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The semi-commercial migration managers‟ policy criticism and

4 Non-state managers of migration. Their view on the state management. . 61

4.2 Ethnic associations; a semi-commercial migration management

4.2.3 The semi-commercial migration managers‟ policy criticism and

Abelardo Jurema Filho iniciou no colunismo social em 1975 com a coluna “Status Social” no semanário O Momento. Três anos mais tarde, assume a coluna “Status” (agora sem o “Social”), no Jornal O Norte, onde permaneceu com a coluna por 11 anos, chegando também a apresentar um programa televisivo de entrevistas. Em 1990 ingressou no Jornal Correio da Paraíba, consolidando seu espaço com a coluna “Abelardo Jurema”, publicada pelo jornal até hoje. Em 2013, Abelardo Jurema completa 38 anos de colunismo social.

Carioca e descendentes de importantes políticos paraibanos – filho de Abelardo Jurema, que foi ministro da Justiça no Governo João Goulart; sobrinho-neto de João Pessoa, Governador da Paraíba (1928-1930) e sobrinho-bisneto do Presidente da República Epitácio Pessoa (1919-1922) –, Abelardo Jurema Filho teve uma breve carreira política quando exerceu mandato de vereador em 1982, na condição de suplente. Formado em Direito, é Defensor Público do Estado da Paraíba. Além da coluna no jornal, apresenta atualmente o programa “Happy Hour”, de segunda a sexta-feira, pela RCTV (canal fechado) e o “Correio Espetacular” aos sábados pela TV Correio (afiliada Record), ambos pertencentes ao Sistema Correio de Comunicação. Abelardo Jurema é ainda autor de quatro livros, entre eles, o mais recente, Cesário Alvim 27 - Histórias do filho de um exilado (2011), editado pela Universidade Federal da Paraíba.

Abelardo Jurema, que é também empresário, administrador da Agência deAbelardo.com – Assessoria de Comunicação e Marketing, mantém o hábito como colunista de promover eventos, dentre os eventos de tradição organizados por ele destacam-se: O “Troféu Heitor Falcão”, intitulado “o Oscar da sociedade paraibana”, onde presta homenagem a personalidades paraibanas de vários segmentos e a “Feijoada do Abelardo”, que comemora o aniversário da coluna e reúne a elite paraibana em confraternização no final de cada ano. Estes eventos estão presentes na delimitação do corpus da pesquisa.

A coluna Abelardo Jurema destaca-se por transpor a barreira do social, fazendo a cobertura de importantes temas como a política, fato talvez explicado por sua trajetória de vida e profissional. Além da cobertura de assuntos políticos, a coluna traz temas relacionados aos problemas do espaço urbano da cidade, com denúncias e apelos que são corriqueiramente atendidos pelas autoridades. Segundo o próprio colunista em entrevista ao jornalista Aristóteles Drumonnd, no programa Isso é Brasil da Rede Vida de Televisão (canal fechado), no dia 21 de janeiro de 2010: “a coluna é uma grande defensora da cidade.”79

Figura 8 – Coluna Abelardo Jurema do dia 30 de outubro de 2011.

Fonte: arquivo pessoal.

A linguagem utilizada pelo colunista busca deixar claro os pontos de vistas e opiniões baseadas a partir de fatos, observações, leituras ou fontes, partindo para o ataque muitas vezes. A defesa de ideias e interesses é contundente, levantando bandeiras ou mesmo protegendo “os seus”, como na nota veiculada no dia 03 de julho:

Os fundadores

“Está no livro do advogado Lúcio Marcos da Costa, que conta a história do Aeroclube da Paraíba, a ata de fundação da agremiação datada de 10 de novembro de 1940. O documento é assinado pela sua primeira diretoria: Horácio de Almeida (presidente), Basileu Gomes (Vice), José Leal (1º secretário), João Vasconcelos (tesoureiro) e Abelardo Jurema (diretor de Propaganda). Foram esses os homens que criaram ‘aquela porcaria’, como se referiu o Prefeito da Capital”.

Na nota, o colunista defende a memória do pai e a importância de se preservar o Aeroclube da Paraíba, na época, alvo de brigas com a prefeitura da cidade que buscava a desapropriação de seu terreno. A coluna Abelardo Jurema costuma repercutir os assuntos em destacados pela mídia local (e nacional)80. Durante a análise do corpus, dois assuntos tiveram

pauta especial na coluna, com notas frequentes atualizando os casos: a desativação do Aeroclube e construção de um novo shopping no bairro de Mangabeira, polêmico pelos valores divergentes de permuta entre os terrenos de construção do shopping e do Centro de Ensino da Polícia Militar do Estado.

Abelardo Jurema é o colunista que mais se vale de fontes (desconhecidas) para abordagem de temas, são os “amigos da coluna” que ganham voz através desse espaço. Vejamos a nota publicada no dia 14 de agosto:

Vizinho

“De um amigo da coluna ao comentar a reação do Governo em comemorar a instalação de uma fábrica da Fiat na cidade de Goiana, em Pernambuco, próximo à fronteira dos dois estados: ‘é como assistir da nossa janela a piscina nova que o vizinho construiu e ficar contente porque melhorou a nossa paisagem e valorizou a vizinhança’, frisou”.

A fala do “amigo da coluna” serve também como disfarce para o colunista tecer sua opinião sobre o assunto sem maiores comprometimentos. No entanto, o espaço consolidado de vozes dos leitores é o chamado “Fale com Abelardo”, em que cidadãos comuns ou autoridades públicas comentam e dão a sua versão dos fatos publicados na coluna, reiterando ou discordando do que vem repercutindo. Em certas ocasiões, o espaço serve para simplesmente dispor elogios, agradecimentos ou sugestões ao colunista e aos governantes. Tal fenômeno pode ser observado a seguir, em comentário publicado no dia 30 de outubro:

“Paulo Nunes ([email protected]) Li hoje sua coluna sobre a construção do novo prédio da Assembleia, na área nobre do Altiplano do Cabo Branco. Em que pese as boas intenções, sua sugestão de construí-lo na cidade baixa seria mais aconselhável, tendo o mérito de revitalizar o Centro Histórico. Do contrário, aos poucos aquele logradouro vai desaparecendo. Existe uma área excelente disponível, com sete hectares, na antiga fábrica de óleo da Matarazzo, ali na Rua da República. Área suficiente para essa construção. Continue firme em defesa de sua tese.”

80Até mesmo futebol é discutido, diferentemente das outras colunas analisadas em que se observou ocorrência

O relato do leitor demonstra, nesse caso, a apreciação do público em relação à opinião do colunista divulgada anteriormente. Como uma espécie de “carta”, esse espaço exclusivo da coluna, favorece o debate dos acontecimentos, gerando polêmica e proporcionando uma interação com o público-leitor, que tem a chance também de opinar. Com isso, a coluna social “ganha” uma função social importante: a de servir de campo para o intercâmbio discursivo.

Outra especificidade da coluna Abelardo Jurema diz respeito aos erros ou equívocos cometidos pelo editor, são as notas intituladas “Juremabudsman” 81, entendidas como uma

autoavaliação e uma forma de “metacolunismo” (uma nota sobre notas). Para isso, é utilizado um artifício próprio do jornalismo. Vejamos um exemplo de nota publicada no dia 14 de agosto:

Juremabusdman

“A semana que passou a coluna andou pisando na bola por três vezes. A primeira quando denominou de Eduardo Amorim o novo ministro da Defesa Celso Amorim. A segunda quando nomeou o deputado Hugo Mota como sendo o seu pai, o prefeito de Patos Nabor Wanderley. E a última quando afirmou que o ex-governador Ernani Sátyro havia sido prefeito de Patos, quando na realidade, ele foi prefeito de João Pessoa em 1940, por apenas 30 dias”.

Os espaços comuns às outras colunas aparecem na coluna Abelardo Jurema como “Lance Livre” (notas curtas variadas) e “Reflexões atemporais”, uma tentativa de meditação sobre a vida cotidiana, com mensagens de pensadores, músicos, poetas, entre outros.

A publicidade e propaganda são marcas de identidade e influência do colunista. Podem aparecer sob diversas formas discursivas: textos, imagens e anúncios, ou mesmo vir em formato de “notícia”, como na coluna de 31 de julho:

Figura 9 – Publicidade através de notícia na Coluna Abelardo Jurema.

Fonte: Coluna Abelardo Jurema de 31 jul. 2011 – Portal Abelardo.

81Vem de ombudsman, função utilizada no jornalismo para realizar uma análise crítica sobre o trabalho do

Depois de publicado o sucesso do tratamento dentário, Abelardo Jurema tornou-se “garoto propaganda” da Clínica Odontológica em questão.

Figura 10 – Anúncio publicitário na coluna Abelardo Jurema de 23 out. 2011.

Fonte: arquivo pessoal.

Assim, a coluna social funciona como espaço de publicização do colunista e de sua experiência com serviços e produtos, que, muitas vezes é vivenciada a partir de trocas comerciais e simbólicas. Tais trocas, além de incentivar o consumo, contribuem para a formação de imaginários sociais ligados, por exemplo, à beleza, saúde e felicidade, como demonstrado.