• No results found

O FFERRITUALET SOM MODELL AV OG FOR KOSMOLOGI

6. OFFERRITUALETS PRAGMATISKE NIVÅ, RITUELL KOMMUNIKASJON

6.2. O FFERRITUALET SOM MODELL AV OG FOR KOSMOLOGI

como os medicamentos, são incorporadas aos tratamentos demonstra de forma clara a constante evolução nos cuidados à saúde. Esse avanço, por sua vez, muda a natureza do trabalho e das tarefas dos diferentes profissionais de saúde. Em alguns países, enfermeiros podem prescrever medicação, e profissionais que não são médicos podem realizar procedimentos menores. Independentemente da riqueza de um país, conceitos e princípios de segurança do paciente devem ser aplicados sem restrição, quaisquer que sejam os profissionais envolvidos, o lugar onde os cuidados são realizados e o tipo de paciente que necessita de atendimento. Alguns países em desenvolvimento carecem de recursos adequados para os cuidados em saú- de. Embora alguns países em desenvolvimento careçam de recursos adequados para fornecer os cuidados à saúde e a falta de pessoal torne o am- biente ainda mais suscetível a atendimentos de má qualidade e pouco seguros, isso não significa que os profissionais de saúde não possam oferecer cui- dados com mais segurança. Ainda que aumentar o pessoal e os recursos seja uma medida importante, não é a solução para diminuir danos aos pacientes. Este Guia Curricular é relevante para todos os estudantes da área de saúde, não importando os recursos disponíveis em suas instalações. Mas o contexto ambiental em que o aluno será colocado é importante para a sua aprendizagem. Conside- rar o contexto de trabalho é necessário para dar autenticidade à experiência de aprendizagem para preparar os alunos para o ambiente de trabalho em que serão inseridos.

Os objetivos do Guia Curricular são:

• preparar os alunos da área de saúde para a práti- ca segura no local de trabalho;

• informar as instituições de ensino da área de saúde sobre os tópicos-chave em segurança do paciente;

• intensificar a presença da segurança do paciente como tema a ser abordado ao longo de toda a formação profissional;

• estabelecer um currículo abrangente para auxiliar o ensino e integrar o aprendizado de segurança do paciente;

• continuar a capacitar professores de segurança do paciente;

• promover um ambiente seguro e favorável para ensinar segurança do paciente;

• introduzir ou reforçar o ensino de segurança do paciente em todos os contextos de formação em assistência à saúde no mundo;

• aumentar a visibilidade internacional do ensino e da aprendizagem de segurança do paciente; • fomentar a colaboração internacional entre

pesquisas sobre educação em segurança do paciente no ensino superior.

Princípios básicos

Capacitação é parte essencial da reforma de currículo

A principal razão para a OMS embarcar nesse projeto é contribuir para o desenvolvimento do ensino de segurança do paciente na área de saúde. A necessidade de desenvolver e integrar a segu- rança do paciente aos currículos das diferentes profissões é um desafio para muitas instituições, principalmente porque o corpo docente tem uma formação limitada nos princípios e conceitos da disciplina. Instituições da área de saúde não podem desenvolver novos currículos ou revisar os já existentes se não estiverem familiarizadas com as exigências dessa matéria.

Educadores da área de saúde possuem trajetórias diversas. São médicos, médicos-educadores, edu- cadores que não são médicos, gestores, profissio- nais de saúde. Essa experiência coletiva é neces- sária para que seja desenvolvido um programa rigoroso para formar qualquer profissão específica. Muitos são especialistas nas disciplinas que minis- tram e geralmente se mantêm atualizados pelas vias tradicionais. O conhecimento em segurança do paciente requer aprendizagem adicional que extrapola as rotas tradicionais. Para ser um pro- fessor bem-sucedido em segurança do paciente, os

Parte A 3. Objetivos do Guia Curricular 35

profissionais de saúde precisam estar munidos de conhecimento, ferramentas e habilidades necessá- rias para o ensino em suas instituições. É por essa razão que foi elaborado o Guia do Professor (Parte A), juntamente com o Guia Curricular. Ele oferece conselhos práticos e informações para cada etapa do desenvolvimento e da revisão do currículo: da avaliação das capacidades ao desenvolvimento de pessoal, passando pelo planejamento e pela imple- mentação do programa.

Um currículo flexível para atender às necessida- des individuais

Reconhecemos que o currículo da maioria dos programas de formação da área de saúde já está saturado. Por essa razão, elaboramos cada tópico como uma unidade independente, permitindo, assim, diversas alternativas para a implementação do ensino de segurança do paciente. Os tópicos também foram desenvolvidos de maneira a inte- grar os currículos existentes, em especial no to- cante à relação médico-paciente. Cada tópico do Guia Curricular tem conteúdo suficiente para uma sessão pedagógica de 60 a 90 minutos, e todos apresentam uma variedade de ideias e métodos de ensino e avaliação para que os educadores possam adaptar o material às suas necessidades específicas, aos contextos e aos recursos de que dispõem. Não há nenhuma exigência para seguir à risca o formato apresentado. Os professores precisam estar atentos ao ambiente, à cultura e às experiências de aprendizagem locais, e adotar o método de ensino mais apropriado para o conteú- do selecionado.

Linguagem de fácil compreensão para um público- -alvo mundial

O Guia do Professor (Parte A) foi escrito para edu- cadores, ou seja, aqueles capazes de apresentar ou reforçar a educação em segurança do paciente em diversos níveis. Já o Guia Curricular (Parte B: Tópicos) foi escrito para professores e alunos. Foi pensado para um público mundial, em linguagem de fácil compreensão para quem usa o inglês como primeira ou segunda língua.

Um Guia Curricular para todos os países, culturas e contextos

Foram feitos esforços para garantir que o conteú- do deste currículo leve em consideração a grande variedade de contextos em que estudantes e educadores da área de saúde ensinam e aprendem. Um grupo de especialistas, representando todas as regiões onde a OMS está presente, avaliou o docu- mento para garantir sua adequação cultural. Em- bora algumas das atividades de ensino e sugestões aos alunos não estejam culturalmente ajustadas a todos os países, estamos conscientes de que temos que alterar muitos aspectos dos cuidados clínicos ao redor do mundo. Muitas condutas profissionais,

antes consideradas apropriadas, não são mais aceitáveis atualmente do ponto de vista da segu- rança do paciente. Por exemplo, profissionais como enfermeiros, farmacêuticos e médicos iniciantes, agora são encorajados a se manifestar quando veem um profissional mais experiente, como um médico, por exemplo, estiver prestes a cometer um erro; isso é universal e se aplica a todas as culturas em graus variados. Princípios de segurança do paciente exigem que todos sejam responsáveis pela segurança do paciente e se manifestem, mesmo se estiverem ocupando posições inferiores na hierarquia da clínica ou do hospital. Os profes- sores precisarão avaliar o ambiente de assistência e verificar se está pronto e preparado para alguns dos desafios que enfrentarão com a introdução da segurança do paciente.

Estratégias de ensino e de avaliação foram proje- tadas levando em conta a diversidade dos recur- sos disponíveis e as diferenças de ambiente, por exemplo, entre países desenvolvidos e em desen- volvimento, ou entre uma sala de aula e um centro de simulação.

Um guia curricular que se baseia na aprendizagem em ambiente seguro e acolhedor

Estamos cientes de que os alunos respondem melhor quando o ambiente de aprendizagem é, ao mesmo tempo, seguro, acolhedor, desafiador e envolvente. A segurança do paciente pode ser aprendida em muitos lugares - à beira do leito ou da maca, nas clínicas e na comunidade, na farmácia, em ambientes simulados e na sala de aula. É es- sencial que os alunos se sintam motivados durante a aprendizagem e não humilhados ou incapazes. As atividades do Guia Curricular são projetadas para serem implementadas em um ambiente de aprendizagem acolhedor, onde os alunos se sintam confortáveis para tirar dúvidas, perguntar o que não entenderam e compartilhar o que compreen- deram de forma honesta e aberta.