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5 Diskursanalytisk undersøkelse

5.3 Tysk deltakelse i Afghanistan - politikerstemmer

5.3.2 Mulighetsnarrativer knyttet til ISAFs virksomhet

No caso de alunos que estudam em uma IES que realizou a adesão ao Programa, para participar, primeiramente o candidato deveria ter sido selecionado no processo seletivo interno realizado pela instituição de origem, e cada instituição tem seus critérios e autonomia para determiná-los.

Após ter sido selecionado e indicado por sua IES de origem, o candidato deveria obrigatoriamente preencher os requisitos estabelecidos no Edital, como estar matriculado em curso de nível superior nas áreas prioritárias, ser brasileiro ou naturalizado, ter integralizado no mínimo 40% e no máximo 80% do currículo previsto para seu curso, no momento do início previsto da viagem de estudos, apresentar o TOEFL (Test of English as Foreign Language) nas modalidades iBT (Internet Based Test), com no mínimo 79 pontos, ou PBT (Paper Based Test), com no mínimo 550 pontos, e possuir bom desempenho acadêmico, avaliado pela instituição de vínculo no Brasil.

Os cursos de graduação pertencentes às áreas contempladas, ou seja, consideradas prioritárias para gerar o desenvolvimento tecnológico e industrial do Brasil, são: engenharias e demais áreas tecnológicas; ciências exatas e da terra; biologia, ciências biomédicas e da saúde; computação e tecnologias da informação; tecnologia aeroespacial; fármacos; produção agrícola sustentável; petróleo, gás e carvão mineral; energias renováveis; tecnologia mineral; biotecnologia; nanotecnologia e novos materiais; tecnologias de prevenção e mitigação de desastres naturais; biodiversidade e bioprospecção; ciências do mar; indústria criativa (voltada a produtos e processos para desenvolvimento tecnológico e inovação); novas tecnologias de engenharia construtiva; e formação de tecnólogos.

Para as candidaturas individuais, no caso de alunos que estudam em IES que não aderiram ao Programa, para participar, os requisitos eram basicamente os mesmos das candidaturas realizadas pelos alunos provenientes de IES que assinaram o Termo de Adesão, diferenciando-se nos seguintes itens: ter ingressado na IES por meio do Programa Universidade para Todos (PROUNI) ou do Sistema de Seleção Unificada (SISU) com nota no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) igual ou superior a 600 pontos, e/ou ter sido premiado nas categorias dos Prêmios Jovem Cientista, Iniciação Científica e Olimpíadas da Matemática e/ou de Ciências, ou ainda ser detentor de premiações de mérito acadêmico; ter tido ou estar usufruindo de bolsa de iniciação científica do CNPq (PIBIC) ou do PIBID da CAPES (CAPES, 2013b).

Para ambas as candidaturas, os candidatos que atendessem a todos os requisitos, mas que não obtivessem o nível mínimo de proficiência, poderiam ser beneficiados, a critério do Programa Ciência sem Fronteiras, com curso intensivo de língua inglesa nos EUA, de até oito semanas de duração, incluindo estadia, taxas e material didático, imediatamente antes do início das atividades acadêmicas. Outra exigência era apresentar uma declaração de compromisso em permanecer no Brasil pelo dobro do número de meses em relação ao período em que foi contemplado para realização da graduação-sanduíche.

A duração das concessões de bolsas de estudos no exterior varia de acordo com as modalidades oferecidas. No caso da graduação-sanduíche, é concedido o período máximo de 12 meses, sendo nove a dez meses dedicados aos estudos integrais acrescidos de dois meses de curso de aperfeiçoamento linguístico e de até três meses para estágio de pesquisa ou laboratório na própria universidade ou em empresas. As ofertas para estágio são oferecidas pela universidade no exterior ou pela instituição parceira, diretamente ao estudante, podendo então totalizar até 15 meses de bolsa fomentada pelo governo federal.

O processo seletivo da primeira chamada do CsF - 102/2011 contou com um total de 7.078 estudantes inscritos, de um total de 165 instituições de ensino superior aderentes no País. O número de universidades norte-americanas que firmaram acordo para fazer parte do Programa Ciência sem Fronteiras foi de cerca de 250. A partida dos estudantes teve início em janeiro de 2012; foram selecionados 929 alunos de universidades públicas e privadas, e as atividades no exterior tiveram início em dois períodos: fevereiro e junho de 2012.

Para realizar a gestão de bolsas de estudos em outros países, o Programa CsF conta com parceiros no exterior, podendo ser organizações tradicionais no campo de colocação e suporte de

estudantes ou mesmo consórcios das principais universidades locais, os quais são responsáveis por definir, juntamente com a CAPES e o CNPq, os melhores cursos e instituições nos seus respectivos países. Por exemplo, na Alemanha o parceiro é o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), na Itália é a Universidade de Bolonha (UNIBO), na França é o Campus France e nos Estados Unidos é o Institut of International Education (IIE).

Fundado em 1919, o IIE é uma organização norte-americana sem fins lucrativos que busca promover o intercâmbio internacional de pessoas. Em colaboração com os governos, fundações e outros patrocinadores, o instituto cria programas de estudo e formação para estudantes, educadores e profissionais de todos os setores, incluindo o Programa Fulbright. Estas duas organizações se associaram, no início do programa em 2011, a pedido do governo brasileiro, para apoiar a implementação do Programa Ciência sem Fronteiras nos EUA, fazendo a alocação dos bolsistas em instituições desse país (IIE, 2014).

No Brasil, o coordenador institucional do Programa Ciência sem Fronteiras, também denominado de Gestor Institucional (GICsF), possui um papel fundamental na homologação, acompanhamento e avaliação dos candidatos e futuros bolsistas de graduação-sanduíche. Os bolsistas e candidatos às bolsas de pós-graduação e pós-doutorado não precisam assinar o Acordo de Adesão ao CsF. Todas as instituições devem estar cadastradas junto à CAPES e ao CNPq.

É importante ressaltar a magnitude que o Programa está tendo na sociedade acadêmica, pois a segunda chamada do CsF em 2012 teve 36.172 inscrições registradas do programa (graduação-sanduíche) para instituições de ensino superior dos Estados Unidos, Reino Unido,

Alemanha, Itáliae França. O destaque é para as 9.440 inscrições para os Estados Unidos e 4.928

para o Reino Unido. Em 2012, foram abertas chamadas CAPES/CNPq para 21 países: Alemanha, Áustria, Austrália, Bélgica, Canadá, EUA, China, Finlândia, França, Irlanda, Japão, Noruega,

Coreia do Sul, Espanha, Holanda, Nova Zelândia, Portugal, Reino Unido, Suécia e Hungria. Já no

ano de 2013 do CsF foram lançadas chamadas para 22 países para a modalidade graduação- sanduíche: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, China, Coreia do Sul, França, Estados Unidos, Itália, Hungria, Holanda, Irlanda, Finlândia, Noruega, Nova Zelândia, Reino Unido, Suécia, Espanha, Japão e Noruega. Para essas chamadas se inscreveram aproximadamente 81.886 candidatos e desses aproximadamente 35.684 foram selecionados para serem bolsistas dos países acima elencados.

3 EGRESSO DOS BOLSISTAS DO EXTERIOR

Nesse capítulo apresentamos um panorama sobre o egresso de bolsistas de graduação- sanduíche do Programa CsF, ressaltando a importância do levantamento de informações sobre o que de fato acontece após seu retorno, analisando e avaliando os resultados das atividades desenvolvidas pelos ex-bolsistas no exterior.