4. DET DAGLIGE OFFERRITUALET
4.1. I NTRODUKSJON
DANIEL IRIA MACHADO
E
u me chamo Daniel Iria Machado, nasci em 1974, na cidade de Londrina, no norte do Paraná. Passei os primeiros anos numa cidade próxima, que se chama Ibiporã. Fica mais ou menos a 20 km de Londrina. Meus pais são professores; minha mãe foi professora de Inglês, hoje já aposentada, professora de colégio estadual, e meu pai tem duas formações: uma como engenheiro civil e outra como matemático. Grande parte da carreira dele foi como professor de universidade; depois de certo tempo de carreira, ele não mais exerceu a engenharia, dedicou-se totalmente ao ensino, e se aposentou na Universidade Estadual de Londrina. Eu tenho dois irmãos, um irmão mais novo e a irmã que é a caçula. Os dois são formados em Medicina.As recordações mais antigas que possuo, do início de meus estudos, são do pré-escolar. Comecei a frequentar a pré-escola em Ibiporã, antes dos seis anos de idade. Antes disso, não me lembro muito. Mas o 1º ano do Ensino Fundamental foi em um colégio estadual, eu não tinha sete anos ainda. A família já havia se mudado para Londrina nessa época.
Minha formação, em sua maior parte, foi feita em Londrina, desde o colégio até a graduação em Física, que ocorreu na UEL1. Durante o período
de escola, não tenho muita lembrança de contato com a Astronomia. Mas me lembro quando ocorreu a passagem do cometa Halley, em 1986. Eu tinha 12 anos de idade. Foi um momento marcante em termos de contato com a Astronomia, porque houve uma divulgação muito intensa sobre a passagem do cometa, e o meu interesse por Astronomia já era forte naquela época. Com o cometa, intensificou-se.
Antes do cometa, eu me lembro de um episódio, não sei nem mais quando foi isso. Foi anunciado na mídia que haveria a possibilidade de
observar vários planetas na mesma noite. Fiquei motivado, queria ver aquilo, conversei com os meus pais, mas eles não tinham informação suficiente para poder me orientar. Fiquei com vontade de fazer aquela observação e não foi possível. Não foi um trabalho de escola, nem meus pais estavam sabendo; eu tomei contato com a notícia e me interessei por observar, porém, como não consegui, fiquei um pouco frustrado. Quanto ao Halley não, porque já havia uma estrutura, a universidade tinha o pessoal preparado, a televisão por perto, que atuava fazendo essa divulgação. Aí eu consegui fazer a observação nessa época, e o interesse foi se ampliando a partir daí.
Tive uma vivência interessante na adolescência, quando encontrei um conjunto de cartas celestes numa enciclopédia. Tive sorte, porque era verão e pensei em tentar localizar Órion, por iniciativa própria. Órion estava bem visível e, a partir daí, comecei a mapear o céu por conta própria com as cartas celestes. Eu me divertia, pois via que realmente o que estava lá estava no céu! Na época, era lúdico!
Na escola, não me lembro de ter estudado muito a Astronomia. Uma vez, quando estava na 8ª série, eu devia estar com 14 anos, vi um livro numa livraria em Londrina que era o Universo em Expansão, de Patrick Moore. Depois fui ter uma noção de quem era Patrick Moore realmente, que faleceu faz pouco tempo, há uns dois anos. Ele é considerado um importante divulgador de ciências, pelo menos nos países de língua inglesa ele é muito conhecido.
Quis aquele livro como presente de Natal. Isso foi marcante! Então, já tinha interesse pela Astronomia e avalio que isso também tenha me ajudado a me encaminhar para a área de Física.
Quando iniciei o Ensino Médio, que era chamado de colegial, na época, já tinha um interesse mais voltado para essa área, a ponto de pensar em fazer Física em função disso, pelo interesse pela Astronomia. Ingressei no curso de Física em 1992, graduando-me em 1995.
Ainda no 3º ano do colegial, comecei a participar de um grupo de estudos na UEL, do qual fazia parte a astrônoma Rute Helena Trevisan. Cheguei até esse grupo porque meu pai era professor na universidade, e ele me apresentou à Rute e também ao astrônomo Gilberto Sanzovo.
Nesse período, eu estava trabalhando na construção de um telescópio. Tinha um amigo que fabricava, ele sabia construir espelhos e telescópios. Então, ele se prontificou a me orientar nesse tipo de trabalho. Eu me entusiasmei para fazer o telescópio, desde o início, pegar uma placa de vidro, cortar, fazer o desbaste e o polimento. Para montar a estrutura, ele me deu orientações também. Meu pai me apoiou, pagando para um serralheiro reproduzir uma montagem equatorial germânica. Eu contava com um avô marceneiro que me ajudou também fazendo uma estrutura para instalar o telescópio. Na escola, não havia essa ênfase. Muito pouco sobre Astronomia era estudado na escola.
DANIEL IRIA MACHADO
Eu me lembro que, no grupo de estudos da UEL, apresentei um trabalhinho sobre observatórios no mundo. No final, falava desse telescópio que estava construindo. Levei um espelho para mostrar e foi interessante, era uma maneira de fazer um intercâmbio.
Na universidade, fiz bacharelado. Não cursei disciplinas de licenciatura. Ainda no primeiro ano, tive uma participação no projeto de extensão coordenado pela professora Rute, na divulgação de Astronomia para a comunidade. Era um trabalho no fim de semana, que consistia em montar os telescópios e atender à comunidade. Foi um envolvimento, nessa época, mais direto com a Astronomia.
No período de férias, após o primeiro ano da graduação, tive a oportunidade de participar como ouvinte de um curso de extensão em Astronomia e Astrofísica na USP2, que fornecia uma excelente visão geral da área.
Quando iniciei o curso de Física, tinha ainda a intenção de, quem sabe, fazer um curso de Astronomia, um mestrado, um doutorado, mas acabei não mantendo o mesmo direcionamento. Quando me graduei, já estava pensando mais em questões de Educação, e fui aos poucos me dirigindo para essa área. Na universidade, houve uma etapa em que comecei a ter outros interesses, também sobre questões de humanidades. Acho que por isso acabei me aproximando um pouco mais da área de Educação, tanto que, no mestrado, resolvi fazer um projeto ligado à Educação. Mas escolhi o tema Gravitação para fazer o trabalho educacional.
Depois que acabei a graduação, não iniciei logo o mestrado. Mudei para Foz do Iguaçu e comecei a trabalhar em escolas, porque na época a carência por professores de Física era enorme, também como é hoje. Então, mesmo sendo bacharel, tinha espaço para começar a dar aulas. Isso também acabou me motivando a fazer o mestrado na área, a buscar mais conhecimentos ligados à Educação. Assim, me mudei com minha companheira para Foz e comecei a trabalhar em colégios. A partir daí, senti a necessidade de buscar mais conhecimento e, por isso, me interessei pela área de Educação.
Fui amadurecendo a ideia do mestrado, já em contato com as turmas, e acho que isso tudo foi somando para que eu decidisse me aperfeiçoar numa área de Educação. Eu vi, por exemplo, que, trabalhando em Foz do Iguaçu, poderia tentar fazer o curso em Marília, na UNESP3, onde havia um
Mestrado em Educação, e eu via pessoas atuando numa área em que eu estava interessado, envolvendo o uso da informática. Então, via a possibilidade do projeto ser acolhido na UNESP de Marília. Realmente, participei do processo seletivo e fui aceito.
2 Universidade de São Paulo.
Eu me formei em 95, em 96, tive um ano de experiência em sala de aula, em 97, já ingressei no mestrado e continuei trabalhando em sala em Foz do Iguaçu. Eu viajava muito!
O meu tema de pesquisa foi o ensino da Gravitação por meio da hipermídia. Desenvolvi, orientado pela professora Plácida da Costa Santos, um software que envolvia a questão do hipertexto e da multimídia, trabalhando a Gravitação e tentando fazer pontes com Ciência, Tecnologia e Sociedade.
Terminei o mestrado no início de 2000, porque só fui ter bolsa a partir do segundo ano, então, só pude me dedicar mais plenamente a partir do segundo ano de mestrado. Acabei levando cerca de três anos para fazer.
Depois do mestrado, lecionei um pouco ainda em colégios, porém consegui trabalho em uma universidade em uma cidade relativamente próxima. Morava em Foz do Iguaçu e tinha tempo parcial de trabalho em Cascavel, na Unioeste4, por meio de teste seletivo, contrato temporário. Nessa época,
não morava em Cascavel, porque o contrato era de 24 horas, e isso permitia ainda manter minha residência em Foz. Minha esposa trabalhava em Foz do Iguaçu, então, eu passava um tempo em Cascavel e depois voltava. Isso foi por dois anos. Em 2002, tive a oportunidade de fazer um concurso público na Unioeste de Foz. Fui aprovado e iniciei a carreira na condição de concursado. Na época, só havia três cursos de Ciências Exatas: Engenharia Elétrica, Ciências da Computação e uma Licenciatura em Matemática. Comecei dando aulas de Física Básica para os alunos desses cursos.
Nesse período, a Astronomia ficou menos em evidência. Não me dedicava ainda à pesquisa em Educação em Astronomia, não havia ainda intensificado esse trabalho nessa época. Mas eu tinha, por exemplo, um colega, Janer Vilaça, que hoje coordena o Polo Astronômico, que possuía um telescópio, e de vez enquanto, eu participava de uma atividade observacional com ele, com o público, mas era uma atividade mais informal, com pessoas que tinham interesse. Às vezes, ele atendia a instituições de ensino, e também pessoas da comunidade, quem aparecessem para um trabalho de observação. Em algumas ocasiões, eu participava junto disso com ele, mantendo o meu interesse, porém não tinha nada tão intensificado ainda nessa época. Isso surgiu numa outra etapa, que foi uma retomada, vamos dizer assim, da Astronomia, uma retomada do interesse antigo.
Iniciei o doutorado em 2003, pois sentia a necessidade de continuar me aperfeiçoando. Segui com a questão da multimídia e do hipertexto. A conexão que fiz com a Astronomia se deu via Física, Teoria da Relatividade Geral, tentando dar uma linguagem que fosse acessível para o Ensino Médio. Seria uma conexão que existe nesse trabalho, porque ele focava mais em Teoria da
DANIEL IRIA MACHADO
Relatividade, de maneira introdutória, e, claro, acabou aparecendo um pouco de Relatividade Geral, com algumas conexões com a Astronomia.
Fiz o doutorado em Educação para a Ciência em Bauru, na UNESP. Foi a primeira turma que abriu. Terminei o doutorado em 2006. Fiquei afastado das funções da universidade somente durante o último ano do doutorado. Quando retornei, houve um convite para participar da instalação de um Centro de Ciências que estava sendo feito no Parque Tecnológico Itaipu. A Unioeste havia transferido, em 2006, os cursos de Ciências Exatas para funcionar dentro desse espaço. Então passamos a dar aulas nesse ambiente. É uma proposta interessante, de congregar universidades, incubadoras de empresas e certos projetos, até de educação, em um espaço só.
Um grupo de professores ligados à Unioeste e ao PTI5 estava com a
ideia de fazer um Centro de Ciências, e me convidou para atuar na área de Física, sabendo que eu estava voltando de um Doutorado em Educação para a Ciência. Foi algo que não deu para recusar! Não havia tido experiência com educação em espaços não-formais ou não-escolares, mas isso me motivou e passei a me dedicar a esse projeto. Só que já havia agregada ao projeto a ideia de trabalhar temas de Astronomia. Isso cresceu, porque a ideia de fazer um planetário, depois um observatório integrado, ganhou corpo. Meu interesse pela Astronomia estava latente, ficou um tempo adormecido, posso dizer assim, mas nunca o perdi. Esse projeto serviu para desencadear novamente essa motivação. Realmente, a partir daí, comecei a me envolver mais com a Astronomia e o ensino de ciências em espaços não-formais.
O projeto acabou dando origem ao Polo Astronômico Casimiro Montenegro Filho. Inicialmente, era um projeto único, a chamada Estação Ciência de Foz do Iguaçu, que tinha os módulos básicos de Matemática, Física, Biologia e Ciências da Computação. Mas já havia agregada ao projeto uma intenção de se trabalhar Astronomia. Eu me lembro da primeira conversa que tive com o coordenador do projeto na época, e ele considerava interessante ter algo relativo à Astronomia. Houve muito apoio no PTI para isso, e a ideia cresceu. Pensávamos em fazer um planetário inflável, pois havia um pequeno espaço disponível para adaptar, mas, depois, a ideia tomou mais corpo. Tanto os gestores do projeto como nós da universidade demos força para que isso pudesse caminhar, então o Polo surgiu disso, desse embrião no Centro de Ciências nasceu um projeto novo para trabalhar com Astronomia. O Centro de Ciências é do final de 2006, e, naquele mesmo ano, já estávamos pensando em um relógio de Sol, discutindo onde iríamos colocá-lo etc. Então, em 2007, comecei a orientar um aluno de Engenharia Mecânica que se interessou pela proposta de construir um relógio de Sol para esse
espaço que ainda viria a ser feito, e para atender o público. Comecei a orientar bolsistas de extensão em projetos ligados à instalação do Polo, numa etapa preparatória.
Nessa época, comecei a retomar essa ideia de Astronomia e seu ensino, como se houvesse um reavivamento daquele interesse todo que um tempo ficou adormecido e voltou com bastante força.
Outra atividade relacionada ao projeto desse centro foi a orientação de um bolsista que elaborou um roteiro para atender o público numa observação do céu. A intenção era ir discutindo com os alunos e preparando para que eles, quando chegasse o momento, pudessem se dedicar a esse tipo de atendimento. Também pensávamos em equipamentos que pudessem ajudar a materializar essa ideia, incluindo o tipo de planetário, tendo em vista os recursos financeiros disponíveis na ocasião. Então, era preciso pensar sobre o que seria viável.
Toda essa discussão começou a partir de 2006 e 2007 e, em 2008, foi se intensificando. Em 2008, já fazíamos visitas técnicas a observatórios e planetários, para ganhar mais experiência e formação para um projeto que se materializou em 2009. Em 20 de maio de 2009, houve a inauguração do Polo. Antes, entre 2006 e 2009, foi feito todo um trabalho de buscar informações, trocar ideias, conversar com pessoas, trabalhar com alunos, pensar em atividades que poderiam ocorrer lá dentro.
No Polo, há sempre projetos que procuro fazer em conjunto. Minha universidade tem um campus pequeno: são quatro cursos de Ciências Exatas e, no total, treze cursos no campus de Foz de Iguaçu em sua totalidade. Então, vi a possibilidade de fazer projetos em parceria, que é algo até incentivado do ponto de vista da extensão, ou seja, você se associar a outras instituições para poder potencializar alguma ação numa área que atenda ao interesse da comunidade.
Trabalhei com projetos, principalmente de extensão, mas também, depois de um certo tempo, em projetos de pesquisa educacional, que poderiam ser desenvolvidos num espaço como esse. São trabalhos diversificados, como um projeto para ajudar a treinar uma equipe que fará o atendimento no Polo, por exemplo, compartilhar informações e metodologias, o apoio para se estruturar o espaço, apoio técnico em equipamentos, atividades etc. Nos últimos anos, tive também projetos ligados à formação de professores.
A proposta de formação de professores não foi algo que nasceu na universidade. Havia um interesse do Polo, já com uma equipe própria, coordenada pelo Janer. São instituições distintas, sou professor de uma universidade daqui da região e o Polo é uma estrutura mantida pelo Parque Tecnológico. Então, são gestões diferentes, porém sempre mantemos contato, intercâmbios, e, dessa discussão, surgiu o interesse de que a universidade também se envolvesse em um curso de formação de professores.
DANIEL IRIA MACHADO
Isso vem ocorrendo desde 2010. Nesse ano, comecei a trabalhar como professor do curso, por estar vinculado pela parceria com o Polo Astronômico. Em 2011, o curso foi formalizado como um projeto de extensão realizado em conjunto pela Unioeste e o Polo Astronômico. Então, converso com a equipe pedagógica do Polo, trocando ideias com a Ana Maria Pereira e o Janer. Com o tempo, colegas de outras universidades e instituições de ensino parceiras do Polo passaram a atuar no curso.
Esses são os trabalhos de extensão. Mas existe a pesquisa educacional. Nela, tento avaliar como ocorre a aprendizagem nesse tipo de espaço, como no planetário, no observatório ou no relógio de Sol, porque vem um grupo ali e interage. Assim, existem algumas questões nessa linha que me motivaram em relação à pesquisa educacional.
Um projeto inicial que fiz motivado pela Astronomia foi tentar avaliar o entendimento de estudantes das escolas da região sobre conceitos básicos de Astronomia, como isso estava ocorrendo. Queria saber como estava essa compreensão nas escolas, até para poder ter mais informações que embasassem atividades relacionadas a esse público.
Sempre discutimos, nessa parceria que queremos formar, uma massa crítica de pessoas na comunidade, incluindo professores e alunos, e que passe a ter mais conhecimento e interesse pela Astronomia. Essa foi uma linha que viemos trabalhando em conjunto. Essa parceria foi importante para que isso aflorasse e fosse materializado, e não ficasse só no plano de uma ideia.
Fazendo um balanço de minha trajetória até aqui, de todas as ações que desenvolvi, se eu for falar de recompensas, com certeza, foi a de ver um projeto em que cooperei desde o embrião se materializar e tomar corpo. Atualmente, o Polo tem parcerias e vejo professores de outras universidades, a própria cidade se desenvolvendo mais e mais gente se agregando a isso. E também há professores que participam do curso de formação que vêm de municípios da região e não só de Foz do Iguaçu. Desse modo, ver o corpo que isso tomou é uma satisfação enorme, porque, por estar na área da Educação, sei da importância e valorizo uma boa formação, sei das lacunas que existem no Brasil na formação de professores, no ensino de ciências, no ensino de modo geral. Vejo o movimento que esta estrutura tem e, então, vejo que nosso esforço repercute a favor do conhecimento e das pessoas estarem aprendendo, e isso vai desde crianças, passando por professores e chega a atender turistas que visitam a cidade.
Sobre as dificuldades enfrentadas ao longo da carreira profissional, eu citaria ter o acesso a uma escola para desenvolver um projeto, organizar um grupo para realizar um trabalho em conjunto. No início, não era tão fácil assim. Porém, à medida que o trabalho vai tomando um porte maior,
você começa a ter mais apoio, mais estrutura. A dificuldade em relação à infraestrutura, no início, era maior. Também sentia a dificuldade de não existir, em Foz de Iguaçu, um grupo maior com outros colegas para poder cooperar, de pessoas com interesse na área. Hoje, já há pessoas com quem dialogar, fazer atividades em conjunto, e de início não havia muito isso. Hoje, pelas parcerias desenvolvidas, temos contato com professores de outras instituições de Foz e de outros locais. O Polo Astronômico é o elemento que polariza e congrega várias instituições.
Para alguém que se interessaria por seguir na área de Educação em Astronomia, eu começaria citando a questão da formação. Na minha graduação, não tive uma disciplina de Astronomia. Acredito que, hoje, pelo que conheço, não são todos os cursos de Física que oferecem isso e, quando é o caso, em geral, oferecem uma optativa. Essa é uma dificuldade, porque a pessoa que está interessada, para ela desenvolver um trabalho nessa área, é importante pelo menos um conhecimento básico dos conceitos. A pessoa tem que conhecer, para poder realizar um projeto nessa área. Isso, talvez, seja uma dificuldade, porque a pessoa terá que buscar esse conhecimento por outros meios, fazendo, por exemplo, um curso de extensão que a universidade oferece, ou um curso a distância, ou por meio de livros, ou trabalhando com um professor que oriente temas nessa área.