• No results found

5 Diskursanalytisk undersøkelse

5.2 Tysk deltakelse i Kosovo - politikerstemmer

5.2.2 Solidaritetsretorikk som avvisning av militær intervensjon

Para completar a interpretação dos dados, faz-se necessário definir a análise de conteúdo, “a semântica estatística do discurso político”. A análise de conteúdo pode ser quantitativa e qualitativa. Existe uma diferença entre essas duas abordagens: a abordagem quantitativa trata de uma frequência das características que se repetem no conteúdo do texto. Na abordagem

qualitativa considera-se “a presença ou a ausência de uma dada característica de conteúdo ou

conjunto de características num determinado fragmento da mensagem” (PUGLISI; FRANCO, 2005).

Segundo Bogdan e Biklen (1982), a análise dos dados é feita de forma indutiva. Na pesquisa qualitativa os pesquisadores devem dar mais atenção ao processo em si e não somente aos resultados propriamente ditos. Nesse sentido, os investigadores buscam a compreensão do significado que os participantes atribuíram às suas experiências.

A análise qualitativa possibilita uma melhor compreensão do fenômeno estudado e fornece subsídios para possíveis intervenções e mudanças no objeto de estudo. O dado é, sobretudo, construído, não apenas colhido (DEMO, 2009). A subjetividade, procedimento de análise, conduz à compreensão do fenômeno pelo pesquisador. O processo de análise qualitativa é profundo, focado e detalhado, portanto pode haver mudanças na pesquisa no decorrer do processo. Quando nos aprofundamos, a compreensão do fenômeno estabelece conexão com contextos maiores, desencadeando uma análise plural.

A análise dos dados coletados na pesquisa foi realizada com base na teoria da análise de conteúdo de Bardin (1977). De acordo com o autor, a análise de conteúdo é definida como:

Um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, por procedimentos, sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens.

Nessa fase de análise buscou-se entender os dados compilados das respostas obtidas na pesquisa e na análise documental, e baseado nisso, responder ao problema proposto pela pesquisa. Utilizando a técnica de Bardin é possível conhecer a opinião do entrevistado, ou seja, o que está por trás das palavras. Desse modo, esse instrumento pode ser utilizado para análise de discursos diversificados e alterna-se em dois pontos, a rigidez da objetividade e a abrangência da subjetividade, o que leva o pesquisador perceber as mensagens não ditas na escrita.

Para Vygotsky (2000), a análise de conteúdo permite que haja uma leitura profunda das comunicações, possibilitando ir além da leitura aparente. A função do pesquisador é parecida à do arqueólogo, do detetive ou do psicoterapeuta. Nesse contexto, o autor diz:

Para compreender a fala de outrem não basta entender as suas palavras – temos que compreender o seu pensamento. Mas nem mesmo isso é suficiente – também é preciso que conheçamos a sua motivação. Nenhuma análise psicológica de um enunciado estará completa antes de se ter atingido esse plano. Vygotsky (2000).

Franco (2008) enfatiza que toda análise de conteúdo necessita de comparações textuais, que podem ser diversificadas e, obrigatoriamente, levam em conta a sensibilidade, a intencionalidade e a competência teórica do pesquisador. Não se desconsidera a análise propriamente dita, ou seja, uma análise “sólida” sobre as mensagens e conteúdos ocultos das respostas. A “codificação” em que os dados primários são transformados ocorre de forma a

organizar e agregar em “unidades” ou “categorias”, que permitem, de forma organizada, uma

descrição das características relacionadas ao conteúdo.

Já, para Krippendorff (1980 apud, LUDKE; ANDRÉ, 1986), a análise de conteúdo caracteriza-se como um método de investigação do conteúdo simbólico das mensagens. Estas podem ser analisadas de diferentes formas e inúmeros ângulos. A diversidade de pontos de vista e de enfoques contribui para ampliar e contextualizar o conhecimento. Nesse contexto, o início da análise dos dados se deu a partir das “mensagens”, sejam nas respostas abertas ou fechadas e/ou documentais. Em seguida, optou-se por escolher questões norteadoras baseadas na repetição e frequência durante a análise. Como os temas que se repetem com muita frequência se destacam do texto de forma comparável a categorias, segundo Bardin (1977) este é o quesito fundamental para realizar uma análise de conteúdo e de modalidades de compilação para o registro dos dados. As categorias foram construídas após um processo longo que demandou análise constante do material coletado durante a pesquisa e que depois foi interpretado segundo a temática e

objetivos propostos. A análise dos dados investigados foi dividida em quatro categorias principais, para investigar quais foram os desdobramentos acadêmico e profissional dos bolsistas que egressaram da primeira chamada do Programa do CsF: a) avaliação comparativa entre as instituições de ensino superior brasileiras e americanas; b) análise dos relatos sobre as experiências vivenciadas no exterior pelos ex-bolsistas; c) avaliação das atividades extracurriculares realizadas no exterior; e d) relatos e avaliação dos bolsistas egressos do Programa CsF em diversos aspectos.

Nos capítulos seguintes, encontram-se o referencial teórico, a análise dos dados e a discussão dos resultados.

2 PRINCIPAIS FATOS QUE MARCARAM A CIÊNCIA E A TECNOLOGIA DO BRASIL

Neste capítulo, fazemos uma análise do contexto histórico e político que marcou a ciência e a tecnologia no Brasil: o papel fundamental da C&T no processo de desenvolvimento desde a Primeira Guerra até os dias atuais, com ênfase na internacionalização da educação superior e na criação de órgãos e instituições de pesquisa. Em seguida, mostramos as linhas de ações, englobado bolsas no exterior e apoio aos programas de cooperação internacional.