5 Diskursanalytisk undersøkelse
5.4 Kosovo og Afghanistan - kommentarstemmer
5.4.1 Ulike rasjonalitetsformer som legitimeringsgrunnlag for tysk deltagelse i
O estudo investigativo foi realizado por meio de uma pesquisa que possibilitou coletar
informações qualitativas para subsidiar as questões apresentadas nesta dissertação. A busca pelos
bolsistas foi aleatória, via internet e por meio do link “Bolsistas pelo Mundo do Ciência sem
Fronteiras”, sendo selecionados somente os bolsistas dos Estados Unidos, da modalidade graduação-sanduíche, que participaram do programa no ano de 2011/2012. Como a primeira chamada do CsF foi realizada somente pela Capes, neste estudo não constam bolsistas do CNPq.
Para fundamentar o estudo, a pesquisa se deu por meio da aplicação de um questionário semiestruturado composto por perguntas abertas e fechadas. Para tanto, utilizou-se a ferramenta
“Google drive18 – Google docs”, e o link do questionário foi enviado via e-mail, acompanhado
por uma mensagem de apresentação aos bolsistas.
O questionário foi enviado a 800 ex-bolsistas, com 20 perguntas avaliando as atividades
na IES no exterior (tempo de estudo, qualidade do curso, desempenho); avaliação comparativa entre a IES do Brasil com a do exterior (qualidade, método, tecnologia); qualidade do estágio
realizado (local, área, tempo, aproveitamento); curso de idiomas (qualidade, tempo); custos
durante o período da bolsa (média de gastos, valores recebidos dos benefícios e da bolsa, outras fontes de financiamento); assistência no exterior (eventos, suporte da IES do exterior, da embaixada, do CsF); desempenho da Capes (contato, pagamento, contato com os técnicos); período de estudos no exterior (tempo, estágio, universidade, adaptação, expectativas, desempenho); retorno ao Brasil (convalidação das disciplinas, adaptação, atividade profissional e acadêmica atual) e recomendações e sugestões.
18
O Google Drive é um serviço de armazenamento e sincronização de arquivos que abriga o Google Docs, um leque de aplicações de produtividade que oferece a edição de documentos, folhas de cálculo, apresentações (GOOGLE, 2014).
Dos 800 ex-bolsistas que receberam o questionário via e-mail, 356 responderam, correspondendo a praticamente 44% dos bolsistas participantes. A análise levou em consideração os importantes aspectos relacionados às características, perfis e opiniões dos ex-bolsistas.
A apreciação dessas informações coletadas dos ex-bolsistas identificou a percepção sobre a atuação e vivência no exterior e no mundo do trabalho. O estudo poderá fazer parte do processo avaliativo do Programa Ciência sem Fronteiras, subsequente à sua recente criação, dos alunos que participaram da primeira chamada CsF no ano de 2011/2012.
Da amostra de 356 ex-bolsistas, 138 estudaram em Instituições de Ensino Superior (IES) da região Sudeste do Brasil, 92 nas IES da região Nordeste, 76 nas IES da região Sul, 42 nas IES do Centro-Oeste e 8 nas IES da região Norte (figura 1). Destes, 238 participantes são homens e 118 são mulheres. A maioria dos ex-bolsistas encontra-se com idade entre 21 e 24 anos (61%); em seguida, apresentou-se o grupo entre 25 e 30 anos (38%), e apenas 1% declarou-se com idade acima de 30 anos.
Figura 1 - Instituições de Ensino Superior no Brasil - origem dos bolsistas
Fonte: Pesquisa de campo.
No que diz respeito à identificação das áreas do conhecimento, os participantes são das seguintes áreas: 208 de Engenharias e demais áreas tecnológicas; 72 de Biologia, Ciências Biomédicas e da Saúde; 38 de Ciências Exatas e da Terra; 19 são da área de Computação e Tecnologia da Informação; 8 da área de Ciências Biomédicas e da Saúde; 4 são da área da
Indústria Criativa; 4 da área de Produção Agrícola; 1 é da área de Biotecnologia, 1 da área de Fármacos e 1 não informou o curso na opção indicada.
Quando perguntamos os motivos que os levaram a participar do Programa, em síntese obtivemos as seguintes respostas: 58% viram que este seria um diferencial para o seu crescimento acadêmico, profissional e pessoal; 27% optaram em participar do programa porque para eles este seria um diferencial para futuramente conseguir um bom trabalho no Brasil; 9% perceberam que esta seria sua chance de realizar um intercâmbio para praticar e melhorar outro idioma; 3% entenderam que seria a chance de melhorar o currículo; 2% consideraram apenas que seria uma boa experiência internacional; e 1% deles optaram em participar por ser um programa totalmente
financiado pelo governo, por ter o “sonho” de estudar no exterior e/ou apenas para morar fora do
Brasil.
Entre os principais desafios e superações enfrentados nos Estados Unidos, 36% dos ex- bolsistas citam que inicialmente tiveram dificuldades na adaptação e entrosamento com colegas estrangeiros em sala de aula e com os professores; 29% informaram que não tiveram orientação dos coordenadores do curso do Brasil para escolher as disciplinas que deveriam cursar no exterior ou qualquer outra informação; 14% sentiram dificuldades com o idioma e para entender como funcionava o sistema educacional da universidade em que estudava; 8% sofreram com o clima e com a alimentação oferecida pela universidade; 6% descreveram que ficar longe da família foi muito difícil; 5% indicaram que o ritmo de estudo nos EUA era mais pesado que no Brasil e 2% tiveram muitas dificuldades em realizar o controle financeiro da bolsa recebida.
Para conseguirmos identificar efetivamente as diferenças entre os sistemas de ensino e estruturas das universidades americanas e brasileiras, formulamos questionamentos de forma comparativa. Entre os vários aspectos analisados, citamos os seguintes componentes e serviços: no que diz respeito às “condições de infraestrutura” da universidade americana comparada com a de origem do bolsista, 155 dos ex-bolsistas responderam que é muito melhor a IES americana, e 132 avaliaram como melhor, se comparada com a de origem. Quarenta e cinco descreveram que a qualidade entre as duas é equivalente; 16 indicaram que a universidade americana é pior que a universidade de origem; 7 avaliaram como muito pior e 1 entrevistado não respondeu.
Figura 2 - Comparação entre a infraestrutura da IES americana com a IES de origem
Fonte: Pesquisa de campo.
Analisando o quesito “método de ensino”, 152 apontam que o método de ensino da IES americana é muito melhor e 128 avaliam como melhor. Cinquenta e três avaliam como equivalentes os métodos. Já 14 ressaltam que o método de ensino da IES americana é pior que o da IES de origem; 8 indicam que é muito pior, e 1 não respondeu.
Figura 3 - Comparação do método de ensino da IES americana com a IES de origem
Sobre a comparação entre os “métodos de avaliação”, observou-se que 78 ex-alunos avaliaram como pior os métodos de avaliação da IES americana, e 18 afirmam que era muito pior se comparado com a IES de origem. Em contrapartida, 93 afirmam que o método americano era muito melhor e 87% como melhor se comparado com a IES de origem. Já 79 opinam como equivalente e 1 não avaliou.
Figura 4 - Comparação entre os métodos de avaliação da IES americana com a IES de origem
Fonte: Pesquisa de campo.
Quanto à análise sobre a “disponibilidade de laboratórios”, 148 foram enfáticos em
afirmar que nesse quesito a IES americana é muito melhor que a IES de origem. Sessenta e seis dos respondentes julgaram como equivalente a disponibilidade de laboratório entre ambas. Já 93 avaliaram a IES americana como melhor, contra 33 que avaliaram as IES americanas como pior e 6 como muito pior. Em torno de 10 não souberam opinar, pois não tinham aulas práticas que utilizassem laboratório.
Figura 5 - Comparação entre os laboratórios da IES americana com a IES de origem
Fonte: Pesquisa de campo.
Sobre a comparação entre a “disponibilidade de bibliotecas”, 125 dos respondentes informaram que a IES americana é muito melhor se comparada com a IES de origem; já 16 alegaram que a disponibilidade das bibliotecas americanas é muito pior se comparada com a IES de origem. Por sua vez, 115 avaliaram como melhor as bibliotecas americanas se comparadas com as de origem; 48 avaliaram como muito pior as bibliotecas americanas se comparadas com as de origem e 16 avaliaram como muito pior. Em contrapartida, 51 julgam a disponibilidade oferecida como equivalente entre as IES, e 1 não respondeu.
Figura 6 - Comparação entre as bibliotecas das IES americanas com as IES de origem
Ao comparar a “disponibilidade de serviços de tecnologia da informação”, observou-se que 168 dos respondentes a avaliaram como muito melhor e apenas 6 como muito pior. Como melhor, obteve-se 89, contra 32 que julgam a disponibilidade do serviço oferecido pelas IES americanas como pior. Já 59 avaliaram como equivalentes os serviços oferecidos entre as IES e 2 não avaliaram.
Figura 7 - Comparação dos serviços de tecnologia da informação das IES americanas com as IES de origem
Fonte: Pesquisa de campo.
Um ponto muito importante analisado foi a avaliação da “qualidade de ensino e competência dos professores” da universidade americana. Nesse quesito, os respondentes citaram como itens importantes o material didático oferecido, indicações bibliográficas para estudo e para apresentações dos conteúdos, explicações e motivação dos professores para realizar pesquisa, estudos e discussões. Para 74% dos respondentes, os professores e a qualidade das IES americanas atenderam totalmente as expectativas; 25% responderam que as mesmas foram atendidas parcialmente, e 1% deles responderam que foi insatisfatório.
Os principais relatos19 sobre esses questionamentos foram:
Os professores eram mais focados que no Brasil. Aqui nós aprendemos muitas coisas durante as aulas, mas o que realmente usaremos na vida profissional é apenas uma pequena parte. ANÔNIMO 1
O semestre não foi angustiante como na UFRGS, onde aprender é saber tudo de tudo, lá onde estudei algumas matérias eram escolhidas para serem trabalhadas com mais dedicação dentro da minha cadeira. ANÔNIMO 2
19
[...] os professores faziam revisão geral do assunto, tinham aulas práticas e teóricas, as aulas praticas de cada cadeira à tarde ajudavam a compreender a teoria [...] ANÔNIMO 3
Analisou-se também como foi o relacioamento do aluno com os professores estrangeiros durante o ano letivo, obtendo-se dos respondentes o percentual de 58% para as respostas de que o contato com os professores superou as expectativas, principalmente no que diz respeito ao tratamento e atenção, e 42% informaram que não tiveram dificuldades. Nenhum dos respondentes apontou dificuldades relevantes. As opinões mais relevantes foram:
[...] eles foram muito mais atenciosos que os professores brasileiros [...] muito dedicados e como geologia é um curso com menos alunos, eles se importavam em perguntar se eu estava acompanhando bem os assuntos [...] ANÔNIMO 4
[...] sempre que tive dificuldades eles me ajudaram [...] ANÔNIMO 5
Os professores foram acessíveis, disponíveis e educados. [...] muitas vezes tive que conversar com os professores no officer hours para obter ajuda e sempre fui muito bem atendido [...] todos com boa vontade e competência. ANÔNIMO 6
Outro questionamento foi sobre a realização de curso de idiomas no exterior. Dos 356 respondentes, 239 realizaram curso do idioma inglês na universidade ou em centro de línguas, e 117 informaram que não foi necessário realizar o curso concomitantemente ou não com as atividades acadêmicas. Dos 239 que realizaram o curso, 68 avaliaram como ótimo, 82 como bom, 26 como regular, 32 como fraco e 31 como péssimo.
Figura 8 - Qualidade do curso de idiomas no exterior
Investigou-se também se os ex-bolsitas tiveram a oportunidade de realizar estágios durante sua estada no exterior. Dos 356 respondentes, 246 realizaram estágio e 110 alunos indicaram que não. No que diz respeito à relevância das atividades realizadas no estágio, 168 consideraram as atividades realizadas muito importantes para sua carreira, e que essa experiência ajudará muito em sua vida profissional e acadêmica; 58 avaliaram como boas as atividades executadas, 12 como regulares, 3 como fracas e 5 como péssimas.
Figura 9 - Relevância das atividades executadas no estágio
Fonte: Pesquisa de campo.
Outro importante ponto investigado foi o levantamento do tempo necessário para cada bolsista concluir seus estudos após o seu retorno ao Brasil. Apenas 37 dos respondentes, ou seja, cerca de 10%, concluíram seu curso em apenas um semestre, e 185 levaram em média 2 semestes para concluir o curso, cerca de 42% da amostra. Já 91 respondentes, cerca de 26%, tiveram que cursar 3 semestres para concluir o curso e, por fim, 37 respondentes, cerca de 10%, levaram 4 semestres para concluir o curso de graduação. Seis alunos não responderam a esse questionamento (Gráfico 10). As observações e justificativas dos ex-bolsistas sobre o tempo de conclusão foram as seguintes:
Demorei em terminar meu curso porque escolhi matérias que não eram oferecidas na minha universidade do Brasil, mas que achei interessante fazer porque eram relacionadas ao meu curso. Só que nenhuma foi equivalente àquelas que eu deveria cursar.” ANÔNIMO 7
Algumas disciplinas que fiz até eram parecidas com aquelas da minha universidade, mas a carga horária era bem menor, menos de 30 horas. No CEFET as aulas são divididas como 30, 60, e 90 horas para 1, 2 e 3 aulas por semana respectivamente [...]. ANÔNIMO 8 Demorei mais porque algumas das matérias não cumpriam com a ementa aqui do Brasil
[...]. ANÔNIMO 9
Figura 10 - Tempo para terminar o curso de graduação após o retorno ao Brasil
Fonte: A autora
Muito relacionado ao questionamento anterior, buscamos saber também se os ex-bolsistas conseguiram convalidar todas as disciplinas cursadas no exterior. O levantamento indicou que somente 37% conseguiu convalidar todas as disciplinas e 63% não conseguiu convalidar todas as disciplinas cursadas no exterior (Gráfico11). Transcrevemos abaixo o relato dos principais problemas e dificuldades ocorridas:
Não consegui convalidar todas as disciplinas que fiz nos EUA porque na minha universidade alguns professores não quiseram considerar e não deram explicações satisfatórias [...]. ANÔNIMO 10
Validei apenas uma matéria porque era a única que eu precisava para me formar. ANÔNIMO 11
Não consegui validar nenhuma matéria que eu fiz. Muita burocracia na universidade, as matérias que eu fiz não existiam no Brasil [...]. Ninguém me orientou sobre isso. ANÔNIMO 12
A universidade em que fui alocada era trimestral, e a carga horária era muito menor. Tive que juntar muitas disciplinas para convalidar apenas uma, sendo que os conteúdos nos EUA eram iguais ou até melhores [...]. Essa foi minha maior decepção em relação ao CsF. ANÔNIMO 13
Figura 11 - Convalidação das disciplinas cursadas no exterior
Fonte: A autora.
Para sabermos quais os caminhos que os ex-bolsistas seguiram após a conclusão da graduação no Brasil, elaboramos dois questionamentos que podem avaliar se foram alcançados alguns dos resultados esperados do Programa CsF, como a empregabilidade na área de formação e pesquisa. Quando questionados se estão trabalhando atualmente e qual atividade estão exercendo, dos 356 respondentes, 53% responderam que estão empregados e 47% indicaram que não exercem nenhuma atividade profissional. As principais atividades desenvolvidas foram as de: engenheiro, pesquisador, professor, auditor, consultor, servidor público, analista de programação, desenvolvimento de software, empresário, trainee e designer.
Outro questionamento relevante para a pesquisa refere-se a quantos dos ex-bolsitas encontravam-se vinculados a algum tipo de curso de pós-graduação (Gráfico 12). Nesse caso, dos 356 respondentes, 195 informaram que naquele momento não estavam vinculados a nenhum curso, 79 indicaram que estavam cursando ou finalizaram o mestrado; 62 estão cursando outros cursos, 12 estão cursando o doutorado e 8 não responderam.
No caso do mestrado, as principais áreas cursadas são das Engenharias, Física e Ciência da Computação. Já, no doutorado, as áreas cursadas são de Neurociência, Biodiversidade, Biotecnologia, Engenharia dos Transportes, Geofisica, Engenharia Mecânica, Eletrônica e Geologia.
Figura 12 - Vinculação a algum curso de pós-graduação
Fonte: A autora.
Questionou-se também como foi o desempenho da CAPES (Gráfico 13) nessa primeira chamada. Naturalmente, foram relatados problemas relacionados ao processo de seleção e candidatura, a comunicação dos técnicos com os bolsistas, atrasos no pagamento da bolsa, problemas de envio de documentos, falta de informações, entre outros. A grande maioria dos respondentes avaliou a CAPES de forma positiva; destes, 61 respondentes avaliaram como ótimo e 204 indicaram que os serviços foram bons. Já 52 respondentes informaram que o desempenho foi regular, 35 avaliaram como fraco e 4 como péssimo. Seguem abaixo os relatos das principais observações e dificuldades ocorridas.
Tive dificuldades em entender como preenchia o formulário do IIE, “common application”, o pessoal da CAPES não sabia me orientar [...]. ANÔNIMO 14
Os técnicos da CAPES não me disseram que eu tinha que abrir logo que eu chegasse nos EUA a minha conta bancária, por conta disso demorou para eu receber minha bolsa [...] tive que pedir para um amigo me emprestar. ANÔNIMO 15
[...] liguei e não atenderam, os técnicos demoraram para responder os meus e-mails. ANÔNIMO 16
Figura 13 - Avaliação do desempenho geral da CAPES
Fonte: A autora.
Sobre o item que solicitava a avaliação do Programa CsF como um todo, os principais relatos, opiniões, críticas e sugestões estão listados abaixo.
Sugiro que na continuidade do programa os recursos sejam focados para o mestrado. No mestrado o aluno segue a área profissional e na futura carreira [...]. ANÔNIMO 17 O CsF é essencial para o crescimento do Brasil principalmente nas engenharias e tecnologias. Com esses programas os estudantes de todas as classes sociais tiveram a oportunidade de ter uma experiência internacional, o que é ‘vital’ para o mundo globalizado. ANÔNIMO 18
Academicamente tive a oportunidade de estudar e pesquisar em laboratórios com tecnologia de ponta; fiz contatos profissionais, que acredito que serão importantes para minha carreira. Sem dúvida o CsF foi a experiência mais rica que vivi! ANÔNIMO 19 O Programa é bom e a ideia é boa, no entanto tem muitos problemas intrínsecos. ANÔNIMO 20
O Programa necessita de maior acompanhamento da universidade brasileira, do coordenador, das agências de fomento. Acho que poderiam direcionar os alunos para as atividades corretas, melhor resultado em pesquisa e C&T. ANÔNIMO 21
Talvez, a logo prazo, o Programa traga alguma inquietação e possamos provocar em nosso sistema educacional melhorias seja na qualidade, nas políticas públicas e consequentemente na economia do Brasil. ANÔNIMO 22
[...] não recebi as informações e documentações em tempo para realizar a viagem como programada; tive dúvidas com a documentação do visto, e nem a CAPES nem o IIE me
esclareceram [...]. A bolsa demorou para ser depositada devido ao atraso da carta de aceite (enviada pela universidade americana). Foi muito estressante, quase perdi a bolsa. ANÔNIMO 23
Para finalizar, em pergunta aberta deixou-se um espaço para que, caso achassem necessário, os ex-bolsistas informassem outros pontos que consideram importantes e que não foram abordados. Um dos itens mais citados pelos respondentes foi a necessidade da presença mais efetiva do coodenador do progrma CsF, ou um outro representante da própria univeridade, durante o período de sua bolsa. Por muitas vezes, os bolsitas relataram que tinham dúvidas sobre as disciplinas que iriam cursar no exterior, documentos que deveriam ser solcitados ao final do curso, bem como qual seria a melhor opção ou área para realizar estágio, e não obtiveram o apoio necessário da figura do coordeandor CsF. Sugeriram, para as próximas edições do Programa, que seja considerada essa necessidade, alertando os coordenadores sobre tais dificuldades.
Ainda sobre as observações dos ex-bolsistas, destacam-se os seguintes relatos:
[...] os livros eram muito caros, com a bolsa ofertada pela CAPES não tinha como comprar todos e na biblioteca não tinha muitos do mesmo assunto ou não tinha a indicação bibliográfica indicada pelo professor [...] tive que pedir dinheiro para minha família e comprar... gerou um grande problema financeiro para mim [...]. ANÔNIMO 24 [...] a dinheiro da bolsa não dava para o mês inteiro, tive que pedir para os meus pais [...] não gostava da comida do restaurante da Universidade [...]. ANÔNIMO 25
[...] fazia muito frio e eu fiquei doente, o seguro de saúde não pagava os medicamentos que precisei usar [...]. ANÔNIMO 26
Foram relatadas outras queixas. Uma delas de grande relevância foi a respeito dos livros didáticos solicitados pelos professores em aula e que não estavam disponíveis na biblioteca. Como o valor da bolsa não cobre esses gastos, houve muitas dificuldades para conseguir o material para estudar.
Outro ponto comentado foram as informações desencontradas que receberam da CAPES e do IIE, sobre a documentação exigida, a proficiência e a possibilidade de realizar viagens dentro dos EUA ou para visitar os parentes no Brasil durante feriados ou férias. Cada órgão fornecia uma informação diferente.
Os ex-bolsistas também relataram que não puderam escolher as universidades de destino. Ficaram sabendo para onde seriam alocados em data muito próxima da viagem; em muitos casos nessas universidades não havia o curso que cursavam no Brasil ou, ainda, viram na internet o
ranking das IES americanas onde foram alocados, solicitaram a mudança, mas o IIE não
permitiu.
Quanto ao curso de inglês oferecido nas IES americanas ou centro de línguas, houve muitos relatos de que eram longos e/ou sem qualidade. O conhecimento prévio da língua foi desconsiderado. Fizeram reclamações para a CAPES e para o IIE mas não foram tomadas providências.
Por fim, relatou-se a falta de acompanhamento no desempenho acadêmico dos bolsistas e na orientação do número de disciplinas que deveriam ser cursadas. Houve muitas observações e alertas de “colegas” que tinham muito tempo livre e de outros que tinham um péssimo rendimento.