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T EORETISK STANDPUNKT

2. FORSKNINGSHISTORIE

2.3. T EORETISK STANDPUNKT

AUTA STELLA DE MEDEIROS GERMANO

M

eu nome completo é Auta Stella de Medeiros Germano, nasci em 9 de julho de 1968, em Natal, Rio Grande do Norte. Papai era bancário e mamãe era diretora de escola. Eles moravam no interior. Eu nasci em Natal, mas morei os quatro primeiros anos em Açu, cidade do interior do estado onde as famílias de meus pais tinham raízes e na época, meu pai era bancário lá. Do casamento dos dois, tenho uma irmã que é cerca de dois anos mais velha que eu, e com a qual sempre fui muito ligada.

Após casar-se, minha mãe ficou 10 anos sem estudar, só depois, quando viemos morar em Natal, é que ela foi fazer faculdade. Ela ia todo dia até Açu, porque começou a faculdade de Pedagogia lá, conseguindo, depois, transferir o curso para a UFRN em Natal. Esses fatos me mostram como é batalhadora, e dizem também da relação muito forte que ela sempre teve com a Educação. Ela foi diretora de escola por muito tempo e uma diretora dedicada até demais! Quando eu e minha irmã éramos crianças, nossa família chegou a morar uma época numa casa que era um anexo da escola, a ex-casa de um bispo, só para que ela pudesse conciliar melhor o tempo dedicado ao trabalho com a atenção que precisava dar à gente.

Até hoje, ela dorme na escola, passa períodos na escola, nem sei se pode, mas ela faz isso. Já teve até reportagem de jornal e TV, lá, destacando a dedicação dela. Ela vive a escola 24 horas. Ela ainda é diretora. Foi diretora em Açu, por cerca de 4 anos, e, em Natal, já faz mais de vinte anos que ela é eleita novamente, e sempre com votações muito expressivas. Teve um período – de 2010 a 2012 - em que interromperam esse processo, não podia mais haver reeleições; mas, depois, ela voltou a concorrer e sempre é muito bem reconhecida. É em uma escola de periferia, no bairro de Bom Pastor, que ela atua desde 1985. Em Açu, ela também foi muito querida como diretora.

Hoje em dia, meus pais são separados. Houve o período do interior, quando ele era bancário, e depois viemos morar em Natal bem cedo. Eu me sinto natalense. Apesar de ter morado aqueles quatro primeiros aninhos lá em Açu, e manter minha ligação com a cidade acesa, eu me sinto muito natalense!

Íamos muito passar as férias no interior, e isso foi importante, porque eu olhava muito o céu; por contemplação, pois não tinha muita leitura sobre o tema. Eu adorava olhar para o céu! Eu era muito introspectiva e, então, eu ia para uma fazenda dos meus tios, em Ipanguaçu, e não tinha nada de verde nessa fazenda! Era seco, numa região muito seca, onde funcionava uma cerâmica. Mas, à noite, eu ficava olhando para o céu e gostava de passar horas assim. Eu não tinha estudos a esse respeito. A única coisa que eu li naquela época, que eu lembre, foi um livro que ficava guardado na Cooperativa Agropecuária de Açu, quando eu devia ter uns doze a quatorze anos.

Já como adulta, um colega, o Milton Schivani, que hoje está na estadual de Santa Cruz, foi fazer um seminário na UERN1 e apresentou um material de

um importante cientista brasileiro que viveu anos aqui no interior do estado, o Rômulo Argentièri, que, inclusive, chegou a trocar correspondência com Einstein, mas era ainda pouco ressaltado, considerando-se suas contribuições para a ciência e para a divulgação científica. Quando eu vi uma das capas de seus livros, mostradas por Milton no seminário, pensei: “- Nossa, esse era o livro que eu via na Cooperativa!”. Durante as férias em Açu, eu ia, à noite, com a minha tia lá, porque às vezes ela passava a noite lá, nos fechamentos de prestação de contas com alguns colegas, e eu gostava de acompanhá-la e ficar lendo esse livro, de Astronomia e Astronáutica. Então, eu me lembro das luas de Galileu e do livro falando de um método de medir a velocidade da luz a partir de observações das luas. Era um interesse por ciência, que eu tinha naquela hora do livro. Mas com o céu era uma ligação muito forte! Eu não sabia ou não pensava muito que tinha faculdade, que tinha mestrado e essas coisas. Minha mãe fez faculdade, mas eu não tinha essa preocupação no meu dia a dia, naquela época. Sempre gostei muito de estudar mas não planejei um caminho específico.

Na faculdade, eu tive um namorado, e ele sabia tudo o que ele queria do curso, o que viria depois, e depois etc (risos). Mas comigo essas coisas foram descobertas aos poucos.

Antes de entrar para o curso de Física, teve uma notícia que me chocou, que foi uma foto da primeira vez que um astronauta se desligou da nave, estando ele no espaço. Eu fiquei pensando como aquilo era possível, ou seja, estar no espaço, solto, e como devia ser incrível a sensação de ligação com o infinito.

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E teve também algo que eu só lembrei bem depois, quando a gente estava discutindo a educação não formal num grupo de estudos, recentemente. É que, ainda na adolescência, início ou meio do Ensino Médio, teve um curso de Astronomia que um rapaz deu em uma escola pública de Natal, e eu tinha uma amiga que estudava comigo em uma escola particular, mas o pai dela era secretário de educação. Por conta disso, ela soube e pelo que já sabia de minhas motivações, me convidou para ir ao curso. Isso não era comum, porque na minha época, a escola era muito limitada em explorar outras coisas. Estudava no Colégio Marista, e apesar de que estudávamos bastante, a abertura para o mundo lá fora era bem limitada. No Marista, naquele momento, à exceção de alguns alunos, não circulavam muitas informações, não havia uma abrangência cultural muito forte no universo das preocupações e interesses dos jovens ou no que a escola procurava provocar.

Eu lembro, por exemplo, que “teoria” era uma coisa que eles falavam que era algo que não estava ainda provado. Estava escrito no livro uma informação sobre uma teoria para a formação da Terra, e a gente perguntou para uma professora de Geografia: “- Professora, o que é teoria?” Ela disse que era algo que não estava comprovado. Então, a curiosidade sobre aquela teoria meio que não era realimentada, parava ali. Tinham também questões de darwinismo, que alguns de nós chegamos a ler. O grupo era instigado, mas esse tipo de tema não fazia parte do dia a dia da escola. Nós fazíamos parte de um Grupo de Jovens da escola, com ações de fundamentos religiosos, e dentro desse grupo, eu questionava algumas coisas, partilhava conflitos internos sobre algumas ideias religiosas, e isso ficava mal alocado, quando se questionava sobre coisas de Deus. Eu lembro que nós chegamos a falar sobre nossas ideias acerca de Deus com um dos irmãos, o irmão Inácio, que era um cara estimulante, mas isso não se desenrolou em estudo, em ler um livro à parte, de um filósofo, por exemplo, que tratasse aquelas questões. Então não havia tanto isso de questionar e ampliar as leituras para muito além dos conhecimentos escolares. Em casa, também não tinha isso de estímulo a uma leitura mais ampla, pelo menos eu não me lembro de ter. Tinha uma mãe com a vida de professora, fazendo jogos para as aulas e muitas outras coisas que organizava para a escola, à noite ou à hora que fosse. Mas ser motivada a ler esse livro ou aquele, porque é interessante, isso não tinha. Mesmo que tenham ocorrido alguns acasos felizes, como o fato de, na casa de uma das tias de Açu, haver na estante um Memórias Póstumas de Brás Cubas que me encantou, aqueles encontros não determinaram um rumo para as leituras que eu faria.

Eu me lembro que quando conheci esse namorado, que era do CEFET2,

antiga ETFRN3, como nós chamávamos, vi como o mundo dele era muito

2 Centro Federal de Educação Tecnológica. 3 Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte.

mais amplo em termos de cultura, política, etc. Apesar disso, eu posso dizer que adorava estudar! Eu estudava muito! Eu ficava sentadinha estudando (risos). Tinha um tio meu, do interior, ele dizia que eu, mesmo criança, levava livros nas férias para estudar. Eu tinha uma mania de ser professora, também! Eu me lembro que eu criava brincadeiras no recreio, de ser professora. Então eu gostava de estudar! E também era obediente, ou seja, eu lia o que estava ali, proposto pela escola, acreditando, por um bom tempo, que era o que havia para priorizar. Portanto, eu não tinha acesso a uma série de literatura mais crítica, que, depois, na universidade, eu tive acesso.

Eu estudei no Imaculada Conceição, quando criança, e no Marista, na adolescência. Eles eram colégios religiosos, de freira e irmãos, tudo muito corretinho (risos), e eu, quando criança, era muito tímida e obediente. No colégio, eu tirava medalhas, era estudiosa, mas não havia essa questão da Astronomia no ar, nem lembro de aulas de Ciências que tivessem me chamado a atenção, à exceção de algumas interações com um dos professores de Física. Na Matemática, também, lembro de aulas com professores que nos instigaram muito a desenvolver o raciocínio, no Marista. Mas era mesmo na hora de ir para o interior que a relação com o céu se fortalecia. Eu pensei em fazer outras coisas, como Psicologia, Agronomia, devido ao meu gosto pelo contato com o natural, como se dava nessa ida para a fazenda, ou nos sítios, enfim, gostava desse contato.

Mas a decisão de cursar Física só veio no último ano do Ensino Médio. Eu tive um professor de Física no primeiro ano, hoje, ele faz doutorado na UFRN, e eu brinco até hoje dizendo que “a culpa” é dele. Eu me lembro como se fosse hoje. Nós estávamos resolvendo exercícios com ele, eu e outra aluna que não entendemos a resolução de um problema proposto no livro e ficamos depois do final da aula para pedir para ele explicar. Então ele se afastou do quadro, olhando para ele, e disse: “- Nossa, esse problema é lindo!” Aquele “lindo” dele (risos)... Eu já me dava bem na disciplina, que era algo incomum na época, porque as pessoas iam mal, mas não pensava em fazer Física, e nem pensei naquele momento ainda não. Mas aquele “esse problema é lindo” foi algo que me cativou, que ficou marcante dentro de mim. Apesar de todo mundo ter horror à Física, ele trazia esse olhar.

No último ano de colégio, eu pensava em fazer, primeiramente, Agronomia, mas um colega, o Josenildo Nogueira, me mostrou que uma coisa é gostar de estar na natureza e refletir sobre ela, outra era coordenar o cultivo de plantas, ou saber que um pé de melancia não era uma árvore (risos), entre outras coisas. Ele era um cara de Química, e ele começou a refletir comigo, mostrando-me como o tipo de vivência que eu tinha com a fazenda era de outra natureza. Ele dava aula para minha irmã no pré-vestibular e nos aproximamos um pouco, a partir de algumas facilidades que eu revelava com a matemática,

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e o meu interesse que crescia pelas ciências. Nesse último ano, muitas dúvidas que eu tinha os professores remetiam à Física, o professor de Biologia dizia: “- Olha, isso tem a ver com Física.” Lembro-me, por exemplo, daquela: “Por que a seiva sobe na planta?” O professor de Biologia dizia: “- Isso aqui quem responde é a Física.” Aparecia muito isso, nas outras aulas também.

Ainda no último ano do pré-vestibular, eu pensava fortemente em Psicologia, mas eu mantinha muita dúvida sobre o que eu iria gostar de fazer para a vida toda, ou seja, o que eu ia fazer que não ia cansar de fazer a vida toda. Foi então que comecei a pensar na Física, mas, naquele tempo, ela não era tão conhecida como possibilidade de profissão. Hoje você até vê mais, pessoas escolhendo o curso, mas, naquela época, achavam estranho essa opção.

Meu interesse inicial pela Física não era pela docência. Quando eu fiz o curso, fiz o bacharelado primeiro, embora no Ensino Médio eu desse muita “aula particular”! Como mostrava facilidade na disciplina e gostava muito de Matemática, alguns estudos em grupo levaram a aulas para os amigos. Antes disso, teve aquela brincadeira de infância, na escola, de ser professora, mas não com o sonho concreto de ser professora; não tinha essa clareza. Eu fazia Física pela pesquisa, pelo conhecimento na área. Eu dizia que não era necessariamente para desenvolver algo novo, pois o que eu mais queria era entender. Por exemplo, eu adorava entender algo, e queria saber coisas como: por que o lago congela? Por que fica embaixo com água e em cima com gelo? Adorava quando os livros traziam explicações para essas coisas! Então, eu pensava: só de entender eu já fico satisfeita! (risos).

Na UFRN4, eu vim a saber de bacharelado e licenciatura somente após

algum tempo de curso. Quando a gente entrava, o aluno não sabia que tinha isso. O aluno não era informado para decidir, ele era encaixado, e eu fui encaixada para o bacharelado. Como eu passei bem, no vestibular, na época, então, me encaixaram no bacharelado. Mas eu teria escolhido o bacharelado mesmo, naquela época. Eu era muito idealista, e esse contato com o conhecimento não tinha muito direcionamento, vamos assim dizer. Eu me sentava com papai e mamãe e eles me perguntavam que profissão eu ia escolher. Física não era uma profissão na cabeça deles. Medicina já era uma profissão, a que minha irmã escolhera, por sinal. Mas Física, não. Eles poderiam ter pensado em me pressionar, mas isso não aconteceu. Então a minha era uma visão romântica mesmo! De apreciação daquele tipo de conhecimento e do fato que ele poderia me aproximar da natureza.

Na universidade, eu conheci esse namoradinho, no primeiro ano do curso, e ele tinha uma visão muito maior da profissão, queria fazer o curso em tantos anos, depois fazer o mestrado e não sei mais o quê, tudo muito planejado.

Interessante que aquele curso que eu fiz no Ensino Médio ainda não me fez ir definitivamente para a Astronomia. Aquele era um curso de extensão da universidade, era organizado por dois alunos daqui, o Jerônimo Freire e o Jocel Rego, e eles promoveram esse curso no Floriano Cavalcanti, uma escola pública. Se aquela minha amiga me chamou, é porque sabia que eu gostava!

Mas minhas inclinações não estavam ainda definidas. O Joel Câmara, que veio a ser depois meu orientador de iniciação científica, estava voltando da Inglaterra naquela época, e deu a última palestra nesse curso. O Jerônimo me colocou para conversar com ele, lá, foi um único contato e fiquei animada, pois eu tinha me dado bem no curso. Mas eu não me lembro de já pensar em uma formação específica em Astronomia a partir dali. Eu só me lembrei depois, desse curso, só não sei se ele me influenciou inconscientemente.

Posso lhe dizer que a figura do Joel foi atrativa, pois ele era um cientista ao vivo e em cores e a fala dele, embora não lembre o tema, fora muito provocativa. O cara que estava coordenando o curso encheu muito a minha bola; fiz uma prova em que me dei bem (risos), e ele me estimulou na hora, mas não foi uma linha contínua.

A decisão difícil sobre o que cursar foi mesmo no último ano do Ensino Médio, buscando de um jeito meio vago, perguntando a mim mesma do que eu gosto. Dava-me bem em Física, mas a profissão de físico não era muito clara para gente que estava no Ensino Médio. Quando eu falei que ia fazer Física, as meninas, os meninos, todos diziam: “- Física nuclear, né?” (risos). “- Não, não é isso!”, eu respondia. Eu queria é aprender as coisas, pois eu achei que, se era aquilo eu ia estudar a vida toda, não iria me cansar de fazer.

Então pensando, eu já tinha esse gosto pelo céu e eu acho que, quando essa minha amiga me chamou, é porque ela sabia da minha facilidade com Física e desse meu gosto. Então, tinha muito isso de contemplar! No curso de Física, eu já trazia essa relação com o céu, natureza, mar, e esperava que a física me permitisse uma aproximação desse meio com um olhar mais profundo. Também tive muito bons resultados no primeiro semestre do curso, então, o Prof. Joel me chamou para fazer com ele uma iniciação em Astrofísica, quando eu estava no segundo semestre. Na UFRN, ele era uma figura bem representativa da Astronomia e da Física!

Ele me chamou e eu comecei a fazer o estudo, que envolvia leituras sobre radiofontes extragalácticas, e um estudo estatístico de propriedades destas, mas não tinha muito de Astronomia amadora, de pegar um telescópio e olhar, de reconhecer constelações. Assim, essa falta de Astronomia cotidiana me incomodava. Eu queria vivenciar, me aproximar da natureza de outra forma, mas a gente começou a estudar muita conta, e fazia falta não ter esse outro contato. Mesmo com Joel sendo um cientista com gostos e habilidades muito

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diversificados, que adorava música, arte, e ter me apresentado, por exemplo, autores como o Mário Schenberg, meu dia a dia findava mais voltado para os cálculos a serem feitos.

Eu tive vivências muito marcantes com o céu, com um carinha que é astrônomo amador, que hoje está na ABP5, que é o José Roberto Vasconcelos.

Ele fazia engenharia. Eu lembro quando a gente estava fazendo as contas, no mestrado, e chegava o Zé, falando do céu, de coisas do dia a dia, que eu achava que eu deveria ter vivenciado também, mas, na época, eu não estava com aquilo na cabeça! (risos) Eu pensava: “- Puxa, que contradição!” Ele estava vivendo, no dia a dia, muito mais a Astronomia, e nós lá fazendo a parte teórica, dos cálculos, sem tempo para vivenciar. Eu lembro que a gente foi ver uma chuva de meteoros numa praia e foi fantástica! Eu não sei se era a geminidas, eu me lembro que havia Escorpião no céu, na madrugada. Eu lembro que eram tantos bólidos, e tão brilhantes, que a gente falava: “- Caiu um ali, vamos lá!” (risos). Eram três colegas: eu, ele e uma colega indiana, que também foi para a Astronomia. Isso ocorreu quando estávamos na faculdade e foi muito legal.

Tudo isso a gente fazia, mas não era da iniciação. Essa chuva de meteoros que fomos ver nem era uma atividade de divulgação, foi algo entre amigos. O Zé Roberto era empolgado com essas práticas e nós fomos lá olhar. A lembrança daquela primeira chuva me levou a observar muitas outras em praia próxima de Mossoró, quando ensinava na UERN.

Outra experiência muito marcante que tive, essa durante a graduação, foi por intermédio daquele mesmo professor que organizou o curso, que era aluno da UFRN, e também era aluno do Joel, o Jerônimo. Ele tinha um movimento de chamar a mídia e tudo mais para essas atividades. Lembro que ele colocou um telescópio e nós olhamos – eu e uma fila enorme de visitantes na Universidade. Naquela minha primeira observação com um telescópio, eu senti que estava na Lua, realmente pisando lá! Eu perguntei outro dia para o Joel: “- Será por que foi a primeira vez?” Eu acho até que era um telescópio potente, não lembro mais a especificação dele, mas não aconteceu mais de novo daquele jeito, pois parecia que eu estava lá. Eu dizia: “- Tô na Lua!” (risos). Era fantástico!

A graduação eu fiz de 1986 a 1989. Depois, eu terminei a iniciação científica e já fui para o mestrado, em Cosmologia. No começo da graduação, o Joel falava para eu ir para a USP6. Ele queria, porque ele também havia