3. Theory
3.3 The application of the theory to military alliances
O segundo instrumento utilizado na condução desse estudo de caso foi um questionário, o qual Parasuraman definiu como um conjunto de questões elaborado com o intuito de conseguir informações relativas a aspectos de aprendizagem não cognitiva; ou seja, dados de natureza afetiva, tais como percepções e avaliações. O questionário foi aplicado às três turmas do curso de conversação, num total de 31 alunos. Neste instrumento os alunos responderam perguntas sobre o ensino e a aprendizagem da língua Inglesa nesse projeto de conversação. Eles tiveram três opções de resposta: “Sim”, “Mais ou Menos”, ou “Não”.
Com relação à pergunta número 1 “Você acha válida a idéia desse projeto de conversação?”, os alunos foram unânimes em afirmar que “sim”, ou seja, todos os alunos que participaram do projeto, aprovaram a idéia. Um deles ainda escreveu do lado da palavra “sim”, “Maravilhoso”.
Como as turmas originais deles no CIL têm em média 25 alunos, eles também, respondendo a pergunta de número 2, “Você acha que ter menos alunos por turma nesse projeto representa uma vantagem?”. Dos 31 alunos integrantes da intervenção 18 afirmaram que “sim”, ter menos alunos é uma vantagem para eles. Nove alunos fizeram avaliação em grau menor sobre a vantagem de ser ter poucos alunos na sala de aula; eles assinalaram a categoria “mais ou menos”. Finalmente, cinco responderam que “não” é vantagem.
A pergunta de número 3, “Você tem mais oportunidade de falar nessa aula do que na sua aula regular?”, 23 alunos dos 31 que responderam ao questionário, disseram que ‘sim’. Eles perceberam que têm muito mais oportunidade de falar em sala, uma vez que a turma só tem 16 alunos. E os outros 9 alunos responderam que “mais ou menos”. Não houve registro em contrário.
A pergunta de número 4, “Você acha válido o método de correção usado nas apresentações?”, Todos os 31 alunos responderam validando o método de correção usado, indicando, dessa maneira, haverem melhorado seu desempenho na expressão oral. Um dos alunos ainda acrescentou ao seu registro a palavra: “Excelente”, ao lado da palavra “sim”.
“Sua pronúncia em Inglês está melhorando?” foi a quinta pergunta do questionário. Todos declararam haver melhorado, pois os erros de pronúncia foram corrigidos. Registraram, ainda, haverem tentado não reincidir nos erros, praticando a pronúncia correta nas conversas em dupla, assim que terminam as apresentações.
Apesar de o vocabulário não estar ligado diretamente à expressão oral, na pergunta de número 6, “Essas aulas o (a) estão ajudando a melhorar seu vocabulário?” considerou-se o papel dessa habilidade no desenvolvimento da expressão oral. Cem por cento dos alunos questionados também informaram que o vocabulário foi mais uma parte da língua que eles também melhoraram, uma vez que o pesquisador, no papel de instrutor, também corrigia os vocabulários incorretos. Os alunos anotavam a forma correta, e usavam de forma correta na conversação.
A parte gramatical foi um dos pontos também trabalhados neste projeto, tanto é que correções nesta área também foram feitas. A pergunta de número 7, “A sua gramática está melhorando com as aulas de conversação?” endereça-se a esse aspecto da instrução. Dez alunos dos 31 que responderam ao questionário, disseram que ‘sim’. Eles perceberam que apesar da correção ser feita em uma apresentação oral, além de cometer erros de pronúncia, eles também cometem muitos erros de gramática. Os outros 20 alunos, apesar de também haverem melhorado na parte gramatical, não associaram a melhoria gramatical ao curso de conversação e sim à sala de aula. Esse resultado pode ser explicado pelo entendimento por parte dos alunos de que conversação é sinônimo de pronúncia. Os outros dois alunos assinalaram a alternativa “mais ou menos”, não havendo registro em contrário.
Diferentes dinâmicas foram usadas nesta intervenção com a intenção de facilitar a compreensão da matéria ensinada. A pergunta de número 8, “Você acha importante a dinâmica de conversa em dupla depois que as correções são feitas?”. Como esse tipo de atividade ajuda até mesmo os alunos tímidos a falarem, 28 alunos disseram que “sim”; ou seja, essas conversas em duplas foram uma dinâmica usada que teve uma aprovação quase que total entre os respondentes. Somente um aluno disse “mais ou menos”, e dois disseram que “não”.
Para se ter fluência no Inglês, o aluno realmente precisa trabalhar todos os três tópicos que constam na lista de verificação. A pergunta número 9, “Você acha que a sua fluência em Inglês está melhorando” procura captar a percepção dos alunos sobre a melhora nesta habilidade na comunicação em Língua Inglesa. Vinte e três alunos responderam que “sim” a essa pergunta. Eles acham que estão melhorando na fluência em Inglês através desse projeto de conversação. Do restante dos alunos, oito assinalaram a alternativa “mais ou menos” e nenhum aluno assinalou “não”.
A última pergunta, a de número 10, indaga do aluno sobre sua percepção quanto aos benefícios do emprego generalizado de intervenções com esta característica: “Você acha que esse projeto se iniciado sempre no primeiro nível intermediário, daria ao aluno a possibilidade de terminar o nível avançado com um melhor domínio da Língua Inglesa?” Melhor domínio da Língua Inglesa, implica, de acordo com esse projeto, dominar melhor as habilidades gramaticais, a habilidade de pronúncia e a habilidade de uso de vocabulário. Com essa compreensão, 30 alunos assinalaram a alternativa “sim”; ou seja, eles concordam que esse projeto deveria sempre ser começado no primeiro nível do intermediário, para que assim os alunos tivessem mais tempo para corrigirem os seus erros, melhorando assim o seu desempenho na língua em questão.
Como se pode ver na tabela, em 11 das habilidades de comunicação oral da Língua Inglesa objeto da intervenção a totalidade dos alunos conseguiu elevar seu desempenho do pré para o pós-teste. Em três das habilidades—uso do verbo to be, uso do presente contínuo e uso do “R” –30 dos 31 alunos obtiveram elevação pré-pós teste. Finalmente, em duas habilidades—uso do “Double Negative” e uso do “Can”--ocorreram elevações pré-pós em número menor; ou seja, 29 de 31 alunos e 28 de 31 alunos, respectivamente. Esta última habilidade, uso do “can” registrou três ocorrências de desempenho estacionário.
Uma observação importante é a estatística “Z”, que epitomisa o teste de Wilcoxon. Quanto maior for a diferença pré-pós, maior será o valor de “Z”, daí resultando que a probabilidade de os resultados terem ocorrido por sorte reduz-se. Os valores de “Z” no caso presente foram superiores a 5 (sinal invertido) em 12 habilidades, resultando em probabilidades baixas de ocorrência por sorte (P<0,000). Probabilidades igualmente baixas (p<0,000) se obtiveram nas demais 5 habilidades, cujo valor de “Z” foi da ordem de 4. Esses resultados asseguram a conclusão de que ocorreu evolução na Língua Inglesa atribuível à presente intervenção com foco na avaliação formativa.
5 CAPÍTULO V – CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
Finda a pesquisa, neste capítulo apresentam-se conclusões e recomendações resultantes dela. Sua conclusão enseja o levantamento de questões e problemas. Dewey (1958:35) afirma que “a experiência ocorre continuamente, porque a interação do ser vivo com as condições do ambiente está engajada no próprio processo da vida.” Assim, esta pesquisa trouxe algumas respostas, acompanhadas de novas perguntas sobre a avaliação formativa e suas aplicabilidades.