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Definisjoner og forståelse av økologisk tilstand i skog

Conforme visto, as recentes evoluções técnicas das infraestrutu- ras de transporte, como o SAB, que vem sofrendo constantes me- lhorias e expansão de seus trechos e trevos, além de novas infra- estruturas que o complementam como o Rodonael, bem como o progresso da comunicação eletrônica, acabam por intensiicar os deslocamentos físicos e as conexões virtuais, aumentando a mo- bilidade urbana e reconigurando o espaço intrametropolitano.

Conforme observado nos capítulos anteriores, cada etapa da evolução técnica rodoviária do Sistema Anhanguera/Ban- deirantes, dos caminhos de tropa às primeiras estradas de terra para carro, autoestradas pavimentas e rodovias que ao poucos evoluíam de uma para quatro ou cinco pistas, manifesta-se como resultado de um conjunto de interesses econômicos do Estado, o que acaba por intensiicar as relações socioeconômi- cas entre Campinas e São Paulo.

Diferentemente do que foi pensado por alguns autores, cada avanço das tecnologias de transporte e comunicação permitiu que interações sociais e econômicas ocorressem entre distâncias cada vez maiores. A urbanização em escala ampla não se tornou ultrapassada, e as cidades não apenas não desapareceram como cresceram em extensão e em importância.

A partir de 1990, as intensas transformações territoriais ad- vindas da reestruturação do capitalismo, das novas dinâmicas da globalização e do avanço das tecnologias de mobilidade, cada vez mais transformam as metrópoles industriais em metrópoles terciárias, com maior importância e hegemonia, fazendo com que novas relações e dimensões territoriais mais complexas se manifestem, o que requer novas abordagens e discussões sobre a relação entre metrópole e região.

Essas transformações do capitalismo, iniciadas em 1970 com a lexibilização da acumulação do capital e das relações de pro- dução, facilitada pela introdução de novas tecnologias da infor- mação e da comunicação, manifestam-se cada vez mais nas me- trópoles contemporâneas através da desconcentração industrial e do aumento da integração e mobilidade entre o núcleo me- tropolitano e as cidades do entorno. Diante desde cenário, sur- ge a necessidade de novas abordagens para designar esse novo território que extrapola os limites metropolitanos, tornando-se mais competitivo dentro do mercado global. No inal do século XX, expressões como, Macrometrópole (Emplasa), Megalópole (Gottman), Metápole (Ascher), Cidades Regiões Globais (Scott,

114 Storper), Corredores terciários (Pradilla), Regionalização do

Espaço (Lencioni), Reterritorialização (Brenner), são utilizadas para caracterizar a metrópole contemporânea, difusa e frag- mentada, que substitui estruturas urbanas tradicionais da me- trópole industrial moderna. As consequências desse processo de reestruturação produtiva e espacial intensiicaram as relações entre as metrópoles de Campinas e São Paulo, estabelecendo-se entre elas o fortalecimento de suas relações socioeconômicas, bem como uma nova reconiguração desses territórios.

Em 1992, a Emplasa elabora o “Estudo de Regionalização do Estado de São Paulo para ins de Planejamento”, onde propõe unidades regionais para otimizar o planejamento e a gestão do estado, estabelecendo as seguintes categorias: Região Metro- politana, Aglomeração Urbana e Microrregiões. A integração dessas unidades regionais estabelecendo uma unidade regional mais ampla e abrangente foi denominada por “Complexo Me- tropolitano Paulista ou Macrometrópole Paulista ou Macrome- trópole do Estado de São Paulo”, que compreende a região me- tropolitana de São Paulo, a região metropolitana de Campinas, a região metropolitana da Baixada Santista, as aglomerações urbanas de Sorocaba, Jundiaí, Vale do Paraíba e microrregiões contidas em seu perímetro (EMPLASA 1992).

Figura 4.43

Sistema Anhanguera/Bandeirantes e a Macrometrópole do estado de São Paulo

FONTE: ELABORADO A PARTIR DE DADOS DO LABORATÓRIO DE URBANISMO DA METRÓPOLE – LUME APUD MEYER, GRONSTEIN, BIDERMAN, 2004, PG 120.

115 Esse complexo ocupa 17,18% da área do estado de São Pau-

lo, caracteriza se por uma expressiva concentração populacional com expressivo crescimento entre 1950 e 2000, abrigando aproxi- madamente 72% da população do estado, além disso, essa porção do território é responsável por 79,3% do PIB do estado e 27,7 % do PIB Nacional. (MEYER, GRONSTEIN, BIDERMAN, 2004).

A macrometrópole paulista também reúne em seu territó- rio o mais avançado polo produtivo, tecnológico e de pesquisa do país, contém uma área portuária e outra retroportuária, ae- roportos nacionais e internacionais, dentre os quais se destaca Cumbica, Viracopos e Congonhas; além dos principais eixos de infraestrutura rodoviária do estado, dentre os quais faz parte o Sistema Anhanguera/Bandeirantes, que conecta as duas maio- res regiões metropolitanas do estado, que fazem parte dessas macrometrópole: Campinas e São Paulo.

Figura: 4.44

Sistema Anhanguera / Bandeirantes estruturando a macrometrópole

FONTE: ELABORADO A PARTIR DE DADOS DA EMPLASA - HTTP://WWW.EMPLASA.SP.GOV.BR/ PORTALEMPLASA/

 

São Paulo polariza as atividades metropolitanas típicas de centro inanceiro, administrativo e centro direcional de empre- sas e organizações econômicas em geral, já o núcleo metropo-

116 litano de Campinas, concentra centros de pesquisa cientíico-

tecnológica. Além disso, ambas as regiões concentram centros universitários e tecnológicos de formação de mão de obra qua- liicada, reinarias de petróleo (Campinas/Paulínia e São Paulo/ Capuava) e atividades industriais localizadas principalmente em regiões de inluência dos polos metropolitanos.

Apesar do avanço e modernidade observados nos centros macrometropolitanos, análises realizadas pela Emplasa em 1993, concluem que as cidades mais populosas e industriais da macrometrópole, estão perdendo atratividade e dinamismo para as cidades menores. Entre as décadas de 70/80 e 80/91, várias cidades populosas que constituem a macrometrópole, dentre elas Campinas, São José dos Campos e Sorocaba, observou-se que a variação do saldo migratório foi negativa, o que signii- ca perda de atratividade. São Paulo, Osasco, Jundiaí e Santos, dentre outras, tiveram saldo migratório negativo, o que indica algum grau de expulsão da população residente, em busca de áreas mais atrativas. A partir do mesmo estudo realizado pela Emplasa, veriica-se que em 1980, 3,79% da população total da RMSP, correspondiam à população em favelas, em 1991 essa porcentagem cresce para 6,82%. Em Campinas, temos 2,02% da população favelada, crescendo para 3,19%, em 1991 (EM- PLASA, 2003).

Figuras 4.45

Mapa de Migração, na macrome- trópole, perda de atratividade das metrópoles.

FONTE: ELABORADO A PARTIR DE MAPAS DA EM- PLASA (1993). DINÂMICA DA MACROMETRÓPOLE