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The Queen Victoria Hospital, East Grinstead

2. The Guinea Pig Club and Archibald Hector McIndoe

2.2. The Queen Victoria Hospital, East Grinstead

Gerenciar um projeto é administrar as incertezas do projeto, planejando sua execução antes de iniciá-lo e controlando o projeto de modo a assegurar sua conclusão no prazo, escopo e orçamento estipulados. O processo de gerenciamento de projetos, de modo simplificado, é como um processo de controle genérico. Como um termostato controla a temperatura de um ambiente? Ele se orienta pela temperatura apontada no controlador e reage conforme o ambiente varia. Em outras palavras, o termostato se orienta pelo objetivo especificado e pelas atuações reativas aos desvios do objetivo.

• Determinar se o gerador produzirá ou não frio no próximo intervalo de tempo. • Monitorar a temperatura do ambiente e comparar com o objetivo.

De maneira similar, um projeto também tem seus objetivos de escopo, prazo, custos, quali- dade, dentre outros, estabelecidos e sempre que os resultados “desviam” de seus objetivos, cabendo ao gerente do projeto decidir algo na intenção de voltar o projeto para os “trilhos”.

Como um mecanismo de monitoramento e controle, o gerenciamento de um projeto envolve duas funções principais, a saber:

• Planejar e/ou Replanejar - Estabelecer o objetivo e o escopo do projeto, dividi-lo em fases e definir tarefas e responsáveis para alcançar o objetivo proposto, considerando premissas e restrições existentes. Especifica o trabalho a ser realizado e quem irá implementá-lo em um determinado período de tempo. Para o planejamento, esta tarefa se fundamenta nos objetivos do projeto. Para o replanejamento, esta tarefa se orienta pelas solicitações de mudanças recomendadas pelo monitoramento e controle.

• Monitorar - Acompanhar o progresso e medir o desempenho do projeto por meio da comparação entre o realizado e o planejado, tomando ações corretivas apropriadas, conforme necessário. Verifica a execução, recomenda melhorias e elabora descrições do progresso do projeto. Esta visão simplificada aborda o fundamental de um projeto, nas aplicações do mundo real, e contempla três tipos de atividades a serem feitas du- rante a realização de um projeto: planejamento, execução e monitoramento e controle.

Planejar e Monitorar são funções gerenciais, devido não representarem trabalho, diretamente envolvido no desenvolvimento do produto. Em contrapartida, a realização do trabalho espe- cificado no Plano de Gerenciamento do Projeto é o objetivo primário da execução. Logo, esta atividade é parte do processo de engenharia.

Desta forma, um projeto pode ser visto como um processo que envolve atividades de gerenci- amento e engenharia, em que ambas se interagem, continuamente por meio do planejamento, da execução e do monitoramento e controle.

O processo de desenvolvimento de um produto é a principal preocupação do processo de gerenciamento de um projeto. Em geral, o progresso conseguido neste processo é que de- termina o progresso do projeto como um todo. O aspecto mais importante e que deve ser

ressaltado é que a implementação de um projeto envolve tanto o processo de engenharia quanto o processo de gerenciamento, os quais interagem ao longo das fases do ciclo de vida de gerenciamento do projeto.

Na realidade, o desempenho das atividades de gerenciamento do projeto impacta nos resul- tados do projeto e por isso deve ser cuidadosamente planejadas e controladas. Como um mecanismo de controle, as atividades de gerenciamento envolvem as funções de planeja- mento, replanejamento e monitoramento e controle. Já as atividades do desenvolvimento do produto dependem do ciclo de vida do produto em questão.

4 APRENDIZAGEM E COMPETÊNCIAS TRANSVERSAIS

Diversos pesquisadores, Felder (2006), Masetto (2007), Linsingen (2008), apontam para uma reflexão sobre o perfil dos estudantes egressos formados, nas últimas décadas, nos cur- sos de todas as áreas de engenharia. A característica mais visível no ensino atual, segundo esses autores, é a formação prioritariamente técnica e científica, através de um tipo de ensino embasado sobre a transmissão de conteúdos, considerado pouco crítico e insuficiente para atender às demandas de complexidade que marcaram as grandes transformações da socie- dade, economia, tecnologia e, portanto, da cultura no início do século XXI.

Estudos mostram que, tanto em um ambiente acadêmico quanto corporativo, as princi- pais dificuldades e problemas enfrentados pelos estudantes/profissionais nos projetos téc- nicos/científicos não são de ordem técnica, mas relacionados aos aspectos das competências transversais. Dentre as principais dificuldades encontradas, destacam-se as seguintes: ni- velamento da motivação; compromisso com os marcos de entrega; experiência em trabalho de equipe; passividade com relação a busca do conhecimento; comunicação (oral, escrita e pública); e capacidade gerencial [82].

4.1 OS ESTILOS DE APRENDIZAGEM

A escola é considerada, tradicionalmente, o ambiente mais propício para atividades em gru- pos, integrando elementos de diferentes níveis de conhecimentos, e às vezes até de caracte- rísticas culturais diferentes. Porém, os estilos de aprendizagem cooperativa e colaborativa também têm sido aplicados na preparação de indivíduos para ambientes de trabalho que exi- gem pessoas aptas e competentes para trabalhar em equipe.

Segundo Felder e Brent (2005), a experiência com modelos tradicionais de aprendizagem demonstra que há maior sucesso na aquisição de conhecimentos quando da utilização de ambientes colaborativos, pois os estudantes tendem a desenvolver habilidades superiores de raciocínio através do pensamento crítico, por se sentirem mais aceitos e confiantes dentro do grupo [54].

As atividades coletivas de aprendizagem são normalmente divididas em competitivas e não- competitivas. As atividades não-competitivas são chamadas de cooperativas e colaborativas,

conforme o caso, mas ainda há uma grande controvérsia sobre a diferenciação dessas duas categorias utilizadas para se referir à interação de elementos de um grupo de pessoas, que busca um objetivo comum [12].

Alguns pesquisadores utilizam os termos “colaboração” e “cooperação” como sinônimos, enquanto outros os distinguem [55]. Uma das diferenças apontadas por alguns é que na aprendizagem cooperativa há uma definição de hierarquias entre os participantes, focando maior organização e gerenciamento das informações [79].