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Individual cases: Gleave, Page, and Hillary

2. The Guinea Pig Club and Archibald Hector McIndoe

3.2. Individual cases: Gleave, Page, and Hillary

De acordo com o NCREL (1999), a força motriz do século XXI é o capital intelectual. A seguir será apresentada uma lista de habilidades necessárias aos futuros profissionais, que é originária da literatura contemporânea, de pesquisa emergente e da voz de representantes da educação, do comércio e da indústria [77].

Comunicação Efetiva

Habilidades de trabalho em equipe, de colaboração e interação; responsabilidade pessoal e social; e comunicação interativa.

Alta Produtividade

Capacidade de priorizar, planejar e gerenciar para resultados; uso de ferramentas do mundo real; e produtos relevantes de alta qualidade.

Pensamento Inventivo

Adaptabilidade e capacidade de gerenciar situações complexas; curiosidade, criatividade e tomada de risco; pensamento de ordem superior e raciocínio consistente.

Capacitação na Era Digital

Capacidades básicas científicas, matemáticas e tecnológicas; capacidades de ver e de lidar com informação; e capacidade cultural e consciência global.

5 METODOLOGIA PROPOSTA PARA IMPLEMENTAÇÃO

A palavra metodologia tem sua origem no idioma grego: METO - mais além; DO - estrada; e LOGIA - estudo. Segundo Aurélio On-line (2004), em uma de suas definições, metodologia é um conjunto de métodos, técnicas e processos estabelecidos para realizar um trabalho [87]. Outra definição, diz que, a metodologia é como um passo que deriva de uma determinada posição teórica e epistemológica, que conduz à seleção de técnicas específicas para se atin- gir um objetivo (trabalho ou investigação). Boaventura (2004), complementa dizendo que, nenhuma metodologia será considerada uma panaceia absoluta, por isso são muitas vezes misturadas, em uma relação simbiótica, buscando o melhor resultado entre as partes [10].

A partir desses pressupostos, a metodologia proposta, neste trabalho, concorre como uma es- tratégia pedagógica de ensino/aprendizagem, em que seu principal objetivo é fornecer uma descrição completa de um conjunto de conhecimento, aplicável às experiências de imple- mentação da Aprendizagem Orientada por Projetos (AOPj), na maior parte do tempo, e que existe um consenso em relação ao seu valor e sua utilidade. Além disso, entende-se que a aplicação correta desses princípios, procedimentos, ferramentas e documentos de modelo, podem aumentar as chances de sucesso, nas diversas formas de experimentação, de novas técnicas de desenvolvimento da aprendizagem em engenharia.

Para Felder e Brent (2004), a adoção de metodologias dessa natureza possibilita a contex- tualização e integração de conteúdos fundamentais, além de alcançar os seguintes objeti- vos [52], [53]:

• Tornar o aprendizado dos fundamentos teóricos da engenharia mais agradável e efici- ente, por meio de projetos com aplicação de atividades práticas.

• Fazer da aprendizagem colaborativa uma ferramenta efetiva na aprendizagem em en- genharia.

• Estimular, por meio de aplicações reais, o interesse dos estudantes pela engenharia. • Melhorar a taxa de retenção, diminuindo a evasão dos estudantes de graduação.

Nesse contexto, a construção da metodologia partiu da análise do conhecimento centrado na utilização de uma estratégia pedagógica de ensino/aprendizagem, em que se utilizasse o

conceito de projetos, fundamentado no PMBOK, contemplando o desenvolvimento em ciclo de vida, com fluxos de trabalho, documentação estruturada, identificação de papéis (sta- keholders) e responsabilidades, ferramentas tecnológicas como apoio, e um procedimento empírico (banca formada por professores) de avaliação dos produtos resultantes dos proje- tos.

A metodologia desconsidera os aspectos metodológicos da engenharia do produto, enten- dendo que essa definição é peculiar a cada projeto e equipe de trabalho, devendo essa adapta- ção ser realizada durante o desenvolvimento do plano do projeto. A adaptação deve conside- rar o conhecimento prévio dos integrantes das equipes de trabalho e os objetivos pretendidos com o projeto.

A Figura 5.1, apresenta as três camadas de informação da metodologia, em seu nível de abstração mais elevado, contemplando as três etapas básicas: pré-projeto; projeto; e pós- projeto.

Figura 5.1: As Três Camadas de Informação - Nível Macro.

A Tabela 5.1, apresenta as etapas definidas e algumas informações complementares: mo- mento a ser realizada, a duração sugerida, os participantes envolvidos e as entregas/produtos a serem gerados.

Tabela 5.1: As Três Etapas da Metodologia Proposta.

ETAPAS MOMENTO DURAÇÃO PARTICIPANTES ENTREGAS 1. Pré-Projeto Antes semestre Uma semana Monitores/Professores Guia Estudante

2. Projeto Durante semestre Semestre letivo Estudantes/Monitores/Professores Todos do Projeto

3. Pós-Projeto Final semestre Encontro (2 horas) Monitores/Professores Menção Final

5.1 ETAPA 1 - PRÉ-PROJETO (PROFESSORES E MONITORES)

A Etapa 1 deve ser realizada em um período precedente ao início do semestre letivo, uma vez que ela consiste na elaboração do plano de ação (Guia do Estudante), que é um arca- bouço completo, o qual orienta os participantes (estudantes, monitores e professores), na experiência como um todo ao longo do semestre.

Devem participar da elaboração deste documento (nesta etapa), somente os professores e monitores, no intuito de levantar/consolidar as informações em relação aos seguintes itens: o objetivo a ser alcançado; envolvidos no projeto (professores, monitores e estudantes); pro- blemática (tema) a ser desenvolvida; marcos (datas) principais do projeto; disciplinas relaci- onadas; método de avaliação (disciplina e inter-disciplina); espaços a serem utilizados; e os pontos de controle.

Para Powell e Weenk (2003) a qualidade do planejamento dessa ação é crucial para o sucesso da experiência. Um planejamento ineficiente pode colocar em dúvida toda uma experiência, um semestre e a consequente frustração dos discentes e docentes participantes. Apesar disso, esse pode não ser o maior problema. O resultado de uma experiência fracassada leva ao des- crédito que, passa a ser dado, a essas iniciativas, enfraquecendo qualquer tentativa futura. Por essas razões, é de vital importância que o planejamento de toda a experiência, seja de- senvolvido com muito rigor e empenho pelos professores e monitores envolvidos [89].

Segundo Oliveira (2005), uma interessante ferramenta de auxílio ao desenvolvimento do Guia do Estudante é a ferramenta originária das Técnicas da Qualidade Total (TQM), de- nominada 5W1H. Essa nomenclatura é decorrente das seguintes expressões originais, em inglês: What (O que); Why (Por que); Where (Onde); When (Quando); Who (Quem); e How (Como) [80].

Essa ferramenta organiza e identifica as ações, e as responsabilidades de quem irá executar, de forma cuidadosa e objetiva, por meio de um questionamento, capaz de orientar as diver- sas ações que deverão ser implementadas. Esse questionamento deve ser estruturado para

permitir uma rápida identificação dos elementos necessários à implantação do projeto. Es- ses elementos podem ser descritos em um formato de tabela, em colunas, com as seguintes orientações de conteúdo:

• What / O que - O objetivo a ser alcançado. O que será realizado (produto)?

• Who / Quem - Os envolvidos no projeto (professores, monitores e estudantes). As disciplinas realizadas. Quem irá executar as atividades (responsabilidade)?

• Why / Porque - A problemática (tema) a ser desenvolvida. Por que esse tema deve ser executado (justificativa)?

• How / Como - Os métodos de avaliação (disciplina e inter-disciplina). Como deverá ser realizado cada atividade/etapa (método)?

• Where / Onde - Os espaços (físicos/virtuais) a serem utilizados. Onde cada etapa será executada (locais)?

• When / Quando - Os marcos do projeto. Os pontos de controle do projeto. Quando cada uma das atividades deverá ser executada (tempo)?

A elaboração do Guia do Estudante, deve ser realizada em conjunto pelos professores e moni- tores, participantes da experiência, porém não, necessariamente, eles precisam se encontrar presencialmente. Sugere-se que alguém se destaque como responsável por essa atividade, inicie a elaboração do documento (respondendo aos questionamentos), e o envie aos de- mais para que cada um dê sua contribuição. Com algumas interações o documento (Guia do Estudante) será elaborado.

O Apêndice A (Guia do Estudante) deste trabalho, mostra um modelo desse documento. Ele está preenchido com informações reais, derivadas da metodologia 5W1H, conforme uti- lizado na primeira experiência realizada na FT/UnB, no segundo semestre de 2007 (2007/2). O Guia do Estudante, deve ser divulgado, via e-mail, aos envolvidos na experiência (pro- fessores, monitores e estudantes), bem como permanecer em local acessível por todos os participantes durante a experiência.