Em pr otocolos de com unicação, m esm o usando a t écnica de Mensagens Não- solicit adas, sabe- se que o m est r e deve ver ificar , em um per íodo definido, se o escr avo está funcionando corr et am ent e. Assim , o m est r e execut a um a Var r edur a de I nt egr idade após um t im eout8 configur ado pelo usuár io. A
I nt egr idade, confor m e definida na Seção 3.2, t em com o obj et ivo indicar um a falha de com unicação e at ualizar t odos os pont os super visionados no Sist em a Super visór io.
No pr ot ocolo P3C, além do m est r e poder enviar m ensagens pedindo I nt egr idade, o escr avo pode enviá- la espont aneam ent e. Se o m est r e r ecebe um a
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O t erm o t im eout , inex prim ív el em port uguês em um a só palav ra at é o present e, pode ser t raduzido com o “ t em po de est ouro” . Em prot ocolos de com un icação, significa o int erv alo de t em po para o qual um a ação dev e ser t om ada. Por ex em plo, se um a Varredura de I nt egridade dev e ser env iada a cada 15 m inut os, a esse int erv alo dá- se o nom e de t im eout de I nt egridade.
I nt egr idade espontânea do escravo, r einicia a cont agem do t im eout , ou sej a, não envia m ais o que ser ia o seu pr óxim o pedido de I nt egr idade, pois acabou de r ecebê- lo. A est a t écnica Oliveir a Jr . ( 2004) deu o nom e de “ I nt egr idade pelo Escr avo” .
Além disso, no pr ot ocolo P3C, se o escr avo pr ecisar enviar um event o, pode fazer ist o at ravés de um a r esposta de I nt egr idade. Assim , o m est r e t am bém r einicia seu t im eout quando r ecebe qualquer m ensagem espont ânea do escr avo.
Ut ilizando- se as t écnicas de Mensagens Não- solicit adas e I nt egr idade pelo Escr avo, e configurando- se adequadam ent e os t im eout s de I nt egr idade do m est r e e do escr avo, consegue- se que o m est r e envie apenas o pr im eir o pedido de I nt egr idade, quando ele é in icializado. Em sit uação nor m al, t odas as I nt egr idades seguint es ser ão enviadas pelo escr avo, r eduzindo a quant idade de m ensagens enviadas pelo m est r e, e conseqüent em ent e r eduzindo os cust os por envio de m ensagens, com o vist o ant er iorm ent e.
As definições do pr ot ocolo P3C encont r am - se no Anexo I .
4 .4 Est u d o d e Ca so
A solução desenvolvida foi im plem ent ada na COSERN no ano de 2003 e est á funcionando per feit am ent e at é o pr esent e.
A COSERN usa o sist em a Aut ot r ac Sat élit e e adquir iu, em 2002, um a subest ação m óvel, cham ada de SE Móvel, apr esent ada na Figur a 4.1.
Figura 4.1 Vist as laterais da SE Móvel da COSERN
A Figur a 4.2 apr esent a out ras fot os, quando da m ontagem da SE Móvel em um a subestação fixa.
Para aut om at izar a SE Móvel, o pr im eir o passo foi inst alar um a UTR, para aquisição e cont r ole dos pont os. A par t ir do pr oj et o da SE Móvel, analisou- se quais pont os ser iam super visionados ( estados, alarm es e m edições) e quais ser iam cont r olados. A Tabela 4.1 apr esent a os pont os escolhidos.
Tabela 4.1 Pontos de supervisão e cont role escolhidos para a SE Móvel Est ado do disj unt or MT
Alar m e baixa pr essão SF6 disj unt or MT Bloqueio baix a pr essão SF6 disj un t or MT Sobr ecor r ent e MT - Relé TPU
Sobr ecor r ent e f ase MT - Relé SPAJ Sobr ecor r ent e neut r o MT - Relé SPAJ Tem per at ur a do Óleo - R26
Alar m e r elé Bucholz - 6 3 B Desligam ent o r elé Bucholz - 63 B Alivio de p r essão - 6 3A
Relé de bloqueio at uado - 8 6 Difer encial - TPU
Falha na v ent ilação for çada Relé de flux o - 63 M
Falha na bom ba pr incipal Falha na bom ba r eser v a
Ser v iços aux iliar es - Alim ent ação ex t er na Com ando local/ r em ot o
Def eit o no r et if icador
Car t ão file 1 slot 4 ( ACT) sem defeit o Car t ão file 1 slot 5 ( TDO) sem defeit o Car t ão file 1 slot 6 ( ADI ) sem def eit o UTR - Est our o de m em ór ia
Tensão 1 25 Vcc Cor r ent e fase A Cor r ent e fase B Cor r ent e fase C Tensão de linha AB Tensão de linha BC Tensão de linha CA Pot ência At iv a Pot ência Reat iv a Fat or de Pot ência
Aber t ur a/ Fecham ent o disj unt or AT Desbloqueio R86
Aber t ur a/ Fecham ent o disj unt or MT Habilit a/ Desabilit a Var r edur a SE Móv el Digit al
Analógico
A UTR escolhida foi o m odelo C50, de fabr icação da Foxboro. Foi m ontada aproveit ando- se um painel j á exist ent e na pr ópr ia SE Móvel e seus car t ões foram int er ligados elet r icam ent e aos devidos cont at os secos ( est ados digit ais e alar m es) , TPs, TCs ( m edições) e bobinas de r elés ( pont os de cont r ole) , t udo de acordo com o proj et o cr iado, considerando os pont os da Tabela 4.1.
A UTR Foxbor o foi escolh ida porque dispõe, em sua CPU, de um a por t a RS- 232 pr ogr am ável. Est a por t a foi usada para com unicação com o contr olador da ant ena do sist em a de t elecom unicações via Sat élit e.
A solução im plem ent ada ut ilizou est a int er face RS- 232 da ant ena com unicando- se com a int er face RS- 232 da UTR, cuj o pr ot ocolo de com unicação pode ser pr ogram ável at r avés da linguagem de alt o nív el SALL – St at e And Logic
Language, pr opr iet ár ia da Foxbor o. A linguagem SALL é um a adaptação da
linguagem C volt ada à Rem ot a C50.
Do lado do Cent r o de Oper ações, out ra UTR do m esm o fabr icant e faz o papel de m est r e da com unicação. Da m esm a for m a que na SE Móvel, est a UTR m est r e cont r ola o m ódulo m icr opr ocessado da Aut ot r ac para enviar e ler m ensagens binár ias atr avés da ant ena por t át il. A Figur a 4.3 apr esent a a ar quit et ur a do sist em a.
Figura 4.3 Arquitet ura do sistem a im plem ent ado na COSERN
Para as inform ações chegar em ao Cent r o de Oper ações, a UTR m est r e t am bém funciona com o escrava do Sist em a Super visór io, r epassando as infor m ações obt idas da SE Móvel.
Na Figur a 4.3, um a infor m ação da subest ação m óvel é t ransform ada em m ensagem de pr ot ocolo P3C, enviada at ravés da ant ena na SE Móvel par a o sat élit e, que r eencam inha est a m ensagem a um ser vidor da Aut ot rac. A m ensagem é lida na Coser n por um ser vidor execut ando um pr ogram a ( det alhado na Seção 4.4.1) com a função de r edir ecionar a m ensagem r ecebida at é o Cent r o de Cont r ole. Par a isso, ele envia a m esm a m ensagem novam ent e pelo sat élit e, usando o própr io ser vidor da Aut ot rac, e as infor m ações são r ecebidas pela ant ena inst alada no Cent r o de Cont r ole. O cam inho de volt a, para levar m ensagens de pr ot ocolo do Cent r o de Cont r ole at é a subest ação m óvel, segue o t r aj et o inver so.