6. OFFERRITUALETS PRAGMATISKE NIVÅ, RITUELL KOMMUNIKASJON
6.3. R ITUALET SOM UTTRYKK FOR POLITISK LEGITIMERING OG FORVALTNING
Guia do Professor (Parte A)
Esta parte contempla a capacitação para o en- sino de segurança do paciente, bem como para o planejamento e a concepção de um programa. São sugeridas diferentes maneiras de abordar e implementar a instrução em segurança do paciente fazendo uso do material na Parte B. Na Parte A, objetivamos guiar o leitor por etapas importantes, que foram elaboradas para dar-lhe suporte e levá- -lo ao êxito na implementação do currículo.
Tópicos do Guia Curricular (Parte B)
Os tópicos compõem o currículo de formação em segurança do paciente propriamente dito.
Parte A 5. Implementação do Guia Curricular 37
Modelo para integrar a formação em segurança do paciente aos currículos Revisão e aprimoramento
Comprometimento e prioridade
Avaliação do plano curricular Integração ao currículo existente
Capacitação
C O R P O D O C E N T E
Desenvolvimento do currículo de segurança do paciente e de consenso Melhoria contínua da qualidade Consultas Professores da faculdade e dos locais de trabalho Quadros do currículo de segurança do paciente Currículo de segurança do
paciente válido Requisitos de credibilidade Feedback de alunos/tutores/ clínicos Líderes em segurança do paciente
5. Implementação do Guia Curricular
Como usar este Guia Curricular
Este Guia fornece os recursos para ensinar segu- rança do paciente aos estudantes da área da saúde. Ele aponta os tópicos a serem ensinados, como ensiná-los e como se pode avaliá-los nos currículos. Relatos de pacientes e estudos de caso estão dis- poníveis no início e no final de cada tópico. Esses casos podem ser usados para demonstrar um as- pecto específico do tópico em discussão. Reconhe- cemos que a aprendizagem é mais efetiva quando o estudo de caso reflete experiências locais e, por isso, incentivamos os professores a modificar os casos de modo que eles reflitam as experiências dos profissionais de saúde e os recursos do local.
Este Guia destina-se a todos os estudantes das carreiras da saúde e, portanto, os professores de áreas específicas deverão incluir a literatura pertinente à área, sempre que possível, a fim de reforçar a aprendizagem do aluno.
A Parte A do Guia visa auxiliar professores a se familiarizarem com os princípios e os conceitos de segurança do paciente, de modo que comecem a integrar a aprendizagem da segurança do paciente a todas as atividades educacionais. A capacitação do corpo docente exige tempo e compromisso. A Figura A.5.1 descreve as principais etapas desse processo.
Figura A.5.1 Integrar formação em segurança do paciente aos currículos das profissões de saúde
Comprometimento e prioridade Melhoria contínua da qualidade Consultas Professores da faculdade e dos locais de trabalho Quadros do currículo de segurança do paciente Currículo de segurança do
paciente válido Requisitos de credibilidade de alunos/tutores/ clínicos Líderes em segurança do
paciente Ética Respeito pela
autonomia do paciente Honestidade após um evento adverso Dissertação sobre ética, questões de múltipla escolha (MCQ), exame clínico objetivo estruturado por estações (OSCE)
Muitos princípios de segurança têm uma base ética que pode ser usada para explicitar que se trata de uma aula de segurança do paciente Aula expositiva 1 Sessão / área do currículo Onde está o conteúdo de segurança do paciente? Aprendizagem potencial de segurança do paciente Como a segurança do paciente está sendo avaliada? Comentários Como a segurança do paciente está sendo ensinada? Ano
Como retificar seu currículo para incluir a aprendizagem de segurança do paciente Identifique os resultados da aprendizagem Para iniciar o processo de desenvolvimento ou atualização curricular, é importante identificar pri- meiro os resultados da aprendizagem de segurança do paciente. A Parte B contém os tópicos escolhi- dos para este Guia Curricular, incluindo os resul- tados da aprendizagem; estes, por sua vez, serão mais bem discutidos nesta seção (Parte A). Saiba o que já está no currículo
O termo “currículo” se refere à ampla gama de práticas de ensino e aprendizagem, que incluem estratégias para o desenvolvimento de técnicas e comportamentos, bem como a utilização de métodos de avaliação adequados para testar os resultados de aprendizagem alcançados. Os alunos são guiados em sua aprendizagem por um currí- culo que define os conhecimentos, as técnicas e os comportamentos necessários para demonstrar competência na área profissional escolhida. Antes que o novo material seja incluído no currí- culo, é importante conhecer o conteúdo do que já existe e as experiências dos alunos nos hospitais e/ ou diferentes ambientes de trabalho. Pode ser que os alunos já venham tendo experiências educacio- nais de segurança do paciente não registradas em hospitais e clínicas. Pode ser ainda que o currí- culo já englobe alguns aspectos do programa de segurança do paciente, tais como a importância dos protocolos de higiene das mãos para evitar risco de infecções ou a verificação de sistemas
para garantir a identificação correta dos pacientes. Faz-se necessário conhecer o material já existente para detectar oportunidades de aprimoramento do ensino de segurança do paciente.
O currículo de segurança do paciente é descrito na Parte B deste documento. Identificamos tópicos, recursos, estratégias de ensino e métodos de avaliação que poderão facilitar a introdução e a integração do currículo de segurança do paciente. Criar a partir do que já está no currículo
Uma boa maneira de abordar o ensino de seguran- ça do paciente é aprimorar as partes existentes de um currículo, em vez de considerar o tema como um assunto novo. Há elementos de segurança do paciente verdadeiramente novos e que deverão ser acrescentados ao currículo existente, mas já há muitos aspectos da disciplina que podem ser sim- plesmente adicionados ou aprofundados a partir de um assunto ou tópico já existente.
Descobrimos que mapear os tópicos ou as áreas no currículo existente ajuda a identificar as opor- tunidades para incluir os princípios e conceitos de segurança do paciente. Desenvolvimento de competências, desenvolvimento pessoal e profissio- nal, regulamentação da saúde, ética e comunicação são áreas que podem incluir princípios e conceitos de segurança do paciente. A Tabela A.5.1 mostra um modelo desenvolvido pela University of Sydney Me- dical School (Austrália) que serve para avaliar onde a aprendizagem de segurança do paciente pode ser inserida no currículo de graduação do médico e oferecê-la como um exemplo que pode ser seguido.
Tabela A.5.1. Exercício de mapeamento: identificação do conteúdo de segurança do paciente no programa de formação médica existente
Mapear seu currículo também ajudará a identificar as oportunidades para incorporar os conceitos de segurança do paciente de forma integrada.
Parte A 5. Implementação do Guia Curricular 39
Como avaliar a capacidade do corpo docen- te para integrar o ensino de segurança do paciente ao currículo já existente
Um dos maiores desafios enfrentados por todas as profissões de saúde é a crescente escassez de professores no local de trabalho. Raros são os que sabem como integrar os princípios e conceitos de segurança do paciente ao ensino estruturado de uma nova área e muitos não estão familiarizados com o conteúdo. Muitos profissionais de saúde, de modo intuitivo, adotam métodos de segurança do paciente em sua prática cotidiana, mas podem não saber explicitar o que fazem. Isso acontece porque eles geralmente consideram quaisquer discussões sobre “sistemas” como de responsabilidade exclu- siva de administradores e gestores. Outros podem pensar que o ensino de segurança do paciente não seja importante ou relevante para sua área de atuação, mas a verdade é que ela diz respeito a todos. Hoje, a maioria dos profissionais de saúde já está ciente da necessidade de segurança do paciente. No entanto, como se trata de um assunto novo nos currículos, o seu primeiro desafio será mobilizar profissionais de saúde. Capacitar o corpo docente pode levar tempo, mas há uma série de etapas que podem ser realizadas para envolver os profissionais no ensino de segurança do paciente. Pesquisa de opinião
Uma forma de descobrir quem está interessado em ensinar segurança do paciente é realizar uma pes- quisa de opinião com os professores. Em algumas instituições, pode haver centenas de professores, em outras, nem tantos. Identifique os que estão em melhor posição para assimilar o ensino de seguran- ça do paciente e garanta que eles sejam incluídos na pesquisa. Esse exercício de mapeamento ajuda- rá a identificar os professores em atividade que es- tão em condições de incluir conceitos de segurança do paciente. A pesquisa pode incluir questões relacionadas ao interesse ou ao conhecimento de segurança do paciente e à prática de seus métodos. Esse processo também pode levar a identificar pessoas interessadas em formar um grupo ou uma comissão para supervisionar o desenvolvimento do currículo de segurança do paciente dentro de sua profissão específica.
Grupo focal
Organize um grupo de análise composto por profissionais de saúde de uma área específica para descobrir qual é o atual nível de conhecimento em segurança do paciente. Essa análise fornecerá informações sobre a conduta deles com relação à aprendizagem de segurança do paciente.
Reuniões presenciais
Reuniões individuais com professores e profis- sionais competentes ajudarão a transmitir uma mensagem clara sobre a educação em segurança
do paciente. Elas são o ambiente propício para explicar as bases e a urgência do tema, bem como estabelecer uma futura relação de trabalho. Convocar uma mesa-redonda
Convide um grupo seleto de profissionais de saúde, pessoas que você considere interessadas e que possam servir de modelo para participar de uma mesa-redonda sobre educação em segurança do paciente com os estudantes. (O benefício do for- mato de mesa redonda é que não há necessidade de se ter um perito ou especialista em segurança do paciente. Assim, o grupo pode discutir e resol- ver os problemas juntos e de forma acadêmica). Realize um seminário sobre segurança do paciente Seminários são ambientes naturais para a cons- trução de novos conhecimentos. São úteis para apresentar a área a profissionais que não têm co- nhecimento sobre ela, e também aos especialistas e profissionais respeitados que já estão bem-infor- mados sobre segurança do paciente. Os seminários podem durar metade do dia ou um dia inteiro. Os tópicos podem incluir: (i) o que é segurança do paciente?; (ii) as provas da importância da seguran- ça do paciente; (iii) como desenvolver um currículo para segurança do paciente; (iv) como ensinar se- gurança do paciente; e (v) como avaliar a segurança do paciente. É importante ter sempre em mente o objetivo do programa: capacitar professores e profissionais para ensinar segurança do paciente aos alunos.
Como identificar os colegas ou parceiros que compartilham a mesma opinião
Se as atividades listadas forem realizadas, elas aju- darão a identificar pessoas com opiniões similares e interessadas no ensino de segurança do paciente. Outra forma de identificar essas pessoas é con- vocar uma reunião e enviar um convite aberto ao corpo docente. Certifique-se de marcar a reunião para uma hora que seja conveniente para o maior número possível de pessoas, a fim de atrair o maior público possível (por exemplo, alguns profissionais cuidam de pacientes durante o dia, por isso, ainda que queiram, não poderão comparecer por causa de demandas de trabalho). Outra maneira é publicar um artigo no jornal da faculdade ou universidade. Mesmo que algumas pessoas não estejam interes- sadas em se envolver na causa, o artigo vai aumen- tar a consciência sobre a necessidade de se incluir o ensino de segurança do paciente no currículo. A pessoa responsável por executar o programa de segurança do paciente deve recrutar profissionais de saúde interessados e instruídos, que já tenham se prontificado, ou que tenham sido designados ou escolhidos em decorrência de reuniões anteriores sobre o tema. Outra boa ideia pode ser verificar a disponibilidade de especialistas de outras facul-
dades e disciplinas, tais como engenharia (fatores humanos), psicologia (teorias comportamentais, procedimentais e de aprimoramento), farmácia (segurança no uso da medicação) e enfermagem e medicina (controle de infecções).
Técnicas para incorporar a aprendizagem de segurança do paciente ao currículo
Brainstorming é uma técnica que incentiva todos
a sugerirem ideias para resolver um problema. O problema aqui é: como incorporar a melhor apren- dizagem de segurança do paciente ao currículo. Cada faculdade da área de saúde é diferente, com recursos, capacidades e interesses variados em segurança do paciente. Em alguns países, a segu- rança do paciente ainda não é uma preocupação da comunidade ou do governo. Por isso, sua inclusão no currículo pode parecer que ela não é uma priori- dade urgente.
Os Workshops introdutórios sobre esta edição multiprofissional do Guia Curricular de Segurança do Paciente constituem uma oportunidade para os membros do corpo docente se familiarizarem com os principais tópicos do tema. Também é uma boa ocasião para expressar ressalvas, fazer perguntas e esclarecer quaisquer eventuais preocupações sobre o programa.
A aprendizagem multidisciplinar é a melhor ma- neira de abordar o tema. O corpo docente deve ser incentivado a refletir sobre a viabilidade de se combinar algumas aulas de segurança do paciente com outras áreas de saúde. Este Guia
Curricular foi elaborado para todos os alunos da área de saúde. A maioria das disciplinas e das profissões da área de saúde tem muito a contribuir, em especial para o ensino de alguns desses tópicos. Engenheiros podem dar aulas sobre fatores huma- nos e culturas de segurança. Psicólogos e cientistas comportamentais, as faculdades de enfermagem, de medicina e de farmácia podem ensinar como suas disciplinas aprimoraram a segurança. A ênfase na diversidade aumenta as chances de alunos aprenderem com outras disciplinas. Isso é especial- mente importante para uma abordagem de equipe. Chegar a um acordo
Como em todas as discussões sobre conteúdo curricular, haverá pontos de vista divergentes sobre o que deve ser incluído e o que deve ser excluído. O importante é iniciar essa discussão e, a partir daí, ir construindo o processo de decisão acerca do conteúdo curricular. Isso significa que um meio termo pode ser melhor a solução a longo prazo - começar algo concreto em vez de ficar debatendo questões por tempo demais. Outra técnica é incluir novos tópicos usando um piloto, o que é útil para identificar problemas, podendo ser usado como um guia para futuros tópicos. Essa técnica também permite que os membros do corpo docente que tenham ressalvas acerca do valor da aprendizagem de segurança do paciente possam se acostumar à ideia.
A próxima seção traz mais detalhes sobre o desen- volvimento e a integração do Guia Curricular aos currículos existentes.
Parte A 6. Como integrar o aprendizado sobre segurança do paciente ao seu currículo 41
Disciplina Exemplo de segurança do paciente
Obstetrícia Como os recém-nascidos são identificados pelo nome da mãe de modo a evitar que sejam trocados por engano e acabem saindo do hospital com a família errada?
Se um paciente precisa de uma transfusão de sangue, que procedimentos de verificação são feitos para garantir que ele receba o tipo sanguíneo correto?
Como os pacientes são incentivados a se manifestar nos casos em que não entendem por que um médico está realizando um procedimento inesperado?
Cirurgia Ética