6 Drøfting
6.1 Utviklingstendenser og motsetningsforhold – tysk deltakelse i Kosovo og
6.1.1 Makt og ansvar
A Geografia, como ciência humana, tem uma trajetória única e as teorias racionalistas do final do século XIX, na Europa, programaram as primeiras medidas de entendimento da ocupação do espaço terrestre, segundo as necessidades de expansão dos setores produtivos; o Estado seria o detentor de dar ao espaço físico (grifo meu) uma nova característica, com o
caráter político, estratégico e submisso às suas aventuras geopolíticas, segundo Costa (1996, apud CASSAB, 2009).
Não obstante de escolher modelos econômicos que diziam como denominar o espaço e reproduzir as relações sociais de forma a contemplar àquela classe exclusiva, esse autor
afirmou que, “[...] a utilização dos modelos econômicos imaginados no pensamento neoliberal, pressupunha a existência de um comportamento racional, ou seja, estratégias de um pensamento predominante tendo em vista o seu caráter ideológico da classe dominante” (1996, apud CASSAB, 2009, p.4).
Outro autor interpretou essa afirmação como um produto único daquele contexto, mas cujas condições já foram dadas ao Homem que, por sua vez, cria condições mais humanizadas e, por fim, insere a sua reprodução social: “[...] Espaço heterogêneo e socialmente conteúdo e reflexo da forma de organização societária. [...] Espaço configuração espacial – produto, meio e condição da produção e reprodução social” (MOREIRA, 1996, p.108).
Na década de 1980, com os novos argumentos de uma geografia mais humanizada – apenas para retomar a nossa linha de pensamento histórico na construção da Geografia como ciência humano-social (SANTOS, 2002) –, agora o espaço ficará entendido como produto social, e os homens se relacionam com ele a partir de vínculos pessoais, afetivos e cotidianos.
A Geografia ensinada nos bancos escolares brasileiros começa a despertar como disciplina nos anos de 1837, e como primeira característica tem nas inúmeras ideias predominantes e de cunho fortemente nacionalista, certa descrição geral sobre o quadro natural e de fundo mnemônico de saber enciclopédico, tendo o Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, o seu melhor exemplo à época.
No ano de 1920, foi criado o primeiro Curso Livre Superior de Geografia, sendo o principal núcleo de formação de geógrafos no País (MOREIRA, 1996). Aqui, a geografia de Paul Vidal de La Blach (1845-1918), criador da Escola Possibilista, domina o cenário nacional com forte tendência aos estudos regionais.
Nas escolas brasileiras, segundo o autor,
A disciplina Geografia passou a ser um estudo descritivo das paisagens naturais humanizadas e com procedimentos didáticos marcados pela descrição e a memorização desses elementos naturais, num tripé que sustentava este ensino: Homem/Natureza/Economia (MOREIRA, 1996, p. 5-6).
Autores de primeiros livros didáticos de Geografia, o professor e escritor mineiro Miguel D. de Carvalho (1579-1624) com o seu pensamento geográfico do tipo “Enobrecimento ou civilidade da mentalidade territorial no Brasil” e Aroldo de Azevedo (1910-1974) como produtor de livros didáticos nacionalistas de título genérico “A Geografia do Brasil”, predominaram até meados da década de 1960 (CASSAB, 2009; MOREIRA, 1996; SOUZA, 2009).
A Geografia como ferramenta ideológica dos governos militares, nos anos de 1964 a 1985, incluindo o início do período de redemocratização do Brasil, visava a dicotomia Segurança/Desenvolvimento, assim:
[...] Ensino da Geografia é fortemente marcado pela geografia teorética quantitativa. Nos anos de 1970 a Geografia passa a ser vista como uma disciplina perigosa na medida em que pode contribuir para a formação de pensamentos críticos e alunos contestadores (CASSAB, 2009, p.7).
A Geografia ensinada em salas de aulas das escolas brasileiras neste período, segundo esta autora, foi a sua exclusão dos currículos escolares e substituições pela disciplina denominada de Estudos Sociais, onde a sua coirmã, a disciplina História, comporia também esta nova matéria a ser ministrada por profissionais de educação em todos os níveis, com exceção das universidades públicas, onde a disciplina Estudos dos Problemas Brasileiros (EPB), substituiria e/ou complementaria as noções e a fortaleceria a ideologia predominante à época: a segurança e a integridade nacional do território brasileiro.
No final dos anos de 1980, os debates sobre os novos paradigmas da Geografia do Brasil, encabeçados pela Associação dos Geógrafos do Brasil (AGB) e universidades públicas, apontam para uma geografia crítica como ciência do espaço indissociável da sociedade: Homem e Natureza são tratados em suas múltiplas interações e de maneira dialética. Quanto ao ensino da Geografia em salas de aula os conteúdos centralizaram-se em relações de trabalho-produção, segundo Cassab (2009); Moreira (1996).
O estudo dessa Geografia escolar, impregnada de ideologias verificadas nos seus textos, identifica relações entre sociedade, trabalho e natureza. Com o tempo, tornou-se um empecilho na formação dos professores de Geografia, verificado na elaboração de conteúdos, planos de aula e planejamentos de currículos com forte conteúdo ideológico partidário indicado para as séries iniciais da Educação Básica. Distantes das realidades de seus estudantes, onde o vício reproduzido era o decoreba, aliado à reprodução de termos confusos e de difícil compreensão por todos que o estudassem, esse estudo de uma Geografia escolar
causou a desatualização teórica e a sua desinformação metodológica que foi prejudicial a todos os estudantes ao longo de várias décadas.
Nascia, então, sob a égide de um pensamento marxista, a Geografia Crítica, cujos expoentes dessa criação foram os professores da Universidade de São Paulo (USP), destacando-se a presença de Milton Santos (1926-2001) e seu livro “Geografia Nova”, editado no ano de 1978.
Essa Geografia Crítica teve como princípio metodológico a revisão dos principais paradigmas que se preocupavam a discorrer sobre os problemas da cidade e os estudos das migrações do campo para elas, numa dinâmica de rugosidades – entenda-se cidades, ruas, monumentos, casas e construções no meio geográfico, segundo Santos (2002).
Dentre outros aspectos, agora de uma Geografia acadêmica, destacamos a distância dos problemas e realidades do Brasil. Com as obras “Geografia da fome” (1946), de Josué de Castro (1908-1973) e “Os Sertões” (1892), de Euclides da Cunha (1966-1909), esses autores se tornariam os representantes daquela geografia escolástica muito útil aos senhores poderosos e dominadores desses sertões e veredas, segundo Cassab (2009)4
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