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Sammenheng mellom økologisk tilstand og påvirkningsfaktorer

Herzog & de Meuron Armazém Ricola Laufen, 1986-87

1. Fachada para o pátio de manobra dos veículos.

2. Detalhe dos painéis Duripanel, em “L”, fixos a postes de madeira por braçadeiras. A chapa metálica galvanizada, que reveste a camada interna de isolamento térmico, pode ser vista no vão entre os painéis.

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«As paredes, que não têm

importância à primeira vista,

ganham vida com uma

observação atenta.»

(GORDON CULLEN) 1

Quando se observam as obras agrupadas sob o tópico da

(i)materialidade, nota-se a repetição de um “fenômeno” vinculado ao tempo e ao espaço: à medida que o observador se aproxima do edifício, sua percepção das fachadas muda radicalmente. Isso ocorre em função da ênfase dada pelos arquitetos aos materiais, através de um

detalhamento construtivo por vezes intrincado.

Na cidade suíça de Laufen, por exemplo, o armazém construído para a Ricola, fabricante de balas e chás de ervas, é um grande paralelepípedo visto de longe. Medindo 50 m de extensão por 26 m de profundidade, com 17 m de altura, o edifício faz os caminhões e utilitários

estacionados a sua frente parecerem pequenos (fig. 1). Na fachada principal, o piso externo levemente inclinado revela a fundação de concreto do prédio. Sobre esta base, Jacques Herzog e Pierre de Meuron dispuseram painéis Eternit, em liga de cimento e madeira, de três alturas diferentes. Junto ao piso foram posicionadas cinco fileiras de painéis com 42 cm de altura; acima destas, outras cinco faixas de 84 cm de altura; e por fim cinco fiadas de 1,26 m de altura. A diminuição da densidade da parede em direção ao topo é reforçada com a interrupção dos painéis junto ao coroamento, onde peças verticais de madeira suportam um pequeno beiral.

Tradução do autor. Texto original: “Walls, which to quick glance have no significance, come to life upon more study.” In: CULLEN, I961, p. 63.

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Herzog & de Meuron Armazém Ricola Laufen, 1986-87

3. Vista do ponto em que o volume da doca de carga e descarga, em chapa galvanizada, encontra os

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Para Rafael Moneo (2004, p.362):

O manejo inteligente de um material – a madeira laminada – permitia que se introduzissem naquela parede leve componentes formais da arquitetura tradicional – número, proporção, ritmo – enquanto a solução do específico – a cornija – dava pé a alusões “historizantes”: um certo sabor arcaico – e ao mesmo tempo moderno – nos domina ao nos encontrarmos com aquela pequena e, no entanto, intensa obra de arquitetura contemporânea. 2

Não é a relação com a história, porém, que transparece na fachada quando esta é observada de perto, mas sim o modo como ela foi construída. Com a aproximação, é possível perceber que os painéis não são planos, mas sim peças constituídas por duas abas, em formato de “L”. A aba horizontal se apoia sobre braçadeiras – fixas, por sua vez, a postes de madeira, atrás dos painéis. Toda a estrutura de suporte pode ser vista, uma vez que as fileiras de painéis estão espaçadas umas das outras pelas braçadeiras (fig. 2). Também se vê a chapa galvanizada, que reveste uma camada de isolamento térmico, atrás dos apoios verticais de madeira. Ela sobe até o coroamento do prédio e também cobre as laterais do volume da doca de carga e descarga dos caminhões, acoplada a uma das fachadas laterais. A face “vertical” dos painéis, devido à variação de altura, apresenta inclinações diversas, visíveis nos pontos onde eles são interrompidos (fig. 3). Segundo Martin Steinmann, o projeto antecipou um tema importante não apenas para a dupla de arquitetos suíços, mas também para muitos de seus contemporâneos na década de 1990: “a descoberta de uma nova ‘verdade estrutural’ usando métodos inovadores de construção de fachadas” 3.

Tradução do autor. Texto original: “El sabio manejo de un material – la madera laminada – daba lugar a que se introdujesen en aquella pared ligera componentes formales de la arquitectura de siempre – número, proporción, ritmo – a un tiempo que la solución de lo especifico – la cornisa – daba pie a alusiones historizantes: un cierto sabor arcaico – y a la vez moderno – nos embarga al encontrarnos con aquella pequeña y, sin embargo, intensa obra de arquitectura contemporánea.”

Tradução do autor. Texto original: “Herzog & de Meuron have anticipated a theme that was topical not only for their studio, but also for many of their contemporaries in the 1990s: namely, discovery of a new ‘structural truth’ using innovative methods of façade construction.” In: STEINMANN, Martin. Warehouse: Baselstrasse 91, Courtyard, Laufen, completion 1986–1987. Disponível em: <http://www.ricola. com/en-ch/About-Ricola/Architecture/Warehouse-in-Laufen>.

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O armazém Ricola poderia, em função de sua planta retangular e cobertura plana, fazer parte do conjunto de obras associadas ao minimalismo reunidas sob o aspecto da “forma elementar” (parte II, capítulo 1). Mas é a materialidade das fachadas que constitui o

verdadeiro tour de force do projeto. A implantação do edifício em uma área que abrigou anteriormente uma pedreira e a utilização extensiva da madeira na fachada evocam ainda uma relação com a natureza. Neste ponto, a fotografia do prédio paralelo ao maciço de pedra (fig. 4), bastante publicada, só encontra paralelo naquela da Casa em Moledo do Minho, de Eduardo Souto de Moura (fig. 19, p. 78).

A relação com a paisagem também se manifesta no Hotel Saint-James, projetado por Jean Nouvel em Bouliac, nos arredores de Bordeaux, entre 1987 e 1989. Encomendado pelo chefe de cozinha Jean-Marie Amat, o hotel de dezoito quartos foi locado em quatro pavilhões, ao lado de uma casa do século XVIII. Vistos a partir dos vinhedos da propriedade, os volumes isolados lembram construções tradicionais, cada um com largura e altura diferentes (fig. 5). Como observou Manolo De Giorgi (1990, p. 30), Nouvel resgatou a forma dos celeiros de secagem de tabaco existentes na região. A distribuição do programa em quatro edifícios separados possibilitou que eles fossem acomodados à topografia do terreno e direcionados para a vista do vale do Rio Garonne. Tal implantação lembra o projeto da Faculdade de

Arquitectura da Universidade do Porto (1986-93), de Álvaro Siza, onde quatro prédios, dispostos paralelamente, acomodam salas de aula em um platô sobre o Rio Douro (fig. 7). Da mesma forma que Siza unificou o conjunto por meio da pintura branca das fachadas, Nouvel cobriu seus volumes, bem mais elementares, com painéis de grade metálica em aço oxidado (fig. 8). O material também serve de parapeito para o terraço de um dos prédios, que tem cobertura plana, ou de brise para as janelas. O aspecto “enferrujado” dos painéis dá um ar antigo ao hotel enquanto que as dimensões modulares e abertura automática das peças lhe conferem caráter industrial e tecnológico (fig. 6). Como no

Armazém Ricola, a materialidade da fachada permite diferentes associações, de acordo com o ponto de observação.

A adoção de uma segunda pele “permeável” que cobre toda a edificação é um tema constante na obra do arquiteto Sean Godsell.

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8 Álvaro Siza

Faculdade de Arquitetura Porto, 1986-93

7. Os edifícios que abrigam as salas de aula no platô sobre o Rio Douro.

Jean Nouvel Hotel Saint-James Bouliac, 1987-89

8. A grade metálica que reveste as fachadas também atua como brise basculante para as janelas e parapeito para o terraço.

Sean Godsell Casa Kew Kew, 1996-97

9. A grade, pensada inicialmente como quebra-sol, se transforma em porta basculante.

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A casa que ele construiu para sua família em Kew, na área

metropolitana de Melbourne, entre 1996 e 1997, é uma caixa de vidro em três dos quatro lados, com estrutura metálica em aço corten (oxidado). Para proteger do sol as faces envidraçadas a norte e oeste, Godsell utilizou grades em aço, com comprimento de piso a teto, semelhantes àquelas empregadas por Nouvel. Algumas peças

funcionam como portas basculantes (fig. 9). Observadas de longe, no entanto, as grades quase desaparecem (fig. 10). Tal efeito não ocorre no projeto do Hotel Saint-James: seus volumes ficam opacos com as grades fechadas (fig. 8).

Se a residência do arquiteto é um caixa transparente, devido à baixa densidade da grade metálica que a envolve, a Casa Carter / Tucker (1998-2000) em Breamlea, localidade costeira a uma hora de Melbourne, se apresenta como um volume opaco (fig.11).

Sean Godsell Casa Kew Kew, 1996-97 10. Fachada para a rua.

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Sean Godsell Casa Carter / Tucker Breamlea, 1998-2000

11 e 13. A fachada da casa se abre com painéis basculantes.

Sean Godsell Casa Carter / Tucker Breamlea, 1998-2000 12. Dormitório no primeiro andar.

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Sean Godsell RMIT Design Hub Carlton, 2007-2012 14. Vista externa.

15. Os brises nos terraços dos andares.

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Os painéis ripados de madeira impedem a visão do interior da casa, mas não bloqueiam completamente as vistas de dentro para fora (fig. 12). A transformação da fachada, neste caso, ocorre com a abertura de painéis basculantes: o prisma anônimo se revela como uma residência de três andares (fig. 13).

Recentemente, a experimentação de Godsell com membranas continuou no Centro de Design do Royal Melbourne Institute of Technology (2007-2012, fig. 14): discos de vidro jateado, com

mecanismo automático de abertura, atuam como quebra-sol em todas as faces do prédio. Encobrindo uma varanda ao redor da pele de vidro em cada andar (fig. 15), os brises podem incluir células fotovoltaicas para captação de energia solar, além de permitir a circulação de ar e as vistas para o exterior. Antes de tudo, porém, as peças dão modulação às fachadas (fig. 16), atenuando o peso do volume minimalista, como no Armazém Ricola, mas em um contexto densamente urbanizado.

16 Sean Godsell

RMIT Design Hub Carlton, 2007-2012 16. Detalhe da fachada para a Swanston Street.

Annette Gigon, Mike Guyer Museu Kirchner

Davos, 1989-1992 17. Vista externa.

18. O contraste entre os espaços de circulação do museu, em concreto aparente, e as salas de exposição, com piso de madeira e paredes acabadas.

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Finalizado vinte anos antes do RMIT, o Museu Kirchner (1989-92), em Davos, também é todo recoberto por vidro. Ao contrário do edifício de Melbourne, porém, ele não é constituído por um volume único, mas sim por quatro salas de exposição retangulares, unidas por um espaço de circulação com menor altura. A diferença de nível das coberturas dá pistas sobre a organização interna do museu, assim como a modulação do vidro na fachada (fig. 17). Annette Gigon e Mike Guyer utilizaram dois tipos de vidro, conforme a função a ser atendida: para iluminação e fechamento dos espaços de circulação foi empregado vidro

transparente, com altura do piso ao teto. A transparência do vidro permite a visão da cidade e dos Alpes de dentro do museu. As paredes de concreto que conformam os espaços de exposição, por sua vez, foram revestidas com vidro translúcido (sobre uma camada de

isolamento térmico). A paginação utilizada neste caso é menor. Também foram empregadas placas translúcidas para o fechamento das claraboias sobre as salas de exposição.

A reflexão dos arquitetos sobre os materiais continua nos ambientes internos. As paredes de concreto são deixadas à vista nos espaços de distribuição, assim como o piso e o teto. O interior das salas de exposição, porém, recebe revestimentos (fig. 18). Para Gigon e Guyer:

O objetivo principal do projeto era criar espaços de exposição para a obra de E.L Kirchner, que não deveriam competir com seu trabalho nem realçá-lo demais.

As quatro salas de exposição no nível de entrada do museu foram projetadas, portanto, com bastante moderação. As paredes brancas, o assoalho de carvalho e o teto de vidro, de parede a parede, formam um cubo simples, cujo efeito espacial é comparável aos espaços de exibição da virada do século. 4

A utilização parcial dos materiais de revestimento, expondo a estrutura de concreto, demonstra a intenção de revelar o processo construtivo.

Tradução do autor. Texto original: “The main objective of the design was to create exhibition space for the art of E.L. Kirchner which should neither compete with Kirchner’s work nor unduly heighten it. The four exhibition rooms on the entrance level of the museum have therefore been designed with great restraint. The white walls, the oak parquet flooring and the wall-to-wall glass ceiling form a simple cube, which is comparable in its spatial effect to the exhibition rooms of the turn of the century.” In: ANNETTE Gigon / Mike Guyer Architects, 2014.

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Annette Gigon, Mike Guyer Ampliação do Kunstmuseum Winterthur, 1993-1995 19. Vista externa.

20. Os painéis horizontais de vedação do primeiro andar são visíveis sob as placas de vidro perfilado translúcido da fachada. Na garagem do térreo, o vidro é instalado com um espaçamento entre as peças.

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Como observou Annette Gigon: “De certo modo, nossos edifícios constituem um retorno à carcaça para explicar daí como as coisas são feitas.” 5 A carcaça metálica da Ampliação do Museu de Arte de

Winterthur (1993-95, fig. 19), no entanto, praticamente desaparece sob os materiais de vedação e acabamento. O vidro da fachada assume o protagonismo no projeto, com a aplicação de placas perfiladas

translúcidas sem caixilharia sobre os painéis de vedação das galerias. Os arquitetos reforçaram ainda mais a independência do vidro na garagem do pavimento térreo: as peças foram instaladas com um espaçamento entre si (fig. 20). Como no museu de Davos, o vidro transparente também foi usado para permitir vistas para o exterior.

No Centro de Controle Ferroviário Auf dem Wolf (1989-94, fig. 21), na Basileia, projetado por Jacques Herzog e Pierre de Meuron, nenhuma interrupção é feita no material que reveste as fachadas. As faixas de cobre, com 20 cm de altura, são torcidas em frente às janelas,

transformando-se em brises. As aberturas, vagamente delineadas atrás da superfície de cobre, são as únicas indicações de que o “objeto” postado ao lado dos trilhos possui cinco pavimentos.

Tradução do autor. Texto original: “In a way our buildings are about going back to the carcass and from there explaining how things are made.” In: HOLTROP, 2007, p. 156.

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Herzog & de Meuron Centro de Controle Ferroviário Auf dem Wolf Basileia, 1989-1994 21. Vista externa.

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Herzog & de Meuron Vinícola Dominus Yountville, 1995-98

22. A utilização do basalto local nos gabiões contribui para a harmonia do edifício com a paisagem, apesar de sua geometria rígida.

23. A diversidade das funções do prédio exigiu a interrupção dos gabiões em alguns pontos. O rasgo no segundo pavimento traz luz a área dos escritórios.

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O maior êxito da dupla de arquitetos no detalhamento das fachadas foi, talvez, a utilização de gabiões na sede da Vinícola Dominus (1995-98), em Yountville, na Califórnia. O edifício, construído para uma família produtora de vinhos de Bordeaux, tem um programa complexo. Apesar disso, os usos foram alocados em um volume único, cuja geometria rígida acabou integrada à paisagem com a utilização da pedra (fig. 22). Para Jacques Herzog e Pierre de Meuron (2002, p. 268-69):

O clima no Vale de Napa é extremo: muito quente de dia e muito frio à noite. Queríamos projetar uma estrutura que fosse capaz de tirar proveito destas condições. Nos Estados Unidos o ar condicionado é instalado automaticamente para manter constante a temperatura dos ambientes. Estratégias arquitetônicas que ativam as paredes com fim de regular as temperaturas são desconhecidas.

Em frente das fachadas, colocamos gabiões, uma técnica usada na engenharia de rios, que consiste em caixas de arame preenchidas com pedras. Adicionadas às paredes, elas formam uma massa inerte que protege os ambientes contra o calor do dia e o frio da noite. Escolhemos basalto local que varia do verde escuro ao preto e se harmoniza

perfeitamente com a paisagem. Os gabiões são preenchidos com maior ou menor densidade de acordo com a necessidade, de modo que parte das paredes é bastante impenetrável, enquanto outras permitem a passagem de luz: durante o dia a luz natural adentra os ambientes e de noite a iluminação artificial passa entre as pedras. 6

Com 100 m de extensão, 25 metros de largura e 9 m de altura, o edifício tem estrutura em concreto e aço. Apesar da aplicação bastante uniforme da pedra na fachada, é possível ver alguma correspondência dos usos internos no exterior. As duas grandes aberturas no térreo (fig. 22) indicam a divisão da planta da vinícola em três grandes espaços.

Tradução do autor. Texto original. “The climate in Napa Valley is extreme: very hot by day, very cold at night. We wanted to design a structure that would be able to take advantage of these conditions. In the United States air conditioning is

automatically installed to maintain even room temperatures. Architectural strategies which activate the walls in order to regulate the temperatures are unknown.

In front of the façades, we placed gabions, a device used in river engineering, that is, wire containers filled with stones. Added to the walls, they form an inert mass that insulates the rooms against heat by day and cold at night. We chose local basalt that ranges from dark green to black and blends in beautifully with the landscape. The gabions are filled more or less densely as needed so that parts of the walls are very impenetrable while others allow the passage of light: natural light comes into the rooms during the day and artificial light seeps through the stones at night.”

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Herzog & de Meuron Vinícola Dominus Yountville, 1995-98

24. Além do isolamento térmico os gabiões filtram a passagem da luz nos corredores da área

administrativa.

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Peter Zumthor Hotel Therme Vals Vals, 1990-96

25. Vista do edifício que abriga as termas. A mesma pedra, extraída da região, reveste fachadas, paredes internas, piso, teto, piscinas,

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No centro estão locados os tanques de cromo, onde é realizado o primeiro estágio de fermentação do vinho. Nas duas extremidades do prédio estão a adega, onde o vinho descansa por dois anos em barris de madeira, e o depósito, onde ele é engarrafado e encaixotado para distribuição. Espaços de degustação, escritórios e demais serviços

completam o programa. A área administrativa demanda mais iluminação e os gabiões são interrompidos nesta parte (fig. 23). Ainda assim, o volume não perde sua regularidade visto de longe. Novamente se repete o fenômeno no qual a fachada se transforma conforme a posição do observador.

Para Kenneth Frampton (2007, p. 371), a abordagem de Herzog & de Meuron tende a “enfatizar a superfície externa ao invés da estrutura ou espaço interno” 7. No caso da Vinícola Dominus, no entanto, deve-se

reconhecer o caráter singular da luz que banha o interior (fig. 24). A incidência da luz natural em um espaço encerrado por paredes de pedra também proporciona uma atmosfera única nas termas que Peter

Zumthor projetou para a cidade de Vals, na Suíça (fig. 27). Entre 1990 e 1996, ele realizou a atualização das piscinas de águas termais de um hotel construído nos anos sessenta. Utilizando a pedra local (gnaisse) no volume semiescavado no terreno, o arquiteto suíço conseguiu fundir arquitetura e paisagem sem abrir mão da geometria pura (fig. 25). Segundo Zumthor (1998, p. 148):

O edifício como um todo se assemelha a uma grande pedra porosa. Nos pontos onde esta ‘grande pedra’ se projeta para fora da encosta, a estrutura em forma de caverna precisamente lapidada se torna fachada. E esta pedra é feita de pedras. [...] De um ponto de vista arquitetônico, a colocação uniforme da pedra aparenta ser quase literalmente monolítica. Áreas de circulação, piso das piscinas, tetos, escadas, bancos de pedra, vãos de portas – tudo é desenvolvido a partir do mesmo princípio consistente de colocação. 8

Tradução do autor. Texto original: “[...] tendency to emphasize the external surface rather than the internal structure or space”.

Tradução do autor. Texto original. “The building as a whole resembles a large porous stone. At the points where this ‘large stone’ projects out of the slope, the precisely cut cavern structure becomes facade. And this stone is built of stone. [...] From an architectural viewpoint, the uniform stone layering appears to be almost literally monolithic. Circulation areas, pool floors, ceilings, stairs, stone benches, doors openings - all are developed out of the same consistent layering principle.”

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Peter Zumthor Hotel Therme Vals Vals, 1990-96

26. O volume semienterrado das termas

27. A piscina central.

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Com o uso extensivo do mesmo material – a pedra local – e o manejo adequado da luz, Zumthor conseguiu criar na área das piscinas a impressão de se estar dentro da montanha. Semienterrada (fig. 26) e com acesso subterrâneo a partir do edifício do hotel, as termas de Vals são percebidas com menor intensidade como um edifício isolado, um objeto com faces constituídas por um material específico – com a