2.4 Indikatorer og datagrunnlag
2.4.3 Variabler for påvirkningsfaktorer
Eduardo Souto de Moura Casa das Artes
Renzo Piano Building Workshop Morgan Library & Museum Nova Iorque, 2000-2006 Os volumes em aço foram posicionados nos vazios entre os edifícios históricos sem prejuízo da apreensão isolada de cada obra. 2. O cubo em aço voltado para a Rua 36 abriga uma galeria de exposição e foi pintado no mesmo tom do mármore que faceia a biblioteca projetada por Charles McKim, a direita, e seu anexo, a esquerda. 3. O volume de acesso ao complexo na Madison Avenue, entre a antiga casa dos Morgan e o anexo da biblioteca.
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«A pedra é um material
estrutural, não de revestimento.»
(RENZO PIANO) 1
A afirmação acima, feita durante a fase de projeto da Morgan Library & Museum (2000-06), em Nova Iorque, reflete a intenção do arquiteto em expor a estrutura de aço do novo edifício, diferenciando-o das
construções históricas adjacentes em pedra, como a biblioteca original de Charles McKim (1906). Entretanto, os painéis e perfis de aço da ampliação, que ocupa os vazios entre os edifícios preexistentes, foram pintados em tom semelhante ao mármore branco rosado do edifício de McKim e de seu anexo dos anos vinte, para não destoar destes. A opção pelo aço para que o projeto “reflita o nosso tempo” 2, nas palavras do
arquiteto, evita a confusão entre o novo e o velho sem, no entanto, confrontá-los bruscamente.
O fato de Piano não ter usado a pedra na ampliação da Biblioteca Morgan não significa que ele seja contrário à utilização do material como revestimento. Na verdade, em uma obra concomitante, o Nasher Sculpture Center (1999-2003), em Dallas, placas de mármore travertino ocultam uma estrutura metálica para formar seis paredes paralelas que definem os espaços do museu (fig. 4). Assim, a afirmação de Piano não deve ser tomada como norma, mas sim dentro do contexto do projeto de Nova Iorque. Ela foi selecionada para iniciar o estudo da Casa das Artes, no Porto, porque o projeto da Morgan Library ilustra de maneira clara a tensão entre estrutura e materiais de revestimento, entre
edificação nova e antiga, que se manifesta com maior complexidade no caso português.
Tradução do autor. Texto original: “Stone is structural not cladding.” Citado por Regan (2008, p. 52).
Tradução do autor. Texto original: “his project we are creating is of our time. It should relect it.” Op. cit., p. 54.
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Renzo Piano Building Workshop Nasher Sculpture Center Dallas, 1999-2003
4. Placas de mármore travertino revestem a estrutura metálica que suporta a cobertura tensionada do museu, formando seis paredes paralelas de 60 cm de espessura que conformam os espaços de exposição.
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Eduardo Souto de Moura Casa das Artes
Porto, 1981-1991
5. O edifício, inserido nos jardins de uma vila neoclássica, procura o anonimato mostrando-se como dois muros de pedra.
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Em 1981, a Secretaria de Estado da Cultura, no Porto, organizou um concurso para a realização de um Centro Cultural a ser construído nos jardins da Casa Allen, um palacete dos anos vinte de inspiração neoclássica. O júri escolheu o projeto de Eduardo Souto de Moura, então recém-formado pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto um ano antes 3. Para o jovem arquiteto, “qualquer tipo de intervenção
naquele lugar não devia interferir com o jardim existente.” (TRIGUEIROS, 1996, p. 52). O programa foi, então, implantado junto a uma divisa lateral do terreno, atrás de dois muros paralelos de pedra.
Com frente para duas vias, a propriedade oferece dois acessos distintos. O portão da Rua António Cardoso conduz diretamente à Casa Allen e seu jardim. A Casa das Artes, como passou a ser chamado o Centro Cultural, é praticamente invisível vista do jardim. Ela é o muro que o delimita (fig. 5). A porta de entrada, posicionada entre as duas paredes de pedra, só é vista por quem entra pelo portão da Rua Ruben A. Um lance de degraus reforça a entrada, mas o vidro espelhado do caixilho impede a visão do interior do edifício, assim como a percepção de sua laje de cobertura, escondida pela bandeira da porta (fig. 6).
Ao mesmo tempo em que o projeto se relaciona com o lote, procurando o anonimato para não alterar o equilíbrio existente entre a casa e o jardim (fig. 7), o lote está inserido dentro da cidade. O lado do terreno escolhido para a implantação do projeto faceava um edifício residencial de nove pavimentos de construção recente e uma via sem saída com outros dois blocos habitacionais paralelos (fig. 8). Com apenas dois pisos, sendo um deles semienterrado, a Casa das Artes não isola o jardim dos prédios circundantes, mas atenua a presença destes. Na fachada que ladeia a rua sem saída, o projeto abandona sua introspecção, abrindo para a cidade uma janela de vinte metros de extensão que ilumina a biblioteca e o foyer. Ao contrário do caso da Biblioteca Morgan, onde há uma diferenciação clara entre as
construções novas e preexistentes, a Casa das Artes articula diversos elementos – vila, jardim, muros, torre residencial – como se eles sempre tivessem coexistido.
Em 1979 o curso de arquitetura se separou da ESBAP e passou a integrar a Universidade do Porto (FAUP).
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José Marques da Silva Casa Allen
6 Eduardo Souto de Moura
Casa das Artes Porto, 1981-1991
6. A entrada posicionada entre os dois muros paralelos. O vidro reflete o exterior e impede a visão do interior do edifício. As camadas de pedra, argamassa, tijolo e
revestimento da parede são reveladas como em um corte.
Eduardo Souto de Moura Casa das Artes
Porto, 1981-1991
8. O croquis do arquiteto mostra o posicionamento da Casa das Artes junto da divisa lateral, fora do eixo da vila, atenuando a escala dos blocos residenciais vizinhos e configurando o limite do jardim.
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O monólogo da pedra na fachada, interrompido somente pelos caixilhos de vidro, é substituído pela presença simultânea de vários materiais nos espaços internos. É possível antever isso na entrada, devido ao recurso utilizado pelo arquiteto de estender a parede interna – e seu
acabamento – no exterior da obra. Enquanto o lado da parede que faceia o jardim se apresenta como um muro de pedra, o lado interno é uma alvenaria de tijolos revestida e pintada de amarelo. O topo da parede não é acabado, mostrando todas as camadas que a constituem (fig. 6). Entretanto, não são os materiais visíveis que desempenham a função de suporte da cobertura. Uma linha de pilares de concreto, posicionados entre a parede de tijolos e a cantaria cumpre esse papel.
Eduardo Souto de Moura Casa das Artes
Porto, 1981-1991 9. Plantas Escala 1:333 entrada 1 foyer / exposições 2 cinemateca 3 auditório 4 palco 5 cabine de projeção 6 posto de bombeiro 7 cabine de enrolamento 8 secretaria 9 biblioteca 10 gabinete 11 wc público 12 arrecadação geral 13 arquivo de livros 14 arquivo de filmes 15 camarins 16 quarto 17 banho 18 wc / banho artistas 19 galeria de acesso 20 comando de luz / som 21 saída de emergência 22 armário técnico 23 prumadas 24 1 5 2 3 6 7 8 10 11 9 4 5 2 22 23 2 12 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 24
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O nível principal do edifício é constituído, basicamente, por três espaços: um foyer, uma sala de cinema e um auditório. O foyer, posicionado entre as duas plateias, abriga também uma área de exposições. Duas paredes paralelas conformam este espaço: aquela pintada de amarelo, que se estende desde a entrada até o interior do auditório, e uma partição de concreto azul, estruturada possivelmente por uma treliça metálica interna 4. Atrás desta parede de concreto, com 20 m de
comprimento e 2,15 m de altura, foram locados espaços administrativos e uma pequena biblioteca. Sem alcançar o forro de gesso e elevada do piso de madeira por barras de aço, ela divide os ambientes sem impedir a continuidade espacial até a outra parede externa, de onde provém a luz natural (fig. 10).
A iluminação é complementada pela porta de vidro da entrada e por uma claraboia na outra extremidade do salão. O formato quadrado da claraboia, conjugado às linhas ortogonais formadas pelos trilhos das luminárias e pelos difusores lineares do ar condicionado no desenho do forro, sugere uma composição neoplástica. Por fim, paredes de tijolo a vista, nos dois extremos do foyer, adicionam cor e textura ao conjunto de materiais que, no entanto, nunca são combinados em um mesmo plano (fig. 11).
10 Eduardo Souto de Moura
Casa das Artes Porto, 1981-1991
10. Vista do foyer em direção à entrada.
Uma foto da obra da Galeria Rui Alberto 2, no Porto, onde foi projetada uma divisória semelhante à da Casa das Artes, revela uma treliça metálica com os vãos preenchidos por blocos de concreto. A imagem foi publicada em GILI, I997, p. 109.
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O manuseio preciso e destacado dos materiais atinge o ápice no palco do auditório, onde a sobreposição dos elementos, apesar da sua disparidade, atinge um resultado harmônico. Uma gradação da
opacidade para o brilho, da superfície irregular para a uniforme, ocorre a partir da parede do fundo em tijolo, passando pela pedra esquadriada, pela escada com estrutura metálica pintada em amarelo, até uma coluna revestida em aço inox para passagem de tubulações (fig. 12). Uma galeria lateral (fig. 14) parte da entrada do auditório no nível do
foyer e se comunica com o palco através da escada metálica, cuja situação, encostada à parede de pedra, lembra aquela do Arts Club de Chicago (1951), de Mies van der Rohe (fig. 13). Um lance de degraus, entre as paredes de tijolo e granito, conecta o palco com um corredor sob a galeria, de onde podem ser acessados camarins, permitindo o uso do auditório como sala de espetáculos.
Na outra ponta do edifício, a cinemateca, com plateia simétrica à do auditório, prescinde da galeria. A saída de emergência em aço inox impede a entrada de luz, como convém a uma sala de cinema, ao contrário da porta do auditório em vidro, que ilumina o palco
lateralmente. Enquanto uma parede longitudinal é revestida e pintada de amarelo, a outra apresenta tijolo a vista. A irregularidade das peças cumpre função acústica – evitando a reverberação – e é realçada pela iluminação direcionada fixa em trilhos no teto (fig. 15).
Os espaços do piso de entrada são complementados por uma sala de exposições no subsolo, acessível por uma escada que parte do foyer, atrás da parede de concreto pigmentado (fig. 16). Esta “cave”, como o arquiteto a chamou, é pintada em duas cores – branco e amarelo – aplicadas separadamente em paredes que não se tocam (fig. 17). A escada metálica de acesso, com um corrimão de tubo quadrado em duas alturas, se fixa ao piso de lajota artesanal (fig. 18) através de um apoio articulado, como na escada do palco (fig. 12). A leveza de ambas é reforçada pelos degraus de madeira que são fixos sobre a alma das vigas e não entre elas. Souto de Moura termina o corrimão das escadas com um tubo perpendicular à viga inclinada, diferentemente de Mies que arremata o tubo da escada do Arts Club perpendicular ao piso. No subsolo da Casa das Artes também estão locados os sanitários e arquivos.
Eduardo Souto de Moura Casa das Artes
Porto, 1981-1991
15. A irregularidade dos tijolos contribui para a acústica da sala de cinema.
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Para Álvaro Siza (1990, p. 11):
O sentimento que esta Arquitectura transmite é de serenidade. No entanto, e por instantes, revela-se quase insólita. Creio que esta segunda “natureza” da Arquitectura de Souto Moura deve muito à complexidade e singularidade da sua materialização: granito do Norte, tijolo de fabrico artesanal do Sul, perfis de aço inoxidável importados, betão descofrado de cores inesperadas, madeira africana intensamente vermelha, equipamentos de iluminação e de condicionamento de ar distribuídos sem preconceitos, estuques com a execução primorosa dos homens do Alto Minho. Ninguém mais vejo querer e poder utilizar, em área tão limitada, uma tão vasta gama de materiais, cores, texturas […]. 5
A descrição de Siza parece inusitada para uma obra que foi associada ao minimalismo por mais de uma vez 6, mas não poderia ser mais precisa.
Ela nos lembra um comentário de Jonathan Ive (2011, p. 14): “A simplicidade, claro, não é a ausência de complexidade. Apenas remover o acúmulo de coisas resultaria em produtos descomplicados mas sem sentido.” 7
O trecho citado em português foi retirado de: Prémio Secil de Arquitectura: Casa das Artes, Porto. Disponível em: <http://www.secil.pt/default.asp?pag=premios_ nac_det&prem=1>. Texto integral em espanhol e inglês em SIZA, 1990, p. 10-13. CURTIS, 1996, p. 679; MONTANER, 1997, p. 186-187.
Tradução do autor. Texto original: "Simplicity, of course, is not the absence of complexity. Just removing clutter would result in uncomplicated but meaningless products."
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Eduardo Souto de Moura Casa das Artes
Porto, 1981-1991
16 e 17. A escada metálica acessa a sala de exposições no subsolo, pintada em branco e amarelo.
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Luis Barragán Casa Gilardi Cidade do México, 1975 19 Luis Barragán Casa Barragán Cidade do México, 1947-48
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A atenção ao contexto da obra não exclui referências remotas da situação portuguesa. Em primeiro lugar, podemos citar Mies van der Rohe. Comentando o papel das paredes na planta livre de Mies, Ramón Villamarín Leaño (2010, p. 95) concluiu que são “[...] muros que não estão envolvendo por completo nenhum espaço; isto é, os que se comportam mais como planos livres do que como volumes.” 10
Encaixam-se nesta definição tanto as paredes de pedra que conformam a fachada para o jardim quanto a parede azul do foyer da Casa das Artes.
Esta pode ser relacionada também com a obra de Luis Barragán,
principalmente com a casa estúdio que o arquiteto construiu para si em Tacubaya, na Cidade do México, a partir de 1947. A exemplo da Casa Barragán, o projeto do Porto usa o amarelo como cor recorrente, conjugado com o branco (fig. 12, 17, 18 e 20), ou com o azul (fig. 11 e 19), à maneira da Casa Gilardi (1975). Como na residência de Tacubaya, a Casa das Artes faceia um jardim, mas não se abre para ele, exceto por alguns caixilhos que emolduram vistas selecionadas (fig. 21 e 22). Como na Casa Barragán, o arquiteto português faz uso da textura do
revestimento das paredes. Neste ponto, pode-se acrescentar que a Casa das Artes compartilha com a Casa Barragán um modo de construção mais tradicional – ou artesanal, como observou De Lucchi – do que industrial, como na fase americana de Mies van der Rohe.
Para Souto de Moura (2003, p. 77), porém, a referência principal da obra foi o Danteum de Giuseppe Terragni e Pietro Lingeri (fig. 23). O Danteum foi um monumento projetado em 1938, em Roma, como uma alegoria da Divina Commedia de Dante Alighieri. O visitante passaria por espaços, em uma rota ascendente, que representariam o inferno, o purgatório e o paraíso. Percebe-se no projeto, nunca construído, alguns elementos presentes na Casa das Artes, como colunas isoladas,
claraboias, lances de escada posicionados entre paredes paralelas. Mas talvez a aproximação maior entre os dois projetos seja a ideia de dar caráter a cada ambiente, tratando-os de maneira diferenciada através da luz ou dos materiais utilizados.
Tradução do autor. Texto original: “[...] muros que no están envolviendo por completo ningún espacio; es decir, los que se comportan más como planos libres que como volúmenes."
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Luis Barragán Casa Barragán
Cidade do México, 1947-1948 21. O caixilho emoldura uma vista do jardim como uma pintura.
Eduardo Souto de Moura Casa das Artes
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A Casa das Artes foi projetada inicialmente como um anexo para a Secretaria de Estado da Cultura, sediada na Casa Allen. Após funcionar por uma década, ficou fechada por mais dez anos por falta de recursos financeiros para sua operação. Segundo André Tavares (2012, p. 93), isso ocorreu porque novas instituições de grande porte, como a Casa da Música e a Fundação Serralves, finalizadas em 2005, esgotaram os fundos para os equipamentos culturais médios da cidade do Porto. Reaberta em 2013, após um trabalho de restauro, abriga atualmente a programação do Cineclube do Porto (fig. 25).
Giuseppe Terragni, Pietro Lingeri Danteum
Roma, 1938
23. Axometria. Percebe-se no projeto alguns elementos presentes na Casa das Artes como os planos paralelos da entrada e as colunas isoladas.
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Eduardo Souto de Moura Casa das Artes
Porto, 1981-1991 24. Corte
Eduardo Souto de Moura Casa das Artes
Porto, 1981-1991
25. Cartaz do Cineclube do Porto, sediado pela Casa das Artes.
AEFAUP: 26, 27.
Alessandra Chemollo e Fulvio Orsenigo: 6. Cineclube do Porto: 25.
Fernando Veludo / nFactos: 15, 17.
Hedrich Blessing / Chicago History Museum: 13. J.J. Roseira: 7.
Kim Zwarts: 19.
Lombardia Beni Culturali: 23.
Luís Ferreira Alves: 1, 5, 10, 11, 12, 14, 16, 18, 22. Michel Denancé: 2, 3, 4.
René Burri / Magnum: 20, 21.
8: O croquis foi publicado em Trigueiros (1996, p. 13).
9: As plantas foram elaboradas conforme aquelas publicadas em Trigueiros (1996, p. 59).
24 O corte foi publicado em Fernández-Galiano (2011, p. 35). Créditos das ilustrações
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Ficha técnica Casa das Artes
localização: Rua Ruben A., 210 - Porto, Portugal concurso público de arquitetura: 1º lugar, 1981 data do projeto: 1984-1985
data da construção: 1988-1991 projeto: Eduardo Souto de Moura
colaboradores: João Carreira, Luísa Penha cliente: Secretaria de Estado da Cultura estrutura: João Maria Sobreira
projeto de elétrica: José Sousa Guedes projeto de hidráulica: Inês Sobreira
ar condicionado: Constantino Matos Campos construtor: Soares da Costa
Prémio Secil de Arquitectura 1992
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CURTIS, William J. R. Technology, abstraction and ideas of nature. In: ______. Modern architecture since 1900. 3rd ed. London: Phaidon, 1996. p. 657-684.
IVE, Jonathan. Foreword. In: LOVELL, Sophie. Dieter Rams: As Little Design as Possible. London: Phaidon, 2011. p. 11-14.
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Outras fontes consultadas:
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