem resposta / Alheio Indiferente / Apático Natural / Normal Amizade / Intimidade Fusionada Hostil / Conflituoso Abuso Sexual Negligência

3.1.6) Inte

A Colagem (Vide Figura 13) foi realizada com três membros da família: Samira, o esposo, Pedro e a irmã, Ceres. Neste momento da tarefa todos se concentraram em procurar figuras, o que fizeram individualmente e ficaram

praticamente em silêncio, com ão. Em

apenas dois momentos os integrantes se pronunciaram para perguntar se podiam

peg figuras co se era preciso esperar que todos

figuras que haviam recortado.

Na parede deixamos uma folha de papel pardo de 0,95 cm x 0,65 cm, que foi dividida ao meio com um traço de pinc a baixo. No primeiro espaço, escrevemos: “A família q e somos “A família que queremos ser”.

O exercício consistiu m proc das revistas, figuras que udessem retratar a imagem que cada participante tem sobre sua família em dois

omentos: no presente e no futuro.

O Pedro escolheu duas figuras e colou uma em cada metade da folha. No

mesmo instante, Samira levantou e colou as o ainda

ia colar sua segunda foto. Então ele colo tos de Samira mais para cima, que não se importou com o fato. Sa otos e colou duas na 1ª parte da folha e três na 2ª. A irmã foi a que mais recortou fotos, no total de sete, e colou quatro na 1ª parte e três na 2ª, e foi a última a colar suas figuras.

Ao final do exercício vários coment

coladas no papel. Os três falaram sobre o que quiseram demonstrar sobre a família. rpretação da Colagem

muitas revistas, tesoura e cola em bast

ar loridas e preto-e-branco, e terminassem para começar a colar as

el atômico, de cima u ” e, no segundo:

e urar e recortar p

m

figuras dela, sendo que o marid cou uma das fo

mira recortou cinco f

Pedro:

“A família, hoje, tá dividida demais... cada um não quer saber nem pra Minha mãe que sempre juntava o rebanho, né. Que sempre juntava todos fosse, que ia acontecer o que tá acontecendo agora. Separou todo

Samira:

“Eu coloquei essa daí... uma pessoa aí, mas tá faltando alguma coisa. ponto de vista falta alguma coisa que é a minha dependência, né... que eio dividida... uma família tipo assim....essa é a família que eu sou agora”

cima tem esse casal... como se fosse minha mãe e meu pai, né?... Aí, embaixo, como se fosse eu mais meu marido... Lá embaixo lá... embaixo daquele casal lá... É... aqui como se fosse Pedro e Ceres... É... cê tá minha casa era muito cheia, de primeiro... E essa daí, é quando Samira meu... minha memória buscar... Agora, que eu tô olhando, que eu tô

Os comentários dos familiares sobre as próprias figuras foram pertinentes ao momento que vivem e coerentes com a realidade que enfrentam, em relação às dificuldades decorrentes do uso de drogas de Samira.

Em relação aos projetos para o futuro, os três têm um desejo coincidente de muita alegria e união entre as pessoas da família e de momentos de paz e tranqüilidade. Para eles, seria muito bom também que a família conseguisse se reunir e que, em um futuro próximo, todos pudessem se relacionar sem problemas.

onde o outro foi... isso depois... depois da... do falecimento da minha mãe. nós... mas depois da morte dela... eu ainda comentei isso: que quando ela mundo, ninguém quer saber de nada da vida do outro...”

Assim... tá faltando alguma coisa, ainda, né... Pra mim assim, no meu falta ainda, né, eu superar ...A outra é uma família, assim m

Ceres:

“Agora que eu tô olhando, é que eu tô vendo... que... eu botei, olha, em

entendendo?... e aí, as crianças, nós almoçando..., o bom que eu... a tava... grávida, sozinha... cê tá entendendo? Na hora, nem... eu deixei o encaixando as coisas...”

Um sentimento trazido por Samira foi a vontade de estar em contato com a natureza

figura ond

les. É a foto da mulher sem rosto. Segundo Samira ela quis se representar exatament e sente, “faltando alguma coisa”. O fato da figura não ter foco e não ter ro

se ver de

respondeu es pede para

comentar o que percebeu das fotos coladas por Samira e fala da sensação que teve depois que viu o painel pronto:

guras, e então as duas irmãs foram confirmando suas impressões e comentando o que pensa

pra eu falta muita coisa... Não tá ainda do jeito que quero... não tá ainda... e eu tô deslumbrante, né, eu tô mentindo... Tá faltando alguma coisa...”

né? Faltando mesmo alguma coisa, né. Não, você sabe o que você faltando muita coisa na cabeça, né, que é justamente a cabeça que comanda o nosso corpo.”

, de onde ela consegue tirar coisas “doces e boas”. Ela escolheu uma e uma casa está cercada pela natureza e inspira calma e sossego.

Uma das fotos coladas pela participante gerou muitos comentários entre e

e como s

sto significa a busca que a participante faz para se encontrar e conseguir verdade. O marido perguntou se aquela mulher era ela, ao que Samira que sim, mas que estava faltando alguma coisa. A irmã Cer

“Eu... eu percebi, num sei, porque eu não estudei... num sei... eu percebi devido o estágio deles... de dependência, que eles buscaram uma família assim... buscaram uma família, assim, é... assim bem... sofrida... bem apagada... bem faltando... brilho. Foi o que eu senti...”

Samira responde à irmã dizendo da sua intenção, quando recortou as fi

vam a respeito:

“É... era isso o que eu queria passar. Que falta alguma coisa... assim, né, Porque se eu não colocar aí que eu sou... qu

E Ceres termina, falando pra irmã o que sente:

“Ela... ela colocou ela, mas faltando o rosto... brilhando, o rosto normal, colocou... eu... Eu senti, né... o corpo dela tá direito, mas a cabeça dela tá

PARTE IV – DISCUSSÃO

“Nenhum conteúdo está todo no texto, pois se tal coincidência existisse, nada precisaria ser explicado.”

Pedro Demo

s dados do presente estudo serão discutidos da seguinte forma: a) Estudo Exploratório e b) Estudo de Caso.

a) Estudo Exploratório

Em relação aos dados obtidos no Estudo Exploratório, alguns resultados encontrados são específicos do público alvo atendido pelo Programa, bem como das atividades, não só de assistência, mas também de perícia, desenvolvidas no PADQ.

Vamos discutir o que consideramos mais expressivo, entre as categorias que investigamos, a começar pelo gênero. A variável sexo na amostra pesquisada, apresenta um número significativo do sexo masculino (19), em comparação ao feminino (02), fator que nos motivou a realizar a pesquisa com uma família cujo dependente químico fosse mulher. Também na literatura é possível confirmarmos, em pesquisas realizadas sobre o uso de drogas, um índice sempre maior de homens que de mulheres (Carlini, Galduróz, Noto e Nappo, 2002).

A variável idade dos servidores nos apresenta uma média que se encontra na faixa dos 41 anos, e o tempo de uso, na faixa de 22 anos. Esses fatos configuram uma clientela muito específica que freqüenta o PADQ, sendo o número de servidores já dependentes maior que o de servidores que abusam de alguma substância psicoativa. Entre as drogas mais utilizadas temos duas lícitas, o álcool e o tabaco e uma ilícita, a maconha. Segundo dados da OPAS (2005), o consumo de

drogas lícitas como álcool, ta os, continua sendo fonte de reocupação de muitos governos, devido ao índice, cada vez mais elevado, em praticamen

os entrevistados, nove já passaram por internação em Comunidade Terapêutic

o retorno ao convívio familiar e social. Praticamente todos os servidores se referiram a usuários na família, tanto de drogas lícitas como ilícitas. As internações e as recaídas não são incomuns entre os servidores atendidos no Programa, pois os mesmos se resguardam na convenção de que de

emana. baco e alguns medicament

p

te todos os países das Américas. D

a, sendo que apenas quatro conseguiram cumprir o tempo integral de nove meses, e alguns já recaíram após

pendência química é doença e deve ser tratada, e por este motivo a instituição não pode exonerá-los, a não ser por justa causa, antes que eles tenham a oportunidade de se recuperar.

A respeito do cargo dos servidores entrevistados temos um número grande de vigias (11) e, em segundo lugar, com uma diferença acentuada (3), os cargos administrativos. O problema mais comum nessa categoria ainda é o álcool, apesar de alguns servidores associarem esse uso ao tabaco e, os mais novos, também à maconha. Uma queixa comum dos servidores que exercem a função de vigilância diz respeito ao tempo ocioso que consideram muito grande, tanto nos plantões que “tiram”, quanto nas folgas que têm durante a s

Dos 21 servidores entrevistados apenas dois relataram haver participado de programas de tratamento antes de conhecerem o PADQ.

Um fato que, para a equipe, é de fundamental importância na condução do tratamento do servidor é o motivo do encaminhamento e, no caso dessa amostra, temos 15 servidores que chegaram ao Programa por intermédio da chefia imediata e apenas seis, que sabendo da existência do Programa, procuraram tratamento

espontaneamente. Estes últimos, na experiência da equipe, conseguem uma recuperação melhor por já terem decidido parar de usar qualquer tipo de droga e estarem dispostos a trabalhar o que não vai bem em suas vidas. Já os servidores que foram

15 anos de serviço, o que se supõe, conhecerem os trâmites le

e Brasília e três trabalham

o de participantes com 1º Grau In

“convidados” por seus chefes a freqüentar o Programa, normalmente demoram mais para encontrar um objetivo que afirme o seu tratamento ou desistem e abandonam o acompanhamento no PADQ.

A amostra estudada apresenta 10 servidores, praticamente a metade, que já responderam processo administrativo na SEE/DF, e um deles já respondeu dois, geralmente por abandono de cargo (mais de 30 dias sem comparecer ao trabalho), ou por algum dano ao patrimônio (escolas roubadas durante o período de vigilância, por exemplo). Um fato interessante é que, em geral, os servidores são antigos na instituição, com uma média de

gais a respeito das irregularidades cometidas, e ainda assim não se preocupam com as possíveis conseqüências em suas vidas funcionais (por exemplo, a perda de direitos).

O local de moradia e de trabalho desses servidores é coincidente, sendo que quase a totalidade (20), mora em Cidades Satélites, e a maioria (18), também trabalha perto de onde mora, o que, segundo eles, é uma vantagem em termos de tempo de locomoção. Apenas um servidor é morador do Entorno d

no Plano Piloto.

Em termos de escolaridade, temos o mesmo númer completo (07) e com o 2º Grau completo (07).

Todos os servidores entrevistados têm, na família, membros que usam ou já usaram algum tipo de substância psicoativa, sendo as mais comuns o álcool e o tabaco. Muitos aprenderam a beber com o pai ou com o irmão mais velho. Dentre

estes, atualmente, alguns já não usam mais, enquanto outros são abusadores ou dependentes químicos.

O estado civil predominante é o casado, com 10 servidores, seguido do separado, com seis e do solteiro, com cinco. Este aspecto também é um indicador para a equipe, a respeito do nível de comprometimento do servidor em termos de dependência e qual tipo de “rede” ainda existe que possa ser usada para auxiliar no tratamento

icado da família, quem é a família?, importância da família, relacionam

vistados é que nem todos recebem o incentivo que gostariam

recaídas; e outros afirmam que estão

, como por exemplo, esposos(as), filhos(as), parentes, amigos(as), colegas de trabalho etc.

Apesar de ser uma amostra pequena, esses resultados podem ajudar na avaliação dos atendimentos realizados no PADQ e, de alguma forma, contribuir para incrementar o trabalho da equipe em relação aos objetivos e metas do Programa.

Sobre os resultados das perguntas abertas, vamos considerar as respostas mais freqüentes, como uma das expressões do pensamento dos servidores, sem querer com isso determinar ou generalizar a opinião dada sobre cada assunto: signif

ento familiar, importância do trabalho e atividade profissional.

A respeito do significado da família, temos um número significativo de servidores que responderam que a família é tudo, é imprescindível, é a base da sociedade, é o encontro entre as pessoas, é o apoio. O que foi percebido neste grupo de servidores entre

para deixar o uso de drogas; muitos não têm mais o apoio da família e tentam se manter no tratamento, apesar dos períodos de

na situação atual (dependência química) por causa da família e que já não a consideram para nada. Ainda assim o que prevalece é o entendimento de que a

família é essencial para a formação do indivíduo e que deve haver união para que exista uma família.

Outro aspecto refere-se à constituição da família: quem é a família? O maior número de respostas sugere que família é a nuclear e, em seguida, a de origem, apresentando, assim, a consangüinidade como critério de definição. Para alguns servidores, família é quem ajuda, quem compartilha momentos bons e ruins, quem aposta na pessoa, quem torce por ela, e muitas vezes quem faz esse papel não é o parente, não é a pessoa que tem o mesmo sangue.

m, no exemp

itiu que o relacionam

a família, como sendo essencial, muito importante, imprescindível para o sustento, Sobre a importância da família, muitos servidores repetiram as respostas que deram para o significado da família, mas conseguiram relatar que a importância está na relação que existe entre os membros, nas recordações, na aprendizage

lo que receberam. Alguns falaram da influência negativa da família para o problema que estão vivenciando, outros afirmaram que sem a família não são nada e não conseguiriam sobreviver, e outros disseram que é necessário que a família tenha bom caráter para orientar bem os seus integrantes.

A respeito do relacionamento familiar, grande parte adm

ento poderia ser melhor, que só não é tão bom por causa da droga, que já foi ótimo e hoje é conturbado. Os que associam a boa convivência à abstinência, disseram que o relacionamento é ótimo e que quando bebiam e usavam drogas, não conseguiam ter uma convivência agradável. Alguns assumem que o relacionamento familiar não é bom, que tem muita discussão, que não há diálogo e possibilidade de falarem o que sentem e pensam.

A importância do trabalho também foi um item que trouxe concordância entre as respostas. Os servidores se referiram ao trabalho, assim como fizeram com

para a independência, para a sobrevivência. Alguns afirmaram que sem o emprego não teriam como sustentar suas famílias, outros falaram da importância de trabalhar para se s

iante o cumprimento de suas tare

entir digno e honesto, outros não querem ficar sem trabalhar e pensam como será na aposentadoria.

O último aspecto refere-se à atividade profissional que realizam e nesse aspecto alguns servidores afirmaram gostar muito da função que desempenham; outros não gostam e se sentem incompetentes; outros acham perigoso o trabalho que fazem. O fato de muitas vezes não terem satisfação med

fas, leva muitos servidores a considerar como rotineiro, sem graça e perigoso, a atividade que desenvolvem em seus locais de trabalho.

Diante desses dados podemos considerar que muitos servidores conseguem reavaliar suas necessidades para seguir em frente, no propósito de um tratamento integrado com a família e a instituição, e outros continuam com a idéia de que o problema está na substância que usa, na família que não é boa ou no trabalho que não o recompensa.

Também esses tópicos significam muito para uma avaliação da prática desenvolvida no PADQ, para que a equipe possa manter os métodos que funcionam para os servidores, para a família, a chefia, os amigos, e modificar o que não funciona, como forma de melhorar a eficiência do Programa.

b) Estudo de Caso

Seguindo o referencial da Terapia Estrutural de Salvador Minuchin (1990), vamos destacar os pontos principais de análise da família que são: estrutura, fronteiras e subsistemas, entre outros que também abordaremos.

Quanto ao primeiro aspecto, podemos afirmar que, em referência à família estudada, a estrutura nos revela um padrão de relacionamento complementar entre irmãos, que acentua a imagem de poder e hierarquia entre os membros. Esta situação proporciona uma interação polarizada, onde um manda e o outro obedece, sem possi

om o meio externo e um isolamento social acentuado. Importante

onde as fronteiras são rígidas, pode-se observar um prejuízo na comunicação entre os subsistemas e, também, nas funções de proteção que a família tem com seus membros.

studos realizados em Brasília, sobre violência intrafamiliar (Ribeiro e Borges, 2

sença de conflitos bilidades de mediação. Isto, por sua vez, gera uma forma dependente de resolução de problemas e dificuldades de autonomia entre os integrantes do sistema familiar. Essa forma de relacionamento complementar é descrita por Watzlawick e cols. (2004) como modelos de interação onde o comportamento de um indivíduo complementa o do outro, algo como: um pede, outro realiza; um determina e o outro se submete.

O segundo aspecto diz respeito às fronteiras. Das características que identificamos nas interações familiares, uma delas refere-se ao contato que a família mantém com outros sistemas externos e com os seus próprios subsistemas. Neste ponto, verificamos que essa família tem fronteiras rígidas, determinantes de um relacionamento pobre c

também salientar que o pouco contato intra-familiar vem diminuindo gradativamente, o que exacerba ainda mais o distanciamento dos membros entre si. De acordo com Minuchin (1990), as fronteiras têm a função de proteger o sistema familiar, permitindo que ele se diferencie. Em um sistema

E

004), apresentam algumas semelhanças quanto aos padrões de relacionamento em famílias onde havia violência e em famílias com dependentes químicos, no que diz respeito à comunicação pouco clara, à pre

conjugais,

de de cuidar dos filhos, quando em sua última gravidez, o marido saiu de casa. A

embros e exercer os

ao isolamento social da família e às dificuldades de expressão da afetividade. Observamos que na família de origem de Samira também havia a presença de violência sexual, psicológica e negligência.

Em relação à infância dos membros da família, verificamos que esse período foi difícil, pelo fato de todos os filhos terem começado a trabalhar muito cedo, o que, na visão da participante, reflete uma infância ruim, tumultuada, uma vez que ela não teve oportunidade de brincar, nem conviver com crianças de sua idade, nem de participar de momentos pertinentes ao grupo infantil, ainda que fosse na escola. Nesta família vimos que a mãe ficou sozinha para assumir a responsabilida

filha caçula, participante em questão, não conviveu com o pai e não o conheceu, a não ser por intermédio dos comentários feitos sobre ele, até a idade adulta, quando estiveram frente à frente e puderam falar o que pensavam e o que sentiam em relação a essa ausência e ao uso de drogas. Segundo Carter e McGoldrick (2001), o período do ciclo vital da família com filhos pequenos exige dos pais flexibilidade para acolher as crianças, criando um espaço onde elas possam se desenvolver e se diferenciar no sistema familiar. É necessário que os pais saibam se revezar nas tarefas de cuidar dos filhos, tanto no aspecto financeiro, como no aspecto afetivo, para que seja possível assumirem também o papel de pais, além do papel que já vivenciam, que é o de casal. Uma das dificuldades dos pais, nessa etapa do ciclo vital, é assumir responsabilidades perante os novos m

papéis parentais.

A genitora conseguiu administrar a família da maneira dela, distribuindo a responsabilidade, pela manutenção financeira e pela sobrevivência, aos filhos, que começaram a trabalhar antes da maioridade e, por este motivo, não continuaram os

estudos. Vemos assim que os papéis parentais foram delegados aos filhos, e uma das filhas mais velhas assumiu a função de prover as necessidades e ser o elo entre os demais irmãos e a mãe. Quando os problemas de saúde da mãe foram se agravando

s membros que queriam realizar suas vontades e seus desejos, e

, a filha que já atuava como se fosse a genitora, passou a tomar conta da família de forma mais ativa. Segundo Ribeiro e Borges (2004), na dinâmica de famílias onde há história de abuso sexual, também é comum encontrarmos uma confusão de papéis, falta de controle do pai e da mãe diante da situação de abuso, isolamento do sistema em relação às famílias de origem e pouco contato social.

Minuchin (1990) se refere aos filhos que assumem o papel de um dos pais como “filhos parentais”. Segundo o autor, isto não é disfuncional, desde que não se torne um padrão permanente, ou seja, quando o desenvolvimento das tarefas próprias da infância e da adolescência não fica prejudicado.

Os fatores que consideramos mais esclarecedores sobre a interação da